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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Titular de Literaturas Hebraica e Judaica e Cultura Judaica - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Programação - FL/UFRJ - III Encontro de Letras Orientais e Eslavas: “Oriente e Ocidente: Interações, Diálogos e Visões Recíprocas”

O III Encontro de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ, com o tema “Oriente e Ocidente: Interações, Diálogos e Visões Recíprocas”, busca ser um fórum de debate e reflexão, sob o ponto de vista das Ciências Humanas, das questões que envolvem os múltiplos aspectos, desafios, dilemas e, porque não, contradições, dos contatos culturais, sociais, políticos e econômicos que se deram no passado e que se dão no presente entre Oriente e Ocidente.

Ano Novo judaico é época de reflexão e arrependimento

Ano 5.769 do calendário judaico começa nesta segunda-feira. Para os judeus, é a época de 'acertar as contas' com o próximo.

Paula Adamo Idoeta
Do G1, em São Paulo, em 29/09/2008.


É dia de dizer Shana Tová, ou “bom ano”. Segundo o calendário judaico, entramos nesta segunda-feira (29) no ano 5.769. Para os judeus, é tempo de refletir e se arrepender dos pecados.

“Na festa de Réveillon, geralmente se entra no ano novo com os pés, dançando e comemorando. No Rosh Hashaná (Ano Novo judaico, que comemora o dia em que Deus criou o mundo), entramos com a cabeça, ou seja, pensando”, compara Sergio Feldman, professor de História Antiga e Medieval da Universidade Federal do Espírito Santo, em entrevista ao G1.

Portanto, em vez de pular sete ondinhas e brindar com champanhe, a comemoração do Rosh Hashaná é mais focada na introspecção e na reflexão. E cai na entrada do outono (no hemisfério norte) porque, segundo Feldman, “é o momento de encerrar as colheitas e prestar contas”. Os dez dias entre o Ano Novo e o Yom Kipur (Dia do Perdão) servem justamente para que cada um pondere suas ações. E o jejum, praticado neste dia, ajuda a elevar o espírito.

Veja a galeria de fotos das comemorações do Ano Novo Judaico

No Rosh Hashaná, é preciso ter em vista três princípios: Tefilá (oração), Tsedaká (justiça e ajuste com o próximo) e Teshuvá (arrependimento sincero).

“É uma nova oportunidade para viver de acordo com a ética judaica e para o arrependimento sincero dos pecados”, diz ao G1 Paulo Geiger, consultor do Centro de História e Cultura Judaica, destacando um detalhe importante: “a declaração de arrependimento deve ser feita ao próximo, e não a Deus. Porque Deus é magnânimo. A época é de ajuste do comportamento com os demais”.

Lunar
A contagem dos anos no judaísmo é feita pelo calendário lunar, daí a discrepância com o calendário gregoriano. O ano lunar tem 354 dias, portanto faltam 11 para os 365 contados normalmente. Para ajustar, se convencionou que alguns anos têm um mês a mais no calendário judaico. “É uma questão de convenção”, explica Geiger. “Houve muitos calendários, e o dos judeus é anterior ao utilizado hoje. E o último algarismo do ano (no caso, 9) é sempre igual ao último algarismo do ano em que vamos entrar (2009)”.

O primeiro mês do ano é chamado de Tishrei, palavra que remonta ao período de 586 a.C. a 536 a.C., quando Jerusalém foi destruída pelos babilônios e os judeus foram forçadamente exilados para a região mesopotâmia. Ali eles desenvolveram o calendário de 12 meses – que às vezes ganha um mês extra para o ajuste com o calendário tradicional.

Abrir os céus

Um dos símbolos mais importantes do Rosh Hashaná é o shofar, instrumento feito de chifre de carneiro que é tocado na data e remonta à época em que os judeus eram nômades. Segundo Geiger, o som do shofar “carrega boas intenções e abre os céus para que as preces entrem.”
Um conto judaico diz que, certa vez, havia um menino muito pobre que, tentando imitar o som do shofar, assobiou para Deus. “No conto, o céu se abriu ao assobio do menino. Porque era um pedido sincero, que comoveu Deus”, explica o especialista.

Veja mais:
Mini-Guia de Rosh Hashaná 5769
Shaná Tová 5769!!! Shaná Tová Umetuká!!!
Unetane Tokef (vídeo)
Rosh Hashaná (Beit Chabad Brasil)
Rosh_hashaná (Agência Judaica)
Kidush para Rosh Hashaná (Revista Morashá)
Mini-Guia Iamim Noraim (CJB)

domingo, 28 de setembro de 2008

Romances e Canções Sefarditas dos Séculos XV a XX Traduzidos do Judeu-Espanhol

Márcio Schiefler-Fontes
Universidade Federal de Santa Catarina


Resumo: Ao traduzir romances e canções sefarditas para o português num exuberante contexto de pesquisa literária, Leonor Scliar-Cabral promove uma notável abertura para o passado brasileiro. Sefarad é o nome da Península Ibérica em hebraico, enquanto sefardim ou sefardita são variantes de adjetivo pátrio relativas aos judeus provenientes da Espanha, que emigraram em virtude da expulsão determinada pelos reis católicos em 1492, falando o ladino ou judeu-espanhol, dotados de rica cultura e trágica história. Tais romances e canções foram traduzidos de textos cantados por Esther Lamandier, à luz da seguinte distinção: os primeiros obedecem a métrica e temática mais rígidas, ao passo que as canções tradicionais apresentam métrica mais variada. Pelo fato de os sefarditas também haverem migrado para o Brasil, há um pedaço da história brasileira irremediavelmente vinculada à saga sefardita, razão pela qual é lícito afirmar haver aqui sensível significado histórico, a par de seu evidente conteúdo literário. Em tal contexto, encontram-se dois aspectos preponderantes: o eminentemente literário, marcado pela riqueza da tradição secular que lhe caracteriza, e o sentimental, à medida que a nostalgia que cerca a alma portuguesa – como indiretamente faz com a alma brasileira – é incrivelmente espelhável na trágica trajetória sefardita.

Tirando os sapatos: Os Caminhos de Abrahão e o Meu Fundamentalismo

TIRANDO OS SAPATOS
Os Caminhos de Abrahão e o Meu Fundamentalismo
Rabino Nilton Bonder


O livro relata uma viagem que o rabino fez por duas semanas, em 2006, pelo chamado "caminho de Abraão", no Oriente Médio. A experiência foi contada em forma de diário, apresentado por meio de uma entrevista realizada pela jornalista Tania Menai e de textos filosóficos de autoria do próprio rabino. Bonder aborda a importância dos caminhos, como o de Santiago de Compostela, como um resgate de uma prática milenar de peregrinação. E isso significa mais do que se deslocar de um lugar para outro - significa sair da própria cultura. O peregrino inicia a jornada com uma visão de mundo, com uma perspectiva, e aos poucos vai se desfazendo de sua bagagem, sendo profundamente transformado.

15 de outubro (4ª feira)
19:00hLivraria da Travessa Leblon
shopping Leblon - Av. Afrânio de Melo Franco, 290 lj 205


sexta-feira, 26 de setembro de 2008

A mulher de Jerusalém (A. B. Yehoshua)

A Mulher de Jerusalém
Autor:
A. B. Yehoshua
Tradução: Nancy Rozenchan
Editora: Companhia das Letras (2008).
Sumário: Este novo romance de A. B. Yehoshua tem como personagem central uma mulher morta. Por não ter documentos e por ter morrido durante um atentado terrorista, essa mulher não pode ser enterrada. O único papel que encontram com ela a liga à panificadora de um velho empresário, sensível tanto aos seus lucros quanto ao seu renome. Em função da denúncia de um jornal local da "falta de humanidade" da empresa para com seus funcionários, o velho reconhece a necessidade premente de identificá-la e enterrá-la, além de ressarcir a família. Eis que entra em jogo o encarregado pelo departamento de recursos-humanos, incumbido pelo chefe de dar uma solução ao caso. Descobre-se, porém, que a mulher era uma imigrante. O périplo do corpo, de Israel até o país onde nasceu, funde a história dos dois personagens. E permite - ou impõe - que o encarregado acabe por rever a história de sua própria vida.Permite também que A. B. Yehoshua, um dos maiores escritores da atualidade, crie uma verdadeira viagem de descobrimento. Ou de descobrimentos. Pois nela se descobrem, ao mesmo tempo, as histórias da mulher morta, do encarregado e do velho empresário, além de toda uma galeria de personagens cujas vidas são alteradas, marcadas, aclaradas e embaralhadas por um acontecimento com o qual não têm, porém, nenhuma relação direta.

Veja mais:
Literatura israelense e 60 anos de Israel
Literatura hebraica moderna e israelense
La situación de las artes en Israel en 1995: Literatura

A. B. Yehoshua:
Noiva Libertada, A
Shiva

Literatura israelense e 60 anos de Israel

Tova Sender
Nosso Jornal Rio, edição 24, out/2008, página 14.


A literatura contemporânea hebraica acompanha o cenário histórico da reconstrução nacional do povo judeu na Terra de Israel, que se tornou o novo Estado de Israel em 1948.

Esses dois conceitos, Terra de Israel e Estado de Israel, que à primeira vista se confundem, na verdade se referem a dois significados distintos, embora visceralmente relacionados.

O conceito de Terra de Israel diz respeito a um símbolo de inspiração, nostalgia e redenção que transformou um território geograficamente delimitado numa aspiração coletiva espiritual de existência e de sobrevivência do povo judeu desde os tempos bíblicos até os dias de hoje.

Já o Estado de Israel é uma realidade, a concretização da aspiração espiritual numa experiência nacional na Terra de Israel. Em termos da literatura, ao longo de dois mil anos de Diáspora, poetas judeus cantavam a nostalgia da Terra de Israel como símbolo da unidade e/ou redenção do povo. A Terra de Israel como símbolo, e não como realidade nacional, era mais cantada na poesia do que narrada na prosa.

A aspiração pela Terra de Israel na poesia segue, ao longo do tempo, os significados menos ou mais reais e concretos, de acordo com o afastamento ou iminência histórica da concretização do Estado de Israel como nação política.

Comparando os poemas de Iehuda Halevi com os de Rachel, nota-se a passagem de uma aspiração nostálgica (com possibilidade menor de concretização, ou sem qualquer possibilidade, àquela época) no primeiro, a uma mescla de sonho e realidade, na segunda, em que a poeta já habitava na Terra de Israel antes de se constituir em Estado.

Iehuda Halevi, na Idade Média, na Espanha, cantou: Meu coração está no Oriente e eu, no extremo Ocidente (...), enquanto Rachel, no início do século XX, vivendo em uma colônia agrícola às margens do Lago Kineret se perguntava: Será que jamais me purifiquei no tranqüilo azul de suas águas? Oh! Meu Kineret! Você existiu mesmo ou foi apenas um sonho?(...) A distância, no lamento de Halevi, se transforma na própria presença de Rachel, mas ainda com o antigo sentimento de uma vivência simbólica, não completamente real. A aspiração transcendente vai se transformando numa realidade imanente, com um período intermediário onde ambas convivem, como em Rachel, que se banha no Kineret ao mesmo tempo em que duvida da sua existência.

Quando a possibilidade de concretizar o que antes só podia se realizar como símbolo se tornou uma evidência, surgiram os escritores narrativos, já que alguma concretude do símbolo já se anunciava. Um magistral representante deste período histórico é Shai Agnon, Prêmio Nobel de Literatura em 1966.

Ele próprio é fruto desse período de transição, nascido na Galícia e se transferindo a Israel na segunda aliá. Seus três grandes romances seguem a cronologia da passagem que transferiu o centro judaico diaspórico para o novo modelo nacional que se estabelecia no Estado de Israel às vésperas de sua fundação.

Há uma forte tendência da crítica literária a identificar três momentos significativos na literatura israelense dos 60 anos de Israel: a geração dos Pioneiros, a geração da Terra e a geração do Estado. Esses momentos são coerentes com a
realidade israelense (política, histórica, cultural) e a medida de idealização que marca essas gerações cronologicamente.

Atualmente há um viés que passa pela autobiografia, na realidade, biografias que se confundem com a história do novo país. Para citar alguns exemplos, as recentes autobiografias de Amós Oz, Rina Franco, Meir Shalev e Yftach Spector.

Veja mais:
Literatura hebraica moderna e israelense
La situación de las artes en Israel en 1995: Literatura
Cadernos de Língua e Literatura Hebraica
Os Filhos de Israel - Literatura - A Revista - BRAVO!
Literatura israelense com sotaque brasileiro - Nancy Rozenchan

Temas:
Literatura Israelense

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Mini-Guia de Rosh Hashaná 5769

Shaná Tová 5769!!! Shaná Tová Umetuká!!!

FL/UFRJ - III Encontro de Letras Orientais e Eslavas: “Oriente e Ocidente: Interações, Diálogos e Visões Recíprocas”

O III Encontro de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ, com o tema “Oriente e Ocidente: Interações, Diálogos e Visões Recíprocas”, busca ser um fórum de debate e reflexão, sob o ponto de vista das Ciências Humanas, das questões que envolvem os múltiplos aspectos, desafios, dilemas e, porque não, contradições, dos contatos culturais, sociais, políticos e econômicos que se deram no passado e que se dão no presente entre Oriente e Ocidente.

Unetane Tokef (vídeo)

Ouça a tefilá e veja as imagens.
Clique
aqui.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Call for Papers: "Anti-Semitism and Emergence of Sociological Theory" University of Manchester (UK)

Anti-Semitism and the Emergence of Sociological Theory
2 - 3 November 2008

Link: http://www.mucjs.org/antisemitism.htm

The Centre for Jewish Studies and the Centre for Interdisciplinary Research in the Arts, The University of Manchester, co-host a conference on 'Antisemitism and the Emergence of Sociological Theory' on the last friday of October/ the first weekend of November of this year. Keynote speakers to date will include Prof. Detlev Claussen (Hannover University, Germany) and Robert Fine (Warwick University, UK).

Modern antisemitism and modern sociological theory not only emerged in the same period but, as much as these discourses might have been antagonistic or even hostile to each other, they also overlapped and complemented each other. Both responded to the same set of causes: the limits and crises of modern society, especially the capitalist mode of production, and the desire, or urgency, to limit what their proponents saw as the negative impacts of modernity. Furthermore, many of those who formulated the classic contributions to both discourses shared a general intellectual background in nationalist liberalism. The conference is designed to explore this constellation.

Call for Papers
Contributions are encouraged that do at least one of the following:

1) discuss comments by sociologists (or those who helped, especially in the last third of the nineteenth century, constitute the discipline) on antisemitism and 'the Jewish Question';
2) explore the antisemites' opinions on sociology, such as the notion of its supposed 'Jewishness';
3) examine and compare what antisemites on the one hand, sociologists on the other, had to say about those subjects that were central to the thinking of either group, including money, usury, modernity, labour, individualism, community, society, social reform, socialism, state, culture, religion, the spirit of capitalism, and capitalist development;
4) investigate the extent to which classical sociology was either influenced by antisemitic ideas or was constructed in opposition to antisemitic ideas.

Comparative approaches with respect to persons, texts and national contexts are particularly encouraged. Also those who anticipate they will not be able to attend but would like to contribute to subsequent publications (a relevant scholarly journal and/or an edited volume) are encouraged to get in touch. Please address enquiries concerning this conference to
Marcel Stoetzler.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

The Israel Museum, Jerusalem

The Israel Museum, Jerusalem: El Museo de Israel es la mayor institución cultural del Estado de Israel y está considerado como uno de los museos de arte y arqueología líderes del mundo. Fundado en 1965, el Museo alberga colecciones en sus cuatro departamentos,– El Ala de Arte Bezalel, el Ala de Arqueología Bronfman, el Ala de Judaica y Etnografía Judía y el Ala Ruth para Jóvenes – e incluye la más extensa posesión en el mundo de objetos arqueológicos Biblicos y de Tierra Santa, entre ellos los Rollos del Mar Muerto. En apenas cuarenta años, el Museo ha construído una colección de comprenden una amplia gama de cerca de 500,000 objetos gracias al legado de obsequios y apoyo de su círculo mundial de mecenas.


Entre las pertenencias más importantes de las colecciones del Museo están los Rollos del Mar Muerto, los manuscritos Bíblicos más antiguos del mundo. Alojados en el Santuario del Libro, los rollos datan desde el siglo 2do. AEC hasta el siglo 1ro. EC e incluyen libros de la Biblia Hebrea así como también textos adicionales no canónicos. El Santuario del Libro alberga además raros manuscritos medievales de la Biblia, un auditorio y un centro de información y estudio.



Machzor Ner Rosh Hashaná (SEFARADI)

Machzor Ner Rosh Hashaná (SEFARADI)

Autores: Moyses Elmescany e David Salgado


Informação: Machzor (livro de orações) para o dia do Rosh Hashaná de acordo com o rito SEFARADI, com o texto em hebraico, tradução e transliteração.


Marcha contra Intolerância Religiosa

Veja mais:

Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa


Temas sobre:

Intolerância Religiosa



Opinião: Se Livni fracassar em Israel, Netanyahu poderá voltar

Se novas eleições gerais forem convocadas em Israel, são grandes as chances de o ex-primeiro-ministro Benjamin Netanyahu voltar ao poder. Por isso é importante torcer por Tzipi Livni, opina o jornalista Peter Philipp. >>> Leia mais em Deutsche Welle, em 18/09/2008

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Bento XVI examina papado de Pio XII

Em uma audiência a um congresso histórico que analisa sua relação com o povo judeu

CASTEL GANDOLFO, quinta-feira, 18 de setembro de 2008 (
ZENIT.org).- Publicamos o discurso que Bento XVI dirigiu nesta quinta-feira na residência pontifícia de Castel Gandolfo aos participantes do simpósio organizado pela Pave the Way Foundation com o título «Examinando o papado de Pio XII», realizado em Roma de 15 a 17 de setembro.

* * *

Estimado Senhor Krupp,

Senhoras e senhores:

Para mim, é um autêntico prazer ter este encontro convosco no final do importante simpósio organizado pela Pave the Way Foundation, do qual participaram eminentes especialistas para refletir sobre a generosa obra realizada por meu venerado predecessor, o servo de Deus Pio XII, durante o difícil período do século passado, que gira em torno da 2ª Guerra Mundial. A cada um de vós dou minhas mais cordiais boas-vindas. Saúdo de maneira particular o Sr. Gary Krupp, presidente da Fundação, e lhe agradeço pelos sentimentos que expressou em nome de todos os presentes. Agradeço-lhe também pela informação que me apresentou sobre o desenvolvimento de vossas sessões de trabalho deste congresso, nas quais analisastes sem preconceitos os acontecimentos da história, preocupados apenas em buscar a verdade. Minha saudação se estende a todos os que estão unidos a vós em vossa visita, e aproveito com prazer a oportunidade para enviar minha cordial saudação a vossos familiares e entes queridos.

Durante estes dias, vossa atenção se dirigiu à figura e à incansável ação pastoral e humanitária de Pio XII, Pastor Angelicus. Já passou meio século desde seu falecimento, ocorrido aqui, em Castel Gandolfo, nas primeiras horas de 9 de outubro de 1958, depois de uma doença que reduziu paulatinamente seu vigor físico. Este aniversário constitui uma importante oportunidade para aprofundar em seu conhecimento, para meditar em seus ricos ensinamentos e para analisar de uma maneira conjunta sua obra. Muitas coisas foram escritas e ditas sobre ele nestas cinco décadas e nem sempre se enfocou corretamente os diferentes aspectos de sua multiforme ação pastoral. O objetivo de vosso simpósio consiste precisamente em preencher algumas destas lacunas mediante uma análise documentada sobre muitas de suas intervenções, sobretudo aquelas a favor dos judeus, que naqueles anos eram perseguidos em toda a Europa, de acordo com o plano criminoso de quem queria eliminá-los da face da terra. Quando alguém se aproxima sem preconceitos ideológicos da nobre figura deste Papa, além de ficar impressionado por seu elevado nível humano e espiritual, é conquistado por sua vida exemplar e pela extraordinária riqueza de seus ensinamentos. Aprecia-se a sabedoria humana e a força pastoral que o guiaram em seu longo ministério e, de maneira particular, na organização das ajudas ao povo judeu.

Graças ao amplo material de documentação que recolhestes, enriquecido por múltiplas e autorizadas testemunhas, vosso simpósio oferece à opinião pública a possibilidade de conhecer melhor e de maneira mais completa o que Pio XII promoveu e realizou a favor dos judeus perseguidos pelos regimes nazista e fascista. Pode-se ver, então, que não poupou esforços, onde foi possível, para intervir diretamente ou através de instruções dadas a pessoas e instituições da Igreja Católica em seu favor. Nas sessões de vosso congresso se sublinharam muitas intervenções que ele realizou de maneira secreta e silenciosa precisamente porque, ao levar em conta as situações concretas desse complexo momento histórico, só dessa maneira era possível evitar o pior e salvar o maior número possível de judeus. Sua entrega valente e paterna foi, de fato, reconhecida e valorizada durante e depois do tremendo conflito mundial por comunidades e personalidades judaicas que não deixaram de manifestar sua gratidão pelo que o Papa havia feito por eles. Basta recordar o encontro que Pio XII teve, em 29 de novembro de 1945, com os 80 delegados dos campos de concentração alemães, que em uma audiência especial que lhes concedeu no Vaticano, quiseram agradecer-lhe pessoalmente pela generosidade que demonstrou aos perseguidos durante o terrível período de nazi-fascismo.

Queridos senhores e senhoras: obrigado por vossa visita e pelo trabalho de pesquisa que estais realizando. Obrigado à Pave the Way Foundation pela constante ação que desenvolve para favorecer as relações de diálogo entre as diferentes religiões, de maneira que possam oferecer um testemunho de paz, de caridade e de reconciliação. Desejo vivamente que este ano, que recorda o 50º aniversário da morte de meu venerado predecessor, ofereça a oportunidade de promover estudos mais profundos sobre os diferentes aspectos de sua pessoa e atividade para chegar a conhecer juntos a verdade histórica, superando deste modo os preconceitos que ainda restam. Com estes sentimentos, invoco sobre vossas pessoas e sobre o trabalho de vosso simpósio a bênção de Deus.

[Tradução: Élison Santos. Revisão: Aline Banchieri.
© Copyright 2008 - Libreria Editrice Vaticana]

Veja mais:

Judeus e historiadores pedem «justiça e verdade» sobre Pio XII

Na Europa cresce a postura anti-semita e anti-muçulmana


Segundo uma nova pesquisa de âmbito internacional, a postura anti-semita e anti-muçulmana tem crescido quase que simultaneamente em diversos países europeus, o que, aparentemente, é um reflexo das preocupações quanto à imigração, à globalização e aos problemas econômicos.

Os sentimentos anti-semitas são particularmente fortes na Espanha, na Polônia e na Rússia. Nestes países tais sentimentos aumentaram significativamente desde 2006, de acordo com a pesquisa realizada pelo Pew Research Center. A postura anti-muçulmana também é forte nesses três países, bem como na Alemanha e na França."Existe um vínculo claro entre as atitudes anti-semitas e as anti-muçulmanas", diz o relatório do Pew Research Center, que foi divulgado na quarta-feira (17). "Segmentos da população que têm uma opinião desfavorável em relação aos judeus tendem também a ver os muçulmanos de forma negativa".

A imagem negativa dos muçulmanos também é forte em vários países asiáticos: pelo menos a metade dos japoneses, indianos, chineses e sul-coreanos entrevistados afirmou ter uma impressão negativa quanto aos muçulmanos.

Nestes países, a visão negativa em relação aos judeus é um pouco menos intensa, variando de 32% na Índia a 55% na China, sendo que no Japão e na Coréia do Sul foram registrados valores intermediários.

A pesquisa também detectou a preocupação crescente em diversos países predominantemente muçulmanos, incluindo a Indonésia, em relação a uma luta pela supremacia entre os fundamentalistas islâmicos e os indivíduos favoráveis à modernização.

Na Europa, as opiniões negativas em relação a judeus e muçulmanos foram mais intensas entre as pessoas mais velhas, as com menor grau de instrução e aquelas que fazem parte da direita política.

Em alguns países, incluindo a Alemanha, tanto os sentimentos negativos quanto os positivos em relação aos judeus aumentaram - há menos indecisos quanto a essa questão. Além do mais, a postura positiva em relação aos judeus superou a visão negativa em todo país europeu pesquisado, com a exceção da Espanha.

Mesmo assim, 46% dos espanhóis manifestaram opiniões negativas quanto aos judeus, assim como 36% dos poloneses e 34% dos russos. Em média, o sentimento negativo registrado nesses países aumentou seis pontos percentuais em relação a 2006."Pode haver alguma preconceito contra os grupos minoritários na Europa como conseqüência da expansão e da globalização da União Européia", afirma Andrew Kohut, diretor do Pew Research Center. "Quanto aos espanhóis, acho que eles estão no ponto mais crítico da globalização, possuindo um grande número de imigrantes muçulmanos".

Contrastando com os outros países, 77% dos norte-americanos manifestaram uma visão favorável quanto aos judeus, e apenas 7% exibiram uma postura desfavorável. O Reino Unido destacou-se entre os europeus, com 73% das pessoas manifestando uma opinião favorável em relação aos judeus, e somente 9% exibindo uma visão desfavorável.

A postura em relação aos muçulmanos tende a ser mais negativa do que em relação aos judeus.

Metade dos espanhóis e dos alemães ouvidos manifestou opiniões desfavoráveis em relação aos muçulmanos, da mesma forma que quase a metade dos poloneses e 32% dos russos. Um em cada quatro britânicos e norte-americanos entrevistados vê os muçulmanos de forma negativa.

Nas sociedades com visão mais negativa parece haver uma correlação maior com a imigração e a situação econômica do que com o tamanho das populações judaicas e muçulmanas. A Alemanha e a França possuem as maiores populações muçulmanas, enquanto a Polônia tem a menor. A Espanha tem a menor população judaica.

"Parte desse etnocentrismo está obviamente relacionado às atitudes em relação à imigração, que é uma questão importante", explica Kohut.

Nos países predominantemente muçulmanos, a visão negativa em relação aos judeus é especialmente elevada: 96% na Jordânia e 97% no Líbano.

Uma grande quantidade de muçulmanos - incluindo maiorias na Turquia e na Tanzânia, e quase a metade dos indonésios - disse que os fundamentalistas islâmicos e os modernizadores estão engajados em uma luta pela supremacia nos seus países.

O apoio ao terrorismo manteve uma tendência de queda que dura seis anos, especialmente nos países que sofreram ataques terroristas. No Líbano, a idéia de que os ataques suicidas à bomba são sempre ou às vezes justificados despencou de 74% em 2002 para os atuais 32%. Mas minorias significantes ainda endossam tais táticas no Líbano, na Jordânia e na Nigéria.

O ceticismo quanto aos motivos dos Estados Unidos é forte no Paquistão, onde as tensões são intensas devido à pressão norte-americana para que se reprima os militantes da Al Qaeda e do Taleban, e na Turquia, que tem atritos contínuos com os Estados Unidos devido à questão do Iraque.

A pesquisa foi realizada em março e abril em 24 países, com uma média de mil entrevistados em cada um deles. A margem estatística de erro varia de dois a quatro pontos percentuais para mais ou para menos.

"Ninguém pode imaginar o que é um campo de concentração"

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Partido governista israelense prepara-se para escolher um novo líder


O principal partido da coalizão governista de Israel escolherá um novo líder nesta quarta-feira (16), e as pesquisas indicam que o candidato que provavelmente sairá vencedor é a ministra das Relações Exteriores, Tzipi Livni, que afirma que o seu objetivo é formar um novo governo sem eleições gerais e dar continuidade às negociações pela paz com os palestinos.

O principal rival de Livni, o ministro dos Transportes Shaul Mofaz, um ex-general que é tido como um político de linha mais dura, afirma que as suas pesquisas demonstram que ele é o provável vencedor.

Um dos dois precisará obter mais de 40% dos votos para evitar um segundo turno, que, caso se faça necessário, ocorrerá uma semana depois.

A escolha de um novo chefe do partido Kadima foi motivada pelas investigações policiais que têm como alvo o primeiro-ministro Ehud Olmert, devido às acusações de que ele embolsou dinheiro ilegalmente quando foi prefeito de Jerusalém e ministro da Indústria. Olmert prometeu renunciar ao cargo, mas ele deverá permanecer como primeiro-ministro interino até que seja formada uma nova coalizão.

Olmert está ansioso para obter algum tipo de acordo de paz histórico com os palestinos antes de deixar o cargo.

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, cuja autoridade encontra-se atualmente limitada à Cisjordânia, tinha uma reunião marcada com Olmert na terça-feira (16) à noite em Jerusalém.

Uma autoridade israelense afirmou na terça-feira que Olmert acredita que um acordo "é factível" e que, com criatividade e flexibilidade, poderão alcançar um entendimento mútuo em relação a todas as questões centrais do conflito, incluindo as fronteiras, os refugiados, a segurança e o futuro de Jerusalém.

Mas Abbas e outras autoridades palestinas têm se mostrado pessimistas, afirmando que as lacunas são grandes e que não acreditam ser possível chegar a um acordo neste ano. Muita coisa relativa à eleição primária de quarta-feira ainda é vaga, em parte porque o Kadima é um partido que tem menos de três anos de existência. Ele foi criado pelo primeiro-ministro Ariel Sharon antes que ele tivesse entrado em um coma provocado por um derrame no início de 2006. Sharon foi um líder do direitista partido Likud, mas, assim como Livni e Olmert, que também começaram as suas carreiras políticas na direita, acabou convencendo-se de que a única maneira de Israel manter o seu status de Estado judeu democrático é acabando com a ocupação israelense da Faixa de Gaza e da Cisjordânia, onde residem quase quatro milhões de palestinos.

Em Israel, um fator para diferenciar a esquerda da direita é a quantidade de terra que cada bloco está disposto a devolver em nome da paz com o mundo árabe. Quanto mais terra um partido dispõe-se a restituir aos palestinos, maior é a sua imagem de esquerdista. Ao ser criado, o Kadima - um termo que significa "avançar" - declarou-se centrista.

O partido conta com cerca de 70 mil membros que podem escolher os seus candidatos nos cem locais de votação espalhados pelo país. Tão logo for declarado um vencedor - provavelmente no início da quinta-feira -, ele ou ela terá 42 dias para obter uma maioria governista junto aos 120 membros do parlamento. Caso essa tentativa falhar, haverá eleições nacionais três meses depois.

As atuais pesquisas de opinião revelam que se as eleições fossem realizadas agora, o partido de direita Likud, liderado por Benjamin Netanyahu, triunfaria. Livni e Mofaz querem evitar tais eleições com a reconstrução de uma coalizão de governo que inclua o Partido Trabalhista, bem como os Pensionistas e o Shaas, um partido sefardim ultra-ortodoxo. Porém, o Shaas opõe-se a qualquer negociação com os palestinos a respeito do status de Jerusalém, e deseja um aumento substancial das pensões pagas pela previdência a quem tem filhos pequenos, uma questão que poderia complicar o seu ingresso em uma nova coalizão.

Caso Livni vença e seja incapaz de entender-se com o Shaas, ela poderia procurar o Meretz, um partido de esquerda. Livni disse também que o Likud deveria ingressar na coalizão, porque, segundo ela, a velha divisão entre direita e esquerda acabou. Mas até o momento os líderes do Likud dizem preferir as eleições gerais.

Livni, uma advogada de 50 anos que tem dois filhos, entrou para a política na década passada, recrutada por Sharon. Atualmente ela é a figura política mais popular de Israel, em parte porque é tida como uma pessoa desvinculada dos acordos de bastidores e das alegações de corrupção que maculam tantos políticos.

Como ministra das Relações Exteriores, ela cultivou um bom relacionamento com a secretária de Estado norte-americana Condoleezza Rice, e liderou negociações com os palestinos na esperança de obter um tratado de paz antes do término do mandato do presidente Bush, em janeiro do ano que vem.

Livni não só ingressou na política como integrante do Likud, mas tem uma linhagem familiar de direita. Os seus pais foram integrantes importantes da Irgum, a milícia direitista anterior à criação do Estado de Israel, que considerava o Haganah, um grupo de defesa maior e mais popular, muito moderado.

Mas ela ajudou Sharon a criar o Kadima, que defendeu a saída unilateral de Israel de grande parte da Cisjordânia. Israel retirou soldados e colonos da Faixa de Gaza apenas alguns meses antes da criação do Kadima. No entanto, a retirada da Faixa de Gaza resultou na tomada do poder no território pelos militantes islâmicos do Hamas e no lançamento de foguetes contra o sul de Israel, o que fez com que o unilateralismo se tornasse rapidamente impopular. Como resultado, o Kadima adotou uma posição favorável à negociação, não muito diferente daquela do Partido Trabalhista.

Mofaz, 59, é um ex-comandante do exército e ministro da Defesa nascido no Irã e que que tem um perfil que parece condizer com o Likud. Ele só ingressou no Kadima no último momento, em 2005, a pedido de Sharon, e há alguns meses foi assunto de manchetes na mídia por ter declarado a um jornal que, caso o Irã não interrompesse os seus esforços no sentido de construir uma arma nuclear, Israel atacaria aquele país.

Ele também descreveu as negociações com os palestinos como sendo uma perda de tempo, embora tenha dito que está comprometido com os esforços pela paz.

Classe e etnia são fatores que entraram nesta disputa. Os judeus originários do Oriente Médio, os Sefardins, parecem apoiar Mofaz, enquanto aqueles de origem européia, os asquenazes, que costumam ter mais dinheiro e ser mais educados, preferem Livni.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Judeus e historiadores pedem «justiça e verdade» sobre Pio XII

Um congresso pretende documentar o trabalho salvador do Papa Pacelli pelos judeus


Por Antonio Gaspari


ROMA, segunda-feira, 15 de setembro de 2008 (ZENIT.org).- Nesta segunda-feira se inaugurou em Roma um Simpósio Internacional sobre o Pontificado de Pio XII, promovido pela organização Pave the Way Foundation (PTWF), de Nova York.


Trata-se de um simpósio de alto nível, no qual participam historiadores, rabinos, sobreviventes do Holocausto e testemunhas da obra de assistência aos hebreus posta em andamento pela Igreja Católica durante a ocupação alemã.


Elliot Hershberg, chairman do PTWF, explicou que «a esperança da Fundação é estabelecer uma colaboração contínua com os historiadores do mundo inteiro, com o objetivo de apresentar uma documentação inédita sobre a atividade de assistência aos judeus, de Pio XII».


O presidente do PTWF, Gary Krupp, precisou que «muitos historiadores estão esperando que os arquivos vaticanos daquele período estejam completamente abertos, mas a história daquele período pode ser verificada pelo relato daqueles que a viveram».


Krupp contou que ele e sua mulher Meredith estavam totalmente convencidos de que Pio XII e a Igreja Católica eram anti-semitas e colaboradores dos nazistas. Mas o encontro com algumas das testemunhas daqueles anos lhes abriu os olhos.


Uma dos testemunhos que mais impressionou Krupp foi o de Dom Giovanni Ferrofino (96 anos), secretário do então núncio no Haiti, Dom Maurílio Silvani, de 1939 a 1946.


Em um vídeo que se projetará na quarta-feira, 17 de setembro, e que faz parte do arquivo da Fundação PTWF, Dom Ferrofino fala sobre os telegramas que recebia do Pontífice Pio XII duas vezes por ano, para conseguir os vistos necessários aos hebreus que escapavam da Europa ocupada pelos nazistas.


Cada vez que recebia o telegrama, Dom Ferrofino ia ao presidente da República Dominicana, general Trujillo, para pedir, em nome do Papa, 800 vistos. Este procedimento se dava duas vezes por ano, desde 1939 até 1945. Isso significa que, graças a Pio XII, ao menos 11 mil hebreus foram embarcados em Portugal e estiveram a salvo na República Dominicana.


Por este motivo, em uma entrevista concedida à Rádio Vaticano em 20 de junho passado, após o encontro com o Papa Bento XVI para apresentar-lhe o simpósio, Krupp afirmou que «Pio XII salvou mais hebreus no mundo que qualquer outro na história».


O congresso tem como título Examining the Papacy of Pope Pius XII, e nele intervirão, entre outros, o historiador Dan Kurzman, que documentará o plano secreto de Hitler para raptar e assassinar Pio XII.

Ração kasher


Revista Globo Rural – Edição 275 – set/2008 - Empresa norte-americana inova e cria alimentos para animais domésticos que obedecem às leis judaicas



Memorial Buchenwald foi criado há 50 anos por líderes comunistas

Deutsche Welle, em 14/09/2008 - Buchenwald, criado em 1958, na então Alemanha Oriental, foi o primeiro memorial criado num antigo campo de concentração dentro do território alemão.