Pesquisar este blog

Total de visualizações de página

Perfil

Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Titular de Literaturas Hebraica e Judaica e Cultura Judaica - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

Translate

Seguidores

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Yad Vashem Launches YouTube Channels

Channels in English and Arabic Go Live Today in Advance of Holocaust Remembrance Day

IMRA - (April 29, 2008 - Jerusalem) - Yad Vashem, the Holocaust remembrance and education center in Jerusalem, has launched two YouTube channels in advance of Holocaust Remembrance Day on May 1. The channels, in English and Arabic, went live today. The English channel contains testimonies from Holocaust survivors, including archival footage, historians' lectures on key issues related to the Holocaust, footage from visits to Yad Vashem, including those of President George W. Bush in January 2008, and Pope John Paul II in March 2000, as well as human interest stories, such as family reunions. The Arabic channel has testimonies and archival footage about the Holocaust, with Arabic subtitles.

The channels are dynamic, and new videos will be added frequently. Channels in additional languages will be added soon.

"We know that YouTube is one of the most popular websites today. This is equally true in the United States and Europe as it is in Arabic speaking countries. Unfortunately, there is a plethora of misinformation and deliberate lies available on the Internet. The Yad Vashem channel will counter this material, and make reliable information widely available to anyone who seeks to know more about this terrible chapter in human history," said Avner Shalev, Chairman of Yad Vashem. "By meeting the survivors through their testimonies, and viewing the foremost experts in the field address difficult questions, viewers will be able to connect on yet another level to this pivotal, and defining event."

The Yad Vashem Channels are at:
http://www.youtube.com/user/YadVashem
and
http://www.youtube.com/user/yadvashemarabic

Yad Vashem would like to thank Google and YouTube for their help in launching the new channels.

Veja mais em:
Iom HaShoá (27 de Nissan): 01 de maio de 2008


terça-feira, 29 de abril de 2008

Shlomo Gronich

Calendário Judaico

Baixe o Kaluach aqui.

Livros: Historiadores alemães querem edição comentada do "Mein Kampf" de Hitler

Notícias, RTP (Portugal) Berlim, 24 Abril de 2008 (Lusa) - Historiadores alemães voltaram a exigir a publicação de uma edição comentada do "Mein Kampf" (A Minha Luta), de Adolf Hitler, antes que expirem os direitos de autor, em 2015, e possa haver edições para fins propagandísticos.

Desta vez, o pedido veio do centro de Documentação da História do Nacional-Socialismo, em Nuremberga, cujos responsáveis defendem que deve haver uma edição científica, crítica e comentada antes de expirarem, 70 anos após a morte do ditador nazi, os direitos de autor do livro, confiados ao governo regional da Baviera.

A Baviera, um dos 16 estados federados alemães, passou a ter, em 1946, os direitos sobre "Mein Kampf", concedidos pelas potências aliadas que derrotaram a Alemanha nazi (Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia), com a condição expressa de não autorizar a respectiva publicação.

O livro, publicado por Hitler em duas partes, em 1925 e 1926, é uma espécie de "Bíblia" do nazismo, em que o ditador destila ódio contra os judeus e os considera responsáveis por todos os males da Alemanha de então, e expõe prematuramente a sua estratégia belicista, por exemplo.

A atribuição dos direitos de autor pelos aliados tem sido uma dor de cabeça para as autoridades alemãs, que nos últimos anos tem tentado impedir, quase sempre sem êxito, a publicação de "Mein Kampf" no estrangeiro.

Até em Israel, pátria dos judeus vítimas do Holocausto, há edições novas do livro, enquanto edições mais antigas podem também ser adquiridas com relativa facilidade nos antiquários.

Hoje em dia, quem não quiser gastar dinheiro poderá mesmo encontrar o texto integral de "Mein Kampf" na Internet.

Há anos que o Instituto de História Contemporânea de Munique (IfZ) vem pedindo autorização para publicar uma edição crítica do livro, cientificamente comentada.

Até agora, porém,os detentores dos direitos de autor têm hesitado, por respeito para com as vítimas do III Reich, embora compreendam os objectivos da ideia.

"Assim poderíamos dar a todos a possibilidade de renir argumentos para a discusssão com os incorrigíveis", afirmou o director do IfZ, Udo Wengst, ao jornal Sueddeutsche Zeitung.

O IfZ tenciona publicar a referida edição comentada antes de 2015, e o tempo urge, porque tal exige, segundo Wengst, que um especialista em história do nazismo se ocupe da obra pelo menos durante três anos.

Segundo um dos historiadores do IfZ habilitado para fazer esse traballho, Dieter Pohl, será necessário "um enorme esforço", sobretudo porque no seu livro Hitler faz muitas afirmações não sustentadas por factos, e praticamente todas as linhas teriam de ser comentadas.

Para evitar uma edição de proporções desmedidas e inacessível ao grande público, o IfZ pretende, no entanto, limitar-se a descodificar as diversas versões existentes, e a explicar a origem dos pensamentos e afirmações de Hitler.

O reputado instituto já editou numerosas obras da época nazi, mas trata-se de publicações científicas, exaustivamente comentadas, e muito caras para serem adquiridas por neofascistas comuns.

Para a edição comentada do "Mein Kampf" atingir os fins pedagógicos em vista, teria de ser vendida, no entanto, por um preço razoável, ou mesmo colocada gratuitamente na Internet, propõe o IfZ.

Até agora, todas as tentativas para levar por diante o projecto científico esbarraram com a recusa do governo regional da Baviera, por respeito à memória das vítimas do Holocausto e para protecção dos judeus.

O professor Wengst considera este argumento "honroso", mas errado, e refere que, em recente conversa com um jornalista israelita, este lhe disse: "não precisamos dessa protecção".

Brasileiros vão registrar em livro e documentário marcha para lembrar Holocausto

O Globo on-line, em 29/04/2008 - RIO - A partir desta terça-feira, cerca de 10 mil pessoas vão repetir uma manifestação realizada há 20 anos para lembrar o Holocausto, cruzando a Polônia e seguindo para Israel na chamada Marcha da Vida. Dessa vez, a reconstituição da trilha de muitos judeus - na morte ou na terra prometida - será registrada em livro pelo publicitário Márcio Pitliuk e o fotógrafo Márcio Scavone, dois dos 400 brasileiros que embarcaram para a viagem por antigos campos de concentração e locais sagrados para o povo judeu. Parte do trabalho que será publicado no fim do ano poderá ser acompanhada no GLOBO ONLINE durante os oito dias de marcha.

O percurso da "morte à vida" também será registrado em documentário dirigido por Jéssica Sanders, indicada ao Oscar e vencedora do Sundance Festival. Idealizador do projeto, orçado em R$ 3 milhões, e único judeu na equipe de 20 pessoas que embarcou para a Polônia, Márcio Pitliuk, que será responsável pelos textos do livro, conta que ficou impressionado com a reação da equipe durante a preparação para o trabalho.

- Quando eu levei (à Polônia) o pessoal da equipe que não é judeu e não tem tanta vivência com o Holocausto, vi o choque deles ao descobrir o tamanho da coisa. A gente fala em três milhões de pessoas, mas parece um número qualquer. Quando chega num campo como o de Treblinka, onde 800 mil pessoas foram mortas em 10 meses, a pessoa se dá conta de que 800 mil pessoas é uma cidade grande - contou Pitliuk, ainda em São Paulo, onde vive, antes de enfrentar de novo o terror dos campos de concentração. - Auschwitz é uma fábrica da morte. É um pesadelo que não tem tamanho. Achei que não ia conseguir voltar lá, mas vou ter que encarar agora - acrescentou.

A excursão ao passado começa em Cracóvia, onde será realizada uma cerimônia que relembra o fim do Holocausto. Em seguida, os participantes refazem a caminhada de três quilômetros entre o campo de concentração de Auschwitz e Birkenau, campo de extermínio. A marcha passará ainda pelos campos de Treblinka e de Majdanek e pelo Gueto de Varsóvia. Da Polônia, o grupo segue para Israel.

A manifestação foi criada em 1988 por Abraham Hirshson, um sobrevivente do Holocausto. Seu objetivo era, principalmente, fazer com que jovens estudantes pudessem conhecer os locais do "shoah", como é chamado em hebraico o assassinato de milhões de judeus pelo regime nazista. A marcha, que acontece todos os anos desde a primeira edição, é aberta a todos. Agora, a organização fica a cargo da ONG internacional March of the Living.

Estima-se que 20% dos participantes não sejam judeus. Entre os brasileiros, 200 são estudantes de escolas judaicas que receberam subsídios para a viagem. Os outros 200 são adultos que arcaram com os custos por conta própria.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

EUA: novas traduções levantam polêmica sobre anti-semitismo de escritora judia

NOVA YORK, 28 ABR, Por Alessandra Baldini (ANSA) - A republicação das obras da escritora judia Irène Némirovsky, a aclamada autora de "Suíte Francesa", morta em Auschwitz em 1942, e uma mostra sobre suas obras no Museum of Jewish Heritage de Nova York reacenderam nos Estados Unidos o debate sobre seu possível anti-semitismo.

Nascida na Rússia em uma abastada família de banqueiros judeus, Irene ganhou projeção quando, em 2004, o manuscrito incompleto de "Suíte Francesa" foi publicado, meio século após sua morte, tornando-se um best-seller internacional. No Brasil, o livro saiu em 2006, publicado pela Companhia da Letras.

O sucesso de "Suíte Francesa" levou à reedição de outros trabalhos, como "David Golder". "(Esses livros) nunca haviam sido traduzidos para o inglês e a publicação provocou algumas novas análises aprofundadas da vida e da carreira de Nemirovsky", escreveu a revista judaica The Forward.

As posições mais polêmicas foram aquelas da revista The New Republic, na qual o crítico literário Ruth Franklin definiu Irene como "o clássico exemplo de judeu que odeia a própria raça". Segundo Franklin, a escritora "deve seu sucesso à sua habilidade de cortejar as forças da reação e os fascistas".

As acusações do The New Republic -- contestadas fortemente nas mesmas páginas por Olivier Phillopanat e Patrick Lenhart, autores de uma recente biografia da escritora -- são dirigidas ao romance "David Golder", "povoado por uma galeria de judeus deformados, de pele amarelada e nariz em forma de bico".

Outros críticos são muito menos severos com Irene e tem quem veja nas representações dos personagens de David Golder um "clichê literário" (assim como Phillopanat e Lenhart) ou exemplos da arte da sátira usada por outros escritores judeus. "Os artifícios retóricos que ela usa são usados em textos anti-semitas mas também por Marcel Proust", escreveu Alice Kaplan no The Nation.

Não há dúvida, por outro lado, de que Irene, convertida ao catolicismo e autora de textos publicados em revistas de extrema-direita, é um personagem complexo. Após sua prisão, seu marido Michel Epstein, um devoto católico, escreveu ao embaixador alemão dizendo que a mulher "não tinha simpatia nenhuma pelos judeus, (como) demonstrou em todos os seus livros", segundo lembrou Forward.

Por outro lado, questiona a revista hebraica, quem não teria dito e tentado mesmo com esta carta salvar uma vida? Em meio a estas polêmicas, o Museu of Jewish Heritage de Nova York se prepara para explorar as facetas do personagem Irene em uma mostra que "irá provocar controvérsias", segundo anunciou seu diretor, David Marwell. (ANSA)

Extraído de:
Último Segundo, em 28/04/2008.


Israel - RAM-FM (link)

Israel - RAM-FM

Shlomi Shabat - Tnu Ligdol Besheket (IDF)

Shlomi Shabat - Tnu Ligdol Besheket (IDF)

Biblioteca musical judeo tradicional


domingo, 27 de abril de 2008

Acendimento das velas para Shabat e Iom Tov

Acendimento das velas para Shabat e Yom Tov
Autor: Nissan Dovid Dubov
Páginas: 85


166 Educational Websites about the Holocaust

166 Educational Websites about the Holocaust

Jewish - Holocaust
Holocaust Martyrs' and Heroes' Remembrance Day
Yom Hashoah - Thursday, May 1, 2008
Updated: April 27, 2008

Veja mais em:
Iom HaShoá (27 de Nissan): 01 de maio de 2008


Casa de Stefan Zweig

Bem-vindos à Casa Stefan Zweig para conhecer o homem, o escritor, sua vida, sua obra e sua legião de amigos – de ontem e de hoje – e compartilhar seus ideais e esperanças.
Alberto Dines, presidente da Casa Stefan Zweig


RAM-FM: sintonia sem fronteiras

Observação: A edição impressa do Jornal do Brasil dedica uma página inteira ao tema com imagens. A matéria na versão eletrônica não traz as imagens e uma parte da matéria com o tópico "Ministério reprimiu o alcance radiofônico".

Jornal do Brasil, Internacional, 27/04/2008, página A25.

Estação com estúdios na Cisjordânia e em Israel busca diálogo com transmissão em inglês

Fred Raposo

Tem algo no ar de Ramala e Jerusalém, além de balas traçantes ou disparos de morteiro.

O que se eleva sobre o território, alvo de disputas sangrentas há mais de meio século, são acordes de gente como Bob Marley, Beatles, Jack Johnson, Madonna, Moby e Mariah Carey que, pelas ondas da estação de rádio RAM-FM, cruzam os céus da Cisjordânia e de Israel para trazer uma programação, em inglês, a gregos e troianos. Ou melhor, árabes e israelenses.

O espírito de integração começa pelo próprio nome: "Ram" é abreviação para a cidade palestina de Ramala e, em hebreu, o termo significa sublime, alto.

– É uma boa conotação, cujo propósito atende tanto a audiência palestina quanto a israelense – analisa o diretor do grupo sul-africano Primedia e criador da estação, Issie Kirsh, em entrevista à revista Newsweek.

O intuito de servir como plataforma de diálogo entre a população de Israel e o povo palestino é baseado em modelo surgido na África do Sul, estabelecido por Kirsh, durante o Apartheid. No continente africano, a iniciativa visava encorajar o diálogo interracial e servir de alternativa à mídia controlada pelo Estado.

Quando decidiu abrir uma estação no Oriente Médio, em 2003, o criador da estação Radio 702, em Johannesburgo, e acionista fundador da Radio Tel Aviv (102.FM) queria promover ponte similar para entendimento no Oriente Médio.

Foram necessários quatro anos para a rádio sair do papel, além de investimentos de US$ 2 milhões nos seis primeiros meses. Superadas as dificuldades iniciais, a RAM-FM completa, em fevereiro, um ano de existência.

Os estúdios de Ramala e de Jerusalém são equipados com aparelhos digitais de última geração. Entre as freqüências 93,6 FM (que atende Ramala, Tel Aviv e áreas centrais e costeiras de Israel) e 87,7 FM (que cobre Jerusalém), são 390 mil ouvintes israelenses – quase 10% da audiência total – e 106 mil palestinos, segundo pesquisa recente.

Tensão na fronteira
A rádio tem ouvintes até nos tensos postos de fronteira. A diretora da RAM-FM, a palestina Maysoun Odeh-Gangat, teve uma boa surpresa ao ser parada por um soldado israelense em Kalandia, posto situado entre Ramala e Jerusalém.

– "Só queria dizer que vocês têm uma ótima estação de rádio" – lembra Maysoun, reproduzindo a fala do soldado, que se inclinou junto à janela do veículo para que a diretora o escutasse melhor.

Para alcançar o objetivo de "principal fonte de notícias no Oriente Médio", contido no Código de Conduta da estação, a RAM-FM se propõe a divulgar informações diárias "bem apuradas, objetivas e aprofundadas, além de análises de eventos pelo mundo".

Para isso foi montado um time de oito "testemunhas oculares" dos acontecimentos no Oriente Médio. Além de dois editores, a equipe tem repórteres em Ramala, Jerusalém, Faixa de Gaza e Tel Aviv. Flashes da África do Sul, Austrália e Ásia contribuem eventualmente.

– É uma iniciativa muito importante para os dois lados – comenta o presidente da Fundação pela Paz no Oriente Médio (FMEP, na sigla em inglês), Philip Wilcox. – Desde que a ênfase do noticiário seja tratada com assuntos relevantes, de forma clara e objetiva, a estação desenvolve conceito bastante útil para estabelecer diálogo entre povos.

Celebridades
Alem do noticiário, a RAM-FM promove debates sob a perspectiva de paz e diálogo, como o que reuniu jovens judeus sul-africanos e palestinos no Show da Manhã, do apresentador Mike Brand, este mês.

Com o tempo, a estação planeja agregar conteúdo "mais sério" à agenda. Mas, por enquanto, ao menos 80% da programação é devotada à música pop.

– A música tem grande penetração nas gerações mais novas – conta Saman Khoury, palestino de Jerusalém Oriental e vice-diretor da ONG Peace and Democracy Forum, organização ligada à Iniciativa de Paz de Genebra.

A programação começa com Café da Manhã da RAM-FM, apresentado pelo DJ inglês Martin B. Entre as atrações estão dicas motivacionais e um jogo para "adivinhar quem é a celebridade misteriosa".

Na última semana, o ouvinte Shlomo ganhou prêmio em dinheiro ao identificar um menino de sorriso largo, por volta de 2 anos e meinhas de cano alto, como sendo o rei do pop, Michael Jackson. (Se você sabe quem é a menina loira, na foto emoldurada abaixo, mande um email para breakfast@ramfm.net. Não está claro se o envio do prêmio de Ramala para o Brasil está incluso no concurso).

As preferências dos DJs Raf, Mike, Arda, Kevin Lee, Ally, Lara e Hannah variam o cardápio musical ao longo do dia. Led Zeppelin, Radiohead e Pearl Jam convivem sem atritos com o apelo dos "Top 20" da cena mundial Kylie Minogue, Alicia Keys e Justin Timberlake.

Os escritórios espaçosos são ocupados por 25 funcionários. Uma mistura de israelenses, palestinos e pessoas de outras nacionalidades, como ingleses e americanos. Ali, judeus, muçulmanos e cristãos convivem sob o espectro da paz, que um dia todos na estação esperam alcançar aqueles que lhes dão ouvido.

Refugiados econômicos querem voltar a Israel

Colonos que se mudaram para a Cisjordânia em busca de moradia barata preferem viver em seu país, devido à violência.

Renata Malkes, especial para O Globo
O Globo
, O Mundo, domningo, 27/04/2008, p.38.

Tel Aviv. - Em meio às pro­messas de retomar as diretri­zes do Mapa do Caminho, pa­ra põr fim ao conflito israe­lense-palestino, o governo do premier Ehud Olmert vem au­torizando nos últimos meses a expansão de dezenas de as­sentamentos na Cisjordânia. Mas, às vésperas das come­morações pelos 60 anos do pais, a política expansionista de Israel está longe de ser unanimidade. É cada vez maior o número de colonos israelenses que querem dei­xar os territórios palestinos ocupados e retornar imedia­tamente aos limites da cha­mada Linha Verde, a fronteira israelense anterior à. Guerra dos Seis Dias.

Eles fogem ao protótipo do colono nacionalista e re­ligioso que sonha com a grande Israel dos tempos da Bíblia. São refugiados eco­nômicos, israelenses secula­res, defensores da paz, que se viram forçados a mudar para a Cisjordânia em busca do sonho da casa própria a baixo custo e de uma quali­dade de vida melhor que a das grandes cidades.

Fé nos Acordos de Oslo motivou muitos colonos
Segundo pesquisa do mo­vimento Bait Echad (Uma Ca­sa), pelo menos 40 mil colo­nos judeus estariam dispos­tos a deixar suas casas em troca de uma indenização do governo para reconstruir suas vidas em território is­raelense. Criado em 2003, o movimento tenta pressionar o governo Olmert a aprovar uma lei de compensação fi­nanceira. A proposta, que deve custar ao menos US $ 2 bilhões aos­ cofres públicos, ganhou apoio dos partidos de esquerda e deve ser leva­da à votação no Parlamento, nos próximos meses. Um dos idealizadores do gru­po, Beni Raz, garante que o nú­mero de famílias dispostas a dei­xar a Cisjordãnia espontanea­mente pode chegar a 80% dos 400 mil colonos instalados na re­gião, sobretudo moradores de pequenas comunidades que fi­caram de fora do muro de segu­rança erguido por Israel.

- Estamos numa campanha para incentivar a adesão, mas poucos têm coragem de falar em público. Muitos colonos que trabalham nas prefeituras locais, subordinadas ao Con­selho de Yesha, o movimento que representa os assentados e é ligado à direita nacionalista extremista, vêm sofrendo ameaças. As pessoas temem perder os empregos caso ad­mitam estar dispostas a deixar as colônias. Yesha vem fazen­do pressão psicológica para impedir o avanço do movimento – contou Raz.

Raz, de 55 anos, mora há 14 na colônia de Karnei Shomron, próximo à cidade palestina de Tulkarem. Ele se mudou com a família da cidade de Kfar Saba iludido pela esperança de paz gerada durante os Acordos de Oslo. Acreditando que o ex­-premier Itzhak Rabin consegue­ria negociar a paz com Yasser Arafat, decidiu realizar o so­nho da casa própria no assen­tamento com a esposa e os três filhos. Depois de diversos anos de insegurança durante a segunda intifada, o segurança particular compreendeu que a vida na colônia é impossível em 2003, após o início da cons­trução do muro.

- Depois da construção do muro, vi que vamos ficar de fo­ra do país e não quero viver sob um futuro governo palesti­no. Estamos em terras ocupa­das e não haverá paz enquanto não sairmos daqui. A Palestina é uma realidade próxima. Se posso sair com dignidade, por que esperar? Para sofrer como os colonos retirados de Gaza, que até hoje não têm emprego, casa própria e escola para as crianças? - argumenta Raz.

Para muitos Colonos, as imagens de desespero regis­tradas durante o plano de des­conexão da Faixa de Gaza, em 2005, são um fantasma. O maior temor do psicólogo Ko­bi Friedman, de 56 anos, é ser removido à força de sua casa na colônia de Nofim. Ele conta que não será fácil despedir-se da casa de 460 metros quadra­dos, do jardim, da churrasqueira e da piscina.

Radicais palestinos são fantamas à espreita
Sonhando com qualidade de vida, o terreno foi comprado há nove-anos com financiamento de 80% oferecido pelo governo e juros abaixo do mercado, num dos pacotes de inventivo aos assentamentos promovi­dos pelo governo nas décadas de 80 e 90. Mas, os radicais palestinos não deixam Friedman esquecer que o pedaço de paraíso comprado em 1999 transformou-se em pesadelo.

- Gostaria de ficar, mas é preciso usar o bom senso. A realidade nos obriga a recuar e dar espaço aos palestinos. O governo nos ajudou a vir para cá e agora espero que tenham a decência de nos tirar daqui de maneira organizada. Não quero ser humilhado como os moradores de Gush Katif, em Gaza. Já tentei vender a casa, mas é impossível. Quem quer comprar numa área que será inevitavelmente evacuada no futuro? – diz ele.

A secretária Rinat Ezra, de 39 anos, perdeu todas as economias comprando uma casa na colônia de Hermesh, a poucos quilômetros da cidade israelense de Netânia. Em 1992, recém-casada, decidiu usar a linha de crédito do governo para viver com a família e o filho recém-nascido na Cisjordânia. Pagou pela casa a metade do preço de mercado, mas o sonho durou pouco. Em 2002, um atentado a bala matou três vizinhas e deixou Ezra, hoje com cinco filhos em pânico. Abalada psicologicamente pela violência, mudou-se ´com a família de volta à cidade natal e deixou para trás a casa de cinco cômodos trancada. Apesar de já ter deixado o assentamento, ansiosa, ela chora ao falar da expectativa por uma indenização.

- Muitos acham que colonos são fanáticos. Não fui para lá por ideologia, mas por necessidade. Era barato, a única chance de dar uma vida melhor à família. Hoje vejo que essa política destruiu minha vida e arruinou o futuro dos meus filhos. Apostei e confiei num governo incapaz de enxergar a realidade – diz a secretária.

O globo na Internet – Galeria – Confira as imagens de assentamentos
www.oglobo.com.br/mundo
e ainda: http://oglobo.globo.com/blogs/terra_santa/

Pessach Sheni (14 de Iar): 18-19 de maio de 2008

Observado um mês após Pessach para lembrar que Deus deu uma segunda chance para oferecer o cordeiro pascal aos que, por algum motivo, não podiam fazê-lo na véspera de Pessach. Costuma-se comer um pedaço de matzá neste dia.


Iom Ierushalaim (28 de Iar): 02 de junho de 2008

Festividade que marca a reunificação de Jerusalém durante a Guerra dos Seis Dias por Israel, em 28 de Iar (maio de 1967). Trata-se de um evento do mais alto significado religioso, uma vez que o Monte do Templo e o Muro Ocidental retornaram à soberania judaica pela primeira vez desde o ano 70 E.C.



Iom Haatzmaut (5 de Iar): 08 de maio de 2008

Em Iom Haatzmaut (Dia da Independência de Israel) marca anualmente o aniversário do estabelecimento do Estado de Israel. O dia anterior (Iom Hazikaron) a esta celebração é dedicado à memória daqueles que deram suas vidas para a conquista da independência e a existência do país.


Iom HaZikaron (4 de Iar): 07 de maio de 2008

O Iom Hazikaron (Dia da Lembrança) foi criado pelo governo de Israel em homenagem aos soldados que tombaram nas guerras do país. Neste dia as bandeiras são colocadas a meio mastro. Uma sirene é ouvida nos principais centros durante dois minutos e, neste breve intervalo de tempo, todos os israelenses interrompem usas atividades. Assim que termina Iom Hazikaron, Israel começa a festejar Iom Haatzmaut, o dia da Independência do Estado Judeu.

Iom HaShoá (27 de Nissan): 01 de maio de 2008

Marca a data significativa de Iom Hashoá vehaGuevurá (O Dia do Holocausto e do Heroísmo).

Este dia marca o fim da revolta do Levante do Gueto de Varsóvia, em 1943, quando um grupo de judeus, confinados no Gueto, chefiados por Mordechai Anilewicz, desafiou durante vários dias o poderoso exército nazista. No Dia da Recordação dos Mártires e Heróis do Holocausto honra-se a memória dos 6 milhões de Judeus assassinados pelos nazistas durante a Segunda Guerra.

Neste dia, em Israel, as sirenes de alarme soam e guardam-se 2 minutos de silêncio, sob o lema de lembrar e recordar - jamais esquecer. Velas são acesas e nas sinagogas solenidades são realizadas e preces são recitadas em memória de todas as vítimas.

Veja mais em:


Anti-Semitism Library

Contending with the Knowledge of Hatred

The surveillance of hate and anti-Semitic sources is extremely complex, and it is even more complicated to deal with the scale of incitement that the Internet enables to accumulate. In practice, the Internet has become the largest arsenal of hatred in the annals of human history. It is a very effective and accessible database. The question must be asked ? what can an individual do and what steps can governments take to contain it?

Basically, there are four central alternatives when contending with the knowledge of hatred, as well as a combination of these options: To ignore it, to expose it, to criminalize it, or to block it.

Three of these possibilities are more in the class of wishful thinking than genuine action plans that can actually be implemented: This phenomenon cannot be ignored ? it would mean sticking our collective heads in the sand when the house is about to burst into flames. Criminalizing it is impossible because Islamic and other countries would never concur. It cannot be blocked because the information would simply be moved from one server to the next and from one person to his peer.

The only remaining option is to expose the information in every way, to place it in the limelight, and flash as many warning signs as possible. From past experience we already know that what we are now facing is not only propaganda, but also the stage of emotional preparation for what is yet to come. This is the theoretical preface to threatening events that are sure to follow. This is the pattern that these hateful developments have always followed, and that is why the threat is so real.

Only education, and more education, and even more education regarding the essence of the truth and the dangerous consequences of prejudice and ignorance may be of some value. Only through education will this vile invective lose its meaning and power. Only through exposure will it be possible to uproot the hatred and reveal the true character of these incitement groups.

The exposure of this hatred may be the only way to monitor it. This hatred must be regarded as the most threatening disease of the millennium, and as in the case of any lethal disease, war must be declared against it, whether by allocating resources or finding ways to prevent it. Education must play a key role in this process.

Databases:

Data Resources: Anti-semitism

Israaid - The Israel Forum for International Humanitarian Aid

IsraAID is a coordinating body of Israeli and Jewish organizations and other interested parties based in Israel who are active in development and relief work and are concerned about global issues (click here to read more about who we are).

Exposição: "Israel sob meus olhos" (Museu Judaico do Rio de Janeiro)

Dia 15 de maio de 2008, às 18h - Em comemoração aos 60 anos da Independência de Israel, o Museu Judaico vai inaugurar, em sua sede, a exposição “Israel sob meus olhos”, composta por 40 fotografias que retratam a diversidade cultural, religiosa e gastronômica de Israel. O evento ainda terá exibição de documentário e palestras proferidas por Jacob Dolinger e Didi Appelbaum. Informações: (0xx21) 2240-1598.

O anti-semitismo na Era de Vargas (Marcos Chor)

A questão racial no Brasil tem sido fonte de grandes controvérsias, o que pode ser constatado nas comemorações dos cem anos da abolição da escravidão. Parece que nosso universo cultural e ideológico encontra certa resistência em tratar as relações raciais de uma maneira mais isenta, dando ao tema a importância que ele merece.>>> Veja mais em Estudos Históricos, Rio de Janeiro, vol.I, número 2, 1988, p.304-310.

Os Protocolos dos Sábios de Sião: o livro sagrado dos anti-semitas (Sonia Bloomfield)

Resumo: Por que a teoria da conspiração judaica, forjada em 1903 pelo monge ortodoxo russo Sergei Nilus, através do panfleto "Os Protocolos dos Sábios de Sião", ainda alimenta a imaginário - e o ódio - de tantas pessoas? >>> Veja mais em Mídia sem Máscara, em 26/02/2004.

sábado, 26 de abril de 2008

About Israel (link)

Beautiful site about Israel and very nice videos.

Ronit Elkabetz: "Israel nasceu perante as câmaras"

EuroNews, em 26/04/2008. - Ronit Elkabetz e o irmão Shlomi estão a dar os últimos retoques na montagem do mais recente filme, "Sete dias". Ronit é a diva do cinema israelita contemporâneo. É actriz, mas também realizadora. Num estúdio de som de Telavive, os irmãos Elkabetz estão a fazer a sonorização deste "one-shot movie", todo filmado no interior de uma casa, no seio de uma família afectada pela tragédia. É a história de um clã que se desmorona. No espaço de dez anos, o cinema israelita não só sarou as feridas, como se tornou uma importante fonte de boas histórias, a nível mundial. Conhecida do público internacional pelo filme "a visita da Fanfarra", Ronit recebe-nos no café Horace, para nos falar do que é hoje a sociedade de Israel, sessenta anos depois da fundação do país.

Hans Von der Brelie, EuroNews: "Sete dias" é a história de uma família que fica fechada durante exactamente sete dias. Durante esse período, passa-se muita coisa, as pessoas começam a discutir, há conflitos, há tensões e, no fim, um certo apaziguamento. Isto é, de alguma forma, simbólico da sociedade israelita?
Ronit Elkabetz: É um país que nasceu perante as câmaras. Quer dizer, desde a fundação até hoje, temos sido muito bem filmados, entre aspas. O Estado de Israel está de face virada para o resto do mundo. Tudo o que se passa no conflito israelo-palestiniano está no centro, mas as pessoas não conhecem tudo sobre a sociedade israelita.

EN: Como é que a mudança numa sociedade se reflecte na mudança no cinema israelita?
RE:
O que se está a passar neste momento, ao nível cultural, é incrível. Estão a passar-se coisas extraordinárias. Pusemos de parte a visão política da nossa história cultural, embora as coisas não sejam bem assim: mesmo nós, estando aqui a tomar o nosso café, parecemos calmos, mas na verdade não estamos. É preciso dizer isso. Faz parte da situação. Mesmo se estamos a fazer um filme que fala sobre uma relação entre duas pessoas, que estão a conversar num café, as coisas podem explodir de um momento para o outro.

EN: O cinema israelita começa a descobrir toda uma paisagem interior, mais centrado em retratos individuais?
RE: É exactamente isso. Podemos dizer que o cinema israelita se tornou bastante mais feminino.

EN: A União Europeia tem vindo a apoiar cooperações dentro da região. Entre Israel, a Turquia, a Palestina e outros países. Há apoios financeiros e eu pergunto-me: não é um pouco artificial juntar este e aquele realizador, encontrar uma verdadeira cooperação na região? Ou será que é algo que pode mesmo servir para que as pessoas se compreendam melhor?

RE: Sinceramente, acredito que pode ter um efeito positivo, que o governo não consegue. Somos nós, as pessoas da rua, os artistas, que podemos realmente criar laços. recisamos de quê? Precisamos de falar, nada mais do que isso. Falar de uma maneira simples, com palavras de amor e não com palavras de medo. É isso. A paz pede-nos o quê? Palavras simples! Um homem, uma mulher, um homem frente a outro homem, duas mulheres, simplesmente juntos, que se falam, olhos nos olhos. Para aceitar o outro tal qual como ele é.

EN: Sessenta anos depois da criação do Estado de Israel, que que posição estamos, nesta sociedade? Qual a verdade interior que podemos encontrar através dos seus filmes?
RE: É difícil nascer num país em guerra, crescer e envelhecer num país em guerra. Não há mudança. Tudo o que fazemos vem desta mistura que nem é paz, nem é guerra, nem é preto, nem é branco. É qualquer coisa de intermédio. É uma espécie de pesadelo, quero dizer, o sonho é as coisas melhorarem e o pesadelo é as coisas irem de mal a pior. Porque podem piorar.

EN: Isso coloca, para um artista, a questão da relação entre política e arte...
RE: Sinto que existe uma responsabilidade de contar através da minha alma e do meu corpo, do meu espírito, do meu conhecimento, toda a sociedade tal qual como ela é. Há uma situação política e uma vida pessoal que faz parte dessa situação política. Como dizia antes, não podemos separar as duas coisas.

EN: Tenho a impressão de que o cinema israelita é muito influenciado pelos documentários. Estar muito ligado à realidade, às histórias reais, pessoais, não é um risco?
RE: O sucesso do cinema israelita começou no momento em que as pessoas começaram, de uma maneira documental, a filmar as coisas no interior do país, o que se passa nas ruas e dentro das personagens, dentro das pessoas. Isso são histórias íntimas. A Europa também conta histórias íntimas.

EN: O ponto comum entre os cinemas europeu israelita é, talvez, essa procura da intimidade?
RE:
É, sem dúvida, o nosso ponto comum. O país tem seis milhões de habitantes e 15 ou 20 culturas diferentes, que vêm do mundo inteiro e vivem, de forma excessiva e muito íntima, uns com os outros. Num simples prédio em Telavive, podemos encontrar um georgiano, um palestiniano, de vez em quando um romeno, um marroquino, um polaco, um russo... todos os países! É uma riqueza extraordinária, que nos permite contar histórias através dessas pessoas. É uma cultura rica!

O cartão postal de Anne Frank?

Blog da Redação (G1, em 24/04/2008) - Um museu afirmou que tem em mãos um cartão postal que teria sido enviado por Anne Frank, a menina judia que ficou famosa ao anotar em um diário suas experiências durante o período em que passou escondida do regime nazista em uma casa em Amsterdã, durante a 2ª Guerra Mundial.

O cartão está datado de 1937 e foi teria sido enviado por Anne para um de seus melhores amigos, Samme Ledermann, segundo contou Maatje Mostard, do Museu Anne Frank. Ele foi encontrado em um antiquário holandês.
“Nós sabemos que é original”, afirmou Maatje, que disse ainda que o cartão tem os dizeres: “Boa sorte no Ano Novo.”

Jovem israelense faz mudança de identidade radical

Jovem israelense faz mudança de identidade radical

Jornal da Globo (TV Globo) - Uma jovem israelense decidiu se transformar em árabe muçulmana por mês inteiro, utilizando acessórios típicos em casa e pelas ruas de Tel Aviv. Ela disse que a diferença cultural incomoda os outros.

Exílio e Literatura: Escritores de Fala Alemã durante a Época do Nazismo

EXÍLIO E LITERATURA: Escritores de Fala Alemã durante a Época do Nazismo

A autora Izabela Maria Furtado Kestler é professora do Departamento de Letras Anglo-germânicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Resumo: O Brasil recebeu número expressivo de exilados provenientes da Alemanha nazista e da Áustria, estimados em cerca de 16 mil; entre eles, muitos intelectuais e escritores, que produziram obras sobre o Brasil ou nele inspiradas. Izabela Kestler resgata a história do Brasil entre 1933 e 1945, apresentando um panorama bibliográfico sobre os escritores e jornalistas exilados no país, e uma pesquisa sobre a literatura do exílio. Inicia o volume um painel sucinto de nossa história entre 1930 e 1945, considerando em especial as relações políticas e econômicas entre o Brasil e a Alemanha. A seguir, apresenta as trajetórias biográficas dos escritores e intelectuais aqui exilados, e a descrição das atividades políticas antinazistas de vários grupos. A literatura do exílio propriamente dita e a literatura produzida pelo impacto do exílio é analisada ao final, com a apresentação de um panorama geral dos livros publicados aqui em alemão, francês e português e a análise das obras de Stefan Zweig, Ulrich Becher e Hugo Simon.

Ato Inter-religioso marca Centenário da Arquidiocese de SP


Ato Inter-religioso marca Centenário da Arquidiocese de SP
A Arquidiocese de São Paulo, através da Casa da Reconciliação, promoveu nesta quarta-feira um Ato Inter-religioso em comemoração ao seu Centenário. Realizado no Mosteiro de São Bento, teve como tema `O Sagrado e a Dignidade Humana na Metrópole`. O arcebispo Dom Odilo Scherer resumiu a história dos cinco cardeais que São Paulo teve nestes 100 anos e suas principais obras e enfatizou que conforme `desejo e missão de todas as religiões Deus habita essa cidade. O sagrado não é estranho à cidade dos homens. Devemos ajudar a cidade de São Paulo a ser digna de Deus e de todos que nela habitam`.

Rabino Schlesinger, da CIP, falou pelo judaísmo
O rabino Michel Schlesinger, da Congregação Israelita Paulista (CIP) falou pelo judaísmo, cuja comunidade presente com o presidente da Federação Israelita do Estado de São Paulo, Boris Beer, o vice-presidente executivo Ricardo Berkiensztat, a presidente da CIP, Dora Brenner, rabino Henry Sobel, rabino Alexandre Leone, e Edgar Lagus e Lia Bergmann, da B´nai B´rith do Brasil. Schlesinger falou que `o sagrado inspira medo e encantamento, traz bênçãos, proteção e amor e somente pelos atos pode-se atingir a santidade. Vivemos em uma cidade com um profundo abismo social`, e lembrando que celebramos Pessach nesta semana, concluiu: `saibamos exercitar nossa liberdade de unir forças para transformar essa cidade, tornando-a cada vez mais sagrada`.

Hinduístas, budistas, judeus, muçulmanos, católicos, espíritas...
Durante as comemorações o monge Joshin, do budismo Zen, representando a Monja Coen, ressaltou que `a sacralidade depende de cada um de nós`, na atuação pela inclusão social, justiça e respeito ao ser humano na diversidade.`, lembrando que a religião de origem japonesa, começou também há 100 anos em São Paulo. Diversos religiosos fizeram uso da palavra, como o abade Dom Mathias Tolentino Braga, que deu as boas vindas a todos, Mohamed Abdullah al Mugrabi, do Centro Islâmico de São Paulo, mãe Aparecida da Umbanda, mãe Carmem de Oxum da Nação Ketu, Pde. José Bizon, da Casa da Reconciliação e da Comissão do Diálogo Católico-Judaico da CNBB, organizador do evento, entre outros. Sheik Mohamed Ragip (Ordem Sufi) e Luciana Ferraz (Brahma Kumaris – hinduismo) falaram em nome da URI – Iniciativa das Religiões Unidas. O evento foi entremeado de apresentações musicais, incluindo uma oração da Bíblia judaica e canções indígenas.

Extraído de:
BB Press,em 25/04/2008.
Edição:
Lia Bergmann - Assessora de Direitos Humanos e Comunicações da B´nai B´rith do Brasil.



sexta-feira, 25 de abril de 2008

O integralismo e a questão racial: a intolerância como princípio

O integralismo e a questão racial: a intolerância como princípio
Autora:
Natália dos Reis Cruz
Tese de doutorado em História (UFF).
Data da defesa:
26/03/2004.
Resumo: O presente trabalho tem por objetivo analisar as especificidades do racismo integralista, levando-se em conta o posicionamento da Ação Integralista Brasileira em relação ao debate sobre a questão racial travado pelos principais teóricos do período, época em que o problema das raças era uma das preocupações centrais daqueles que pensavam o futuro do Brasil enquanto nação. Nesse sentido, abordo a forma como o racismo integralista é construído, os princípios que defende, a relação destes princípios como o projeto de nação em perspectiva e os fatores que condicionam a construção deste racismo específico. Dessa forma, é possível diferenciar o racismo integralista do racismo nazista: o primeiro é baseado na idéia de exclusão pela integração, dentro de uma proposta de miscigenação racial e étnica; e o segundo baseia-se na exclusão pela separação das raças e culturas. O trabalho trata também da influência dos valores cristãos na conformação do racismo integralista e sua idéia de comunhão de raças e culturas, analisando duas formas de manifestação do racismo na doutrina do sigma: o antigermanismo e o anti-semitismo.

O paladino dos hereges: a defesa dos cristãos-novos e judeus pelo Padre Antônio Vieira

O paladino dos hereges: a defesa dos cristãos-novos e judeus pelo Padre Antônio Vieira
Autor:
Salomão Pontes Alves
Dissertação de mestrado em História (UFF)
Data da defesa:
24/08/2007.
Resumo: O presente trabalho é uma continuação e aprofundamento da minha monografia de final de curso, concluída sob o título de "Portugal, judeus e cristãos novos na vida do Padre Antônio Vieira", no ano de 2004, sob a orientação do professor Ronaldo Vainfas. Figura extremamente instigante e sedutora, Vieira foi objeto de estudo de intelectuais de diversas áreas das ciências humanas, sempre tendo aspectos inovadores sendo abordados. No que diz respeito ao presente trabalho, trabalharemos a defesa do insigne jesuíta aos cristãos-novos e judeus no reino de Portugal, característica por demais notada em todos os estudos a seu respeito. Entretanto, a maioria dos trabalhos que tratam desta característica da vida do padre valorizam muito o seu aspecto econômico em detrimento de outros. Desta maneira buscaremos relacionar esta defesa aos aspectos econômicos, os quais são inegáveis, mas também buscaremos mostrar que ela o extravasa, estando relacionada também ao seu pensamento profético-messiânico, que pregava um destino glorioso português, fazendo eco uma tradição que foi construída em Portugal ao longo dos séculos.

Judaic Digital Library

It is my pleasure to let you know today that after more than 3 years of exciting work, the Web 2.0 version Judaic Digital Library is now available for your review.

Pesaj en la calle en BsAires

Pesaj en la calle en BsAires

Pesach Goes Broadway!!

Pesach Goes Broadway!! The Passover Seder Symbols Song.


Seudat Mashiach

Fonte: Beit Lubavitch (Rio de Janeiro, RJ)

Yizkor

Fonte: Beit Lubavitch (Rio de Janeiro, RJ)

Sexto dia de Pessach: Sexta-feira, 25/04/2008 - 20 de Nissan

Fonte: Beit Lubavitch (Rio de Janeiro, RJ)

Sétimo Dia de Pessach: Sábado 26/04/2008 - 21 de Nissan

Fonte: Beit Lubavitch (Rio de Janeiro, RJ)

Oitavo dia de Pessach: Domingo, 27/04/2008 - 22 de Nissan

Fonte: Beit Lubavitch (Rio de Janeiro, RJ)

Importante !!!!!

Fonte: Beit Lubavitch (Rio de Janeiro, RJ)

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Jornal ALEF é fonte para o francês Le Monde

Com 14 anos de atuação, e mais de 27 mil assinantes nos quatro cantos do mundo, o Jornal ALEF (www.jornalalef.com.br), destinado à comunidade judaica, vem tendo suas notícias publicadas no Le Monde - jornal francês de maior prestígio internacional, com mais de 2 milhões de leitores/dia.

No dia 26 de maio, às 10h, o Jornal ALEF será condecorado com a “Medalha de Mérito Pedro Ernesto”, principal homenagem do município do Rio de Janeiro, concedida por unanimidade pela Câmara Municipal por iniciativa da vereadora Patricia Amorim.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

ARIEL - The Israel Review of Arts and Letters