Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Titular de Literaturas Hebraica e Judaica e Cultura Judaica - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.
Justice Magazine: A revista Justice Magazine, da Associação Internacional de Juristas e Advogados Judeus em sua edição de número 46 (junho de 2009, pp.19 a 23 e 47) publicou a matéria Supreme Court of Brazil defines crime of racism assinada por Jacksohn Grossman, Diretor Jurídico da FIERJ sobre a definição do crime de racismo pelo Supremo Tribunal Federal (brasileiro). Para ler a matéria – em inglês - CLIQUE AQUI.
Destaque 2
G1 (13/05/2009): Cresce o 'ódio' em redes sociais na internet, indica pesquisa: Militantes fazem propaganda em sites como Facebook e YouTube. Grupos cresceram 25% em 2008, diz relatório do Simon Wiesenthal Center. Militantes e grupos de promoção do ódio cada vez mais usam sites de redes sociais como o Facebook, MySpace e YouTube na função de ferramentas de propaganda para recrutar novos membros, de acordo com um relatório do Simon Wiesenthal Center.
Rawan Damen: Em visita ao Brasil para participar do 3° Festival Imagens do Oriente, a jornalista Rawan Damen, produtora e diretora da TV Al Jazeera, concedeu uma entrevista para a Revista Veja on line, sobre seu novo documentário, “Al Nakba (A Catástrofe)”. Essa entrevista foi publicada na coluna do jornalista Augusto Nunes e após assistir aos três vídeos abaixo, você poderá ler a análise do historiador Paulo Geiger feita exclusivamente para o Nosso Jornal Rio on line.
Resumo: As guerras já não são mais as mesmas. Em vez da confrontação militar formal, o mundo vem assistindo a uma série de guerras "irregulares", como terrorismo, guerrilha, insurreição, movimentos de resistência e conflitos assimétricos em geral. Alessandro Visacro, profundo estudioso do assunto, nos oferece um amplo panorama dos movimentos que alimentam essas guerras: embasamento político, estratégia, táticas e resultados obtidos. O livro mostra ainda quais os grupos que obtiveram sucesso e por que, assim como os métodos utilizados pelos Estados que derrotaram ou estão obtendo sucesso contra esses movimentos. O livro trata da Irlanda (ira) e da Espanha (eta), de Cuba e da China, da Argélia e do Afeganistão, de israelenses e palestinos, da Colômbia e do Brasil, onde, segundo o autor, já se trava uma verdadeira guerra irregular, em que o Estado está ameaçado. Obra imperdível para quem quer entender o modo como a guerra é feita atualmente. De resto, compreender melhor o combate irregular é um pré-requisito para que a sociedade se torne menos vulnerável a ele.
Resumo: Durante muito tempo a existência de raças humanas era considerada coisa certa, pelo menos para os leigos, os inocentes e os mal-intencionados: falava-se em negros, brancos e amarelos; falava-se, às vezes, em ameríndios, em habitantes da Nova Guiné. Pensava-se até que traços físicos distintos como cor da pele, dos olhos e do cabelo, formato da cabeça, tipo de cabelo, estrutura física pudessem, além de diferenças aparentes, representar níveis diferentes de inteligência, de aptidão, de formas de comportamento, até de moralidade. Mais recentemente a teoria de diferenças genéticas substituiu, para muitos, a idéia da aparência física, como fator de explicação para a variedade racial. Uma forma mais moderna e sofisticada do mesmo discurso. Este livro demonstra que há uma única raça humana. Barbujani, um dos mais importantes geneticistas contemporâneos, sai a campo para demonstrar que, embora discriminar as pessoas por conta da cor da pele, da língua, da religião ou até do passaporte tenha se tornado um hábito neste mundo globalizado, isso não tem nenhuma base científica.
En una reunión especial celebrada en el Centro Hispania Judaica de la Universidad Hebrea de Jerusalén en que tomaron parte investigadores de Croacia, Gran Bretaña, España, Estados Unidos, Francia, Hungría. Israel, Italia y Portugal, se decidió fundar una Sociedad de estudios sefardíes. La sociedad estará afiliada al Instituto Ben-Zvi y tendrá su sede administrativa en Hispania Judaica, en la Universidad Hebrea de Jerusalén.
La Sociedad comprenderá investigadores de todo el mundo cuyas publicaciones y actividad investigadora se concentren principalmente en la historia y cultura de los judíos de Sefarad y sus descendientes, tanto en Oriente como en Occidente, en todos los ámbitos, incluyendo historia, filosofía, misticismo, literatura, lenguas judías, arte, música, folklore, educación, halajá, estudios bíblicos y talmúdicos y liturgia. Su objeto es promover y coordinar la investigación, organizar conferencias y simposios e informar de nuevas investigaciones, publicaciones y actividades académicas en el terreno de los estudios sefardíes. La Sociedad estimulará asimismo la publicación de trabajos en este terreno.
The Ben-Zvi Institute, Sociedad de estudios sefardíes, c/o Sarit Noy, 12 Abravanel Street, Jerusalem, Israel
Toda la demás correspondencia debe dirigirse a la Dra. Raquel Sperber, Hispania Judaica, World Center for Jewish Studies, The Hebrew University of Jerusalem, 91905 Jerusalén, Israel.
PPGHC/ DH / UFRJ - Revista Eletrônica Boletim do Tempo
BON MEIHY, Murilo Sebe.Eleições no Líbano: pequeno país, grande confusão!Rio de Janeiro: Revista Eletrônica Boletim do TEMPO, Ano 4, Nº18, Rio, 2009 [ISSN 1981-3384]: Por que as eleições parlamentares de um país menor que o Estado do Rio de Janeiro tem tanta repercussão no cenário internacional? Nesse momento, é o que muitos se perguntam sobre o pleito realizado no Líbano no último dia 7 de junho. Há duas respostas gerais para essa questão; a primeira envolve temas externos, e a segunda corresponde diretamente aos meandros da história libanesa nos últimos cinqüenta anos. Ler mais...
Destaque 2
Portugal: CEJ - CENTRO-ESTUDOS-JUDAICOS: A História do Judaísmo em Portugal está profundamente ligada à História do Judaísmo em Espanha. O vaivém dos judeus peninsulares, entre os diferentes territórios, garantia a sobrevivência quando a intolerância grassava com maior intensidade num ou noutro espaço. A proximidade da Raia favorecia a construção de redes de afectos e de apoio a actividades profissionais. Nas zonas fronteiriças constituíram-se importantes núcleos judaicos que ainda hoje permanecem. É o caso da comunidade judaica de Belmonte que após alguns séculos votada ao secretismo ultrapassa as barreiras do isolamento e dá a conhecer as suas crenças e os seus modos de vida. Neste âmbito, o Centro de Estudos Judaicos da Universidade da Beira Interior propõe-se continuar a investigar, de forma sistemática e permanente, o passado judaico e a herança que uniu sucessivas gerações, pesquisar o intercâmbio raiano, conhecer símbolos, cerimónias, mitos, costumes e tradições, bem como apresentar as figuras proeminentes que contribuíram para o desenvolvimento político, social, económico e cultural do país.
O Globo, Opinião, pág. 7, em 29/06/2009.
Egoísmo
Osias Wurman
O célebre ditado de Rabi Akivah, um dos mais importantes estudiosos do Pentateuco de Moisés, resume todo o ensinamento da Torah: “Amarás ao próximo como a ti mesmo”.
Para os judeus , não deve haver maior preocupação existencial do que o amparo aos necessitados, onde amar representa apoiar e ajudar o próximo a viver num mundo melhor, com atos concretos de ajuda e solidariedade.
Ao falar no Egito para o mundo muçulmano, Barack Obama lançou novas luzes sobre o islamismo original, aquele que prega a convivência e o respeito entre os humanos. Nada a ver com os Al-Qaidas da vida, digo, da morte.
Faltou ao iluminado presidente americano contemplar os que realmente desejam a paz mundial, ao mesmo tempo em que careceu de uma severa crítica à prática do egoísmo reinante entre os países árabes no relacionamento com seus irmãos palestinos.
A opulência dos palácios visitados por Obama, tanto na Arábia Saudita, como no Egito, contrasta com a miséria dos campos de refugiados palestinos no Líbano, Jordânia, Faixa de Gaza e Cisjordânia.
É chocante a comparação entre a riqueza da dinastia dos Saud, que reinam na Arábia Saudita flutuando sobre um mar de petróleo, e seus irmãos palestinos, de três gerações, vivendo no chão do campo de refugiados de Gaza, na Jordânia.
Foi o egoísmo de mais de 50 nações árabes que, ao longo das últimas seis décadas, mostrouse materialmente indiferente ao sofrimento de seus pobres irmãos palestinos, usados como massa de manobra para confrontar a realidade do Estado de Israel.
Em seis décadas, alguns governos árabes radicais mandaram armas e bombas mortíferas para os palestinos, quando deveriam ter enviado arados e bombas hidráulicas para seu desenvolvimento social e pacífico.
Melhor seria reconhecer e enaltecer o esforço que o mundo judaico fez para reconstruir a nação de Israel, após 2.000 anos de exílio de sua terra original, em contraste com a falta total de empenho árabe em dar melhores condições aos palestinos de Gaza, Cisjordânia e dos campos de refugiados em geral.
Uma visão da miséria do campo de Sabra e Chatila, no Líbano, ofende a qualquer palestino que assiste a suntuosidade palaciana em que vive o anfitrião-presidente Osni Mubarak, do Egito, e o outro contemplado com a visita de Obama, o opulento rei Saud, da Arábia Saudita.
Obama lançou no Cairo sábias palavras de aproximação entre americanos e árabes, cristãos e muçulmanos, mas faltou chamar a atenção para a indiferença do mundo árabe aos sofrimentos de seus próprios irmãos.
A jornalista Caroline Glick, vice-editora do “Jerusalem Post”, pinçou outras importantes omissões no discurso de Obama, onde destacamos : “Ele falou da necessidade de combater terroristas islâmicos sem mencionar que o respectivo respaldo e as respectivas bases intelectuais, políticas e financeiras provêm das instituições religiosas e políticas dos regimes da Arábia Saudita e do Egito, enaltecidos como moderados e responsáveis. Ele falou da necessidade de garantir a igualdade das mulheres sem fazer menção a práticas islâmicas comuns, como os assim chamados assassinatos de honra e a mutilação genital. Ele ignorou o fato de que em todos os países islâmicos são negados às mulheres direitos humanos e direitos legais fundamentais.” Faltou a Obama um pouco do espírito de Rabi Akivah, no sentido de conclamar os países árabes bilionários para uma escalada própria de resgate das liberdades democráticas e do outrora pacifismo islâmico, amenizando o sofrimento material e a dignidade da vida palestina.
Colocar toda a desgraça palestina a débito do Estado Judeu é miopia e retórica historicamente mal fundamentada.
Começa recontagem dos votos da eleição presidencial no Irã: No último dia 12, o atual presidente Mahmud Ahmadinejad venceu e ontem ele pediu a apuração da morte de Neda. Líder Supremo voltou a acusar países ocidentais de incentivar manifestações no Irã.