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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Titular de Literaturas Hebraica e Judaica e Cultura Judaica - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Iraque e Afeganistão: as guerras terceirizadas dos Estados Unidos

Os artigos sobre Estudos Judaicos e Israel sempre atualizados você encontra aqui.




Revista Época (30/12/2009)

  • Iraque e Afeganistão: as guerras terceirizadas dos Estados Unidos: Em entrevista a ÉPOCA, Allison Stanger, autora do livro "One Nation Under Contract", explica como um sistema de terceirização pouco transparente ajudou a tornar a política externa dos Estados Unidos mais ambiciosa. E a criar um novo grupo de empresas que lucram com a guerra. Um relatório publicado em julho pela Federação dos Cientistas Americanos (FAS, na sigla em inglês) mostrou que entre 2002 e 2008, o número de militares dos Estados Unidos no Iraque e no Afeganistão pulou de 5,2 mil para 187,9 mil. Em 2010, a quantidade será ainda maior, com cerca de 140 mil soldados no Iraque e outros 66 mil no Afeganistão. Tudo isso sem contar a presença marcante em mais de 40 países em todos os continentes. Dados como esses suscitam uma questão: como os Estados Unidos conseguem sustentar essas operações? Grande parte da resposta está no livro One Nation Under Contract: The Outsourcing of American Power and the Future of Foreign Policy (algo como Uma Nação sob Contrato: A Terceirização do Poder Americano e o Futuro da Política Externa), escrito por Allison Stanger, professora de Relações Internacionais do Middlebury College, nos EUA. No livro, ela detalha o funcionamento de um sistema de terceirização de tarefas que vão desde o fornecimento de alimentação aos soldados até missões de combate, como as realizadas pela Blackwater, uma empresa de segurança privada, atualmente chamada de Xe (pronuncia-se “Zi”), que prestou serviços para a CIA, a agência de inteligência dos EUA. Segundo os dados apresentados no livro – resultado de um estudo de sete anos – esse sistema consome, em contratos e subvenções, 82% dos orçamentos bilionários dos departamentos de Defesa e Estado dos Estados Unidos, e 96% do orçamento da Usaid, a agência de incentivo ao desenvolvimento do governo americano. Nesta entrevista a ÉPOCA, Allison Stanger explica como a terceirização, além de criar um poderoso grupo de empresas que lucram com a guerra, influenciou a política externa americana e permitiu que os Estados Unidos se tornassem “demasiadamente ambiciosos”.

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A nova muralha: Palestinos à beira da 3ª intifada


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Carta Maior (28/12/2009)
  • A nova muralha: Palestinos à beira da 3ª intifada: A consciência de terem sido traídos e abandonados é fermento explosivo na Palestina, sobretudo por causa do bloqueio político imposto pela ocupação militar direta dos territórios – o cerco contra a OLP e a Autoridade Palestina na Cisjordânia; e o violento bloqueio israelense imposto na Faixa de Gaza. Todas as condições estão maduras para a eclosão da violência mais brutal: uma 3ª intifada palestina na Cisjordânia, e novo ataque militar por Israel contra os cidadãos em Gaza. O artigo é do jornalista Nicola Nasser, que trabalha em território palestino ocupado. “Ante a ausência de qualquer esperança, imponhamos o nosso grito de esperança”. Com essa frase, os líderes cristãos palestinos de várias igrejas e organizações ligadas a elas, reunidos em Belém, dia 11/12, concluíram o documento final do encontro, intitulado “Kairos Palestine – 2009: A Moment of Truth”. O documento pode ser lido (em inglês/francês/alemão) em “Teologia da Libertação”. Ali, os cristãos de todo o mundo são convocados para lutar contra a ocupação israelense dos territórios palestinos. O grito desses católicos simboliza ao mesmo tempo uma disposição popular e o status quo político. >>> Leia Mais, clique aqui.


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2009 foi o ano menos violento para Israel desde 2000


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Destaque 1

  • A teologia judaica do holocausto: como os pensadores ortodoxos modernos enfrentam o desafio de explicar a Shoá: Esta tese de doutorado aborda a chamada Teologia Judaica do Holocausto, ou seja, as reflexões realizadas por rabinos e pensadores judeus a respeito da perseguição nazista e suas consequências no plano da religião. A tese concentra-se no estudo de uma corrente judaica especíifica, a Ortodoxia Moderna dos EUA, representada aqui por seus mais importantes pensadores da Shoá Joseph Soloveitchik, Eliezer Berkovits e Irving Greenberg. A pesquisa expõe estas reflexões, insere-as no contexto mais geral do pensamento judaico e analisa suas contribuições ao judaísmo pós-Holocausto.


Destaque 2


Destaque 3

  • Por que tantos terroristas são engenheiros?: O cara com a bomba na cueca, que tentou um atentado terrorista num avião neste sábado, era engenheiro. Assim como oito dos 25 terroristas envolvidos nos ataques de 11 de setembro, nos EUA. Na verdade, metade de todos os "jihadistas violentos" conhecidos têm educação superior, e 44% deles são engenheiros. Hm, tem um padrão aí. Mesmo que engenheiros sejam obviamente bastante valorizados por recrutadores de terroristas pelas suas habilidades, o motivo pelo qual há muitos terroristas formados em engenharia é outro, como escrevem Diego Gambetta e Steffen Hertog na revista New Scientist. Engenheiros tendem a ter uma mentalidade mais rígida e conservadora e, pelo menos no Oriente Médio, há menos empregos para eles, então vários deles se tornaram radicais.


Destaque 4


O Globo (31/12/2009)


FSP (31/12/2009)


FSP online (31/12/2009)


Estadão (31/12/2009)


JB (31/12/2009)


G1 (31/12/2009)


Último Segundo (31/12/2009)


Uol Internacional / Mídia Global (31/12/2009)


Aurora Digital (31/12/2009)


Un écho d’Israël (31/12/2009)


CB (30/12/2009)


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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

A teologia judaica do holocausto: como os pensadores ortodoxos modernos enfrentam o desafio de explicar a Shoá


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Destaque

A teologia judaica do holocausto: como os pensadores ortodoxos modernos enfrentam o desafio de explicar a Shoá

Ariel Finguerman

Tese de doutorado em Língua Hebraica, Literatura e Cultura Judaicas (USP)

Data da defesa: 07/08/2008.

Resumo: Esta tese de doutorado aborda a chamada Teologia Judaica do Holocausto, ou seja, as reflexões realizadas por rabinos e pensadores judeus a respeito da perseguição nazista e suas consequências no plano da religião. A tese concentra-se no estudo de uma corrente judaica especíifica, a Ortodoxia Moderna dos EUA, representada aqui por seus mais importantes pensadores da Shoá Joseph Soloveitchik, Eliezer Berkovits e Irving Greenberg. A pesquisa expõe estas reflexões, insere-as no contexto mais geral do pensamento judaico e analisa suas contribuições ao judaísmo pós- Holocausto.



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Iêmen torna-se segundo santuário da Al-Qaeda


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Destaque 1


Destaque 2


O Globo (30/12/2009)


FSP (30/12/2009)


Análise: É situação extrema, sim, chanceler


CLÓVIS ROSSI

COLUNISTA DA FOLHA


Vai ser difícil encontrar um país que o chanceler Celso Amorim considere em "situação extrema", se ele de fato acredita que o Irã não pode ser enquadrado nessa descrição.


Ajuda-memória ao chanceler: desde as eleições de junho, o regime dos aiatolás matou dezenas de manifestantes (oito só no domingo, segundo admitiu o próprio governo, embora a oposição fale em 15); provocou milhares de feridos; deteve milhares; torturou um bom número deles; condenou cinco dos dissidentes à morte e, como se fosse pouco, sequestrou o cadáver de um dos mortos do domingo, o sobrinho do candidato opositor derrotado, Mir Hossein Mousavi, conforme o relato de uma das poucas jornalistas ocidentais que permanecem no Irã, Ángeles Espinosa, correspondente de "El País".


Ah, por falar em jornalismo, a censura à mídia é a regra, não apenas agora, mas desde sempre.
Ah, por falar em desde sempre, o regime é teocrático, o que é uma "situação extrema", mais ainda para países, como o Brasil, que respeitam a laicidade.


O artigo 56 da Constituição iraniana afirma: "A soberania absoluta sobre o mundo e sobre o homem pertence a Alá e é Ele quem oferece ao homem a liberdade de dispor de si mesmo".


Se esse preceito não é extremo, o que é extremo para Amorim?


Se o chanceler se calasse sobre a situação interna do Irã, daria para entender, embora não necessariamente para justificar. Relações internacionais -e não apenas as do Brasil- caracterizam-se por um pragmático cinismo.


Mas, em vez de calar-se, o chanceler preferiu emitir juízo de valor sobre a situação iraniana, com o que está se imiscuindo, sim, em assuntos internos. Não serve nem aos interesses de Estado que, em tese, são os que justificam amizades inconvenientes. Amanhã ou depois, os dissidentes podem ganhar o jogo interno, e o Brasil estará mal colocado na foto.



FSP online (30/12/2009)


Estadão (30/12/2009)


G1 (30/12/2009)

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Aurora Digital (30/12/2009)


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