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- Cláudia Andréa Prata Ferreira
- Rio de Janeiro, RJ, Brazil
- Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Doutora - Categoria: Associado IV - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.
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segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Roman Temple Uncovered In Ancient Jewish Capital Of Galilee
View of the monumental building on the north side of the decumanus with a pile of collapsed columns in the courtyard -- probably the result of an earthquake. (Credit: Gaby Laron)ScienceDaily (Aug. 11, 2008) — Ruins of a Roman temple from the second century CE have recently been unearthed in the Zippori National Park. Above the temple are foundations of a church from the Byzantine period.
The discovery indicated that Zippori, the Jewish capital of the
The building of the church on the foundation of the temple testifies to the preservation of the sacred section of the city over time. This new finding demonstrates not only the religious life, culture and society in Roman and Byzantine Zippori, but also that this was a city in which Jews, pagans and later Christians lived together and developed their hometown with various buildings.
The newly discovered temple is located south of the decumanus - colonnaded street - which ran from east to west and was the main thoroughfare in the city during the Roman through Byzantine period. The temple, measuring approximately 24 by
No evidence has been found that reveals the nature of the temple’s rituals, but some coins dating from the time of Antoninus Pius, minted in Diocaesarea (Zippori), depict a temple to the Roman gods Zeus and Tyche. The temple ceased to function at an unknown date, and a large church, the remains of which were uncovered by the
North of the decumanus, opposite the temple, a monumental building was partially excavated this summer. Its role is still unclear, although its nature and size indicate that it was an important building. A courtyard with a well-preserved stone pavement of smooth rectangular slabs executed in high quality was uncovered in the center of the building, upon which were found a pile of collapsed columns and capitals - probably as a result of an earthquake. The decoration on these architectural elements was executed in stucco. Beyond a row of columns, an adjacent aisle and additional rooms were discovered. Two of them were decorated with colorful, geometrical mosaics.
- Arqueologia: Descoberto na Galiléia templo romano do século II d.C.
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Arqueologia: Descoberto na Galiléia templo romano do século II d.C.
Jornal Expresso - Jerusalém, 11 Agosto de 2008 (Lusa) - Arqueólogos descobriram em Zipori, na Baixa Galileia, um templo romano do século II d.C. que prova o carácter multicultural desta cidade.
"É o único templo que encontrámos até agora em Zipori e foi uma surpresa porque, sendo esta uma cidade judia situada numa região judia, esperávamos encontrar sinagogas, mas ainda não encontrámos nenhuma dentro da cidade e sim este templo romano", explicou Zeev Weis, director da escavação e professor do Instituto de Arqueologia da Universidade Hebraica.
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domingo, 10 de agosto de 2008
Livro mostra busca de Isaac Newton por 'código da Bíblia' sobre o fim do mundo
Pai da física moderna realizou estudo detalhado do livro do profeta Daniel e do Apocalipse. Cientista relacionava profecias com história política e religiosa da Europa até sua época.
Do G1,
"A gente tem de inverter a relação. Não é apesar de suas crenças religiosas e místicas que o Newton consegue dar o pulo do gato nos trabalhos sobre a gravidade; é justamente devido a elas", afirma José Luiz Goldfarb, historiador da ciência e professor de pós-graduação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). "Os próprios estudos bíblicos de Newton já denotam uma sensibilidade mais crítica e moderna, uma tentativa de estudar as profecias de forma quase matemática, usando cronologias detalhadas."
Pistas históricas
"A gente costuma deixar ciência e religião bem separadas, mas o fato é que os manuscritos de Newton, que chegam a 4.000 páginas, abordam principalmente esses estudos místicos e esotéricos", conta Mauro Condé, professor de história e filosofia da ciência da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). "Com a morte dele, a Universidade de Cambridge e a Royal Society [principal sociedade científica do Reino Unido, da qual ele fazia parte], que tinham um modelo para o que deveria ser o trabalho científico, privilegiaram parte da obra dele e deixaram o resto vir a público de forma meio aleatória", diz o pesquisador.
Newton, para quem Daniel "é um dos profetas mais claros para se interpretar", traça uma série de correspondências entre as imagens proféticas e eventos reais -- no seu esquema, por exemplo, menções a "dias" sempre se referem, na verdade, a anos, animais ferozes e poderosos correspondem a reis ou nobres, e assim por diante. Usando essa chave simbólica, o cientista se propõe a relacionar todas as grandes ocorrências da história mundial, do exílio judaico na Babilônia (a partir de
Romanos, bárbaros e papas
As duas principais visões do livro de Daniel se referem a uma estátua feita de vários tipos de metal precioso e não-precioso, e a uma sucessão de animais ferozes de aspecto sobrenatural. A interpretação tradicional (inclusive no interior do livro bíblico) é associar cada um dos metais e das feras a reinos que se sucederiam até o fim dos tempos, quando Deus salvaria seu povo e instauraria seu domínio sobre o mundo.
No caso da estátua, temos os metais ouro, prata, bronze, ferro e argila misturada com ferro; para Newton, a correspondência é com os impérios da Babilônia, da Pérsia, dos gregos de Alexandre Magno e de Roma; "ferro e argila" misturados significariam as nações européias oriundas do território fragmentado de Roma, fundadas a partir de reinos bárbaros. Um esquema semelhante é aplicado aos animais ferozes; Newton aproveita o fato de que um deles tem dez chifres para associá-lo aos dez reinos bárbaros europeus fundados após a queda de Roma.
Após esses dez chifres, surge mais um, "menor, e três dos primeiros foram arrancados para dar-lhe lugar. Este chifre tinha olhos idênticos aos olhos humanos e uma boca que proferia palavras arrogantes", diz o profeta. Newton afirma que esse chifre arrogante é a Igreja Católica, que havia se tornado um império ao adquirir vastas extensões de terra na Itália durante a Idade Média. O cientista traça a interpretação porque o livro de Daniel diz que o novo chifre "perseguia os santos".
Fortemente anticatólico, Newton associava a Igreja à promoção de práticas vistas por ele como demoníacas, como a adoração dos santos, bem como à perseguição dos verdadeiros cristãos. Para ele, a Igreja Católica também pode ser identificada com a Besta do Apocalipse, representada pelo número 666. Em seus cálculos, Newton dá a entender que o fim do mundo viria após a reconstrução do templo de Jerusalém, em torno do ano 2400 -- mas se abstém de apontar um ano específico.
Valeu a tentativa
Apesar do esforço interpretativo de Newton, poucos estudiosos atuais do texto bíblico vão concordar com sua análise. Para começar, enquanto o físico considerava que o livro de Daniel tinha sido escrito no século
Assim, Roma e a época cristã nem seriam mencionadas em Daniel: o profeta estaria falando apenas dos reinos sucessores de Alexandre Magno que lutavam pelo controle da terra de Israel naquela época. "Seriam, portanto, profecias depois do fato", escreve Lawrence M. Wills, professor de estudos bíblicos da Episcopal Divinity School (Estados Unidos). De acordo com Wills, o chifre perseguidor dos "santos" representa, mais provavelmente, o rei sírio Antíoco Epífanes (morto em
Tudo isso pode soar um bocado estranho para os que estão acostumados à separação moderna entre ciência e religião, mas José Luiz Goldfarb vê indícios dos interesses bíblicos de Newton na própria formulação da lei da gravidade. "No hebraico bíblico existe a palavra makom, que significa 'lugar'. Mas, com a evolução do pensamento rabiníco, ela passa a designar a própria divindade. O Newton cita essa palavra em seus escritos, e parece ter usado o conceito para explicar como a gravidade atuava à distância -- como a gravidade do Sol pode atrair a Terra, por exemplo. É como se entre o Sol e a Terra houvesse um makom, que é Deus, o qual está em todos os lugares", diz o pesquisador.
Goldfarb ressalta que Newton é só mais um exemplo de patrono da ciência que tinha suas idéias "fertilizadas" pelo pensamento místico de sua época. "Os dois campos se falavam e se influenciavam muito", diz. A crença monoteísta (num Deus único), se vista como um todo, também pode ter sido uma influência positiva nos primórdios da ciência e da filosofia, de acordo com Mauro Condé.
"O monoteísmo nos parece simples, mas já exige uma forma de pensamento mais sofisticada e abstrata", diz ele. "E a busca por essências da natureza, por leis ordenadas, é uma coisa que Newton compartilha com filósofos como Platão. Isso foi incorporado na teologia cristã desde o começo", afirma Condé.




