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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Doutora - Categoria: Associado IV - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Israel x Gaza x Oriente Médio (234) .... Jimmy Carter, o cretino filoterrorista

Reinaldo Azevedo (02/02/2009)


JIMMY CARTER, O CRETINO FILOTERRORISTA (o grifo colorido é do autor)


Jimmy Carter, ex-presidente dos Estados Unidos (1977-1980), é um desses imbecis rematados que acabam adotados pelos “progressistas” porque se entende ser “um deles” – dos imperialistas -, convertido à causa “dos oprimidos”. Ontem o Estadão reproduziu uma entrevista do homem a Reza Aslan, do Global Viewpoint. O palerma que era presidente dos Estados Unidos quando se deu a revolução islâmica (1979) no Irã lidera o tal Carter Center - para promover a paz mundial e os direitos humanos, é claro...


Antes que entre no mérito das bobagens que disse sobre o Oriente Médio, cumpre recuperar um tanto da contribuição deste cidadão ao processo de paz. Como se diz acima, a Revolução Islâmica no Irã se deu sob a sua gestão. Mas não só isso. Terroristas disfarçados de “estudantes”, com o apoio dos aiatolás, mantiveram 52 reféns na embaixada americana em Teerã durante 444 dias. Foi o tempo que a gestão Carter levou para encontrar uma saída nas negociações com aqueles humanistas do turbante negro.


O ano de 1979 também foi marcado pela invasão do Afeganistão pela União Soviética. Indignado, Carter foi durão: boicotou os Jogos Olímpicos de Moscou, em 1980, ano em que começa a guerra entre o Irã e o Iraque.

Durante as duas guerras do Golfo (a de Bush pai e a de Bush filho), contra Saddam Hussein, os “progressistas” mundo afora não cansaram de lembrar que Saddam foi armado pelos EUA para tentar destruir o regime dos aiatolás. A guerra durou oito anos – estendeu-se ao longo dos dois governos de Ronald Reagan. Verdade. Mas Saddam começou a ser “usado” foi no governo do humanista Carter. Os EUA alimentaram com armas os radicais islâmicos do Afeganistão? Verdade. Mais uma política do governo... Carter. Um sábio.

Pois bem. Vamos agora à entrevista, cujo título é “Solução de dois Estados só depende de Israel''. A tese do ex-presidente está no livro "Podemos chegar à paz na Terra Santa: Um plano que vai funcionar". E por onde se começa a resolver o problema segundo esse iluminado plantador de amendoim? Israel tem de deixar imediatamente a Cisjordânia, parar com os assentamentos e eliminar o muro que separa a região do território israelense.


Huuummm... Grande idéia! Ninguém tem dúvida – a começar do Hamas e do Fatah – que, se Israel deixar a Cisjordânia agora, vai acontecer lá o que aconteceu em Gaza: uma guerra civil palestina, com a provável vitória dos terroristas. Aí, em vez de os foguetes caírem em áreas mais ou menos desabitadas de Israel, eles atinguirão o aeroporto de Telavive, bairros onde vivem milhares de pessoas, escolas... Quanto ao muro, Carter certamente sabe que os atentados suicida-homicidas foram praticamente eliminados. É feio? É. Outras alternativas foram tentadas. Também acho que os assentamentos têm de parar. Sigamos com trechos da entrevista, em vermelho. Comento em preto.


Parece que durante cerca de 40 anos o status quo beneficiou Israel. Mas agora parece que ocorreu uma virada, em termos demográficos. Não falta muito tempo para que haja mais árabes do que judeus entre o Mediterrâneo e o Rio Jordão. Esta não é a verdadeira ameaça à existência de Israel?


Exato. Logo haverá uma maioria árabe naquele território de um único Estado, o que significa que Israel terá apenas três opções completamente inaceitáveis. Uma delas é o que se pode chamar de limpeza étnica, coisa que ninguém deseja, e isto significa obrigar os palestinos a deixar o território. A segunda opção seria ter um país dentro do qual houvesse duas classes de cidadãos: uma delas seria composta pelos judeus, que teriam direito ao voto; a outra seria formada pelos árabes sem direito ao voto. E isso seria equivalente ao apartheid sul-africano.


A terceira e última opção é deixar que os árabes detenham a maioria dos votos, e com alguma divisão entre os judeus, e os árabes votando em bloco, eles controlariam todo o governo e não haveria mais um Estado judaico. Estas são as opções, excluída a solução de dois Estados.


A pergunta não trata de uma ameaça coisa nenhuma, mas do que entende ser uma fatalidade – e, nessa perspectiva, Israel já entraria numa negociação derrotado. Logo, o país estaria esperneando enquanto aguarda o fim trágico. Solidário, Carter vem lembrar três alternativas que não servem. A saída? Ora, os dois estados. Sim, bem poucos são os judeus e partidos israelenses que não concordam com isso. A pergunta é outra: quantos são os palestinos que aceitam o estado judeu?


Os israelenses saíram de Gaza, e o terror passou a dominar Gaza. Saíram do Sul do Líbano, e o terror passou a dominar o Sul do Líbano. Será que, temendo por uma das três alternativas ditas “inaceitáveis”, os israelenses devem entregar também a Cisjordânia aos terroristas? A lógica seria mais ou menos esta: "Ah, já que Carter diz que a gente não tem saída, então vamos nos render agora.


Parece que a opinião pública e a mídia americanas estão mais dispostas a criticar Israel após a guerra em Gaza.


As pesquisas mostram que isso é verdade. Acho que veremos grandes mudanças, e a demonstração mais concreta é a eleição de Barack Obama. Desde sua primeira semana na presidência, ficou claro que a paz no Oriente Médio será uma de suas prioridades. E o enviado especial escolhido por ele, George Mitchell, é muito mais qualificado do que muitos de seus predecessores.


Para qual governo americano a paz no Oriente Médio não foi uma prioridade? Ora, o próprio Carter patrocinou o acordo entre Egito e Israel, que resultou na devolução do Sinai. Qual foi a condição? Que os egípcios cessassem as hostilidades. E foi o que aconteceu. Desde aquele tempo, o acordo tem sido cumprido. E olhem que o líder israelense que celebrou o entendimento foi ninguém menos do que o durão Menachen Begin.


Mas esse nem o aspecto mais interessante da resposta de Carter. Notem que ele evoca Barack Obama justamente quando o entrevistador lembra que a opinião pública e a mídia americanas são hoje mais hostis a Israel do que já foram. Parece que o novo presidente é parte desse pacote. Mitchell??? É uma piada? Na sexta, o pacificador previu um recrudescimento da violência na região.


A maioria dos israelenses está disposta a abrir mão da Cisjordânia em troca da paz, e os palestinos desejam a mesma coisa. A poderosa voz do presidente dos EUA terá um imenso impacto sobre a opinião pública, não somente no seu país, mas também nos territórios palestinos e em Israel.


Eis o homem que demorou imodestos 444 dias para resolver a crise dos reféns na embaixada. A voz dos israelenses se faz ouvir em eleições democráticas. E é bem possível que a maioria da população defenda o fim da ocupação da Cisjordânia. Mas quem são “os palestinos” de Carter? Os do Hamas querem o fim de Israel. Faz parte de seu programa e de sua razão de ser. Um dia a “voz poderosa do presidente dos EUA” já foi a de Carter. Por que ele não celebrou o acordo com os palestinos? Por que outros não o fizeram depois dele? E Clinton? Por que não? A resposta é simples. Se eu fosse um nefelibata, poderia dizer que a vontade dos palestinos foi seqüestrada pelos terroristas. Mas tenho de ser objetivo, não? Os palestinos escolheram o terrorismo. Votaram no Hamas.


Qual seria a principal lição que o presidente deveria aprender a partir da sua experiência nas tentativas de encerrar o conflito no Oriente Médio?


Os EUA precisam desempenhar um papel forte desde os primeiros momentos de seu governo, sendo enfáticos nos esforços para conduzir as negociações até a sua conclusão. É necessário agir logo, demonstrar comprometimento profundo e ser persistente.


Claro, claro. E todo homem deve ser bom. E a gente não deve comer com os cotovelos sobre a mesa. E devemos ser generosos e audaciosos.


Este processo começa com o reconhecimento do papel desempenhado pelo Hamas nas negociações?


Ainda é cedo para isto. O Hamas se comprometeu a aceitar qualquer acordo negociado com Israel, desde que seja submetido ao povo palestino em um plebiscito, ou se for eleito um governo de unidade e os representantes do governo aprovarem o acordo. Este é um importante passo a ser dado quando chegar o momento nas negociações com o Hamas.


A fala seria coisa de vigarista se Carter não fosse apenas um tolo. As condições da “aceitação” do acordo impostas pelo Hamas dizem a razão pela qual é impossível negociar com o Hamas. Um plebiscito conduzido pelo terror resultaria na opção pela continuidade do terrorismo. A resposta ao governo de unidade nacional foi dada pelo Hamas quando expulsou o Fatah de Gaza, com a seqüência de tortura e execuções sumárias.


Talvez agora tenhamos a oportunidade de reconsiderar os últimos 30 anos de política externa americana em relação ao Irã. Que conselho daria a Obama a respeito do melhor modo de tentar uma aproximação com o Irã?


Ele já prometeu, antes e depois de ser eleito presidente, que abrirá todas as formas de comunicação com o Irã. Se você descartar o presidente Mahmud Ahmadinejad e se aproximar de membros mais responsáveis do governo do Irã, penso que, quando Obama enviar alguém para explorar as possibilidades de negociação, acho que essa pessoa será bem recebida. Meu conselho para Obama é simplesmente fazer o que prometeu que faria: abrir um canal de comunicações com o Irã.


Ora, fácil, não? Basta botar de lado o segundo homem mais poderoso do Irã, que trabalha em consonância com o núcleo duro do clero xiita... O resto se ajeita! Vamos lá, Obama, abra o canal.


O senhor é otimista com relação à situação no Irã e no Oriente Médio daqui a oito anos?


Sim, comparando com as circunstâncias atuais, de onde partimos. O melhor meio de restringir os movimentos potenciais do Irã para aumentar sua capacidade nuclear é conseguir a paz entre israelenses e palestinos, acabar com a guerra oficial entre Israel e Síria, Israel e Líbano.


Aqui, a mãe de todas as tolices: supor que a resolução dos conflitos entre os palestinos e os israelenses é central para contornar o terrorismo e a hostilidade dos países islâmicos contra Israel. A tese é simplesmente falsa. O Irã, por exemplo, que nem árabe é, está pouco se lixando para o assunto. A causa só lhe serve de um bom pretexto. Ou será que a revolução islâmica iraniana pensava nos palestinos? O jihadismo à moda Bin Laden luta contra o risco de ocidentalização do Islã – Israel é só um símbolo do que seria a conspurcação de uma terra sagrada. Se o país fosse varrido do mapa amanhã, uma nova causa de alevantaria.

Acho que isso eliminaria, e muito, a ameaça da qual os iranianos sentem que precisam se defender.


Ah, entendi. O Irã quer a bomba, gente, é para se defender! Vai ver teme ser invadido por Israel. Carter é um idiota, mas um idiota perigoso.


E de uma maneira mais geral, debilitaria a influência de Teerã e seu prestígio, que cresceu por causa da guerra do Iraque. Assim, o fim da guerra no Iraque e a paz no Oriente Médio seriam duas coisas que colocariam o Irã de volta a uma posição em que sua influência negativa em prol do terrorismo diminuiria, e o país sentiria menos necessidade de ter armas nucleares para se defender.


Certo. O corolário é o seguinte: Israel deve ir para o sacrifício, oferecendo-se em holocausto. Sai de Gaza agora, destrói o muro, expõe-se ao foguetório e aos homens-bomba do Hamas e de outros radicais. E, assim, contribui para diminuir a influência do Irã!!!


É, é um modo de ver o mundo...


Carter não deixa der uma personagem um tanto assustadora. Ele é a encarnação, no Ocidente, da lógica e dos motivos do terrorismo. No poder, foi um tolo desastrado. Fora dele, confere altitudes de fina estratégia a tolices. Ele tem pouca ou nenhuma influência. Mas o que diz é eco de teses influentes na Casa Branca e mundo afora.


O terrorismo conseguiu o que jamais imaginou que conseguisse: ser ouvido como voz legítima. E o establishment ainda bate no peito e faz um mea-culpa, a exemplo da entrevista que Barack Obama deu a uma TV árabe.


Segurem-se! O piloto aderiu!



G1 (01/02/2009)


Gazeta do Povo (01/02/2009)


FSP online (01/02/2009)


Bom Dia Brasil (02/02/2009)


FSP (02/02/2009)


Meshaal canta vitória e recebe alerta no Irã

Khaled Meshaal, líder do Hamas que vive exilado na Síria, iniciou ontem uma visita ao Irã, onde foi recebido pelo líder supremo do país persa, o clérigo Ali Khamenei. Ele cantou vitória no conflito com Israel que matou mais de 1.300 palestinos em Gaza -contra 13 israelenses-, mas recebeu um alerta.


"A República Islâmica do Irã tem uma grande participação em nossa vitória na faixa de Gaza", disse o líder do Hamas, que tem respaldo logístico e financeiro de Teerã.


"A resistência islâmica deve estar preparada para qualquer situação possível, incluindo uma nova guerra em Gaza. A guerra psicológica do inimigo ainda continua", disse Khamenei a Meshaal, que teve audiência também com o presidente Mahmoud Ahmadinejad.


O palestino confirmou que o Hamas participa das negociações de paz no Egito, mas não que o grupo aceitou um cessar-fogo permanente. "Nossa terra está ocupada agora e temos direito a resistir. Enquanto seguir assim, podemos aceitar uma trégua, mas um cessar-fogo permanente carece de significado", disse ele.


Já o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, disse que só haverá diálogo com o Hamas se o grupo "reconhecer que a Organização para a Libertação da Palestina é a única representante do povo palestino".


Criticado por entidades judaicas, Chávez culpa oposição por ataque a sinagoga

Sob uma chuva de críticas de entidades judaicas e do governo israelense, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, condenou a depredação de uma sinagoga em Caracas e acusou a oposição de estar por trás do ataque ocorrido anteontem.


"São eles mesmo, assim digo ao país! E faremos de tudo que esteja na Constituição e na lei para demonstrar as causas verdadeiras desses fatos", disse Chávez, durante um ato oficial. "A oligarquia é violenta, ela é quem mata, quem conspira."


A Chancelaria israelense, que expulsou os diplomatas venezuelanos do seu território e de Ramallah, na Cisjordânia (território palestino ocupado), na semana passada, disse, em nota, que "esse tipo de violência apenas pode ocorrer na Venezuela com o beneplácito das autoridades do nível mais alto do Estado".


Na Venezuela, lideranças da comunidade judaica, estimada em cerca de 17 mil, acusaram o "discurso violento" de Chávez de ter incentivado o ataque.


Em nota, a Confederação Israelita do Brasil (Conib) condenou o ataque e afirmou que existe "uma escalada em atos de violência e de intimidação contra a comunidade judaica da Venezuela".


Os dois vigilantes que estavam na sinagoga durante o ataque afirmaram que foram rendidos por cerca de 15 homens armados, que ficaram no prédio por quatro horas. Imagens mostram artefatos religiosos destruídos e pichações nas paredes com dizeres como "morte já" e "fora, judeus".


Recentemente, a Venezuela rompeu as relações diplomáticas com Israel por causa da invasão da faixa de Gaza, que deixou mais de 1.300 mortos, na maioria civis. Anteontem, enquanto ocorria o ataque à sinagoga, a Chancelaria venezuela realizava uma cerimônia para receber seus diplomatas expulsos por Israel.


O ataque contra a sinagoga é o último de uma série de atentados ocorridos neste mês atribuídos a grupos paramilitares chavistas contra alvos identificados como de oposição. No dia 19 de janeiro, a representação do Vaticano (Nunciatura Apostólica) em Caracas foi alvo de cinco bombas de gás lacrimogêneo, supostamente por ter dado asilo a um dirigente estudantil oposicionista. (FM)



JB online (02/02/2009)


JB (02/02/2009)

  • Israel reage e volta a bombardear palestinos - Pág. 22: Ataque destruiu uma delegacia de polícia, mas não deixou vítimas. Depois de pelo menos quatro foguetes palestinos atingirem, ontem, o sul de Israel, o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, prometeu adotar uma resposta "desproporcional" contra os disparos da Faixa de Gaza. Algumas horas depois, a força aérea israelense bombardeou o centro do território palestino. O ataque destruiu totalmente uma delegacia de polícia, mas não deixou vítimas.


O Globo, Mundo, p.20. (02/02/2009)


Hamas: Israel dará resposta 'desproporcional'

Após novos ataques de foguetes, premier Olmert diz que não permitirá que vida no sul do país fique impraticável


JERUSALÉM. O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, afirmou ontem que o país vai dar uma “resposta desproporcional” aos ataques de foguetes e morteiros disparados da Faixa de Gaza contra o seu território, usando uma palavra da qual seu governo até agora vinha se defendendo.


Criticadas pela comunidade internacional durante a ofensiva em Gaza, que causou mais de 1.300 mortes de palestinos — contra cerca de uma dezena de israelenses mortos por foguetes nos últimos anos — as autoridades de Israel afirmavam que o contraste no número de mortes não era devido ao uso desproporcional da força, porque o país tinha o direito de defender seus cidadãos.


Novas violações da trégua na Faixa de Gaza

No fim de semana, pelo menos uma dúzia de foguetes e morteiros disparados de Gaza atingiram Israel, ferindo dois soldados e um civil. O governo reagiu de imediato. Um avião israelense bombardeou uma sede das forças de segurança do Hamas em Gaza. Não houve vítimas porque Israel avisou antes e as pessoas saíram a tempo. Outro alvo foram prováveis túneis na fronteira com o Egito.


Nos últimos dias, os dois lados têm violado a trégua declarada no fim de janeiro, após três semanas de conflito. O Hamas não reivindicou os disparos de ontem, mas o governo de Israel tem dito que considera o grupo — que controla Gaza desde junho de 2007 — responsável por qualquer ataque vindo de lá.


— Não vamos concordar em voltar às regras antigas do jogo e vamos agir de acordo com as novas regras, que garantirão que não sejamos levados a uma guerra de olho-porolho, que não permitirá uma vida normal no sul do país — disse Olmert. — A resposta virá no tempo, no lugar e da forma que decidirmos.


A uma semana das eleições gerais em Israel, os três principais candidatos — a chanceler Tzipi Livni, o ministro da Defesa, Ehud Barak, e o líder do Likud, Benjamin Netanyahu — também aproveitaram o dia de ontem para deixar claro aos eleitores que manterão a política de retaliações duras.


— A resposta deve ser severa e imediata — disse Tzipi, do mesmo partido de Olmert.


No Egito, especialistas americanos estão em Rafah, fronteira com Gaza, para instalar mais equipamentos de vigilância e dispositivos para detecção de túneis. O objetivo é evitar o contrabando de armas para Gaza, uma das reivindicações de Israel.


Por sua vez, o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, disse ontem no Cairo que “não vai dialogar com aqueles que não reconhecem a Organização para a Libertação da Palestina (OLP)”, em referência ao Hamas. Foi a resposta à proposta do grupo radical islâmico de que os palestinos rejeitem a OLP, dominada por Abbas e facções leais a ele: — Eles precisam admitir sem equívoco ou ambiguidade que a OLP é o único representante legítimo do povo palestino.


Aí, sim, haverá diálogo.


Chávez condena ataque a sinagoga em Caraca

Em Caracas, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, condenou o ataque a uma sinagoga na capital do país em meio à tensa relação com Israel. Homens armados invadiram o templo na sexta-feira, destruindo objetos religiosos e pichando muros. Chávez sugeriu que o ataque foi organizado pela oposição para culpar seu governo.


No mês passado, ele expulsou o embaixador israelense e cortou relações diplomáticas com Israel em protesto contra a ação militar em Gaza, gerando ação recíproca de Israel. Esses gestos despertaram queixas de antissemitismo na comunidade judaica venezuelana.



Estadão (02/02/2009)


Veja mais:

01/02/2009


domingo, 1 de fevereiro de 2009

Israel x Gaza x Oriente Médio (233) .... Mitchell is Ready to Listen, But is Israel?

FSP online (01/02/2009)


JB online (01/02/2009)


Time / CNN


Stratfor


El Pais (01/02/2009)


La Vanguardia (01/02/2009)


Veja mais:

01/02/2009


Israel x Gaza x Oriente Médio (232) .... Chega a ser cômico, mas é trágico

Último Segundo

  • Nahum Sirotsky: Chega a ser cômico, mas é trágico: George Mitchel, enviado especial de Obama ao conflito, e que aqui esteve em 2002, imaginem, disse a nós, correspondentes, que não está fácil promover a paz. Ele veio com olhos e ouvidos para se informar e dar suas impressões ao presidente.


G1 (01/02/2009)


Em Cima da Hora (01/02/2009)


Em Cima da Hora (01/02/2009)

  • Vândalos depredam sinagoga em Caracas: O rompimento das relações entre Venezuela e Israel ultrapassou os limites da diplomacia. Neste sábado (31), vândalos depredaram uma sinagoga em Caracas.


FSP online (01/02/2009)


Estadão (01/02/2009)


O Globo (01/02/2009)


Abril.com


BBC Brasil


Carta Maior

  • Palestinos defendem prioridade para boicote econômico a Israel: Ativistas palestinos presentes ao FSM 2009 priorizam campanha de boicote econômico a Israel e pedem anulação do Tratado de Livre Comércio entre Israel e Mercosul. “Não precisamos de que a luta palestina seja encampada por todos. A resistência palestina existe há 60 anos e continuará. Devemos isolar Israel. Parar de comercializar seus produtos. Devemos boicotar até que Israel venha a respeitar as resoluções da ONU" diz Jamal Jumá, coordenador do movimento "Stop the Wall". (...) Aqui no FSM 2009 a percepção de que Israel pela primeira vez perdeu uma guerra ecoa na qualidade da participação palestina, que mudou muito. Os movimentos sociais da região não buscam mais visibilidade, apenas, nos debates e ambiente do Fórum. O mais recente massacre em Gaza atendeu a essa demanda. Os palestinos aqui presentes vieram com uma agenda de natureza popular e política.
  • >>VEJA ÁLBUM DE FOTOS>>


El Reloj (01/02/2009)


Noticiero Digital


Iton Gadol (01/02/2009)


Aurora (01/02/2009)


Veja mais:

01/02/2009


Israel x Gaza x Oriente Médio (231) .... Bloqueio a Gaza faz de túneis negócio rentável e canal vital

Vídeo


Pedro Doria


JB (01/02/2009)

  • Oriente Médio Aposentados - Pág. 8: Ao menor sinal de um rojão no Oriente Médio, Lula se apresenta como mediador do conflito árabe- israelense. Melhor faria se cuidasse das nossas estradas, onde morrem milhares de brasileiros anualmente. Conhecido mundialmente como refúgio de bandidos, o Brasil será alçado à categoria de país de tolos.


G1 (01/01/2009)


FSP online


Leia mais notícias sobre ataques a Sinagogas

Sinagoga é atacada com coquetel molotov na França
Grupo joga carro em chamas contra sinagoga em Toulouse, França
Polícia alemã detém 16 neonazistas após ataque a sinagoga



FSP (01/02/2009)

Mundo



Bloqueio a Gaza faz de túneis negócio rentável e canal vital


Único elo do território com o exterior, subterrâneos proliferaram com cerco israelense


Pelas passagens são levados animais, comida, roupas, combustível, equipamentos e armas; buracos resistem a bombardeios israelenses


RAPHAEL GOMIDE

ENVIADO ESPECIAL À FAIXA DE GAZA


O ar é pesado, faz calor, e a respiração, difícil, tem gosto de terra. Não é preciso ser claustrofóbico para se sentir desconfortável dez metros abaixo do solo, ainda mais sob as precárias estruturas de madeira que escoram a terra em um dos 1.800 túneis subterrâneos que ligam a faixa de Gaza ao Egito. Não é reconfortante saber que se está dentro de um alvo potencial de aviões israelenses.


Os túneis cresceram como alternativa ao rígido bloqueio econômico imposto por Israel à faixa de Gaza, após o movimento extremista islâmico Hamas, que havia vencido as eleições legislativas do ano anterior, romper com o Fatah e assumir o controle, em junho de 2007. Hoje, as importações ilegais do Egito têm papel vital na arruinada economia local.


Como as fronteiras estão totalmente fechadas, quase todos os produtos são contrabandeados pelos túneis: comida, roupas, celulares, cigarros, motos e combustível -perigosamente armazenado em casa, em tinas e galões. Até animais entram em Gaza por baixo da terra.


A Folha entrou em uma dessas passagens. Para descer os 10 metros até o túnel propriamente dito, senta-se numa cadeirinha improvisada com ripas de madeira presas a cordas, atreladas a um gancho. Um cabo de aço passa por uma roldana até o "carretel". É esse motor que solta o cabo até embaixo, trazendo para cima e para baixo pessoas e mercadorias.


Dentro, é preciso quase engatinhar, as mãos no chão de terra, ultrapassando galões e sacos de produtos, sob a luz de esparsas lâmpadas ligadas a fios presos às paredes de contenção de madeira. Três rapazes, descalços, guiam o repórter com lanternas. Escondem o rosto, mas posam para fotos, e um exibe os bíceps trabalhados na academia subterrânea, a face coberta pela camiseta, qual um Hulk sem cabeça.
O túnel foi um dos afetados pelo bombardeio israelense da última quarta. Com britadeiras manuais e pás, tentavam desbloqueá-lo. O caminho subterrâneo ficou obstruído por um deslizamento de terra após cerca de 40 metros. Não fosse isso, seria possível chegar ao Egito por baixo do posto de fronteira em 30 minutos -para entrar oficialmente, são 5h30.


Trata-se de um empreendimento irregular, mas amplamente tolerado. Em Gaza, as entradas ficam às claras, formando uma extensa fila de ostensivas tendas de plástico, com intervalos de 20 ou 30 metros e buracos que parecem poços artesianos expostos.


Fica evidente que, se o Egito quisesse, fecharia as bocas do seu lado, interrompendo o fluxo -que hoje o beneficia. Israel, que acusa o Hamas de contrabandear armas pelos túneis, poderia destruir todos com poucos ataques, mas, durante a guerra, estima-se que apenas 300 ou 400 dos cerca de 1.800 buracos tenham sido atingidos por bombas.


A área onde foram construídos era residencial. Com o bloqueio e a proliferação do negócio dos túneis, quarteirões foram demolidos e deram lugar aos buracos. "As pessoas venderam as joias de suas mulheres para investir como sócios neste negócio", conta o homem que se identifica como Abu Jihad, 31, sócio de um túnel construído há seis meses.


À distância, sente-se o odor da gasolina que sobe por mangueiras até caminhões-tanques ou caixas-d'água de 3.000 litros presas a caçambas.


O dono do terreno recebe participação do operador. Os funcionários -de 10 a 20 por túnel- recebem de US$ 30 a US$ 50 dólares por dia. Um quilo de carga, independentemente do conteúdo, custa US$ 1. Assim, cem quilos de banana, cigarros ou telefones custam o mesmo. Passam de duas a três toneladas de produtos diariamente por túnel. A maioria nega transportar armamentos, embora um atravessador no Egito tenha dito à Folha que leva fuzis para a faixa de Gaza.


Os contrabandistas circulam com desenvoltura, sentam para almoçar ou conversar do lado de fora, sem serem importunados por fiscalização, numa linha de "trincheiras" com terra revirada, a 100 metros do muro da fronteira com o Egito.


Guaritas de militares egípcios têm vista privilegiada dos buracos. Na guerra, antecipavam bombardeios israelenses aos donos de túneis. Segundo comerciantes, o contrabando chega a quadruplicar os preços. Os 1,5 milhão de moradores de Gaza paga a conta. O Hamas cobra uma taxa anual dos donos das bocas, de US$ 4.000. "Se Israel abre as fronteiras, acabam os túneis", diz Ibrahim Dia, dono de sapataria.



FSP (01/02/2009)

Caderno Mais

Estados terroristas


Combates na faixa de Gaza sugerem que negociações de paz só serão possíveis após forte pressão internacional

JOSÉ ARTHUR GIANNOTTI

COLUNISTA DA FOLHA


Não me sinto à vontade escrevendo sobre a horrenda situação do Oriente Médio; não acompanho os acontecimentos nos pormenores nem conheço os meandros da luta que ali se desenvolve.

Mas me sinto moralmente obrigado a deixar público meu claro repúdio aos horrores que ali têm ocorrido e meu temor de que seus agentes estão se chafurdando num pântano que poderá engolir o que nos resta de humanidade e de confiança na democracia.


Não posso continuar calado, mergulhado em minhas obsessões, como se fundamentalistas palestinos e israelenses não estivessem se matando e emporcalhando a dignidade de dois povos. Nessas condições o silêncio é conivente.


Há 60 anos, graças a uma resolução da ONU, foi criado o Estado de Israel. Uma forte reação árabe e palestina era esperada, e só poderia haver perspectiva de paz e progresso na região se os dois maiores contendores tirassem vantagens da nova situação, separando a luta pelo Estado nacional da questão religiosa e cultural.


Aconteceu, porém, o contrário. Desde o início Israel se firma como Estado judeu. Enfrentando resistências, os sionistas de esquerda lutaram por um Estado leigo, e o confronto somente amaina quando se chega a uma situação de compromisso. Israel não conta com uma Constituição escrita, isto é, um acordo articulado em que vários grupos cedem para configurar um fundamento legal a partir do qual possam resolver suas contendas. É regido por um sistema de leis parecido com a Common Law, obviamente sem a tradição inglesa, que flexibiliza a norma jurídica para que um grupo politicamente dominante possa mais facilmente impor a legitimidade de seu ponto de vista. Nos últimos anos o Estado israelense de Direito está cada vez mais sendo sufocado pela intolerância dos fundamentalistas.


Nesse contexto, a extensão do território nacional se torna uma questão religiosa. Sabe-se que o Estado nacional exerce o monopólio da violência num determinado território, que, na sua essência é público, a propriedade privada sendo conformada por ele. Quando o Estado é religioso, a terra é dádiva divina, cabe ao Estado conservá-la tal como o povo eleito a recebeu de Deus.


No lugar da "res publica" impera a "res divina". Não são mais o Estado e os cidadãos que possuem a terra, esta é que os passa a possuir como manifestação de sua divindade. Há mais de 40 anos a esquerda israelense propõe trocar terra pela paz, mas, até agora, o território palestino continua a ser comido pelas bordas, a fim de que o Grande Israel renasça de suas cinzas, como se outros povos nunca tivessem tido direito sobre esse território.


O Estado judeu não pode conceder plena cidadania a seus membros. Os palestinos israelenses foram proibidos de votar nas próximas eleições porque podem estar colaborando com o inimigo. E, como a taxa de natalidade deles é superior à dos israelenses judeus, é de esperar que seus direitos democráticos sejam cada vez mais restringidos.


Jerusalém é uma cidade multirracial e multicultural.


Sagrada para três religiões.


Mas desde 30 de julho de 1980 foi decretada capital indivisa do Estado de Israel, indiferente às demandas da população árabe que ali habita e dos acordos internacionais que asseguraram a fundação desse Estado.


Infelizmente o lado palestino seguiu na mesma direção.


Não se pode colocar no mesmo saco movimentos nacionalistas do Oriente Médio e a renovação fundamentalista do islã, a despeito de estarem cada vez mais trançados.


Essa confusão é uma triste herança da era Bush e da revolução iraniana, que cobriu o verdadeiro conflito político com o véu ético-religioso da oposição entre o bem e o mal.


Mas a luta pela instalação de um Estado palestino é antiga.


Em 1917 os ingleses conquistaram a Palestina do Império Otomano. E assim começou o jogo entre aqueles que desejavam independência do novo território ou sua transformação num novo Estado judeu, proposto pelos sionistas. Desde o início a guerrilha se instalou dos dois lados, sendo hoje inútil procurar quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha.


Atrocidades foram cometidas pelos dois lados. Não deixo de me indignar, de tomar partido segundo as circunstâncias, mas agora me importa salientar a farsa jurídica que Israel e as organizações palestinas estão praticando para encobrir o massacre dos povos que representam.


Na guerra contemporânea não existe mais clara distinção entre o soldado e o civil. O primeiro não sobrevive sem um fantástico esforço produtivo do segundo. Não é à toa que, já na Segunda Guerra, cidades foram arrasadas para enfraquecer o esforço produtivo do inimigo.


Essa indistinção se avoluma quando a guerrilha se transforma em cruzada, ou intifada, que converte o martírio no caminho de salvação.


Acuados por todos os lados, pela violência israelense e pelo jogo desleal dos Estados árabes, cada vez mais os palestinos desacreditam nas soluções políticas e se empenham numa reconquista religiosa das terras perdidas.


Para eles a existência de um Estado palestino implica aniquilação do Estado de Israel, o qual por sua vez responde tentando aniquilar o Hamas.


Mas, de um lado e do outro, a política continua sendo praticada, mesmo quando, como nos mostram os últimos episódios, a guerra se faz como a negação dela. Creio que aqui está um dos pontos nevrálgicos da questão.


Os movimentos nacionalistas palestino e israelense são empurrados para o terror. O inimigo é tanto o soldado como o civil que o apoia mesmo sem querer. O voto favorável à guerra ou a indiferença são forças mais destrutivas do que as armas de combate.


Trava-se uma guerra entre um Estado constituído e um Estado em via de constituição.


Israel se orgulha de possuir um excelente código de ética para suas Forças Armadas, mas, como declarou o major Jacob Dalla (Folha, suplemento "New York Times", 26/1), "as pessoas perdem de vista o contexto de uma guerra numa área densamente povoada, onde, a cada vez que uma porta é aberta, um soldado se pergunta quem pode estar atrás dela".


Mesmo usando a cabeça, creio eu, é natural atirar no outro indiferenciado. O irracional é entrar numa guerra desse tipo. E, quando alguém denuncia o absurdo, posto que os dois lados vestem o manto da religião, a denúncia é tachada de antissemitismo ou anti-islamismo.


Mas a luta é sobretudo política, embora às vezes se assemelhe a um extermínio tribal. O direito está servindo sobretudo para encobrir o uso de métodos terroristas. O que define a prática jurídico-moral não é o código, mas sua prática. Israel se nega como Estado ao massacrar civis indefesos.


O Hamas ou o Hizbollah se negam como movimentos nacionalistas insistindo na guerra do terror e se recusando a participar de negociações políticas. Não vale negar-lhes o caráter de interlocutores porque têm inscrito no programa a destruição do Estado de Israel.


O fato de se sentarem numa mesa de negociação implica o reconhecimento do outro como interlocutor político.


Não sejamos porém ingênuos. Tal como a guerra está se desenvolvendo, uma negociação política somente será possível mediante forte pressão internacional.


A ONU pouco poderá fazer sem o apoio decidido dos Estados Unidos. E para que isso se torne possível, é preciso que se compreenda que essa guerra é mais do que um conflito de civilizações, porquanto, além de pôr em choque diferentes formas de vida, faz com que o Estado de Direito finja existir para encobrir práticas de aniquilação do outro simplesmente porque é outro.


JOSÉ ARTHUR GIANNOTTI é professor emérito da USP e coordenador da área de filosofia do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento. Escreve na seção "Autores", do Mais!.




Deutsche Welle



Zero Hora (01/02/2009)




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31/01/2009