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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Doutora - Categoria: Associado IV - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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domingo, 25 de março de 2012

Descoberta em casarão em Salvador pode mudar história do judaísmo no Brasil

Correio 24 horas (25/03/2012): Descoberta em casarão em Salvador pode mudar história do judaísmo no Brasil: O que para um leigo não passa de uma banheira antiga, para um judeu ortodoxo é tão importante quanto uma sinagoga - o templo sagrado dos israelitas. Por si só, a mikvé (isso mesmo, mikvé) que ilustra essa página, já seria uma relíquia. Mas e se o local onde são realizados banhos sagrados para purificação judaica for do século XVII, período auge da Inquisição católica na Bahia? E se ele foi construído em um casarão antigo, no Centro Histórico de Salvador, a uns 15 passos da Igreja de São Francisco, bem na cara do Santo Ofício? E se ele é um segredo sagrado, guardado por quase quatro séculos. Aí, além do status de relíquia, o material é capaz de mudar a História. Um grupo de cinco pesquisadores encontrou no Hotel Vila Bahia, no Cruzeiro de São Francisco, Pelourinho, o que pode ser a prova mais antiga da prática do judaísmo em toda a América Portuguesa. E o mais curioso: ela teria pertencido a um cristão-novo, como eram conhecidos os judeus que, por decreto do rei de Portugal D. Manuel I, em 1497 foram convertidos à força em católicos. O fato de ser uma mikvé já tornaria o material algo único na Bahia. Mas, se a época da sua construção coincidir com o período no qual os judeus eram perseguidos, isso a transformaria em um achado arqueológico único no país. Apenas no Recife há uma sinagoga tão antiga, construída na primeira metade do século XVII. Só que ela é do período de dominação holandesa naquela região. Diferente dos portugueses, os holandeses toleravam judeus. Ainda não há 100% de certeza de que a peça é uma mikvé. Mas três anos de pesquisas mostram que isso é quase certo. “Tudo leva a crer que é uma mikvé tradicional. As dimensões de comprimento e largura, a capacidade volumétrica, o reservatório de água da chuva e até a ausência de um ralo nos fazem crer que é uma mikvé”, diz a historiadora Silvana Severs, do grupo responsável pela descoberta. >>> Leia mais, clique aqui.

sábado, 24 de março de 2012

Marcos Guterman: As crianças palestinas estão vingadas?

Estadão (21/03/2012): Marcos Guterman: As crianças palestinas estão vingadas?

A polícia francesa parece já saber quem é o assassino que matou três crianças judias numa escola de Toulouse. Segundo as informações divulgadas, trata-se de um cidadão francês de origem argelina, que se diz integrante da Al Qaeda e que teria cometido o crime para “vingar” crianças palestinas mortas por Israel. Só na cabeça de dementes pode haver equivalência moral entre a morte de crianças palestinas em meio a combates em Gaza e a morte de crianças judias que estão indo para a escola na França, muito longe de qualquer front.

Mas a questão vai além da simples demência. Se todas as informações se confirmarem, pode-se dizer que esse homem não agiu movido exclusivamente por sua suposta loucura. Ele agiu animado pela certeza moral que embebe o discurso dos radicais árabes e islâmicos segundo o qual tudo é permitido, até matar crianças a sangue frio, quando se trata de enfrentar o “Mal” – encarnado no Ocidente e em uma de suas expressões mais significativas, que é Israel.

Segundo testemunhas, uma das meninas mortas pelo assassino de Toulouse tentou correr para se salvar, mas ele a agarrou pelos cabelos e atirou em sua cabeça. Essa menina, de apenas oito anos, foi despida de sua qualidade humana; tornou-se uma espécie de alvo inanimado, um objeto que traduzia todo o ódio do assassino pelo que o Ocidente representa – o Iluminismo, a modernidade, o capitalismo, o ceticismo, o questionamento dos dogmas religiosos, a irreverência, ou seja, tudo o que desafia o mundo ideal romântico dos que rejeitam como “demoníacos” a democracia e o progresso.

Quando qualquer criança, em qualquer parte do mundo, pode ser assassinada apenas por que é judia, o problema não diz respeito apenas aos judeus, mas a toda a humanidade.


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Marcelo Ninio: Em Israel, paz e amor ao Irã

FSP (20/03/2012) Marcelo Ninio: Em Israel, paz e amor ao Irã: Finalmente uma notícia refrescante no meio da fogueira de ameaças e profecias apocalípticas que cercam as relações entre os arquiinimigos Israel e Irã. Cansados de ouvir os dois governos batendo tambores de guerra, um casal israelense lançou uma campanha para estender a mão aos iranianos, sem intermediários. Ou melhor, por meio do intermediário universal, o Facebook. Ronny Edry e Michal Tamir, artistas gráficos de Tel Aviv, publicaram na rede social fotos suas com os filhos e os dizeres: “Iranianos, nós nunca bombardearemos seu país. Nós amamos vocês”. Junto com as imagens, a mensagem: “Ao povo iraniano, a todos os pais, mães, crianças, irmãos e irmãs, para que haja uma guerra entre nós, primeiro precisamos ter medo e odiar. Não tenho medo de vocês, não odeio vocês. Sequer conheço vocês. Nenhum iraniano jamais me fez mal algum”. Não demorou muito e centenas de israelenses aderiram à campanha, formando uma galeria de fotos de pessoas que endossam a mensagem de paz ao país persa. Ronny contou ao jornal “Haaretz” que também recebeu recebeu respostas de israelenses irados, chamando-o de entreguista, ingênuo e palavras impublicáveis. Mas o que mais o impressionou foi a reação de iranianos, agradecidos. De Teerã chegaram mensagens parecidas, com fotos de iranianos manifestando afeto aos israelenses e repudiando a escalada retórica dos dois governos. >>> Leia mais, clique aqui.


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Uma aula de civilização e tolerância com o judeu ortodoxo que defendeu a presença de crucifixos nas escolas italianas

Veja (08/03/2012): Reinado de Azevedo: Uma aula de civilização e tolerância com o judeu ortodoxo que defendeu a presença de crucifixos nas escolas italianas; a causa perdia por 17 a zero; ele virou o tribunal para 15 a 2. Vejam por quê: Querem uma aula de tolerância e civilidade? Então leiam a entrevista que o advogado Josph Weiler, que defendeu o direito das escolas italianas de exibir o crucifixo, concedeu em setembro do ano passado ao jornal português “Público”. Ele é judeu ortodoxo. A entrevista é longa, mas se trata de um dos mais brilhantes exercícios de tolerância que já li. Uma pena o doutor Wadih Damous, presidente da OAB-RJ, não ter sido contratado para o outro lado. Imaginem alguém que defendesse que até o patrimônio cultural fosse “limpado” da herança cristã. Antes da íntegra da entrevista, destaco alguns trechos em azul para despertar a curiosidade. (...) Querem uma aula de tolerância e civilidade? Então leiam a entrevista que o advogado Josph Weiler, que defendeu o direito das escolas italianas de exibir o crucifixo, concedeu em setembro do ano passado ao jornal português “Público”. Ele é judeu ortodoxo. A entrevista é longa, mas se trata de um dos mais brilhantes exercícios de tolerância que já li. Uma pena o doutor Wadih Damous, presidente da OAB-RJ, não ter sido contratado para o outro lado. Imaginem alguém que defendesse que até o patrimônio cultural fosse “limpado” da herança cristã. Antes da íntegra da entrevista, destaco alguns trechos em azul para despertar a curiosidade. >>> Leia a íntegra da matéria e da entrevista, clique aqui.