terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Destino do 'Cemitério das Polacas' provoca polêmica

O Globo / Prosa online (28/11/2009): Destino do 'Cemitério das Polacas' provoca polêmica: Abandonado por muitos anos, o Cemitério Israelita de Inhaúma está hoje no centro de uma delicada discussão no seio da comunidade judaica do Rio. O campo-santo é atualmente administrado pela diretoria do Cemitério Comunal Israelita do Caju, que apresentou à Prefeitura um plano de recuperação da área. O projeto prevê a reconstrução de uma capela e de uma área de preparação dos corpos, entre outras intervenções que permitirão a realização de novos enterros no local, oferecendo uma alternativa à necrópole do Caju, que está lotada, enquanto a de Inhaúma ainda tem cerca de 50% de área ociosa. A historiadora Beatriz Kushnir denuncia o projeto como uma tentativa de expurgo da memória das mulheres que constituíram a Associação Beneficente Funerária e Religiosa Israelita. Beatriz aponta que a reforma incluiria o cercamento dos túmulos já existentes, através de muros ou cercas-vivas. A historiadora atribui a medida às normas judaicas que estabelecem o isolamento de prostitutas e suicidas nos cemitérios. — O que se quer fazer é, à força, colocar muretas, cercas-vivas, ou o nome que se der, no cemitério, e condená-las definitivamente como párias. Isso apagaria a memória do local, tiraria dele a ideia de sítio histórico — critica Beatriz. >>> Leia mais, clique aqui.

Israel disputa posse de manuscritos de Kafka destinados ao arquivo de Marbach


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Destaque 1

Deutsche Welle


Destaque 2

Revista Época (01/12/2009)


O Globo (01/12/2009)


FSP (01/12/2009)


FSP online (01/12/2009)


Estadão (01/12/2009)


JB (01/12/2009)


Terra (01/12/2009)


G1 (01/12/2009)


Último Segundo (01/12/2009)


Uol Internacional / Mídia Global (01/12/2009)


IHU (01/12/2009)

  • ''Um resultado chocante. É o triunfo do medo'', afirma politólogo muçulmano: "Um resultado chocante". Tariq Ramadan, um dos máximos especialistas sobre Islã europeu, controverso defensor da necessidade de um enraizamento das comunidades muçulmanas no interior da realidade europeia, reage assim aos resultados do referendo na Suíça. Um país que ele conhece bem, porque é nele em que reside quando não leciona em Oxford ou gira para conferências no resto da Europa. A reportagem é de Francesca Caferri, publicada no jornal La Repubblica, 30-11-2009. A tradução é de Moisés Sbardelotto. Eis a entrevista.


Aurora Digital (01/12/2009)


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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Amós Oz - Música de Câmara Crítica


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Revista Bravo (Nov/2009)

Amós Oz - Música de Câmara Crítica: Em "Cenas da Vida na Aldeia", o israelense Amós Oz segue evitando os heroísmos e grandes acontecimentos. Ele usa a vida doméstica para falar de solidão e preconceito. >>> Leia mais, clique aqui.



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domingo, 29 de novembro de 2009

Irã e Israel: dois pesos e duas medidas


Destaque 1

  • Programa do Jô (24/11/2009): Entrevista com William Waack: William Waack falou sobre a entrevista que fez em Teerã com o presidente iraniano Mahmoud Aahmadinejad. a conversa demorou cerca de quatro anos para ser realizada. em 2006, quando produziu um especial para o "jornal da globo" sobre o irã, nem obteve resposta para o pedido de entrevista. Jô disse que tem dificuldades para pronunciar o nome "Ahmadinejad". William falou que ele e seu cinegrafista têm o mesmo problema, então optaram por chamá-lo de armando. Jô também destacou a falta de simpatia do presidente. William disse que ele fala pouco inglês, mas também não se esforça muito para entender. Eles também comentaram sobre a repressão a que as mulheres iranianas são submetidas. William falou que a parte feminina considerada mais sedutora são os cabelos - e por isso têm de ser cobertos. William comentou que a figura mais impressionante que conheceu em quase 40 anos trabalhando como jornalista foi o aiatolá Khomenei, que tinha olhos impressionantes. Apesar de o Jô afirmar que as ideias do aiatolá eram parecidas com as de Gandhi, William afirmou que esta é uma ignorância nossa. Os princípios de Khomenei assemelhavam-se mais aos de Lênin. William falou ainda sobre a beleza de Teerã - moderna e com vida noturna agitada. Antes do início da entrevista com Ahmadinejad, William tentou quebrar o gelo mostrando uma foto com o líder religioso do Irã, o aiatolá Khamenei - no telão, foi mostrada uma imagem deste momento. William também disse ter ficado chocado com a falta de organização técnica dos iranianos. Apesar da boa vontade com estrangeiros, são muito bagunçados. Um dos assessores chamou William e fez alguns pedidos: que não cruzasse as pernas, que não mostrassem Ahmadinejad de olhos fechados e nem mexendo no paletó. Sobre a relação Brasil-Irã, William crê que esta aproximação é uma "sinuca" para nós. Além disso, está impressionado com o peso que assuntos religiosos têm adquirido em questões internacionais. O cinegrafista Ronaldo de Souza estava na plateia.
  • Blog do Noblat (27/11/2009): Irã e Israel: dois pesos e duas medidas


Destaque 2

  • Sérgio Aguiar Montalvão: A homossexualidade na Bíblia Hebraica: um estudo sobre a prostituição sagrada no antigo Oriente Médio: O trabalho tem o objetivo de apresentar a homossexualidade na Bíblia Hebraica através das passagens de Levítico 18:22, 20:13, Deuteronômio 22:5, 23:18-19, 1º Reis 14:24, 15:12, 22:46 e 2 Reis 23:7; analisar as relações da prostituição cultual masculina dos termos encontrados em Deuteronômio 23:18-19 (qadesh e keleb); os termos da região do Oriente Próximo com o papel da adoração ritual homossexual (qaditu e assinu); as deidades rituais com o rito masculino (Asherah de 2º Reis 23:7 e a Astarte de Kítion do Chipre relacionada ao keleb em Deuteronômio 23:18-19) as quais estão relacionadas aos ritos de fertilidade; trabalhar o contexto histórico no qual a homossexualidade ritual se desenvolveu em Israel e Judá (1º Reis 14:24, 15:12, 22:46 e 2º Reis 23:7); e com a questão das abominações e interditos tanto da homossexualidade (Levítico 18:22 e 20:13) quanto do travestismo (Deuteronômio 22:5). A pesquisa será realizada através de diversos estudos de acadêmicos que discorreram sobre o tema da homossexualidade na Bíblia Hebraica e sobre as suas questões levantadas e conclusões.

sábado, 28 de novembro de 2009

A homossexualidade na Bíblia Hebraica: um estudo sobre a prostituição sagrada no antigo Oriente Médio

A homossexualidade na Bíblia Hebraica: um estudo sobre a prostituição sagrada no antigo Oriente Médio

Sérgio Aguiar Montalvão

Dissertação de mestrado em Língua Hebraica, Literatura e Cultura Judaicas (USP)

Data da defesa: 07/05/2009.

Resumo: O trabalho tem o objetivo de apresentar a homossexualidade na Bíblia Hebraica através das passagens de Levítico 18:22, 20:13, Deuteronômio 22:5, 23:18-19, 1º Reis 14:24, 15:12, 22:46 e 2 Reis 23:7; analisar as relações da prostituição cultual masculina dos termos encontrados em Deuteronômio 23:18-19 (qadesh e keleb); os termos da região do Oriente Próximo com o papel da adoração ritual homossexual (qaditu e assinu); as deidades rituais com o rito masculino (Asherah de 2º Reis 23:7 e a Astarte de Kítion do Chipre relacionada ao keleb em Deuteronômio 23:18-19) as quais estão relacionadas aos ritos de fertilidade; trabalhar o contexto histórico no qual a homossexualidade ritual se desenvolveu em Israel e Judá (1º Reis 14:24, 15:12, 22:46 e 2º Reis 23:7); e com a questão das abominações e interditos tanto da homossexualidade (Levítico 18:22 e 20:13) quanto do travestismo (Deuteronômio 22:5). A pesquisa será realizada através de diversos estudos de acadêmicos que discorreram sobre o tema da homossexualidade na Bíblia Hebraica e sobre as suas questões levantadas e conclusões.

Irã isolado, mas não pelo Brasil


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Destaque

  • Revista veja (Edição 2140 / 25 de novembro de 2009): Ronald Lauder: Ronald Lauder, herdeiro de marca de cosméticos, fundou um museu em Nova York e defende a causa israelita. De passagem pelo Brasil, falou sobre Ahmadinejad e arte


O Globo (28/11/2009)


FSP (28/11/2009)


FSP online (28/11/2009)


Estadão (28/11/2009)


ZH (28/11/2009)


Terra (28/11/2009)


G1 (28/11/2009)


Último Segundo (28/11/2009)


Uol Internacional / Mídia Global (28/11/2009)


Aurora Digital (28/11/2009)


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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Daniela Kresch analisa o conflito entre israelenses e palestinos


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Destaque

  • CB (23/11/2009): Entrevista - Ely Karmon e israelenses acompanham com preocupação aproximação do Irã com o Brasil: O israelense Ely Karmon acompanha com preocupação, como a grande maioria de seus compatriotas, a aproximação do Irã dos países da América do Sul, e, em especial, do Brasil. Quatro dias antes da chegada do presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, a Brasília, o especialista do Instituto para Contraterrorismo do Centro Interdisciplinar (IDC) em Herzliya, veio à capital para alertar sobre os riscos de ações terroristas na América do Sul. Segundo ele, o grupo libanês Hezbollah, que faz parte de uma coalizão com Teerã, Damasco e o grupo radical palestino Hamas, já possui células na Tríplice Fronteira, em Isla Margarita (Venezuela) e Iquique (Chile), prontas para atuar. "O atrativo da América do Sul é usar as fraquezas da região. Por exemplo, o fato de não ter serviços policiais suficientemente capacitados para tratar com o Hezbollah", afirma. >>> Leia mais, clique aqui.


Reinaldo Azevedo (27/11/2009)


O Globo (27/11/2009)


O Globo online (27/11/2009)


FSP (27/11/2009)


FSP online (27/11/2009)


Estadão (27/11/2009)

  • Gustavo Chacra: A repórter do Estadão em Tel Aviv analisa o conflito entre israelenses e palestinos: Conheci a Daniela Kresch quando cobrimos a eleição israelense em fevereiro deste ano. Ela mora há quase uma década em Tel Aviv e é, na minha opinião, uma das mais preparadas correspondentes no Oriente Médio, independentemente da nacionalidade. As reportagens dela podem ser lidas na edição impressa do Estadão. Além de tudo, é uma grande amiga. Abaixo, a entrevista com ela para o blog. Lembro que a Dani, como convidada, merece respeito. Além disso, esta semana estou de férias e não fico perto do computador o tempo todo. Vou publicar os comentários, mas já adianto as desculpas pela demora. Também responderei todos os comentários do post anterior quando eu estiver de volta a Nova York na segunda. Aliás, farei um post especial apenas comentando as respostas.


ZH (27/11/2009)


CB (27/11/2009)


Terra (27/11/2009)


G1 (27/11/2009)


Último Segundo (27/11/2009)


Uol Internacional / Mídia Global (27/11/2009)


BBC Brasil (27/11/2009)


Aurora Digital (27/11/2009)


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19/11/2009

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Chávez e Ahmadinejad 'juntos até o final'


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Reinaldo de Azevedo (26/11/2009)


O Globo (26/11/2009)

Pág.36


Pág.37.


FSP (26/11/2009)


FSP online (26/11/2009)


Estadão (26/11/2009)


ZH (26/11/2009)


Terra (26/11/2009)


G1 (26/11/2009)


Último Segundo (26/11/2009)


Uol Internacional / Mídia Global (26/11/2009)


Pletz (26/11/2009)


Aurora Digital (26/11/2009)


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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Por que Israel ganha a batalha


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Destaque 1

  • Revista Leituras na História, Número 23, editora Escala: Imigração Judaica – Judeus no Paraná: Refúgio na terra vermelha: Nos anos que precederam a Segunda Guerra Mundial, alguns judeus perseguidos por Hitler conseguiram fugir para o norte do Paraná. Em uma região ainda sem infraestrutura, eles estabeleceram uma colônia, mas não imaginavam que ali encontrariam admiradores do Terceiro Reich.


Destaque 2

Revista do NIEJ (Núcleo Interdisciplinar de Estudos Judaicos da UFRJ)


Destaque 3


Destaque 4


FSP online (25/11/2009)


Estadão (25/11/2009)


Terra (25/11/2009)


G1 (25/11/2009)


Último Segundo (25/11/2009)

  • Mundo
  • 24/11/2009: Livro chama povo judeu de "invenção": Apesar dos registros históricos incompletos e fragmentados, especialistas geralmente concordam que algumas crenças da histórica judaica simplesmente não se sustentam: não houve uma expulsão repentina de todos os judeus de Jerusalém em 70 a.C., por exemplo. Além disso, os judeus modernos devem sua ancestralidade tanto aos convertidos do primeiro milênio e da Idade Média quanto aos judeus da Antiguidade. >>> Leia mais, clique aqui.


Uol Internacional / Mídia Global (25/11/2009)


Zenit (25/11/2009)


BBC Brasil (25/11/2009)


Pletz (25/11/2009)


Aurora Digital (25/11/2009)


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24/11/2009

23/11/2009

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Imigração Judaica: Judeus no Paraná, refúgio na terra vermelha

Revista Leituras na História, Número 23, editora Escala

Imigração Judaica – Judeus no Paraná

Refúgio na terra vermelha: Nos anos que precederam a Segunda Guerra Mundial, alguns judeus perseguidos por Hitler conseguiram fugir para o norte do Paraná. Em uma região ainda sem infraestrutura, eles estabeleceram uma colônia, mas não imaginavam que ali encontrariam admiradores do Terceiro Reich.



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Lula criticado por legitimar Ahmadinejad

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Destaque

Reinaldo Azevedo (23 e 24/11/2009)



O Globo (24/11/2009)


Pág.1: Lula criticado por legitimar Ahmadinejad

Brasil defende direito do Irã a programa nuclear e tem apoio para vaga no Conselho de Segurança da ONU


A recepção ao presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, rendeu críticas ao presidente Lula nos meios diplomático e acadêmico na Europa e nos Estados Unidos.


Para analistas, a visita dá legitimidade a Ahmadinejad no momento em que ele é pressionado pela comunidade internacional a permitir o monitoramento do programa nuclear iraniano, e após uma reeleição marcada por fraudes. Lula reuniuse com ele por cerca de três horas e, na saída, defendeu o direito de o governo iraniano desenvolver programa nuclear para uso pacífico.


“O Brasil sonha com um Oriente Médio livre de armas nucleares”, disse. Ahmadinejad discursou em apoio à pretensão brasileira de uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU. O iraniano, que enfrentou constrangimento e protestos na visita ao Congresso, cancelou palestra em faculdade por falta de segurança.

Páginas 27 e 28, Míriam Leitão e Luiz Garcia



Pág.27.


Pág.28.


FSP (24/11/2009)


Brasília - Eliane Cantanhêde: Antes perto do que inacessível


BRASÍLIA - Mahmoud Ahmadinejad vem aumentando sua presença na América do Sul, que fica logo abaixo e sofre influência direta do arqui-inimigo do Irã, os EUA. Não deve ser por acaso.


Primeiro, Ahmadinejad passou a visitar a Venezuela com uma frequência curiosa. Depois, aproximou-se do Equador e da Bolívia. Agora, botou literalmente os pés no Brasil, trazendo mais de 200 empresários de vários ramos, de agricultura a energia.


Diplomacia se faz muito pelos interesses bilaterais, um pouco pelos regionais e às vezes pelos multilaterais.

Na vinda de Ahmadinejad, esses três ingredientes estiveram fortemente presentes, enquanto gays, feministas, bahá'ís e judeus gritavam do lado de fora dos palácios. Para o mundo ouvir. A visita é mais um marco da polêmica política externa brasileira, que já criou "frisson" com uma cúpula Mercosul-países árabes em Brasília e atraiu ao país num só mês os presidentes de Israel, da Autoridade Palestina e agora do Irã.


A intenção não é assumir um lado da questão, nem apoiar o regime iraniano, muito menos compactuar com as barbaridades de Ahmadinejad, que nega o Holocausto e já pregou "varrer Israel do mapa".


É, ao contrário, fazer como o Brasil faz inclusive com a Venezuela de Chávez: perto o suficiente para ter penetração e diálogo, longe o necessário para não se comprometer com regimes, governos ou decisões pontuais. Ao contrário, tendo força moral para criticá-los. É melhor ter o Irã por perto e submetido a alguns compromissos do que tê-lo isolado para fazer o que bem entender. Aliás, o simples fato de haver uma crescente oposição interna é bom sinal. Ahmadinejad sabe que ela não está sozinha e que o mundo está de olho. Não deixa de ser uma forma de proteção.


Engana-se quem acha que é uma ação do Brasil veladamente contra os EUA. Ao contrário, trata-se de um jogo bem combinado.



FSP online (24/11/2009)



Estadão (24/11/2009)


JB (24/11/2009)


JB online (24/11/2009)


ZH (24/11/2009)


CB (24/11/2009)


GP (24/11/2009)


Paraná online (24/11/2009)


Terra (24/11/2009)


G1 (24/11/2009)


Bom Dia Brasil (24/11/2009)


Em Cima da Hora (24/11/2009)


Último Segundo (24/11/2009)


Uol Internacional / Mídia Global (24/11/2009)


Pletz (24/11/2009)


Aurora Digital (24/11/2009)


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17/11/2009


Ahmadinejad e os direitos humanos


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Destaque

Zenit (23/00/2009)


O Globo (23/11/2009)


Página 7 - Ahmadinejad e os direitos humanos

DENIS LERRER ROSENFIELD


A diplo-MÁ-cia brasileira segue o seu curso acelerado em direção ao não reconhecimento dos direitos humanos, embora, às vezes, se compraza em dizer que faz precisamente o contrário. A visita do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, é mais um exemplo da omissão diplomática que beira a hipocrisia. Ela é posterior, por exemplo, ao constrangedor silêncio em relação a Darfour, oeste do Sudão, onde tribos negras, não muçulmanas, são massacradas por um governo islâmico radical, genocida.


Trata-se de um genocídio em pleno século XXI, com o qual o governo não deixa de compactuar, também em nome de conversas de “bastidores”, supostamente mais eficazes. Os mortos que o digam! Enquanto isto os assassinatos em massa prosseguem, com mais de 200.000 pessoas eliminadas, além daquelas que são mutiladas por toda a vida.


Na comemoração do Dia da Consciência Negra, esta poderia ter sido uma bandeira que deveria ser levantada com força, em nome da condenação mais enérgica do extermínio dessas tribos negras africanas.

A vinda de Ahmadinejad se faz, precisamente, depois de uma “eleição”, condenada nacional e internacionalmente por ter sido fraudada, inclusive por aiatolás do próprio regime, entre os quais um ex-presidente e um ex-primeiroministro. Mesmo eles se insurgiram contra a guinada cada vez mais totalitária do regime, procurando, assim, distinguir duas formas de islamismo, o radical, de tendências totalitárias, e o que não o é. Foram escorraçados, menosprezados, e alguns de seus aliados e parentes foram torturados e assassinados.

Os clamores foram gerais, com a população ousando ir às ruas para protestar.


E o fizeram com coragem, porque tiveram de se enfrentar com a famigerada Guarda Revolucionária, espécie de SS do governo iraniano. Enquanto isto, o presidente Lula se contentou em dizer que se tratava de um mero jogo de futebol, com os perdedores chiando por sua derrota. É uma afronta aos que, lá, lutam pela democracia, pelas liberdades.


O presidente iraniano tem em seu currículo, que mais se aproxima a uma folha corrida, uma série de declarações e atitudes que bem ilustra sua mentalidade totalitária. Não cessa de declarar a “inexistência do holocausto judeu”, que eliminou 6 milhões de pessoas, apenas por pertencerem a um outro credo religioso.

Prega a eliminação do Estado de Israel, imiscuindo-se diretamente nos conflitos do Oriente Médio, armando e financiando o Hamas e o Hezbollah, que compartilham a mesma ideologia.


Inclusive, o presidente da autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, condena energicamente essa ingerência na Faixa de Gaza. Deve-se, aqui, distinguir a recepção feita ao presidente da Autoridade Palestina, homem de paz e diálogo, que em tudo se distingue do presidente iraniano.


Misturar as duas coisas só pode ser fruto do desconhecimento ou da má-fé, com essa última alternativa sendo a mais provável.


As perseguições feitas pelo governo Ahmadinejad atingem com força a comunidade baha’i, pelo simples fato de se tratar de um credo religioso que diverge da religião oficial. São perseguidos.


O governo teocrático do Irã não suporta a divergência, a oposição, tudo identificando a condutas “desviantes”, que devem ser eliminadas em nome da “saúde”, da “pureza” política, de seu regime. Comportamentos “desviantes” são também aqueles dos homossexuais, objeto de condenações e perseguições, que bem revelam a natureza totalitária do regime dos aiatolás, avesso à tolerância religiosa, moral e política. As mulheres, igualmente, são consideradas como seres inferiores, que não podem dispor da sua capacidade de livre escolha, devendo se submeter a líderes religiosos que impõem seus códigos de conduta. Deve-se aqui ressaltar que, antes da chegada dos aiatolás ao poder, as mulheres iranianas gozavam de uma liberdade muito maior, a situação atual configurando um claro retrocesso.


Ora, é esse regime que o governo brasileiro toma por digno de acolhimento e, inclusive, considerando tudo aquilo que se passa naquele país como sendo um mero produto de simples disputas internas. O nosso presidente ainda chegou a dizer que o projeto nuclear iraniano era “pacífico”, por acreditar simplesmente na palavra de Ahmadinejad.


Pode-se acreditar na palavra de uma pessoa que nega fatos históricos? Pode-se acreditar na palavra de uma pessoa que frauda as eleições em seu próprio país? Pode-se acreditar na palavra de uma pessoa que elimina a liberdade de imprensa e dos meios de comunicação em geral? Pode-se acreditar na palavra de uma pessoa que impõe suas decisões por intermédio de sua polícia política, sua SS, sua Guarda Revolucionária? Procurar respaldar a diplo-MÁ-cia brasileira em nome de uma suposta não ingerência em assuntos internos de outro país é mais uma hipocrisia manifesta, pois é isto, precisamente, que o Brasil está fazendo em Honduras, com a embaixada tornada em foco de insurgência bolivariana, também ela de corte totalitário. Contra todos os tratados internacionais, a embaixada concedeu não um “refúgio” de Zelaya, mas lhe ofereceu um quartel-general, a partir do qual as diretrizes de Chávez são propagadas pelo mundo, graças à TeleSur, também lá instalada. A incoerência diplomática é patente, no momento mesmo em que eleições constitucionalmente estipuladas, antes mesmo da deposição de Zelaya, estão para serem realizadas.

A fraude eleitoral no Irã é elogiada, é assunto interno, enquanto as eleições hondurenhas são condenadas.


Parece que a nossa diplo-MÁ-cia tem uma afinidade eletiva com regimes totalitários, algo nunca antes visto em nossa história diplomática. O tal do diálogo Sul/Sul é nada mais do que uma máscara que vela uma opção pelo desrespeito progressivo a escolhas democráticas e ao respeito dos direitos humanos.


Se esse é o preço a ser pago por um assento no Conselho de Segurança da ONU, a pergunta que se impõe é a seguinte: vale o preço?


DENIS LERRER ROSENFIELD é professor de filosofia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul.



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