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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Titular de Literaturas Hebraica e Judaica e Cultura Judaica - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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sábado, 29 de novembro de 2008

Scliar reaviva episódio do Antigo Testamento

La comparacin en la enseanza de la historia

Scliar reaviva episódio do Antigo Testamento

Escritor gaúcho faz romance a partir da história do patriarca Judá e de seus filhos


Para o integrante da ABL, texto bíblico é um desafio para ficcionistas e deve ser interpretado também como um clássico da literatura


SYLVIA COLOMBO

DA REPORTAGEM LOCAL

Folha de São Paulo, Ilustrada, em 29/11/2008.


Tensão familiar, amores contidos, intriga, traição, humor e sexo. Novela televisiva? Não. Filme de Woody Allen? Tampouco. Trata-se, nada menos, de uma passagem bíblica.


Mais especificamente, do capítulo 38 do Gênesis, do Antigo Testamento, só que relido pelos olhos do escritor gaúcho Moacyr Scliar, 71, membro da Academia Brasileira de Letras e colunista da Folha.


"Manual da Paixão Solitária", seu mais novo livro, romanceia o episódio em que o patriarca Judá tenta dar continuidade à sua linhagem. Para reavivar a passagem, Scliar traz a história para uma discussão nos dias de hoje.


Quando a obra começa, está para ser iniciada mais uma rodada anual do Congresso de Estudos Bíblicos, na qual um respeitado especialista interpretará o Manuscrito de Shelá.


Trata-se de um documento fictício, que teria sido encontrado numa caverna em Israel, e que traria elementos para preencher lacunas do texto da Bíblia. "No Gênesis, a descrição desses acontecimentos ocupa poucas páginas. Mas trata-se de uma história que provoca muitas reflexões sobre os sentimentos humanos. Por isso, me interessei por ela e quis dar contornos mais completos a personagens e ações", disse Scliar, em entrevista à Folha.


Com relação aos fatos contados na Bíblia, nada foi adulterado. O que o escritor gaúcho fez, apenas, foi criar diálogos, descrições de passagens e personalidades, e, principalmente, investigar suas emoções e a razão de suas decisões.


As coisas têm início quando Judá, filho do patriarca Jacó e irmão de José, o interpretador de sonhos, se afasta da família para criar a própria linhagem. Tem três filhos, Er, Onan e Shelá. Quando estes crescem, ele sai à busca de uma companheira para o filho mais velho. A moça chama-se Tamar. Er, porém, morre antes de engravidá-la. Segundo a tradição da época, quando isso ocorria, o irmão mais novo tinha de assumir essa tarefa. Onan une-se a Tamar e tem com ela relações sexuais, mas com coito interrompido. Assim, ela não fica grávida e a tensão aumenta, até que Onan também morre.


Tamar, mulher misteriosa e ardilosa, engana Judá, oferecendo-se a ele disfarçada, quando este empreendia uma viagem. Deste modo, fica prenhe do patriarca e tem com ele dois filhos, Perez e Zerá. "É um momento de tensão imensa, um desafio para os ficcionistas que o queiram descrever", diz o autor.


Bíblia e literatura

Para Scliar, o texto bíblico deve também ser lido como se faz com autores clássicos como Shakespeare ou Cervantes. "Os jogos de poder e as intrigas amorosas comuns à nossa natureza estão nessas obras. A Bíblia é um verdadeiro catálogo das paixões humanas."


Ele, ainda, não concorda com o modo delicado e angelical que costuma ser agregado aos personagens do Antigo Testamento. "Aquele era um mundo muito hostil e violento. Se não houvesse um extremo grau de disciplina, simplesmente não era possível sobreviver."


E acrescenta que, pelo fato de a vida ter de ser coletiva e rígida em suas leis morais, não havia espaço para o indivíduo. "Daí ser uma referência para questionar, entre outras coisas, a solidão humana", conclui Scliar.


MANUAL DA PAIXÃO SOLITÁRIA

Autor: Moacyr Scliar

Editora: Companhia das Letras

Quanto: R$ 39,50 (215 págs.)


Trecho: A impassibilidade de Tamar era estranha e, para muitos, ofensiva, mesmo porque Onan não era o único a detestá-la. Minhas primas -prima era coisa que não me faltava, com aquela quantidade de tios- a detestavam. Claro que invejavam sua beleza, mas não era só isso. Adivinhavam nela ânsias, ambições, e um desejo incontrolável por homem. (...) Tamar não se atirava sobre os homens, mas, disso as primas estavam seguras, no íntimo era o que queria fazer, era o que faria, se pudesse. Queria sexo. Também queria riqueza e poder.
Extraído de "Manual da Paixão Solitária", de Moacyr Scliar

domingo, 11 de maio de 2008

A Bíblia Hebraica e a divisão entre Judeus e Cristãos (George Steiner)

A Bíblia Hebraica e a divisão entre Judeus e Cristãos
Autor:
George Steiner
Editora: Relógio d´Agua (Portugal, 2006)
Trecho selecionado: “O conteúdo da Bíblia, cuja gravidade e força gravitacional são, na nossa civilização, quase incomensuráveis, encontra-se no centro de uma galáxia de comentários e de interpretações em que cada momento de tradução é em si mesmo um gesto interpretativo. Esta questão secundária luta, literalmente, com cada palavra, frase, verso, capítulo e livro de ambos os Testamentos. Em certas tradições do Judaísmo, luta com cada letra individualmente.”

sábado, 3 de maio de 2008

A tradição interpretativa de rabinos e cabalistas, a crítica literária e a tradução


BIOGRAFIA RESUMIDA (OLIVEIRA, Maria Clara Castelhões de)

  • Professora-adjunto do Departamento de Letras Estrangeiras Modernas da Universidade Federal de Juiz Fora (UFJF), do qual foi chefe, entre abril de 1994 e março de 1996, e do Programa de Pós-Graduação em Letras - Mestrado em Teoria da Literatura, da mesma universidade.
  • Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Letras da UFJF, desde julho de 2004.
  • Affiliate research student da University College London (UCL), na Inglaterra, durante o ano de 1997, tendo trabalhado sob a supervisão do Professor Michael John Worton.

CURRÍCULO RESUMIDO (OLIVEIRA, Maria Clara Castelhões de)

  • Doutora em Letras: Estudos Literários, pela Universidade Federal de Minas Gerais, tendo obtido o título em 2000, ao defender a tese intitulada “O Pensamento Tradutório Judaico: Franz Rosenzweig em Diálogo com Benjamin, Derrida e Haroldo de Campos”, realizada sob orientação de Else Ribeiro Pires Vieira. Bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).
  • Mestre em Letras: Teoria da Literatura, pela Universidade Federal de Juiz de Fora, tendo obtido o título em 1993, com a dissertação intitulada “O Leitor e a Decodificação Textual Paródica no Século XX”, realizada sob a orientação de Nancy Campi de Castro.
  • Especialista em Inglês: Tradução, pela Universidade de São Paulo, tendo realizado o curso em 1983 e 1984.
  • Graduada em Letras: Licenciatura em Português e Inglês e suas respectivas literaturas, pela Universidade Federal de Juiz de Fora, em 1980.

sábado, 5 de abril de 2008

A Bíblia Judaica e a Bíblia Cristã

A BÍBLIA JUDAICA E A BÍBLIA CRISTÃ - Introdução à história da Bíblia

Autor: Julio Trebolle Barrera
Editora: Vozes

Sinopse: Este livro reúne os conhecimentos científicos atuais sobre a história da Bíblia: A formação das coleções dos livros canônicos e apócrifos; a transmissão e tradução de textos da Bíblia; a interpretação da Bíblia no judaísmo e cristianismo. Estabelece paralelo entre literatura canônica e apócrifa, o escrito e o oral, a literatura bíblica e os grupos sociais, tradição e inovação, o judeu e o cristão, tradição bíblica e tradição greco-romana, exegese dos rabinos e escritores cristãos.

Literatura Judaica Intertestamentária

Literatura Judaica Intertestamentária
Autores: G. Aranda Pérez F. García Martínez e M. Pérez Fernández
Editora: Ave Maria
Sinopse: Uma introdução da maior importância aos textos de Qumrã, aos Apócrifos do Antigo Testamento e à Literatura rabínica, que servirá de chave hermenêutica de numerosas passagens neotestamentárias.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Bíblias ecologicamente corretas

Publishers Weekly - 19/02/2008 - por Lynn Garrett

A área da publicação de bíblias da Editora Thomas Nelson (TN), nos EUA, acaba de começar um processo que resultará no fim da produção de capas em material sintético. O processo de transição já começou, mas este ano alguns produtos ainda serão produzidos com este material por causa da extensa linha de bíblias da editora. A expectativa da Thomas Nelson é ter toda a produção em "bíblias ecologicamente corretas" no início de 2009. A TN é a primeira fabricante do setor a praticar este tipo de ação ecológica. A editora lançou em outubro passado a primeira Bíblia "verde", que recebeu um certificado da Forest Stewardship Council por usar papel com o selo FSC-certified Forest bem como gráfica, e outros fornecedores certificados com o FSC chain-of-custody (ambos certificados que garantem que toda a produção foi ecologicamente correta). >> Leia mais


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

História da Rainha Esther em literatura de cordel

Muito interessante a dica enviada por Uri Lam contando a história de Ester na forma de literatura de cordel.

Cordel: Arte de compor ou escrever trabalhos artísticos em prosa ou verso.

Literatura popular. 1. A que abrange, sobretudo, a literatura de cordel e a literatura oral; em geral, é anônima e pode conter elementos folclóricos.

Literatura de cordel. 1. Romanceiro popular nordestino, em grande parte contido em folhetos pobremente impressos e expostos à venda pendurados em cordel, nas feiras e mercados. (Dicionário Aurélio Buarque de Holanda)

Veja mais em:
Academia Brasileira de Literatura de Cordel

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Leia a Bíblia como Literatura

Autor: Cássio Murilo Dias da Silva - Título: Leia a Bíblia como literatura

Editora Loyola – Coleção Ferramentas Bíblicas - Ano 2007 – 104 páginas


SUMÁRIO

Introdução . 9
Capítulo 1 • Entendes o que lês 11
1. Leitura multifacetada 11
2. As línguas “originais” 13
3. Traduções e fundamentalismo 14
4. Dois tipos detradução 15
5. Comparação de algumas traduções do Brasil 16
6. E quem não estudou grego nem hebraico9 22
Capítulo 2 • Primeiros passos na leitura 23
1. A delimitação do texto 23
1.1. Critérios para delimitar um texto 24
1.2. Avaliação de alguns casos nas Bíblias editadas no Brasil 26
2. A segmentação do texto 28
3. A forma do texto 29
4. Exercícios 30

Capítulo 3 • Figuras de linguagem e modos de dizer 33
1. Figuras de linguagem 33
2. Figuras de pensamento ou de retórica 34
3. Figuras de construção ou de sintaxe 36
4. Figuras de palavras ou estilo 37
5. Exercícios 38
Capítulo 4 Gêneros literários 41
1. Preliminares 41
2. Como identificar um gênero literário 42
3. Na prática, como fazer 43
4. Gêneros literários 45
4.1. Relatos 46
4.1.1. Novela 46
4.1.2. Saga 46
4.1.3. Lenda profética 47
4.1.4. Relato de milagre 47
4.1.5. Relato de vocação 48
4.1.6. Relato de “não-vocação” 49
4.1.7. Parábola jurídica 49
4.1.8. Relato sobre o herói-menino exposto à morte 49
4.1.9. Relato de ascensão 50
4.1.10. Relato de visão 51
4.1.11. Relato de viagem a outros mundos 52
4.1.12. Relato sobre o julgamento do rei 52
4.1.13. Relato sobre a mulher que derrota o inimigo 53
4.1.14. Relato de controvérsia 53
4.1.15. Relato da unção do rei por um profeta 54
4.1.16. Relato de ação simbólica 54
4.2. Leis 55
4.2.1. Leis categóricas 55 IL1
4.2.2. Leis casuístas 55
4.2.3. Maldições 55
4.2.4. Sentenças de morte 56
4.3. Discursos e ensinamentos 56
4.3.1. Oráculo de salvação 56
4.3.2. Requisitória profética — rîb 56
4.3.3. Comparação, parábola, alegoria e fábula 57
4.3.4. Discursos de revelação 58 —
4.3.5. Provérbio breve — māšāl 58
4.3.6. Sentença-tôv 58 —
4.3.7.Etopéia 59
4.3.8. Paralelismo dos números 59
4.3.9. Lista enciclopédica 59
4.4. Cânticos e poesias 60
4.4.1. Cânticos de guerra 60
4.4.2. Cântico de descrição da pessoa amada — wasf 60
4.4.3. Cânticos cultuais 60
4.4.4. Salmos 61
5. Exercícios 64
Capítulo 5 • Leitura sinóptica dos evangelhos 67
1. Prelíminares 67
2. Teoria das duas fontes 68
3. Na prática, como estudar os evangelhos sinópticos 70
4. Um exemplo estudado 70
5. Exercícios 75
Capítulo 6 Noções de poética hebraica 77
1. Terminologia 77
2. Paralelismo 78
3. Artifïcios poéticos 80
4. Exercício 83
Capítulo 7 • Exercícios corrigidos 85
1. Capítulo 2: Primeiros passos na leitura 85
2. Capítulo 3: Figuras de linguagem e modos de dizer 88
3. Capítulo 4: Gêneros literários 90
4. Capítulo 5: Leitura sinóptica dos evangelhos 93
5. Capítulo 6: Noções de poética hebraica 96

Bibliografia