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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Titular de Literaturas Hebraica e Judaica e Cultura Judaica - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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domingo, 22 de março de 2009

Revisionismo: o que ele pode fazer por uma pessoa......


Estadão (22/03/2009)


FSP online (22/03/2009)


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22/03/2009

21/03/2009

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Em defesa da herança de Auschwitz: releitura da história do holocausto por meio da escritura autobiográfica das vítimas.

Em defesa da herança de Auschwitz: releitura da história do holocausto por meio da escritura autobiográfica das vítimas.

Vera Silveira Regert

Dissertação de mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Letras – Mestrado, Área de Concentração em Leitura e Cognição, Universidade de Santa Cruz do Sul – UNISC.

Data da defesa: Santa Cruz do Sul, março de 2007.

Resumo: O Holocausto é tema relevante de estudos em diversas universidades da Europa e dos Estados Unidos, tema de inúmeras pesquisas e teses de doutoramento; é foco central de incontáveis publicações. Comparando com as instituições européias, no Brasil pouco se privilegiam esses estudos, porque considerados de insignificante proximidade para os brasileiros, tanto no tempo quanto na relação de espaço. Esta dissertação procura aproximar e ampliar o conhecimento do Holocausto, resgatando a reflexão que ele suscitou e continua provocando entre os mais diversos teóricos do conhecimento humano: retrata a visão de historiadores, sociólogos, psicanalistas, cientistas políticos sobre o assunto, demonstrando quão presentes estão o fato histórico e seus desdobramentos também no Brasil e no mundo. Além do acontecimento histórico, aborda-se as falas das vítimas do Holocausto, comparando-lhes as narrativas, intentando compreender o que significou a vivência da experiência e o resgate das memórias na escritura. Procurou-se refletir sobre as perdas e ganhos legados à humanidade pelo Holocausto, alertando para a necessidade de repensar os fatos no século XXI, considerando-se a materialização, cada vez mais evidente, das manifestações revisionistas e negacionistas no mundo e, inegavelmente, no Brasil, particularmente no Sul e Sudeste.

Palavras-chave: Holocausto. Literatura de Trauma e Testemunho. Narrativa das vítimas. A herança de Auschwitz. Revisionismo. Negacionismo.


SUMÁRIO

INTRODUÇÃO

1. O HOLOCAUSTO: PORÕES E SÓTÃOS

1.1 Como o Holocausto tece redes com a Modernidade: a genealogia da violência

Nazista

1.2 O sentimento anti-semita de cunho eliminacionista

1.3 O espetáculo da banalidade do mal

2. SER SOBRE-VIVENTE: É ISTO UM HOMEM?

2.1 Pensem se isto é um homem: trauma e identidade

2 2 Paisagens da vida na memória de papel

2.3 Ver a si mesmo no espelho da narração 3 A PALAVRA ÀS VÍTIMAS

3. A PALAVRA ÀS VÍTIMAS

3.1 O registro impossível do “invivível”

3.2 A noite ou o regresso sem fim

3.3 Pontos de contato e distanciamentos nas escrituras de homens e mulheres vítimas do Holocausto

3.4 Perdas e ganhos: o que resta de Auschwitz?

4. HOLOCAUSTO: MAIS DO QUE UM QUADRO NA PAREDE

4.1 A educação depois de Auschwitz

4.2 A herança de Auschwitz

CONCLUSÕES

REFERÊNCIAS

ANEXOS

Anexo 1 – Leis de Nüremberg

Anexo 2 – Cronologia do Holocausto

quarta-feira, 5 de março de 2008

Nazismo, Neonazismo e Revisionismo (Ricardo Castro)

Tópico Especial em História Contemporânea II
"Nazismo, Neonazismo e Revisionismo"
FCH696

Prof. Ricardo Castro

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
INSTITUTO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS
DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA (Graduação)
Semestre: 2008/01
Turno: diurno
Professor: Ricardo Figueiredo de Castro
(ricardocastro@ufrj.br)


NAZISMO, NEONAZISMO, REVISIONISMO

Ementa: Introdução à historiografia do fascismo – ideologia do fascismo (o caso alemão) – holocausto e modernidade – revisionismo e neonazismo.

Objetivos Apresentar os temas e as questões da história e da historiografia do movimento Nacional-Socialista alemão (Nazismo), particularmente sua ideologia, bem como o fenômeno neonazista contemporâneo e inseri-los na discussão mais geral do fascismo.

I - Introdução (problemas, debates, historiografia)

a) A questão geral do fascismo
b) fascismo e nacional-socialismo
c) neonazismo

• SILVA, Francisco C. T. da. “Os fascismos” In.: REIS FILHO, Daniel Aarão. Século XX. Vol. II: o tempo das crises. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2000.

• PAXTON, Robert O. A anatomia do fascismo. São Paulo, Paz e Terra, 2007. Capítulo 1: p. 13-49.
• PAXTON. Op.cit., Capítulo 8: p. 335-361.

II - O nazismo e o holocausto

a) fascismo na Alemanha: aspectos da ideologia nacional-socialista
b) holocausto e modernidade

• BRACHER, Karl Dietrich. “Nacional-socialismo” In.: BOBBIO, Op. Cit., p. 806-812.
• HOBSBAWM, Eric. A era dos extremos. São Paulo, Companhia das Letras, 1995. Capítulo 5 (“Contra o inimigo comum”).
• BAUMAN, Zygmunt. Modernidade e holocausto. Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 1998. Capítulo “Singularidade e normalidade do holocausto” p. 106 a 141.

III - O neonazismo e o revisionismo

a) O fascismo pós-45
b) O neonazismo e a crise da sociedade industrial
c) Revisionismo, Neonazismo e a Internet

• PAXTON. Op. Cit., Capítulo 7: p. 283-334.
• GOODRICK-CLARKE, Nicholas. Sol Negro: cultos arianos, nazismo esotérico e políticas de identidade. São Paulo: Madras, 2004. Capítulo 14 (Crenças conspiracionistas e a Nova Ordem Mundial): p. 369-396 e Conclusão: p. 397-401.
• VIZENTINI, Paulo F. “O ressurgimento da extrema direita e do neonazismo: a dimensão histórica e conceitual” In.: MILMAN, Luís, VIZENTINI, Paulo. Neonazismo, negacionismo e
extremismo político. Porto Alegre, Editora da Universidade, 2000. p. 17 a 46.
• KRAUSE-VILMA, Dietfrid. “A negação dos assassinatos em massa do nacional-socialismo: desafios para a ciência e para a educação política” In.: MILMAN, Luís, VIZENTINI, Paulo, op.
Cit., p.97 a 114.
• MILMAN, Luis. “Negacionismo: gênese e desenvolvimento do genocídio conceitual” In.: MILMAN, Luís, VIZENTINI, Paulo, Op. Cit., p. 115 a 154.
• DIAS, Adriana. Links de ódio: o racismo, o revisionismo e o neonazismo na Internet” In.: Os
Urbanistas: Revista de Antropologia Urbana. Campinas, Ano 3, vol. 3, no. 4, julho de 2006.

IV – Bibliografia sumária:

BERNARDO, João. Labirintos do fascismo: na encruzilhada da ordem e da revolta. Porto, Editora Afrontamento, 2003.

BLACK, Edwin. A IBM e o holocausto. Rio de Janeiro, Campus, 2001.

CAPELATO, Maria Helena, D’ALESSIO, Márcia Mansor. Nazismo, política, cultura e holocausto. São Paulo, Atual Editora, 2004.

DIWAN, Pietra. Raça pura: uma história da eugenia no Brasil e no mundo. São Paulo, Contexto, 2007.

ESSNER, C. A Demanda da Raça: Uma Antropologia do Nazismo. Lisboa, Instituto Piaget, 1995.

FELICE, Renzo de. Entrevista sobre o fascismo. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1988.

FINKELSTEIN, Norman. A indústria do holocausto. São Paulo, Record, 2001.

FLORENTIN, Manuel. Guia de la Europa negra: sessenta años de la extrema derecha. Barcelona, Anaya & Mario Munchnik, 1994.

GOODRICK-CLARKE, Nicholas. Raízes ocultistas do nazismo: cultos secretos arianos e sua influência na ideologia nazi. Lisboa, Terramar, 2002.

GOODRICK-CLARKE, Nicholas. Sol Negro: cultos arianos, nazismo esotérico e políticas de identidade. São Paulo: Madras, 2004.

GRIFFIN, Roger. “Revolts against the modern world: the blend of literary and historical fantasy in the Italian New Right” In.: Literature and History, 11 (spring), 1985: 101-123.

HERF, Jeffrey. O modernismo reacionário: tecnologia, cultura e política na República de Weimar e no III Reich. São Paulo, Editora da Unicamp, Editora Ensaio, 1993.

LOPEZ, Luiz Roberto. Do Terceiro Reich ao novo fascismo. Porto Alegre, Ed. da Universidade, 1992. Capítulo “A reconstrução do passado”.

MENEGAT, Marildo. Depois do fim do mundo: a crise da modernidade e a barbárie. Rio de Janeiro, Relume:Dumará, FAPERJ, 2003.

PALLA, Marco. A Itália fascista. São Paulo, Ática, 1996.

PINTO, António Costa. O salazarismo e o fascismo europeu: problemas de interpretação nas ciências sociais. Lisboa, Editorial Estampa, 1992.

ROSEMAN, Mark. Os nazistas e a solução final: a conspiração de Wansee – do assassinato em massa ao genocídio. Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 2003.

SALEM, Helena. As tribos do mal: o neonazismo no Brasil e no mundo. 11 ed. São Paulo, Atual, 1995.

STERNHELL, Zeev et alli. Nascimento da ideologia fascista. Lisboa, Livraria Bertrand, 1995.

TRINDADE, Hélgio. O nazi-fascismo na América Latina: mito e realidade. Porto Alegre, Editora da Universidade, 2004.

VIDAL-NAQUET, Pierre. Os assassinos da memória: o revisionismo na história. Campinas, Papirus.

Veja mais:

Neonazismo, Negacionismo e Extremismo Político

UFRJ/História (disciplinas) sobre: 1) "Anti-semitismo e racismo na modernidade" e 2) "Nazismo, Neonazismo e Revisionismo"

Neonazismo no Brasil e na Internet: Defesas Possíveis


quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Neonazismo, Negacionismo e Extremismo Político


Neonazismo, Negacionismo e Extremismo Político

Coord. Luis Milman & Paulo Fagundes Vizentini
Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Índice

Introdução

  1. Neonazismo e revisionismo: Um desafio político.
  2. Além dos hooligans e das eleições na Áustria.
  3. Introdução.

Parte l: Fascismo, Neonazismo e Extremismo Político

1. O ressurgimento da extrema-direita e do neonazismo: a dimensão histórica e internacional.

2. Fascismo e neofascismo na América Latina.

3. A Extrema-direita no poder: o caso da Áustria.

4. O Brasil nos anos 30 e o germanismo: um estudo de caso

Parte 2: Nazismo e Racismo, Negacionismo e Memória

l. A negação dos assassinatos em massa do nacional-socialismo: desafios para a ciência e para a educação política

2. Negacionismo: génese e desenvolvimento do genocídio conceitual.

3. O nazismo como colonização da sociedade.

4. A política da morte do nazismo.

5. As formas de lembrar e o estudo do Holocausto

6. Direitos Humanos e a luta contra o anti-semitismo: relato de uma militância.


UFRJ/História (disciplinas) sobre: 1) "Anti-semitismo e racismo na modernidade" e 2) "Nazismo, Neonazismo e Revisionismo"

Universidade Federal do Rio de Janeiro
Instituto de Filosofia e Ciências Sociais
Departamento de História

Horário 2008/1 – História / Graduação (Diurno)


08h40min às 12:00h
Quarta-feira

Tópico Especial em História Contemporânea II
"Anti-semitismo e racismo na modernidade"
FCH 696
Profa. Monica Grin


12:00h às 15h20min
Segunda-feira

Tópico Especial em História Contemporânea II
"Nazismo, Neonazismo e Revisionismo"
FCH696

Prof. Ricardo Castro


sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Revisionismo historiográfico do Holocausto

CONHECIMENTO HISTÓRICO NA INTERFACE ENTRE HISTÓRIA E ÉTICA
Maristela Toma
Departamento de História
UNICENTRO, Guarapuava – Paraná

http://www.unicentro.br/editora/revistas/analecta/v4n1/artigo%204%20hist%F3ria%20e%20%E9tica.pdf

Resumo: Este artigo tem por objetivo tecer algumas considerações sobre o impacto do paradigma pós-moderno nas ciências históricas. Tomando como exemplo o revisionismo historiográfico do Holocausto, são abordadas algumas questões pertinentes às concepções teóricas que estão na base da discussão sobre os limites entre História e ficção, como também lançar luz sobre aspectos importantes do ofício do historiador.