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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Titular de Literaturas Hebraica e Judaica e Cultura Judaica - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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sexta-feira, 18 de julho de 2008

Gênesis capítulos 1 e 2, 1-4: um estudo de traduções e exegese

Gênesis capítulos 1 e 2, 1-4: um estudo de traduções e exegese
Daniela Dal Fabbro
Dissertação de Mestrado em Lingüística Aplicada (UNICAMP)
Orientador: Prof. Dr. Eric Mitchell Sabinson
Data da defesa: 26/04/2002.
Resumo: O ponto de partida deste trabalho é a interpretação da história da criação do mundo. Com o objetivo de mostrar um pouco da exegese bíblica, são analisadas traduções, feitas a partir do hebraico, à luz de um dos maiores exegetas do judaísmo, Rashi. Entre os tradutores- Haroldo de Campos, André Chouraqui, Rabino Meir Matzliah Melamed e Aryeh Kaplan - incluo uma lingüista aplicada, Dal Fabbro, a autora desta pesquisa. A análise se pauta pelos níveis lingüísticos (sintático, morfológico, léxico-semântico) e por fatores pragmáticos e estilísticos. O arcabouço teórico inclui os trabalhos. de Umberto Eco (com a noção de "intenção de texto") , Travaglia (a tradução como ressignificação) e Patrick Dahlet (abordagem cognitivo-lingüístico à produção textual). Conclui-se que todas as traduções analisadas se centralizam no significado do texto, levando em conta a língua e a cultura hebraicas, ou seja, buscam a intenção do texto. As diferenças entre uma tradução e a outra se devem (1) ao nível lingüístico, priorizado por cada um dos tradutores, (2) ao ponto de vista de cada um, (3) à relação entre tradutor e leitor (pragmática) e/ou (4) a variações estilísticas.

Os olhos de Leia: polêmicas entre o sagrado e o profano na tradução da Bíblia

Os olhos de Leia: polêmicas entre o sagrado e o profano na tradução da Bíblia
Lucineia Marcelino Villela
Dissertação de Mestrado em Lingüística Aplicada (UNICAMP)
Orientador: Prof. Dr. Paulo Roberto Ottori
Data da defesa: 16/02/1997.
Resumo: O objetivo principal deste estudo é refletir sobre a tradução da Bíblia no que se refere às teoria de tradução e às suas conseqüências para o texto bíblico. Começamos esta reflexão com a análise da tradução de Gênesis 29.17, que evidencia um verdadeiro jogo de disputas na tradução de Os olhos de Léia. As traduções diferentes e opostas da palavra hebraica rak nos mostrarão a impossibilidade de considerar uma tradução como correta ou sagrada excluindo outras traduções possíveis como erradas ou profanas. Eugene Nida aparece como o teórico de maior importância no campo da Tradução Bíblica e consideraremos alguns de seus trabalhos nos quais se encontram postulados e regras que tentam determinar e controlar a produção de sentidos na tarefa tradutória. Analisaremos também dois outros casos de discussões e críticas sobre traduções da Bíblia, com o objetivo de corroborar nossa hipótese de que o processo de tradução pode levantar a questão das dicotomias e oposição de significados a partir de uma mesma palavra ou termo na língua ou texto "original". A relevância desta dissertação está em considerar a diferença e a oposição na tradução da Bíblia como um assunto complexo e tratar dicotomias como Sagrado e Profano como possíveis e inevitáveis, dentro de um mesmo contexto como pudemos analisar nos Olhos de Leia.