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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Titular de Literaturas Hebraica e Judaica e Cultura Judaica - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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quarta-feira, 5 de março de 2008

Nazismo, Neonazismo e Revisionismo (Ricardo Castro)

Tópico Especial em História Contemporânea II
"Nazismo, Neonazismo e Revisionismo"
FCH696

Prof. Ricardo Castro

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
INSTITUTO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS
DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA (Graduação)
Semestre: 2008/01
Turno: diurno
Professor: Ricardo Figueiredo de Castro
(ricardocastro@ufrj.br)


NAZISMO, NEONAZISMO, REVISIONISMO

Ementa: Introdução à historiografia do fascismo – ideologia do fascismo (o caso alemão) – holocausto e modernidade – revisionismo e neonazismo.

Objetivos Apresentar os temas e as questões da história e da historiografia do movimento Nacional-Socialista alemão (Nazismo), particularmente sua ideologia, bem como o fenômeno neonazista contemporâneo e inseri-los na discussão mais geral do fascismo.

I - Introdução (problemas, debates, historiografia)

a) A questão geral do fascismo
b) fascismo e nacional-socialismo
c) neonazismo

• SILVA, Francisco C. T. da. “Os fascismos” In.: REIS FILHO, Daniel Aarão. Século XX. Vol. II: o tempo das crises. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2000.

• PAXTON, Robert O. A anatomia do fascismo. São Paulo, Paz e Terra, 2007. Capítulo 1: p. 13-49.
• PAXTON. Op.cit., Capítulo 8: p. 335-361.

II - O nazismo e o holocausto

a) fascismo na Alemanha: aspectos da ideologia nacional-socialista
b) holocausto e modernidade

• BRACHER, Karl Dietrich. “Nacional-socialismo” In.: BOBBIO, Op. Cit., p. 806-812.
• HOBSBAWM, Eric. A era dos extremos. São Paulo, Companhia das Letras, 1995. Capítulo 5 (“Contra o inimigo comum”).
• BAUMAN, Zygmunt. Modernidade e holocausto. Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 1998. Capítulo “Singularidade e normalidade do holocausto” p. 106 a 141.

III - O neonazismo e o revisionismo

a) O fascismo pós-45
b) O neonazismo e a crise da sociedade industrial
c) Revisionismo, Neonazismo e a Internet

• PAXTON. Op. Cit., Capítulo 7: p. 283-334.
• GOODRICK-CLARKE, Nicholas. Sol Negro: cultos arianos, nazismo esotérico e políticas de identidade. São Paulo: Madras, 2004. Capítulo 14 (Crenças conspiracionistas e a Nova Ordem Mundial): p. 369-396 e Conclusão: p. 397-401.
• VIZENTINI, Paulo F. “O ressurgimento da extrema direita e do neonazismo: a dimensão histórica e conceitual” In.: MILMAN, Luís, VIZENTINI, Paulo. Neonazismo, negacionismo e
extremismo político. Porto Alegre, Editora da Universidade, 2000. p. 17 a 46.
• KRAUSE-VILMA, Dietfrid. “A negação dos assassinatos em massa do nacional-socialismo: desafios para a ciência e para a educação política” In.: MILMAN, Luís, VIZENTINI, Paulo, op.
Cit., p.97 a 114.
• MILMAN, Luis. “Negacionismo: gênese e desenvolvimento do genocídio conceitual” In.: MILMAN, Luís, VIZENTINI, Paulo, Op. Cit., p. 115 a 154.
• DIAS, Adriana. “Links de ódio: o racismo, o revisionismo e o neonazismo na Internet” In.: Os
Urbanistas: Revista de Antropologia Urbana. Campinas, Ano 3, vol. 3, no. 4, julho de 2006.

IV – Bibliografia sumária:

BERNARDO, João. Labirintos do fascismo: na encruzilhada da ordem e da revolta. Porto, Editora Afrontamento, 2003.

BLACK, Edwin. A IBM e o holocausto. Rio de Janeiro, Campus, 2001.

CAPELATO, Maria Helena, D’ALESSIO, Márcia Mansor. Nazismo, política, cultura e holocausto. São Paulo, Atual Editora, 2004.

DIWAN, Pietra. Raça pura: uma história da eugenia no Brasil e no mundo. São Paulo, Contexto, 2007.

ESSNER, C. A Demanda da Raça: Uma Antropologia do Nazismo. Lisboa, Instituto Piaget, 1995.

FELICE, Renzo de. Entrevista sobre o fascismo. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1988.

FINKELSTEIN, Norman. A indústria do holocausto. São Paulo, Record, 2001.

FLORENTIN, Manuel. Guia de la Europa negra: sessenta años de la extrema derecha. Barcelona, Anaya & Mario Munchnik, 1994.

GOODRICK-CLARKE, Nicholas. Raízes ocultistas do nazismo: cultos secretos arianos e sua influência na ideologia nazi. Lisboa, Terramar, 2002.

GOODRICK-CLARKE, Nicholas. Sol Negro: cultos arianos, nazismo esotérico e políticas de identidade. São Paulo: Madras, 2004.

GRIFFIN, Roger. “Revolts against the modern world: the blend of literary and historical fantasy in the Italian New Right” In.: Literature and History, 11 (spring), 1985: 101-123.

HERF, Jeffrey. O modernismo reacionário: tecnologia, cultura e política na República de Weimar e no III Reich. São Paulo, Editora da Unicamp, Editora Ensaio, 1993.

LOPEZ, Luiz Roberto. Do Terceiro Reich ao novo fascismo. Porto Alegre, Ed. da Universidade, 1992. Capítulo “A reconstrução do passado”.

MENEGAT, Marildo. Depois do fim do mundo: a crise da modernidade e a barbárie. Rio de Janeiro, Relume:Dumará, FAPERJ, 2003.

PALLA, Marco. A Itália fascista. São Paulo, Ática, 1996.

PINTO, António Costa. O salazarismo e o fascismo europeu: problemas de interpretação nas ciências sociais. Lisboa, Editorial Estampa, 1992.

ROSEMAN, Mark. Os nazistas e a solução final: a conspiração de Wansee – do assassinato em massa ao genocídio. Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 2003.

SALEM, Helena. As tribos do mal: o neonazismo no Brasil e no mundo. 11 ed. São Paulo, Atual, 1995.

STERNHELL, Zeev et alli. Nascimento da ideologia fascista. Lisboa, Livraria Bertrand, 1995.

TRINDADE, Hélgio. O nazi-fascismo na América Latina: mito e realidade. Porto Alegre, Editora da Universidade, 2004.

VIDAL-NAQUET, Pierre. Os assassinos da memória: o revisionismo na história. Campinas, Papirus.

Veja mais:

Neonazismo, Negacionismo e Extremismo Político

UFRJ/História (disciplinas) sobre: 1) "Anti-semitismo e racismo na modernidade" e 2) "Nazismo, Neonazismo e Revisionismo"

Neonazismo no Brasil e na Internet: Defesas Possíveis


segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Resistência cultural dos judeus no Brasil

Universidade Católica de Goiás
Programa de Pós-graduação em Ciências da Religião
Dissertação de Mestrado

Resistência cultural dos judeus no Brasil
Autor:
Luiz Alberto Barbosa
Defesa: 31/08/2006

Link: http://areia.ucg.br/tede/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=394

Resumo: O presente trabalho trata da presença do elemento judeu na formação sócio-cultural brasileira, dando uma especial ênfase no processo de resistência cultural que os judeus que foram obrigados a se converter ao Cristianismo tiveram que enfrentar para poder sobreviver. Destaca-se a continuidade da memória, seja ela coletiva ou individual, como o elemento de resistência cultural para os Judeus Marranos no Brasil. O trabalho fala sobre o Judaísmo, o processo histórico de formação do povo judeu em Israel e na Diáspora em um primeiro momento. Depois aborda a temática da presença judaico-marrana no Brasil e sua resistência cultural frente a uma sociedade predominantemente cristã, tendo a memória como elemento principal de resistência. Finalmente, procura-se mostrar quais os elementos da cultura judaico-marrana que ainda estão presentes na sociedade brasileira atual, com especial enfoque nos movimentos de resgate do Marranismo que encontramos por todo o Brasil.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

UFMG – Núcleo de Estudos Judaicos (NEJ)

Núcleo de Estudos Judaicos da UFMG
Link:
www.ufmg.br/nej

Fundado em 2005 por professores e alunos da Universidade Federal de Minas Gerais, o NEJ (Núcleo de Estudos Judaicos da UFMG) reúne pesquisadores de Literatura, Cinema, História e áreas afins com o objetivo de promover e reunir pesquisas em dos Estudos Judaicos na UFMG.

O NEJ é formado pelo "Grupo Interdisciplinar de Estudos Judaicos/CNPq/2004", coordenado pela Profa. Dra. Lyslei Nascimento (FALE/UFMG) e pelo Grupo de Pesquisa "Cinema e Holocausto/CNPq/2006", coordenado pelo Prof. Dr. Luiz Nazario (EBA/UFMG).

Sediado na Faculdade de Letras da UFMG, o NEJ promove seminários, cursos e palestras, além de desenvolver projetos patrocinados pelo CNPq, pela Fapemig e, também, pelas Pró-Reitorias de Pesquisa e de Graduação da UFMG.

Em 2005, o NEJ lançou o primeiro livro da série ESTUDOS JUDAICOS intitulado Estudos Judaicos: ensaios sobre literatura e cinema. Essa primeira coletânea de ensaios desenvolvidos por pesquisadores da UFMG e da USP fez parte das comemorações de um ano de criação do Grupo Interdisciplinar de Estudos Judaicos na UFMG.

O DVD Cavalcanti em Israel, editado pelo Prof. Luiz Nazario, em 2006, marcou os dois anos do NEJ e, em 2007, como parte das comemorações dos seus três anos, o NEJ lançou Estudos Judaicos:Brasil e, via web, Arquivo Maaravi: Revista Digital de Estudos Judaicos da UFMG.

Profa. Dra. Lyslei Nascimento
Faculdade de Letras, UFMG

Uma etnografia do neonazismo na Internet

UNICAMP/IFCH
Mestrado em Antropologia Social
Os Anacronautas do Teutonismo Virtual: Uma etnografia do neonazismo na Internet.
Autora:
Adriana Abreu Magalhães Dias.
Data da defesa: 06 de novembro de 2007.

Sobre a dissertação:

Jornal da UNICAMP
Edição 380 - 12 a 25 de novembro de 2007
Antropóloga promove análise etnográfica das práticas e das representações de ativistas racistas. Pesquisa mapeia discurso neonazista na rede.

Safernet Brasil
O perigo da propaganda nazista na internet
Grupos que atacam negros, judeus, nordestinos e imigrantes divulgam os ideais de Adolf Hitler. Dois sites nacionais foram fechados. Material com referências Nazistas foi encontrado em Brasília, mas há grupos no Sudeste e, principalmente, no Sul.


Nazismo tropical? O partido Nazista no Brasil

USP

Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH)

Tese de Doutorado em História Social

Link: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-10072007-113709/

Nazismo tropical? O partido Nazista no Brasil.
Autora:
Ana Maria Dietrich.
Data da defesa: 20/03/2007.
Resumo: O partido nazista no Brasil (1928-1938) estava inserido em uma rede de filiais deste partido instaladas em 83 países do mundo e comandadas pela Organização do Partido Nazista no Exterior, cuja sede era em Berlim. O grupo instalado no Brasil teve a maior célula fora da Alemanha com 2900 integrantes sendo estruturado de acordo com regras e diretrizes do modelo organizacional do III Reich. A realidade brasileira interveio nesse processo causando o que chamamos de tropicalização do nazismo. A história do desenvolvimento da ação do partido no Brasil será analisada nos 17 estados brasileiros onde estava presente, tendo como contexto histórico a complexidade das relações Brasil e Alemanha durante o período da Era Vargas, a relação com o integralismo e eventuais conflitos raciais com a população brasileira e com judeus imigrados. Ênfase será dada ao papel do chefe do partido nazista no Brasil, Hans Henning von Cossel, considerado como Führer tupiniquim, tendo como fonte entrevistas com seus familiares. Contém extenso material iconográfico de documentos de época.

Imigração judaica, Estado-Novo e Segunda Guerra Mundial

CYTRYNOWICZ, Roney. Além do Estado e da ideologia: imigração judaica, Estado-Novo e Segunda Guerra Mundial. Revista Brasileira de História. São Paulo, 2002, vol.22, no.44, p.393-423. ISSN 0102-0188.

Link: http://www.scielo.br/pdf/rbh/v22n44/14005.pdf

RESUMO
A partir de uma pesquisa em fontes primárias das instituições centrais associadas à imigração judaica em São Paulo e Rio de Janeiro, este artigo mostra como, durante o Estado-Novo e a Segunda Guerra Mundial, as entidades judaicas funcionaram de forma corriqueira, adaptaram-se às restrições nacionalistas do governo Getúlio Vargas e, muitas vezes, engendraram estratégias sofisticadas para enfrentar a lei e a ideologia. Esta perspectiva de história social e do cotidiano evidencia, portanto, uma leitura distinta daquela que — analisando exclusivamente a lei, a ideologia e o preconceito do regime Vargas — considera que havia um clima de medo e perseguição generalizado entre os imigrantes judeus residentes no País. Este artigo mostra, complementarmente, que 1937-1945 foram anos decisivos para a implantação de uma comunidade etnicamente ativa e para a sedimentação de uma identidade judaico-brasileira.


Holocausto, memória e identidade social

Minerva: Sistema de Documentação da UFRJ
www.minerva.ufrj.br/

UFRJ – Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia
Tese de Doutorado

http://teses.ufrj.br/IFCS_D/KatiaLerner.pdf

Holocausto, memória e identidade social: a experiência da Fundação Shoah.
Autora:
Kátia Lerner.
Orientação: Prof. Dr. José Reginaldo Santos Gonçalves.
Ano de defesa: 2004.
383 páginas.

Observação:
A dissertação de mestrado de Kátia Lerner intitulada “Fragmentos do passado: histórias de vida de mulheres imigrantes judias” (UFRJ) foi defendida no ano de 1996.

A seção brasileira do Partido Nazista

Minerva: Sistema de Documentação da UFRJ
www.minerva.ufrj.br/

UFRJ – Programa de Pós-Graduação em Antropologia
Dissertação de Mestrado

http://www.ppgasmuseu.etc.br/ppgas.html ( PPGAS )

Ein Volk, Ein Reich, Ein Führer! A seção brasileira do Partido Nazista e a Questão Nacional.

Autor: Luis Edmundo de Souza Moraes
Orientador: Giralda Seyferth
Defesa: 02/09/1996.
221 pp.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Antes de Auschwitz

Revista Eletrônica Cadernos de História
Publicação do corpo discente do Departamento de História da
Universidade Federal de Ouro Preto
Ano II, n. 01, março de 2007 - ISSN 19800339

www.ichs.ufop.br/cadernosdehistoria


Antes de Auschwitz: Um Ensaio sobre memória e narrativa em Walter Benjamin e Erich Maria Remarque
http://www.ichs.ufop.br/cadernosdehistoria/download/CadernosDeHistoria-03-14-Dossie.pdf
Autor: Pedro Spinola Pereira Caldas
Professor Adjunto da Universidade Federal de Uberlândia

Contato: pedro.caldas@gmail.com

Resumo
O objetivo deste ensaio consiste em questionar como os conceitos benjaminianos de narrativa e memória podem ser compreendidos se lidos em comparação com um dos principais documentos da República de Weimar, a saber: Nada de novo no front (Im Westen Nichts Neues), de Erich Maria Remarque. Este ensaio propõe que muito do que Benjamin concebe em ensaios como Experiência e pobreza e O Narrador pode ser encontrado no livro de Remarque. As semelhanças, porém, não nos levam a crer que há uma identidade perfeita entre os autores. O ensaio conclui com uma reflexão sobre a questão da representação e sua relação com a memória.

Palavras-chave
Narrativa - memória - Primeira Guerra Mundial - República de Weimar

História Oral: Nazismo e Holocausto

FERREIRA, Marieta de Moraes (org.) História oral: desafios para o século XXI. / Organizado por Marieta de Moraes Ferreira, Tania Maria Fernandes e Verena Alberti. — Rio de Janeiro: Editora Fiocruz/Casa de Oswaldo Cruz / CPDOC - Fundação Getulio Vargas, 2000. 204p.


Vejam os links:

www.fiocruz.br/editora/media/03-HO.pdf

(188 páginas – material completo)

www.fiocruz.br/editora/media/03-HO04.pdf

(somente a parte 4 – Traumas na Alemanha)


Parte 4
Traumas na Alemanha
Introdução ao painel "Traumas na Alemanha"

Alexander von Plato pág.119
Memória sobrevivente: verdade e inexatidão nos depoimentos sobre o Holocausto
Mark Roseman pág.123
O fardo de falar sobre a perseguição nazista na Alemanha
Friedhelm Boll pág.135
A integração de conhecimentos históricos na narrativa da própria vida: entrevista com prisioneiros dos campos soviéticos entre 1945 e 1950 na Alemanha
Anne Kaminsky pág. 143
Competições entre vítimas
Alexander von Platô pág.155