Pesquisar este blog

Total de visualizações de página

Perfil

Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Titular de Literaturas Hebraica e Judaica e Cultura Judaica - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

Translate

Seguidores

Mostrando postagens com marcador Alan Dershowitz. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Alan Dershowitz. Mostrar todas as postagens

domingo, 7 de março de 2010

Alan Dershowitz: Uma agência de espionagem fraudou passaportes: que horror!

Os artigos sobre Estudos Judaicos e Israel sempre atualizados você encontra aqui.



Uma agência de espionagem fraudou passaportes: que horror!

Por Alan Dershowitz


As vozes indignadas de países europeus e da Austrália que acusam o Mossad (serviço secreto de Israel) de fraudar passaportes para realizar o assassinato de Mahmoud al-Mabhouh soam vazias e cheiram à mais estampada hipocrisia. Quem quer que tenha matado Mahmoud al-Mabhouh – seja o Mossad ou outra agência – certamente roubou ou forjou passaportes para uso de seus agentes. O que há de novidade nisto?


Qualquer boa agência de inteligência faz uso de passaportes roubados ou forjados. Os ingleses são especialistas nesse tipo de espionagem. Ora, nenhum país que use passaportes falsos para fins de inteligência tem qualquer autoridade moral para protestar contra o suposto mau uso de passaportes por Israel. Os únicos que têm o direito legítimo de reclamar são as pessoas cujos passaportes foram mal usados sem seu conhecimento.


Parece-me que faz parte do protocolo dos ministérios de relações exteriores mundo afora reclamar publicamente quando outros países fazem o que eles mesmos fazem secretamente. Afinal, a hipocrisia é a homenagem que a falsidade presta à virtude. Isto me lembra da famosa cena de Casablanca em que o oficial Renault diz, “estou chocado, completamente chocado de saber que aqui se joga a dinheiro!” O caixa então se aproxima de Renault e lhe entrega um chumaço de dinheiro: “Aqui está o que o senhor ganhou”.


Mas no caso presente a hipocrisia parece ainda mais gritante que de hábito. Será porque é Israel o suposto culpado, e o mundo se acostumou a usar dois pesos e duas medidas ao condenar Israel?


Logo após os ataques terroristas de Bali, em que grande número de turistas australianos foram mortos, eu tive a oportunidade de me encontrar com o primeiro ministro da Austrália. Eu estava escrevendo um livro sobre ataques preventivos e lhe perguntei se ele autorizaria um ataque preventivo contra o terrorista que tinha matado os turistas australianos se tal ataque salvasse a vida daqueles turistas. Sua resposta foi que a Austrália faria qualquer coisa para evitar aqueles ataques terroristas. Bem... qualquer coisa menos fraudar passaportes, não é? Alguém acredita que a Austrália jamais usaria passaportes forjados ou roubados para evitar os massacres de Bali? Se a Grã-Bretanha precisasse fraudar passaportes para impedir o ataque ao metrô de Londres, será que o MI6 desistiria da operação para não violar o uso correto de passaportes? É óbvio que não. O mesmo vale para a Espanha e os ataques em Madrid ou qualquer país que precise evitar ataques terroristas. Assim, se o Mossad tiver de fato matado al-Mabhouh, fê-lo para impedir a morte de seus civis inocentes.


Os israelenses são sempre acusados por seus inimigos, e às vezes também por seus amigos, de agir “desproporcionalmente” para impedir ataques terroristas. Mas o que pode ser mais proporcional que um ataque cirúrgico, cuidadosamente planejado, contra um terrorista confesso que se gaba abertamente de suas ações? Opa! Parece que esqueci dos tais passaportes. Bem, deve então ser esta a ação desproporcional de que reclamam. De um lado salvar a vida de inocentes, do outro lado fraudar passaportes. Segundo alguns ministérios de relações exteriores por aí, a mais correta e moral das soluções é deixar as vítimas inocentes morrerem – contanto que morram somente israelenses.


É curioso – e perturbador – que Israel seja mais criticado por supostamente usar passaportes roubados do que por supostamente matar um terrorista. Só pode ser porque nenhum país ocidental quer parecer simpático a um terrorista confesso. As vítimas de fraude com passaportes são civis inocentes, mas o prejuízo por eles sofrido é mínimo se comparado aos ferimentos e mortes impedidos pela mais do que merecida morte de Mahmoud al-Mabhouh.


Se a morte de um pequeno número de civis inocentes é tida como “proporcional” ao assassinato de um terrorista confesso, então certamente o desconforto de umas poucas vítimas inocentes de fraude com passaporte também o é.


A grande indignação de alguns ministros de relações exteriores com os passaportes roubados é pior que hipócrita. Ela atenta frontalmente contra a guerra ao terrorismo.


É preciso que as democracias ocidentais se dêem conta do quão fácil é usar passaportes forjados ou roubados. Dubai deveria sim investigar, mas o foco da investigação deveria ser a facilidade com que aqueles que usavam passaportes fraudados entraram no país. Afinal, a fraude de passaportes é um expediente dos mais comuns usado por terroristas para entrar nos países ocidentais, a partir do que eles organizam e perpetram ataques em todo o mundo. Há milhares de passaportes britânicos forjados ou fraudados circulando pelo mundo hoje, muitos dos quais nas mãos de terroristas. Este deveria ser o foco de qualquer investigação, e não o mau uso ocasional e controlado de passaportes por agências de inteligência ocidentais no combate ao terrorismo.


Quem quer que tenha entrado em Dubai usando passaportes falsos fez o favor a este país de alertá-los para a necessidade de um melhor controle de passaportes. Da próxima vez pode ser um terrorista a tentar entrar no país. Mas, só um instante! Não foi exatamente isto que aconteceu quando al-Mabhouh passou pela segurança usando um passaporte legítimo que continha o seu nome verdadeiro? Parece que para entrar em Dubai não é preciso fraudar passaportes se você é um terrorista. Mas se quiser neutralizar terroristas, aí sim é preciso valer-se de fraude de passaportes – pelo menos este é o caso se o terrorismo for contra Israel. Ao que tudo indica, Dubai não se importa muito que terroristas entrem no país com passaportes legítimos, mas sim que agentes anti-terror entrem no país com passaportes falsos. Que mundo!


E ainda:


Leia mais:


Veja mais:

07/03/2010

06/03/2010

05/03/2010

04/03/2010

03/03/2010

02/03/2010

01/03/2010


domingo, 4 de janeiro de 2009

Israel x Gaza x Oriente Médio (35) ....Israel's Policy Is Perfectly 'Proportionate' by Alan Dershowitz

THE WALL STREET JOURNAL | OPINION JOURNAL

OPINION JANUARY 2, 2009, 1:35 P.M. ET


Israel's Policy Is Perfectly 'Proportionate'

Hamas are the real war criminals in this conflict.


By ALAN M. DERSHOWITZ


Israel's actions in Gaza are justified under international law, and Israel should be commended for its self-defense against terrorism. Article 51 of the United Nations Charter reserves to every nation the right to engage in self-defense against armed attacks. The only limitation international law places on a democracy is that its actions must satisfy the principle of proportionality.


Since Israel ended its occupation of Gaza, Hamas has fired thousands of rockets designed to kill civilians into southern Israel. The residents of Sderot -- which have borne the brunt of the attacks -- have approximately 15 seconds from launch time to run into a shelter. Although deliberately targeting civilians is a war crime, terrorists firing at Sderot are so proud of their actions that they sign their weapons.


When Barack Obama visited Sderot this summer and saw the remnants of these rockets, he reacted by saying that if his two daughters were exposed to rocket attacks in their home, he would do everything in his power to stop such attacks. He understands how the terrorists exploit the morality of democracies.


In a recent incident related to me by the former head of the Israeli air force, Israeli intelligence learned that a family's house in Gaza was being used to manufacture rockets. The Israeli military gave the residents 30 minutes to leave. Instead, the owner called Hamas, which sent mothers carrying babies to the house.


Hamas knew that Israel would never fire at a home with civilians in it. They also knew that if Israeli authorities did not learn there were civilians in the house and fired on it, Hamas would win a public relations victory by displaying the dead. Israel held its fire. The Hamas rockets that were protected by the human shields were then used against Israeli civilians.


These despicable tactics -- targeting Israeli civilians while hiding behind Palestinian civilians -- can only work against moral democracies that care deeply about minimizing civilian casualties. They never work against amoral nations such as Russia, whose military has few inhibitions against killing civilians among whom enemy combatants are hiding.


The claim that Israel has violated the principle of proportionality -- by killing more Hamas terrorists than the number of Israeli civilians killed by Hamas rockets -- is absurd. First, there is no legal equivalence between the deliberate killing of innocent civilians and the deliberate killings of Hamas combatants. Under the laws of war, any number of combatants can be killed to prevent the killing of even one innocent civilian.


Second, proportionality is not measured by the number of civilians actually killed, but rather by the risk posed. This is illustrated by what happened on Tuesday, when a Hamas rocket hit a kindergarten in Beer Sheva, though no students were there at the time. Under international law, Israel is not required to allow Hamas to play Russian roulette with its children's lives.


While Israel installs warning systems and builds shelters, Hamas refuses to do so, precisely because it wants to maximize the number of Palestinian civilians inadvertently killed by Israel's military actions. Hamas knows from experience that even a small number of innocent Palestinian civilians killed inadvertently will result in bitter condemnation of Israel by many in the international community.


Israel understands this as well. It goes to enormous lengths to reduce the number of civilian casualties -- even to the point of foregoing legitimate targets that are too close to civilians.


Until the world recognizes that Hamas is committing three war crimes -- targeting Israeli civilians, using Palestinian civilians as human shields, and seeking the destruction of a member state of the United Nations -- and that Israel is acting in self-defense and out of military necessity, the conflict will continue.


Mr. Dershowitz is a law professor at Harvard. His latest book is "The Case Against Israel's Enemies" (Wiley, 2008).


Please add your comments to the Opinion Journal forum.


The Opinion Journal Widget

Download Opinion Journal's widget and link to the most important editorials and op-eds of the day from your blog or Web page.



Veja mais: