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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Titular de Literaturas Hebraica e Judaica e Cultura Judaica - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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quarta-feira, 22 de abril de 2009

Brasil ataca revisionismo do Irã

G1 (22/04/2009)


Diário Catarinense (22/04/2009)


Zero Hora (22/04/2009)


Em Cima da Hora (22/04/2009)

  • Ahmadinejad volta a atacar Israel: O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadineja, acusou Israel de atos brutais e de limpeza étnica. Ahmadineja disse que Israel é reponsável por genocídios e crimes de guerra na Faixa de Gaza.


G1 (22/04/2009)


FSP online (22/04/2009)


Último Segundo (22/04/2009)


IHU (22/04/2009)


Abril Notícias (22/04/2009)


Pletz (21/04/2009)


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22/04/2009

Visita do iraniano vira preocupação para governo Lula

O Globo, Mundo, pág.23, em 22/04/2009.



O Globo, Mundo, pág.24, em 22/04/2009.


ONU aprova resolução unânime sobre racismo

Declaração adotada em tempo recorde faz menção ao Holocausto, motivo de polêmica com o Irã na véspera


Deborah Berlinck


GENEBRA. Mais de 150 países que participaram da Conferência sobre o Racismo da ONU aprovaram ontem por unanimidade e em tempo recorde mdash; quatro dias antes do fim da reunião — uma declaração final de combate ao racismo que, entre outros pontos, diz que “o Holocausto jamais deve ser esquecido”.


O texto, aprovado, paradoxalmente, também pelo Irã, foi considerado pela ONU como “uma resposta” ao violento discurso do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad.


Anteontem, como único chefe de Estado presente à conferência, Ahmadinejad detonou uma crise ao usar o encontro como plataforma para chamar Israel de racista, criticar os Estados Unidos, o Ocidente e chamar todos de ignorantes — o que provocou a saída da reunião de cerca de 40 diplomatas ocidentais em protesto. EUA, Israel e outros sete países, entre eles Alemanha, Holanda e Itália, já haviam abandonado a conferência.


Presidente iraniano mudou discurso no último minuto

Ontem ficou claro que o líder do Irã — que no passado chegou a defender a retirada do Estado de Israel “do mapa” — fez uma mudança na última hora.


No discurso distribuído pela missão diplomática do Irã, Ahmadinejad lançava abertamente dúvidas sobre o Holocausto na parte em que falava do “pretexto do sofrimento dos judeus e a questão ambígua e duvidosa do Holocausto”. No discurso lido, no lugar de “ambíguo e duvidoso” o presidente iraniano disse “abuso na questão do Holocausto”.


A ONU e a missão diplomática do Irã não quiseram comentar as razões da mudança.


Mas assessores da ONU disseram que, antes do discurso, Ahmadinejad teve o seu mais longo encontro — 75 minutos —com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. Ele teria lembrado ao iraniano que a ONU aprovou várias resoluções “que eliminam a equação de sionismo com racismo e reafirmam os fatos históricos do Holocausto”.


Ministro brasileiro condena declaração de Ahmadinejad

Ontem, o ministro brasileiro da Igualdade Racial, Edson Santos, que estava na sala durante o discurso do presidente do Irã, condenou duramente Ahmadinejad em entrevista à imprensa do país.


— Queria frisar e deixar clara a posição da delegação brasileira de condenação veemente da postura do presidente (iraniano) aqui, que não condiz com o ambiente da conferência — disse.


Santos lembrou que o ambiente da conferência “é exatamente para tratar da tolerância” e queixou-se que Ahmadinejad tenha ultrapassado os limites: — Ele esteve aqui com um discurso agressivo, de intolerância, que não reconhece fatos históricos condenados pela Humanidade, a saber, o Holocausto.


Santos, ao mesmo tempo, voltou a condenar o boicote à conferência por parte de Israel, Estados Unidos e outros países. O documento, segundo ele, “não faz menção agressiva ao Estado de Israel”. Portanto, para o ministro, “seria perfeitamente possível que a delegação americana, assim como a de Israel, subscrevesse esse documento que condena o racismo e a segregação racial no mundo”.


— Acho inconcebível a postura intransigente e intolerante de determinados países evidentemente liderados por Israel e Estados Unidos — declarou.



Visita do iraniano vira preocupação para governo Lula

Itamaraty divulga nota criticando a fala de Ahmadinejad


Eliane Oliveira


BRASÍLIA. Marcada para o próximo dia 6, a visita do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, ao Brasil tem tudo para se transformar numa saia-justa para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os acordos bilaterais de cooperação que estavam sendo elaborados e o esperado pedido de apoio de Ahmadinejad a seu novo programa nuclear poderão dar lugar a um clima de constrangimento, com Lula expressando seu descontentamento em relação ao discurso proferido pelo líder iraniano na última segunda-feira, durante a Conferência de Revisão de Durban sobre Discriminação Racial, realizada em Genebra.


A preocupação do governo brasileiro ficou clara, ontem, em nota divulgada pelo Itamaraty.


O Ministério das Relações Exteriores defendeu o engajamento de todos os países no diálogo internacional e avaliou que as declarações de Ahmadinejad, que provocaram protestos e a retirada coletiva dos representantes da União Europeia, “diminui a importância de acontecimentos trágicos, como o Holocausto”. Essa avaliação, disse o Itamaraty em seu comunicado, será reiterada pessoalmente por Lula ao presidente do Irã.

“O governo brasileiro considera que manifestações dessa natureza prejudicam o clima de diálogo e entendimento necessário ao tratamento internacional da questão da discriminação”, diz um trecho da nota.


Discurso em Genebra foi um balde de água fria

Os ataques dirigidos a Israel causaram desconforto não apenas entre os organizadores da reunião. Dentro do governo brasileiro, passou-se o mesmo. Segundo fontes do Itamaraty, as recentes tentativas de reaproximação entre Irã e Estados Unidos, verificadas em declarações amistosas dos presidentes Ahmadinejad e Barack Obama, animaram a área diplomática brasileira.


O discurso de Genebra, classificou um alto funcionário do Itamaraty, funcionou como um balde de água fria.

Altos funcionários do governo brasileiro comentaram que o discurso de Ahmadinejad causou péssima impressão em Brasília.


O presidente brasileiro teria ficado irritado com as declarações e se prepara uma conversa dura com seu colega iraniano.


Dirá que o Brasil, tradicionalmente um país com pessoas de raças e crenças diferentes, que convivem em paz, sempre foi contra a discriminação e se pautou pela defesa do diálogo.


De acordo com uma fonte, também foi um erro a retirada da União Europeia. Essa atitude ajudou a caracterizar um quadro de polarização. Momentos antes do discurso, revelou esse alto funcionário, a delegação brasileira havia pedido moderação a Ahmadinejad em seu discurso.


Foi esta a razão pela qual os delegados do Brasil não se manifestaram.



FSP (22/04/2009)


Brasil condena discurso de Ahmadinejad

A duas semanas da visita de iraniano a Brasília, embaixadora levará crítica ao plenário de conferência contra racismo da ONU


Confederação Israelita pede cancelamento da viagem; ONU diz que presidente do Irã alterou trecho que questionava o Holocausto


MARCELO NINIO

DE GENEBRA


O Brasil condenará hoje no plenário da Conferência contra o Racismo da ONU as declarações feitas no mesmo fórum pelo presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que deram um tom de polêmica e confronto à abertura do encontro.


As críticas ocorrem a duas semanas da visita que Ahmadinejad fará ao Brasil, em 6 de maio, onde o tema deverá fazer parte do encontro com o presidente Lula. Na segunda, Ahmadinejad usou o plenário, em Genebra, para fazer duros ataques a Israel, que acusou de racismo, e provocou uma debandada de diplomatas europeus.


Ontem, a ONU tentou salvar a conferência, anunciando a aprovação por consenso do documento final. Mas a saída da República Tcheca, que se juntou a outros oito países que decidiram boicotar o encontro, manteve o ambiente tenso. Além disso, houve novos protestos contra o Irã.


"Intolerância"
A delegação brasileira não se retirou, mas ontem deixou claro seu desagrado, especialmente em relação ao questionamento do Holocausto. "Queria frisar e deixar clara a posição da delegação brasileira, de condenação veemente da postura do presidente, que não condiz com o ambiente da conferência", disse o ministro da Igualdade Racial, Edson Santos. "Ele esteve aqui com um discurso agressivo, de intolerância, que não reconhece fatos históricos condenados pela humanidade, a saber, o Holocausto."


Num trecho do discurso distribuído pela diplomacia iraniana, Ahmadinejad diz que Israel foi criado "sob o pretexto dos sofrimentos judeus e da ambígua e dúbia questão do Holocausto". Ontem, a ONU buscou diluir a polêmica, afirmando que Ahmadinejad mudou o trecho ao discursar e disse "sob o pretexto dos sofrimentos judeus e o abuso da questão do Holocausto".


Nota do Itamaraty condenou o discurso de Ahmadinejad, afirmando que "manifestações dessa natureza prejudicam o clima de diálogo e entendimento necessário ao tratamento internacional da questão da discriminação".


A mensagem será reiterada hoje no discurso da embaixadora do Brasil no escritório da ONU em Genebra, Maria Nazareth Farani de Azevêdo.


O ministro Edson Santos disse que os interesses do Brasil na relação com o Irã não deverão inibir o presidente Lula de repetir as críticas no encontro com Ahmadinejad. "Embora haja colaboração em outros campos da economia, isso não impede o governo brasileiro de colocar a discordância com a orientação política e ideológica do governo do Irã."


Ontem, a Confederação Israelita do Brasil cobrou de Lula que "não permita que o presidente do Irã acredite ter um aliado em Brasília". "Repudiamos a eventual presença de Ahmadinejad no solo de um país como o nosso, democrático e hospitaleiro, que acolheu tantos sobreviventes do Holocausto", diz nota da entidade.

Consenso
A alta comissária de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, comemorou ontem a aprovação do documento final da conferência por consenso. Ele foi assinado por todos os 192 membros da ONU, com exceção dos nove que boicotaram a reunião: Israel, Estados Unidos, Austrália, Itália, Canadá, Alemanha, Nova Zelândia, Polônia e República Tcheca.


Apesar de os trechos mais polêmicos terem sido retirados, como as referências ao conflito no Oriente Médio e o conceito de "difamação de religiões", esses países decidiram ficar de fora porque o documento reafirma as resoluções da conferência contra o racismo de Durban que consideram injusta em relação a Israel.


Brasileiro bahá'í faz cobrança a diplomata do Irã


DE GENEBRA


Em meio aos desencontros causados pela passagem do presidente iraniano em Genebra, um encontro nos bastidores da conferência fez um brasileiro constranger o regime islâmico de Teerã.


Nomeado para fazer o relatório final do encontro por indicação do Brasil, o carioca Iradj Roberto Eghrari tomou a iniciativa de abordar o embaixador do Irã em Genebra, eleito como um dos vice-presidentes do principal comitê da conferência.


Iradj é filho de iranianos da fé bahá'í, que se mudaram para o Rio de Janeiro na década de 50 para fugir da perseguição aos praticantes de sua crença. Hoje ele é um dos dirigentes da Comunidade Bahá'í no Brasil.


A primeira surpresa do embaixador Razavi Khorasan veio quando Iradj propôs que a conversa fosse em farsi. Após olhar o nome na credencial do brasileiro, o diplomata quis saber em que ano seus pais haviam imigrado. Segundo Iradj, o diplomata entendeu qual era sua origem quando ele respondeu 1955, "o auge da perseguição aos bahá'í".


Em seguida, o embaixador quis saber se o brasileiro ainda tem parentes no Irã. Iradj disse que não: "Estão todos mortos ou fugiram". Segundo o brasileiro, cerca de 20 mil bahá'ís foram mortos no século passado. A perseguição continuou após a Revolução Islâmica de 1979.


O brasileiro disse que não quis manter o constrangimento e mudou de assunto. "Estamos em trincheiras opostas, mas aquele não era o momento de confronto." (MN)



UOL Internacional / Mídia Global (22/04/2009)


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22/04/2009


Imprensa europeia analisa impacto do discurso de Ahmadinejad

JB (22/04/2009)


Jornal Nacional (21/04/2009)


Texto e Vídeo: Israel compara presidente do Irã a Adolf Hitler


No dia em que o mundo lembrou os seis milhões de judeus mortos na Segunda Guerra Mundial, o governo de Israel comparou o presidente do Irã a Adolf Hitler. Quem conta é o correspondente no Oriente Médio, Ari Peixoto.


Às 10h, o toque da sirene chamou os israelenses a prestar uma homenagem: reverenciar a memória dos seis milhões de judeus mortos pelos nazistas na Segunda Guerra Mundial.


O país parou por dois minutos. As cerimônias começaram na segunda, no Museu do Holocausto de Jerusalém. As palavras das autoridades presentes foram uma resposta ao discurso do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que, horas antes, em Genebra, na Suíça, tinha acusado Israel de racismo durante uma conferência da ONU sobre o tema.


Este ano, as crianças são o tema central das cerimônias que marcam a passagem do Dia de Lembrança do Holocausto. Segundo estimativas, pelo menos 1,5 milhão de crianças judias foram mortas pelos nazistas durante a Segunda Guerra.


Giselle Cicowicz tinha 12 anos de idade quando foi levada para Auschwitz/Birkenau, o maior campo de extermínio alemão. Ela ainda lembra do dia em que chegou ao campo viu os velhos, as grávidas, os doentes e os incapacitados serem separados e levados imediatamente para as câmaras de gás.


Giselle diz ainda que até hoje tem pesadelos assustadores. No fim, pergunto a ela se um dia quis se vingar pela morte dos pais, das irmãs, de parentes e amigos. Ela reage com firmeza: “Nunca quis vingança”. E completa: “De que adiantaria eu matar alguém? Como isso iria me ajudar?”.


O governo brasileiro se mostrou preocupado com o discurso do presidente do Irã, que diminuiu a importância de acontecimentos historicamente comprovados, como o Holocausto. O governo disse que vai aproveitar a visita do presidente Ahmadinejad ao Brasil, em maio, para reafirmar ao governo iraniano suas opiniões sobre o assunto.



FSP online (21/04/2009)


G1 (21/04/2009)


Deutsche Welle (21/04/2009)


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21/04/2009

terça-feira, 21 de abril de 2009

Discurso de líder do Irã 'preocupa' Brasil, diz Itamaraty

MRE / Brasil (21/04/2009)

Seleção diária de notícias


Nota No 171: Conferência de Revisão de Durban sobre Racismo

O Brasil atribui grande importância à Conferência de Revisão de Durban sobre Discriminação Racial, que ocorre em Genebra entre 20 e 24 de abril. Para alcançar os objetivos da Conferência, o engajamento de todos no diálogo internacional é crucial.


O Governo brasileiro tomou conhecimento, com particular preocupação, do discurso do Presidente iraniano que, entre outros aspectos, diminui a importância de acontecimentos trágicos e historicamente comprovados, como o Holocausto. O Governo brasileiro considera que manifestações dessa natureza prejudicam o clima de diálogo e entendimento necessário ao tratamento internacional da questão da discriminação.


O Governo brasileiro aproveitará a visita do Presidente Ahmadinejad, prevista para o dia 6 de maio, para reiterar ao Governo iraniano suas opiniões sobre esses temas.



CBN (21/04/2009)


Último Segundo (21/04/2009)

BBC Brasil (21/04/2009)


Zenit (21/04/2009)


G1 (21/04/2009)


Jornal Hoje (21/04/2009)

  • Israelenses lembram vítimas do Holocausto: Sirenes tocaram em várias cidades de Israel, em homenagem aos seis milhões de judeus mortos pelos nazistas. Fuga em massa no Sri Lanka: 50 mil pessoas já foram resgatadas de uma área de conflito.


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21/04/2009