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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Titular de Literaturas Hebraica e Judaica e Cultura Judaica - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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segunda-feira, 30 de abril de 2018

Representações de Jerusalém na literatura: a cidade sonhada de Moacyr Scliar e a cidade dessacralizada de Amós Oz


No dia 29 de abril de 2016, Fernanda dos Santos Silveira Moreira realizou sua defesa de Dissertação de Mestrado intitulada “Representações de Jerusalém na literatura: a cidade sonhada de Moacyr Scliar e a cidade dessacralizada de Amós Oz” - apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Ciência da Literatura da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), como requisito para a obtenção do Título de Mestre em Ciência da Literatura (Literatura Comparada).

Resumo: A presente dissertação tem como objetivo analisar as representações da cidade de Jerusalém na literatura israelense e na literatura brasileira de temática judaica, após a criação do Estado de Israel. Para tal fim, foram escolhidos dois romances: Os Voluntários, 1979, do escritor judeu brasileiro, Moacyr Scliar, e Meu Michel, 1968, do escritor judeu israelense Amós Oz. A cidade de Jerusalém é um dos mais significativos símbolos da religião e cultura judaica, e sempre esteve no centro da representação de uma terra ancestral, em particular para as comunidades da diáspora, que para ela sempre se voltaram em orações e preces. Com a efetivação de um lar nacional judeu no final da primeira metade do século XX, viver em Jerusalém tornou-se uma opção para milhares de judeus diaspóricos, mas as demandas da cidade real se confrontaram com a imagem utópica que seu nome evocara nos últimos dois milênios. Tendo sido palco de inúmeros conflitos ao longo de sua história, Jerusalém está ainda hoje no centro de reivindicações religiosas e políticas de judeus e palestinos, sem deixar de ocupar o imaginário de pessoas das três maiores religiões monoteístas. A fim de compreender como se caracterizam os vínculos de diferentes grupos judaicos, pelo viés da literatura, foram analisadas as obras de dois importantes escritores judeus, que foram contemporâneos, mas que escreveram sob diferentes perspectivas: a do judeu da diáspora e a do judeu nascido em Israel. Suas obras descortinam importantes aspectos sociais e políticos que envolvem a cidade jerosolimita e apontam para as multiformes maneiras de se relacionar com um espaço sagrado milenar diante dos novos rumos traçados durante o século XX.
Palavras-chave: Literatura, Jerusalém, Moacyr Scliar, Amós Oz.

segunda-feira, 30 de março de 2015

FL/UFRJ: Panorama da Literatura Israelense: dos anos de 1980 a anteontem (curso de extensão 2015-1)

Programa:
  • 20 de abril – Contexto político e cultural de Israel doas de 1990 aos dias de hoje e seus reflexos na literatura do Período. 
  • 27 de abril – “Amós Oz: Jerusalém e os primeiros anos após a fundação do Estado de Israel”. Análise das obras “Meu Michel”, “De Amor e Trevas” e “Judas”.
  • 11 de maio – “O cinzel bélico na construção identitária em Avraham Bulli Yehoshua”. Análise das obras “Fogo Amigo”, “O Senhor Máni” e “A Noiva Libertadora”.
  • 18 de maio – “David Grossman: entre o narrativo e o poético”. Análise das obras “Ver: Amor”, “Fora do Tempo” e “Livro da Gramática Interior”.
  • 25 de maio – Etgard Keret, Sara Shiló e Alex Epstein: minorias e minimalismos na literatura israelense ultracontemporânea). Análise de contos de Etgard Keret e de Alex Epstein e do Romance “Nenhum Gnomo Não Vai Vim Não”, de Sara Shiló.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Abrindo A Caixa Preta: uma leitura da sociedade israelense na década de 70

Abrindo A Caixa Preta: uma leitura da sociedade israelense na década de 70

Resumo: A sociedade israelense passou por modificações, em especial, na década de 70 que levaram a mudanças políticas e sociais. O escritor Amós Oz, um dos mais destacados do país, aborda em seus textos ficcionais e não ficcionais, as mudanças e alterações refletidas no país. Este trabalho pretende estudar as modificações da década em questão, conforme apresentadas no romance A Caixa Preta de Amós Oz e para isto, são aqui desenvolvidos os seguintes temas: A busca pela identidade nacional, o confronto entre a direita e a esquerda dento do sistema político israelense, o levantamento das semelhanças entre o Estado que busca redefinir sua identidade e o movimento sionista, que procura reencontrar seus objetivos uma vez que o Estado tornou-se realidade, a posição da esquerda israelense e as concepções do grupo pacifista Shalom Achshav, a atuação da direita israelense e a militância do grupo nacionalista Gush Emunim, as diferentes ondas imigratórias para Israel antes e após a proclamação da independência e a absorção das diferentes comunidades de imigrantes, o início dos conflitos étnicos entre as diversas comunidades que formam o mosaico social israelense. Uma análise do livro A Caixa Preta, mostrando como os conflitos étnicos, religiosos e políticos se refletem na obra de Amós Oz, assim como a análise dos personagens e seus comportamentos indicando a ligação entre ficção e realidade no cotidiano israelense completam a segunda parte desta dissertação


Veja mais:

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Conflitos identitários do árabe israelense: Aravim Rokdim de Sayed Kashua

Conflitos identitários do árabe israelense: Aravim Rokdim de Sayed Kashua

  • Juliana Portenoy Schlesinger
  • Tese de doutorado em Língua Hebraica, Literatura e Cultura Judaica (USP).
  • Data de defesa: 30/03/2011.

Resumo: Este trabalho consiste na análise do romance Aravim Rokdim (Árabes Dançantes), do escritor árabe israelense muçulmano Sayed Kashua, e tem como foco central a questão identitária que envolve o árabe israelense conforme visto nessa obra. Publicado em 2002, o romance conta em hebraico, idioma que tem como leitor majoritário o judeu, a história de uma família de árabes israelenses. Este estudo é desenvolvido com base nas teorias provindas dos Estudos Culturais e Pós- Colonialistas, segundo as quais no ser humano coexistem múltiplas e antagônicas identidades. Esse fato é exponencialmente visto nesse árabe cidadão israelense apresentado no romance de Kashua, que convive com sentimentos de culpa devido à sua dupla-lealdade e conflitantes fidelidades: por um lado, ele aceita sua cidadania israelense; por outro, além de ser membro de um povo cujas muitas nações se opõem à existência do Estado de Israel, ele possui parentes nos territórios ocupados por Israel na Guerra dos Seis Dias (1967) que não tiveram direito àquela cidadania. Esses sentimentos complexos e ambivalentes são intensificados devido ao contexto sociopolítico do romance: a Segunda Intifada (2000-2006). Nesse período da moderna história de Israel, a desconfiança do judeu e do Estado de Israel em relação à fidelidade do cidadão árabe israelense para com seu Estado foi exacerbada. Surge dessa combinação um romance político inusitado, que se utiliza do humor e da autoironia para contar ao seu leitor a história do árabe israelense que vive preso entre duas sociedades, que se sente um estrangeiro em seu próprio meio e, mesmo assim, não desiste de buscar um novo lugar identitário para si próprio.

Veja mais:

  • Revista Vértices No 9 (2010): A Escrita de Sayed Kashua (Juliana Portenoy Schlesinger): O idioma tem um papel central em apontar em que contexto social, político e/ou econômico uma pessoa situa-se e quais as conseqüências que o uso desta língua causa naqueles que a ouvem ou a lêem. A língua hebraica, tratada particularmente neste trabalho de doutorado, adquire relevância significativa dentro do contexto do estabelecimento do Estado de Israel e do atual conflito israelense-palestino. Sayed Kashua é um jovem jornalista e escritor que nasceu na cidade árabe de Tira, em Israel, e que escreve sua obra em hebraico. Ele tem dois romances publicados e escreve semanalmente crônicas jornalísticas no jornal israelense Haaretz. Daqueles que são de origem islâmica, como é o caso de Kashua, é esperado que falem e escrevam primeiramente na língua árabe, levando-se em conta que o sistema educacional israelense é organizado por língua de instrução, isto é, judeus são lecionados nas diversas disciplinas do ensino fundamental na língua hebraica enquanto que aqueles de origem árabe são direcionados, durante este período, ao ensino na língua árabe. Contudo, Kashua é uma exceção por ter estudado numa escola destinada a alunos especiais, sem distinção entre etnias ou religião, cujo ensino é feito em hebraico. >>> Leia mais, clique aqui. >>> Baixar este arquivo PDF

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Escritoras israelenses e a elaboração da história

Escritoras israelenses e a elaboração da história

Profa. Dra. Nancy Rozenchan (USP)

Resumo: Mesmo que em posição de desigualdade em relação a autores contemporâneos, a escrita das mulheres esteve presente na literatura hebraica desde os anos 1880. Este artigo examina o espaço conquistado por essa escrita, a partir de 1980, sob o feminismo e o pós-modernismo, em dois textos ficcionais: Guêi Ôni de Shulamit Lapid e Arba Imahot de Shifra Orn que destacam a vida de mulheres, suas figuras centrais, em diferentes conjunturas da história de Israel.

Palavras-chave: literatura hebraica; escrita feminina; história de Israel.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Bialik es la expresión sublime del espíritu de su pueblo

Aurora (28/07/2011): Bialik es la expresión sublime del espíritu de su pueblo: Se cumplieron en estos días 87 años de la muerte de nuestro poeta nacional Jaim Najman Bialik. Nuestro padre, Leib Daien, era maestro de maestros, pero además escribía en Di Idishe Zaitung, el diario en idish que se leía en Argentina, cuentos jasídicos sobre los pogroms en Ucrania y también sobre Bialik. Contaba sobre nuestra relación familiar con el insigne poeta nacional y en casa se hablaba y se comentaba mucho ese parentesco. Bentzion Skaritom, el abuelo de nuestra madre, era el hermano de Dina Prive Skariton, la madre de Bialik; esa madre que le inspiró tan sublimes poemas como: “Mi madre zijroná lebrajá” y “Mi canto”. Desde luego que éste era tema de orgullo habitual en nuestra casa. Lo mismo con las hermanas de mamá quienes cuando hicieron aliá, muy jóvenes y solas, según los certificados que les asignaban en su pueblo en Polonia, vivieron en la casa de Bialik. Se contaban anécdotas del abuelo Bentzion junto a quien Jaim Najman Bialik se educó desde niño. Una que siempre escuchamos y nos quedó grabada era la reacción del ultra ortodoxo abuelo, tío de Bialik, encerrado en su fanatismo jasídico, que veía con malos ojos la incursión “hascalista” (iluminista) de su sobrino y especialmente lo que calificaba sus veleidades poéticas, sus lecturas laicas, el abandono de la ieshivá. >>> Leia mais, clique aqui.