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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Titular de Literaturas Hebraica e Judaica e Cultura Judaica - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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terça-feira, 8 de julho de 2008

Arquivo Virtual sobre Holocausto e Anti-Semitismo (Arqshoah) traz documentos que revelam postura do Brasil diante do Holocausto

Agência USP de Notícias – Reportagens – História - 07/07/2008 16:50

Arquivo traz documentos que revelam postura do Brasil diante do Holocausto
Valéria Dias (valdias@usp.br)

No próximo semestre, o Laboratório de Estudos de Etnicidade, Racismo e Discriminação (LEER) da USP, em conjunto com o Arquivo Nacional do Rio de Janeiro, promoverão a apresentação pública, na capital carioca, do Arquivo Virtual sobre Holocausto e Anti-Semitismo (Arqshoah). O projeto reunirá em um portal na internet diversos materiais, entre eles cópias de documentos oficiais que revelam o posicionamento do governo brasileiro e de seus diplomatas diante do Holocausto e dos refugiados judeus do nazi-fascismo.

Esta apresentação pública dá continuidade à apresentação ocorrida no último mês de abril, no Clube Hebraica, em São Paulo, durante o lançamento do livro O Anti-Semitismo nas Américas (Edusp; Fapesp, 744 pp.) organizado pela professora Maria Luiza Tucci Carneiro, do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP e coordenadora do projeto Arqshoah.

Na ocasião, foram distribuídos folders sobre o Arquivo Virtual contendo formulários para serem preenchidos por pessoas que conhecem sobreviventes dos campos de concentração nazista ou por refugiados do nazi-fascismo que moram no Brasil. “A idéia é localizar quem possa contribuir com a construção do Arqshoah, seja por meio da indicação de depoimentos desses sobreviventes ou da doação de documentos relacionados com as suas trajetórias de vida”, explica Maria Luiza.

Entre os documentos já identificados por Maria Luiza e sua equipe de pesquisadores da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) estão várias circulares editadas entre 1938 e 1944 pelo então chanceler Osvaldo Aranha. “Uma delas é a Circular 1.249, datada de 27 de setembro de 1938, que exigia a apresentação de passagem de ida e volta para a concessão de visto de entrada de judeus na categoria turista”, conta Maria Luiza. “Outros documentos comprovam que, mesmo após o final da Segunda Guerra, o governo brasileiro manteve restrições quanto à entrada de judeus e estrangeiros no País. Porém, no exterior, — na ONU, por exemplo — o Brasil apresentava, na época, uma imagem ‘humanitária’.”

Por meio dos links do portal Arqshoah o consulente poderá acessar inventários com trajetórias de vida de sobreviventes do Holocausto radicados no Brasil; as rotas de fugas usadas pelos refugiados; uma galeria com as histórias dos brasileiros que ajudaram a salvar judeus; as produções artísticas produzidas no Brasil sobre o tema do Holocausto — em especial, a obra do pintor Lasar Segall. Haverá também uma “biblioteca virtual” com os livros de memórias de sobreviventes e as obras que ajudaram a formar o pensamento anti-semita de alguns intelectuais brasileiros. No link “Ação Educativa” os educadores poderão reproduzir material didático para introdução do tema Holocausto em sala de aula.

“A previsão é que o Arqshoah seja colocado no ar em 27 de janeiro de 2009, mesma data aprovada pela Organização das Nações Unidas [ONU] como Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto”, conta Maria Luiza. Será disponibilizada uma amostragem significativa de um total cerca de 10 mil documentos coletados nos arquivos: Itamaraty, Nacional do Rio de Janeiro, Histórico Judaico Brasileiro, da Família Lorch (São Paulo), além de arquivos da Alemanha, Itália, Portugal e França.

“O Arquivo Nacional do Rio de Janeiro vai disponibilizar seus fundos inéditos que permitem identificar as fichas de imigração de judeus que buscaram refúgio em terras brasileiras” revela Maria Luiza. “Muitos ingressaram com vistos de turistas, como católicos ou com passaportes falsos, situação que dificulta contabilizar o total de vistos oficiais concedidos pelo governo Vargas. Será possível também conhecermos o número de vistos deferidos e indeferidos, assim como o nome dos diplomatas responsáveis.”

Por um milhão e meio de crianças
O link “Ação Educativa” do Arquivo Virtual vai disponibilizar o material didático produzido para as Jornadas Interdisciplinares sobre o Ensino da História do Holocausto como depoimentos dos sobreviventes, poesias, arte, cinema e roteiros de peças de teatro sobre o tema. As Jornadas são organizadas pelo LEER, com o apoio das Secretarias Municipais de Educação das cidades envolvidas com o programa “Educando para a Cidadania e a Democracia”. São parceiros institucionais a B´nai B´rith do Brasil, presidida por Abraham Goldstein, e o Centro de Estudos Judaicos da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), coordenado pela professora Helena Lewin.

Neste ano, a Jornada já aconteceu nas cidades de Curitiba (6 de junho) e Rio de Janeiro (14 de junho) envolvendo um total de 400 professores. Em São Paulo, o evento — cujas inscrições já estão abertas — será no próximo dia 16 de agosto e terá como tema “Por um milhão e meio de crianças”. Em 2009, estão previstas jornadas em Porto Alegre, Recife, Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo.

O Arquivo Virtual sobre Holocausto e Anti-Semitismo tem o patrocínio da Fapesp, da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da USP, da B´Nai B´rith do Brasil, da Cyrela Brazil Realty. O projeto reúne cerca de 20 pessoas entre bolsistas, colaboradores, voluntários e outros profissionais. Os documentos já estão sendo digitalizados por um grupo de bolsistas da Fapesp. As gravações de depoimentos de sobreviventes estão a cargo do jornalista Pedro Ortiz, diretor da TV USP, e da pesquisadora Raquel Mizrahi. A diretora de teatro Leslie Marko é a responsável pelas peças de teatro.

As pessoas interessadas em contribuir com material podem entrar em contato pelo e-mail arqshoah@usp.br, pelo telefone (11) 3091-8598 ou no LEER - Departamento de História (FFFLCH/USP), Prédio da História e Geografia, Av. Prof. Lineu Prestes, 338, Cidade Universitária, São Paulo, SP, CEP 05508-900.

Imagens fornecidas pela professora Maria Luiza Tucci Carneiro

Mais informações:
pelo telefone (11) 3091-8598
, pelo e-mail malutucci@terra.com.br com a professora Maria Luiza Tucci Carneiro.

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Nazismo - Holocausto - Anti-semitismo - Preconceito

quarta-feira, 7 de maio de 2008

A religião da política em Israel (David Bidussa)

A religião da política em Israel

Autor: David Bidussa
Estud. av. vol.22 no.62 São Paulo Jan./Apr. 2008
Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo

Resumo: A sociedade israelense constitui um exemplo interessante de religião da política, ou seja, um exemplo de como a dimensão política de uma sociedade pode adquirir um aspecto religioso próprio, assumindo um caráter de sacralidade. No início da experiência sionista acentua-se em Israel a religião do trabalho, a construção de um calendário cívico, a formação de uma nova identidade nacional. A partir da metade dos anos 1970, outros fatores prevalecem: a memória da Shoah, a construção de lugares do martírio nacional, o mito da resistência até o último homem. Chama-se a atenção, neste ensaio, para os percursos de uma sociedade civil que sente a necessidade de reescrever os contornos de sua identidade e remodelar a memória pública, pensando em si mesma como comunidade nacional.
Palavras-chave: Sionismo, Religião civil, Memória coletiva, Shoah, Massada.

Texto em arquivo PDF

domingo, 4 de maio de 2008

A maioridade da menina judia (Ana Lúcia Galinkin)

A maioridade da menina judia (Ana Lúcia Galinkin)

A maioridade feminina, segundo as leis talmúdicas (2), ocorre aos doze anos e seis meses e, da mesma forma que a maioridade masculina, está associada aos sinais secundários da puberdade. A menina judia é, então, considerada uma na’arah, que se traduz por jovem adulta, por um período de seis meses para, em seguida, tornar-se uma bogeret, isto é, uma mulher adulta. Só então atinge a maioridade legal e religiosa podendo, por exemplo, aceitar ou rejeitar um casamento escolhido por seu pai, receber pelo produto de seu trabalho ou ser proprietária de objetos e bens.....

Identidade judaica: considerações psicológicas acerca da dimensão religiosa

Identidade judaica: considerações psicológicas acerca da dimensão religiosa
Autor: Solange Epelboim
Estudos de Psicologia (Campinas) - v.23 n.1 Campinas mar. 2006

Resumo
O estudo compreendeu considerações psicológicas acerca de aspectos religiosos presentes no delineamento da identidade judaica. Foram elaborados comentários relativos à condição de ser israelita, aos pontos de aproximação entre psicologia e religião, à teoria referente ao desenvolvimento religioso e, por fim, aos dez mandamentos existentes na Torá. A dimensão religiosa é aqui compreendida sendo composta por aspectos racionais, emocionais e atitudinais direcionados à presença de um poder divino e capaz de desempenhar funções espirituais e sociais que convidariam o ser humano a refletir sobre questões intrapessoais, interpessoais e transcendentais. A identidade judaica pareceu reunir características singulares e compartilhadas entre israelitas, uma vez que cada pessoa pode revelar senso, experiência, inquietação e grau de enraizamento religiosos distintos.
Palavras-chave: Experiências religiosas; Identidade social; Judaísmo; Religião e psicologia.

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O Livro e a Leitura como Ritual Religioso

FERREIRA, Cláudia Andréa Prata. O Livro e a Leitura como Ritual Religioso. IN: Anais do I Seminário Brasileiro sobre Livro e História Editorial / Colóquio do Sesquicentenário: Francisco Alves na história editorial brasileira, promovido pela Fundação Casa de Rui Barbosa e Universidade Federal Fluminense - Programa de Pós-graduação em Comunicação - Núcleo de Pesquisas sobre Livro e História Editorial no Brasil. Fundação Casa de Rui Barbosa: Rio de Janeiro, RJ. Novembro de 2004. 15 p.

sábado, 3 de maio de 2008

Gramáticas y léxicos y su relación con el judeo-árabe. El uso del judeo-árabe entre los filológos hebreos de al-Andalus

Gramáticas y léxicos y su relación con el judeo-árabe. El uso del judeo-árabe entre los filológos hebreos de al-Andalus
Angel Sáenz-Badillos Pérez. Ilu. Revista de ciencias de las religiones. Anejos, ISSN 1138-4972, Nº 9, 2004, pags. 75-93.
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El hebreo y las lenguas semíticas en la obra de Hervás y Panduro

El hebreo y las lenguas semíticas en la obra de Hervás y Panduro
Angel Sáenz-Badillos Pérez. Miscelánea de estudios árabes y hebraicos. Sección de hebreo, ISSN 0544-4081, Nº 53, 2004, pags. 341-359.
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Selomoh Bonafed, último gran poeta de Sefarad, y la poesía hebrea

Selomoh Bonafed, último gran poeta de Sefarad, y la poesía hebrea
Angel Sáenz-Badillos Pérez. eHumanista: Journal of Iberian Studies, ISSN 1540 5877, Vol. 2, 2002, pags. 1-22.
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Benito Arias Montano, Hebraísta

Benito Arias Montano, Hebraísta
Angel Sáenz-Badillos Pérez. Thélème: Revista complutense de estudios franceses, ISSN 1132-1881, Nº 12, 1997, pags. 345-359.
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Entre Sefarad e Italia: Selomoh Bonafed, poeta hebreo catalán (siglo XV), y la cultura italiana

Entre Sefarad e Italia: Selomoh Bonafed, poeta hebreo catalán (siglo XV), y la cultura italiana
Angel Sáenz-Badillos Pérez. Cuadernos de filología italiana, ISSN 1133-9527, Nº. 7, 2000 (Ejemplar dedicado a: Homenaje al profesor Angel Chiclana Cardona), pags. 191-210.

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La poesía hebraicoespañola en la historia literaria de la España medieval

La poesía hebraicoespañola en la historia literaria de la España medieval
Angel Sáenz-Badillos Pérez. Revista de filología románica, ISSN 0212-999X, Nº 14, 2, 1997 (Ejemplar dedicado a: Memoria-homenaje a Pedro Peira Soberón), pags. 391-406.

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A tradição interpretativa de rabinos e cabalistas, a crítica literária e a tradução


BIOGRAFIA RESUMIDA (OLIVEIRA, Maria Clara Castelhões de)

  • Professora-adjunto do Departamento de Letras Estrangeiras Modernas da Universidade Federal de Juiz Fora (UFJF), do qual foi chefe, entre abril de 1994 e março de 1996, e do Programa de Pós-Graduação em Letras - Mestrado em Teoria da Literatura, da mesma universidade.
  • Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Letras da UFJF, desde julho de 2004.
  • Affiliate research student da University College London (UCL), na Inglaterra, durante o ano de 1997, tendo trabalhado sob a supervisão do Professor Michael John Worton.

CURRÍCULO RESUMIDO (OLIVEIRA, Maria Clara Castelhões de)

  • Doutora em Letras: Estudos Literários, pela Universidade Federal de Minas Gerais, tendo obtido o título em 2000, ao defender a tese intitulada “O Pensamento Tradutório Judaico: Franz Rosenzweig em Diálogo com Benjamin, Derrida e Haroldo de Campos”, realizada sob orientação de Else Ribeiro Pires Vieira. Bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).
  • Mestre em Letras: Teoria da Literatura, pela Universidade Federal de Juiz de Fora, tendo obtido o título em 1993, com a dissertação intitulada “O Leitor e a Decodificação Textual Paródica no Século XX”, realizada sob a orientação de Nancy Campi de Castro.
  • Especialista em Inglês: Tradução, pela Universidade de São Paulo, tendo realizado o curso em 1983 e 1984.
  • Graduada em Letras: Licenciatura em Português e Inglês e suas respectivas literaturas, pela Universidade Federal de Juiz de Fora, em 1980.

sábado, 26 de abril de 2008

Exílio e Literatura: Escritores de Fala Alemã durante a Época do Nazismo

EXÍLIO E LITERATURA: Escritores de Fala Alemã durante a Época do Nazismo

A autora Izabela Maria Furtado Kestler é professora do Departamento de Letras Anglo-germânicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Resumo: O Brasil recebeu número expressivo de exilados provenientes da Alemanha nazista e da Áustria, estimados em cerca de 16 mil; entre eles, muitos intelectuais e escritores, que produziram obras sobre o Brasil ou nele inspiradas. Izabela Kestler resgata a história do Brasil entre 1933 e 1945, apresentando um panorama bibliográfico sobre os escritores e jornalistas exilados no país, e uma pesquisa sobre a literatura do exílio. Inicia o volume um painel sucinto de nossa história entre 1930 e 1945, considerando em especial as relações políticas e econômicas entre o Brasil e a Alemanha. A seguir, apresenta as trajetórias biográficas dos escritores e intelectuais aqui exilados, e a descrição das atividades políticas antinazistas de vários grupos. A literatura do exílio propriamente dita e a literatura produzida pelo impacto do exílio é analisada ao final, com a apresentação de um panorama geral dos livros publicados aqui em alemão, francês e português e a análise das obras de Stefan Zweig, Ulrich Becher e Hugo Simon.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

O integralismo e a questão racial: a intolerância como princípio

O integralismo e a questão racial: a intolerância como princípio
Autora:
Natália dos Reis Cruz
Tese de doutorado em História (UFF).
Data da defesa:
26/03/2004.
Resumo: O presente trabalho tem por objetivo analisar as especificidades do racismo integralista, levando-se em conta o posicionamento da Ação Integralista Brasileira em relação ao debate sobre a questão racial travado pelos principais teóricos do período, época em que o problema das raças era uma das preocupações centrais daqueles que pensavam o futuro do Brasil enquanto nação. Nesse sentido, abordo a forma como o racismo integralista é construído, os princípios que defende, a relação destes princípios como o projeto de nação em perspectiva e os fatores que condicionam a construção deste racismo específico. Dessa forma, é possível diferenciar o racismo integralista do racismo nazista: o primeiro é baseado na idéia de exclusão pela integração, dentro de uma proposta de miscigenação racial e étnica; e o segundo baseia-se na exclusão pela separação das raças e culturas. O trabalho trata também da influência dos valores cristãos na conformação do racismo integralista e sua idéia de comunhão de raças e culturas, analisando duas formas de manifestação do racismo na doutrina do sigma: o antigermanismo e o anti-semitismo.

O paladino dos hereges: a defesa dos cristãos-novos e judeus pelo Padre Antônio Vieira

O paladino dos hereges: a defesa dos cristãos-novos e judeus pelo Padre Antônio Vieira
Autor:
Salomão Pontes Alves
Dissertação de mestrado em História (UFF)
Data da defesa:
24/08/2007.
Resumo: O presente trabalho é uma continuação e aprofundamento da minha monografia de final de curso, concluída sob o título de "Portugal, judeus e cristãos novos na vida do Padre Antônio Vieira", no ano de 2004, sob a orientação do professor Ronaldo Vainfas. Figura extremamente instigante e sedutora, Vieira foi objeto de estudo de intelectuais de diversas áreas das ciências humanas, sempre tendo aspectos inovadores sendo abordados. No que diz respeito ao presente trabalho, trabalharemos a defesa do insigne jesuíta aos cristãos-novos e judeus no reino de Portugal, característica por demais notada em todos os estudos a seu respeito. Entretanto, a maioria dos trabalhos que tratam desta característica da vida do padre valorizam muito o seu aspecto econômico em detrimento de outros. Desta maneira buscaremos relacionar esta defesa aos aspectos econômicos, os quais são inegáveis, mas também buscaremos mostrar que ela o extravasa, estando relacionada também ao seu pensamento profético-messiânico, que pregava um destino glorioso português, fazendo eco uma tradição que foi construída em Portugal ao longo dos séculos.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Pluralidade e conflito. As revoltas judaicas e a ideologia do poder. Uma história comparada das Guerras Judaicas entre os II a.E.C. e I E.C.

Pluralidade e conflito. As revoltas judaicas e a ideologia do poder. Uma história comparada das Guerras Judaicas entre os II a.E.C. e I E.C.
Autora: Rosana Marins dos Santos Silva
Dissertação de Mestrado em História Comparada (UFRJ).
Data da defesa: ano de 2006.
Resumo: Esta pesquisa se propõe a apresentar uma análise comparada das revoltas judaicas compreendidas nos anos 167 a.E.C. e 70 E.C. na Judéia, sob os governos dos selêucidas e romanos. Seu propósito será o de proporcionar um novo modelo de interpretação dos fatos ocorridos a partir de fontes primárias escritas pouco tempo depois das revoltas que sobreviveram até os nossos dias. Será estabelecida uma relação entre os eventos estudados com o intuito de identificar causas e desdobramentos que sejam concomitantes às duas revoltas, desenvolvendo assim um quadro comparativo para identificação dos fenômenos sócio-políticos que permeavam a Judéia durante o período estudado. O enfoque dado aos eventos perpassará, principalmente, na ênfase de que, durante o período das duas revoltas em questão, o judaísmo estava dividido em numerosas coalizões cuja tendência era a radicalização das normas em prol de uma afirmação de qual seria a verdadeira identidade judaica. Daí que os movimentos de resistência insurgidos durante as revoltas contra selêucidas e romanos foram expressão de constantes tensões socioculturais dentro do próprio judaísmo desde o momento em que sentiram sua existência ameaçada.

Individualismo, família e projeto: negociando identidades em casais formados por judeus e não judeus

Individualismo, família e projeto: negociando identidades em casais formados por judeus e não judeus
Autor:
Marcelo Gruman
Tese de Doutorado em Antropologia Social (UFRJ).
Data de defesa:
ano de 2006.
Resumo: Esta tese de doutoramento lida com o processo de negociação de identidades em sociedades complexas e a possibilidade de desafiar projetos coletivos em nome da liberdade de circular por diversos domínios simbólicos. Trato especificamente de casais formados por judeus e não judeus oriundos das camadas médias da cidade do Rio de Janeiro. Tais casamentos, tomados como um ponto de intercessão entre biografias individuais e trajetórias sociais, são bons para pensar sobre a construção de identidades sociais na metrópole, a relação indivíduo/sociedade, a preservação/manutenção de memórias coletivas, as relações entre Modernidade e Tradição e a transmissão de tais memórias através das gerações.
A intenção é apreender a lógica e os valores que regem este tipo de união matrimonial, as afinidades que criaram as condições para o encontro e o modo como a nascente família nuclear lida com as diferenças culturais que permanecem a despeito da união. Diferenças estas que não se resumem, necessariamente, ao pertencimento étnico, ao menos no caso do parceiro judeu. Um segundo objetivo, intimamente associado ao primeiro, é a análise da relação entre biografias individuais e preservação/reprodução de memórias coletivas, a articulação permanente entre a construção de identidades sociais e a adequação, ou não, do indivíduo aos projetos definidos coletivamente, seja pela família, pelo grupo étnico, religioso ou de outra natureza.

Palavras-chave: Individualismo, sociedades complexas, família, projeto, identidades sociais, casamento, judaísmo, casamento “misto”, etnicidade.

Academic Jewish Studies Internet Directory

Academic Jewish Studies Internet Directory

domingo, 20 de abril de 2008

Imigrantes judeus em São Paulo: a reinvenção do cotidiano no Bom Retiro (1930-2000)

Imigrantes judeus em São Paulo: a reinvenção do cotidiano no Bom Retiro (1930-2000)
Autora:
Ana Pinto Corrêa
Dissertação de Mestrado em História (PUC-SP)
Data de defesa:
02/07/2007.
Sinopse: Este trabalho investiga as experiências dos imigrantes judeus que possuem estreitos laços com o bairro do Bom Retiro localizado na cidade de São Paulo, local que foi, anos atrás, majoritariamente de ocupação judaica. O cotidiano judaico, que teve como principal método de pesquisa a História Oral, foi apreendido em suas expectativas, temores, sonhos e tensões, nos permitindo uma averiguação de como os imigrantes e seus descendentes se posicionam quanto às suas referências identitárias, à ocupação e utilização daquele espaço urbano e às organizações que criaram ao longo de sua permanência no bairro. Observa-se que hoje, embora o bairro não tenha mais a população judaica como maioria, suas marcas não só evidenciam-se, mas mantêm-se vivas pela continuidade do uso que os sujeitos fazem delas.