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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Titular de Literaturas Hebraica e Judaica e Cultura Judaica - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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sábado, 4 de dezembro de 2010

A Guerra das Línguas na Imprensa Sionista de Língua Alemã (1897-1914): um debate em perpectiva histórica

A Guerra das Línguas na Imprensa Sionista de Língua Alemã (1897-1914): um debate em perpectiva histórica

Barbara Odebrecht Weiss

Dissertação de mestrado em Antropologia Social (Unicamp)

Data da defesa: 07/05/2010.

Resumo: A presente pesquisa investiga o debate que se desenrolou em torno de qual língua deveria ser adotada como língua nacional judaica, tal como ele se apresentou em três periódicos sionistas de língua alemã: Ost und West, Palaestina e Die Welt. O período que vai do Primeiro Congresso Sionista, sediado em Basiléia no ano de 1897 até a antevéspera da Primeira Guerra Mundial, foi marcado primeiro pela multiplicidade de posições acerca da questão. À medida que se aproximava o ‘Conflito do Technikum’ na Palestina nos anos de 1913-1914, o movimento convergiu para a ‘guinada hebraísta’, ao fim da qual as vozes contrárias ao hebraico, em sua maioria a favor do ídiche, foram silenciadas. A ‘guinada hebraísta’ coincidiu em larga medida com a perda da proeminência que os judeus alemães sofreram no movimento sionista, em favor de uma vanguarda dominada por judeus da Europa oriental. Para compreender as representações que comparecem ao debate no referido período, analisam-se os significados que estiveram atrelados à incorporação dos judeus alemães às suas sociedades de entorno desde muito antes da idéia do moderno sionismo. Este processo, que teve também uma repercussão de capital importância no leste europeu, esteve marcado pela busca por adequação, em especial lingüística, bem como por constantes investidas anti-semitas. É neste contexto que se gestaram as representações que comparecem ao debate nos periódicos e que em alguma medida ainda pautam o debate atual sobre o destino de cada uma das línguas. >>> Veja mais, clique aqui. >>> TEXTO COMPLETO DA TESE/DISSERTAÇÃO NÃO DISPONÍVEL PARA DOWNLOAD. DATA DA LIBERAÇÃO: AGOSTO DE 2011.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Chanel x Nazismo


Os artigos sobre Israel sempre atualizados você encontra aqui.



Destaque 1


Destaque 2

  • Revista Época (08/10/2009): A vida de Chanel: Gabrielle Chanel nasceu em Samur, na França, em 1883. Era filha de um caixeiro viajante e uma empregada doméstica. A mãe dela morreu de tuberculose quando ela era pequena e o pai a abandonou em um colégio interno, mantido por freiras, com mais duas irmãs. Chanel passou a infância e a adolescência nesse orfanato. Fugiu de lá aos 20 anos e começou a trabalhar como costureira em uma loja de enxovais. Fazia bico como cantora em bares na noite quando conheceu um comerciante rico chamado Etienne Balsan, com quem viveu. Foi aí que Chanel entrou para o mundo dos ricos e começou a criar roupas que deram origem à maison que levou seu nome e se transformou, mais tarde, em uma das maiores e mais poderosas marcas de luxo do mundo. Mais do que uma empreendedora, Chanel foi uma revolucionária. Ela libertou as mulheres dos espartilhos e vestidos pesados. Chanel trouxe o conforto para o vestuário feminino. Durante a II Guerra, Chanel foi acusada de colaborar com o nazismo. Segundo sua biógrafa, Edmonde Charles-Roux, Coco tinha inclinações políticas extremamente reacionárias e conservadoras. De acordo com alguns autores, Chanel circulava em altos círculos militares alemães. Ela teria sido chamada para a Operação Modelhut (Modelhut”, em alemão, significa “chapéu da moda”), em que tentava aproximar o primeiro-ministro britânico Winston Churchill do comando alemão. Chanel tinha tido um caso com um inglês chamado Hugh Richard Arthur Grosvenor, o duque de Westminster, próximo de Churchill. Por desempenhar serviços como esse, Chanel prosperou durante a guerra. Há quem diga que o logo “CC” seja uma referência ao logo “SS”, gravado nos uniformes da polícia de Hitler. Por causa disso, fechou a maison e foi morar na Suiça. Quase faliu. Voltou a Paris em 1954, mas o mercado francês não a recebeu tão bem como antes. A grife foi salva pelo mercado americano que, na década de 50, inventou o prêt-à-porter, em que a cópia de uma roupa podia ser reproduzida em escala industrial. Ela morreu em janeiro de 1971.


Destaque 3


Destaque 4

  • Estudos Judaicos: SHOÁH: Organizado pela Profa. Dra. Lisley Nascimento (UFMG) e tendo como colaboradores Berta Waldman, Elcio Cornelsen, Emília Amaral, Luís Krausz, Luiz Nazario, Márcio Seligmann-Silva, Moacyr Scliar, Nancy Rozenchan, Renato Pfeffer e Ricardo Pfeffer. O propósito deste livro organizado pela Profa Lisley Nascimento, ora lançado pela Editora Dnaz, a despeito desse arquivo do mal, é refletir sobre o cinema, a literatura e as artes em geral produzidas sobre a Shoá. Cemitérios judaicos violados. Sinagogas e instituições israelitas alvos de depredação, vandalismo e terrorismo. Livros, filmes, caricaturas; congressos de intelectuais, homens das letras e das artes negando a Shoáh. Grupos de neonazistas e simpatizantes da intolerância em manifestações públicas de ódio. Esse não é o panorama da Alemanha nazista sob o comande de Hitler, mas manchetes que tem lugar na mídia contemporânea. No Brasil, segundo recente pesquisa, 96% da população desconhece o significado da palavra “Holocausto”. No entanto, uma exposição de “caricaturas do Holocausto” (na qual o Brasil ocupou o terceiro lugar em colaborações), além de um congresso mundial de revisionistas, em pleno século XXI,reeditam campanhas de intolerância e racismo. Negacionistas tem encontrado, assim, um solo fértil para a proliferação de suas idéias. Uma vasta literatura de desinformação, que já chegou ao cinema, ao vídeo, à Internet tem sido produzida e disseminada. Velhos pesquisadores nostálgicos do nazismo e jovens militantes neonazistas trabalham, à décadas, na construção de uma maciça propaganda intitulada revisionismo. Deste modo, filmes, romances, contos e caricaturas em todas as mídias, compõe um ”arquivo do mal” e objetivam desconstruir testemunhos, biografias, depoimentos, fotografias e todos os estudos compreendidos pós-Shoáh. Como uma espécie de “ovo da serpente“ que gera, em nossos dias, seus filhotes, o revisionismo, o negacionismo, e a onda neonazista intentam obliterar a memória e o testemunho de sobreviventes que, a despeito de contínuo dilacerar da rememoração, contam suas histórias.



FSP (08/10/2009)

  • Relatório Goldstone: Palestino vê erro na anuência em adiar debate sobre Gaza: O apoio ao adiamento da votação, no Conselho de Direitos Humanos da ONU, do relatório que acusa Israel e Hamas de crimes de guerra no conflito na faixa de Gaza foi "um erro", admitiu ontem um auxiliar do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas. A decisão, tomada há uma semana, postergou por seis meses a votação, que poderia remeter o texto ao Conselho de Segurança da ONU, e motivou duras críticas a Abbas na faixa de Gaza -controlada pelo Hamas- e na Cisjordânia -governada pela ANP. "O que ocorreu foi um erro, mas que pode ser reparado", afirmou Abed Rabbo. "Nós temos a coragem de admitir que houve um erro." O relatório da ONU, baseado em investigações lideradas pelo juiz sul-africano judeu Richard Goldstone, acusa Israel de uso desproporcional de força na ofensiva militar em Gaza em dezembro e janeiro últimos e de ter como alvo toda a população local, em vez de apenas o grupo radical palestino Hamas -também criticado no texto. O conflito na região deixou 1.400 palestinos, na maioria civis, e 13 israelenses mortos. O apoio ao adiamento por Abbas foi atribuído a intensas pressões de bastidores dos EUA, para quem uma eventual remissão do relatório ao CS poderia minar os esforços para o restabelecimento das negociações de paz entre Israel e palestinos. Além da série de protestos contra o presidente da ANP, a decisão motivou o Hamas a pedir ontem o adiamento de uma reunião entre o grupo e o Fatah -partido de Abbas- marcada para o próximo dia 25 como mais um passo das negociações pela reconciliação, mediadas pelo Egito. Em recuo, a ANP apoiou pedido da Líbia por reunião de emergência no CS para discutir o texto. O pedido foi aceito ontem, e a discussão ocorrerá em uma semana.


FSP online (08/10/2009)


Estadão (08/10/2009)


JB (08/10/2009)


CB (08/10/2009)


Terra (08/10/2009)


G1 (08/10/2009)


Último Segundo (08/10/2009)


Uol Internacional / Mídia Global (08/10/2009)


Deutsche Welle (07/10/2009)


Aurora Digital (Israel)


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07/10/2009

06/10/2009

sábado, 11 de julho de 2009

‘Obama and Israel on Inevitable Collision Course!’


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Destaque 1

Revista História da Biblioteca Nacional – Edição 46 de julho de 2009: Árabes somos todos nós (chamada na capa)

Dossiê Árabes no Brasil


Destaque 2

  • El judeoespañol es una cultura con futuro pero pronto sin idioma: En el corazón del desierto del Néguev un grupo de académicos en la Universidad Ben Gurión se dedica a preservar la cultura judeo-española o sefardí, aunque el futuro de este idioma, reconocen, se limitará dentro de pocos años sólo a las aulas de estudio. Cultura y lengua de los judíos expulsados de España en el siglo XV, el judeoespañol es hablado actualmente por unas 300.000 personas en todo el mundo, pero ni siquiera el creciente interés por la cultura sefardí podrá impedir la desaparición del idioma como lengua franca.


Destaque 3


Destaque 4


FSP online (11/07/2009)


Deutsche Welle (11/07/2009)


Aurora (11/07/2009)


Arutz Sheva (10/07/2009)



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11/07/2009

10/07/2009

09/07/2009

08/07/2009

segunda-feira, 2 de março de 2009

Brooklyn, NY - Hasidic Comedian Yoli Lebovits Uses You Tube To Make You Laugh

VosIzNeias (22/01/2009): Brooklyn, NY - Hasidic Comedian Yoli Lebovits Uses You Tube To Make You Laugh: Brooklyn, NY - Yoily Lebovits, a.k.a. Pester Rebbe, the famous frum Chasidishe comedian, has done it again! Released today, his two-minute mock-inauguration clip in Yiddish, has already received honors from YouTube. >>> Leia mais, clique aqui.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Recordando el ladino

Recordando el ladino: Los sefardíes de Israel tratan de conservar un legado que les resulta muy caro. Impresiones personales de quien tuvo el privilegio de participar en una de esas iniciativas tan loables. Acaba de celebrarse un singular seminario junto al Mar Muerto, el lugar más bajo del mundo. Pero a mí, como a muchos otros, nos ha elevado los ánimos a nuevas cumbres. "Dias de leche i miel", (sí, "i" en lugar de "y") era el singular título del evento, que estaba dedicado al legado cultural del ladino o judeoespañol en Israel. En total participaran 1500 personas, en dos tandas. El número puede parecer insignificante, pero el entusiasmo que se ha desprendido de él suple en gran medida esta desventaja Se trata de un fenómeno que posiblemente no tenga parejo en el mundo. Descendientes de quienes fueron expulsados cinco siglos atrás de España, vuelven a sus raíces aflorando recuerdos, memorias y añoranzas de una comunidad que insistió en mantener vivo su pasada identidad, transmitiéndola de padres a hijos durante innumerables generaciones. Todos hablan ahora hebreo, pero todavía piensan en un español cervantino con matices de otros idiomas, ora en turco o griego, ora en hebreo. Se trata de una de las tantas expresiones que caracteriza a esa comunidad, integrada hoy en la sociedad israelí.>>> Leia mais em El Reloj (06/02/2009).

domingo, 9 de novembro de 2008

El léxico de los judeoconversos según los procesos inquisitoriales

El léxico de los judeoconversos según los procesos inquisitoriales

The lexicon of the Jewish conversos according to the Inquisition trials.

JOSÉ Mª CHAMORRO

Universidad de Granada

MEAH, sección Hebreo 55 (2006), 119-140

Resumen: Este artículo trata sobre algunos aspectos de la vida de los judeoconversos en España tales como la ropa que vestían para la oración, el uso de términos hebreos en su vida cotidiana o las oraciones recitadas en ciertos rituales.

Abstract: In this article I provide a detailed account of judeoconversos in Spain: their costumes, the clothes they wore for praying, their use of Hebraism in daily life; the prayers they recited before engaging in certain task as well as their rituals for sacrifying animals.

Palabras clave: Judeoconversos

Key words: Judeoconversos

domingo, 28 de setembro de 2008

Romances e Canções Sefarditas dos Séculos XV a XX Traduzidos do Judeu-Espanhol

Márcio Schiefler-Fontes
Universidade Federal de Santa Catarina


Resumo: Ao traduzir romances e canções sefarditas para o português num exuberante contexto de pesquisa literária, Leonor Scliar-Cabral promove uma notável abertura para o passado brasileiro. Sefarad é o nome da Península Ibérica em hebraico, enquanto sefardim ou sefardita são variantes de adjetivo pátrio relativas aos judeus provenientes da Espanha, que emigraram em virtude da expulsão determinada pelos reis católicos em 1492, falando o ladino ou judeu-espanhol, dotados de rica cultura e trágica história. Tais romances e canções foram traduzidos de textos cantados por Esther Lamandier, à luz da seguinte distinção: os primeiros obedecem a métrica e temática mais rígidas, ao passo que as canções tradicionais apresentam métrica mais variada. Pelo fato de os sefarditas também haverem migrado para o Brasil, há um pedaço da história brasileira irremediavelmente vinculada à saga sefardita, razão pela qual é lícito afirmar haver aqui sensível significado histórico, a par de seu evidente conteúdo literário. Em tal contexto, encontram-se dois aspectos preponderantes: o eminentemente literário, marcado pela riqueza da tradição secular que lhe caracteriza, e o sentimental, à medida que a nostalgia que cerca a alma portuguesa – como indiretamente faz com a alma brasileira – é incrivelmente espelhável na trágica trajetória sefardita.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Jewish Language Research Website (Sarah Bunin Benor)

Jewish Language Research Website (Sarah Bunin Benor)

Map | Languages | Samples | Researchers | Translators | Resources | Jewish Languages Mailing List | Jewish Language Research Wiki

Throughout the world, wherever Jews have lived, they have spoken and/or written differently from the non-Jews around them. Their languages have differed by as little as a few embedded Hebrew words or by as much as a highly variant grammar. A good deal of research has been devoted to a number of Jewish languages, including Yiddish, Judeo-Spanish, Judeo-Arabic, Judeo-Italian, Jewish English, and Jewish Neo-Aramaic. This website displays information about several Jewish languages and about some of the researchers who have written about them.

The Jewish Language Research Website is produced and edited by Sarah Bunin Benor, Hebrew Union College, United States and maintained by Tsvi Sadan (Tsuguya Sasaki), Bar-Ilan University, Israel.

Omniglot: Hebrew language, alphabet and pronunciation

Omniglot: Hebrew language, alphabet and pronunciation
Details of written and spoken Hebrew, including the Hebrew alphabet and pronunciation.

Other languages written with the Hebrew script
Judeo-Arabic, Ladino, Yiddish

Haquitia: nosso dialeto quase perdido (Yehuda Benguigui)

Haquitia: nosso dialeto quase perdido
Yehuda Benguigui


"...aos que entre familiares, parentes e amigos, nos referíamos como “los nuestros”, eramos os sefaradim do Norte do Marrocos - o pequeno grupo de judeus que viviamos nas cidades de Tetuan, Tânger, Larache, Alcácer, Arcila, Chauen, Ceuta, Melila e também Gibraltar - os descendentes dos expulsados de Espanha de 1492 e que seguiamos falando o “espanhol”, mas que de fato era um idioma muito especial, chamado Haquitia...

Era um grupo que tinha consciencia de sua identidade istinta,
orgulhoso de seus costumes e valôres, mas muito pouco conhecido no exterior e que nunca chamou atenção aos investigadores até muito recentemente, e cuja saga e história, ainda não foi verdadeiramente escrita....”

Alegria Bendayan de Bendelac.


As “djudeolenguas” dos judeus sefaradim na Idade Média:

Os judeus viviam na Idade Média numa situação de isolamento físico, em relação aos cidadãos de outras religiões, reclusos em bairros especiais. Esse fato, trouxe em conseqüencia um isolamento social, cultural, econômico e também lingüistico.

Os judeus desenvolveram assim, umas formas características de comunicar-se entre si, tanto pelas peculiaridades e circunstâncias culturais como também por um sentido de autodefesa, para poder comunicar-se sem ser entendido pelos que os cercavam, que quase sempre os tratavam com atitudes hostis ou discriminatórias.

Nasceram assim, o que muitos eruditos modernos passaram a classificar como judeolínguas, ou como no original em ladino, “djudeolenguas”, que eram variedades do idioma da cultura dominante, utilizadas na vida social, familiar e comunitária das “juderias”, “Melahs”e no caso dos ashkenazim, nos “guetos” e “Shteitels”.

Sabe-se por exemplo, que a comunidade judaica de Roma falava já nos tempos do Império um latim com características bem específicas. Entre os ashkenazim, a judeolíngua é representada pelo idish, que é derivado do alemão, com muitas palavras do ivrit com pronúncia ashkenazí. Constam, judeolínguas paralelas ao francês medieval e ao provençal. Os judeus do norte da África falavam uma variedade específica do árabe, ou “arbía”.

Dessa maneira, o “djudeoespañol”, o idioma dos judeus sefaradim, foi outra dessas judeolínguas.

Antes da expulsão dos judeus da península ibérica, os mesmos falavam um espanhol peculiar, determinado sobretudo por razões religiosas. O uso da expressão “el Dio” ao invés de “Dios”, cuja letra “s” final parecia sinal de plural, o que seria incompatível com as bases do monoteísmo. Para não referir-se ao “domingo” da fé cristã, o indicavam com uma palavra de origem árabe “alhad”, que posteriormente originou a expresão “noite de alhad”, para referir-se a “motzaei shabat”, a noite da saída do sábado (b).

O “ladino”, deriva do espanhol da palavra “latino”, de fato era a forma como os judeus sefaradim utilizavam para transliterar as palavras do espanhol ou do “djudeoespañol” a textos litúrgicos em caracteres hebraicos.

Em sua origem, se tratava na verdade de um idioma artificial, que em princípio foi criado com finalidade pedagógica: o hebraico havia deixado de ser o idioma de comunicação do povo já na Idade Média e a maioria dos fieis era incapaz de captar o sentido dos textos religiosos. Assim, paulatinamente se recorreu ao artifício de transliterar os textos sagrados, escrevendo com palavras castelhanas, respeitando a sintaxe hebraica, para que o texto assim “ladinado”, servisse de guia a estudantes, fieis em geral, hazanim, etc. A raiz desse uso, o ladino entrou também na liturgia. E assim começou a ser também uma língua de comunicação. Ainda que não se conservaram textos medievais em ladino, se conhecem os primeiros livros impressos no século XVI. Nestes, os editores fazem referência a traduções antigas, peninsular e medieval, como por exemplo a “Biblia de Ferrara”.

Dessa forma, o espanhol antigo que os sefaradim utilizavam para comunicar-se era conhecido como “judesmo” e posteriormente também chamado de “judeoespanhol”, uma das “djudeolenguas”. O “ladino”, que era uma forma de transliteração ao ivrit utilizando o alfabeto Rashí, passou a representar todas as formas de “judeoespanhol” falado pelo judeus sefaradim nos diferentes países (Turquia, Balcans, Norte da África, etc), excluindo-se nesse caso a Haquitia, falada pelos judeus do Norte do Marrocos (c).

Extraído de (acesso em 16/11/2005):


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