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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Titular de Literaturas Hebraica e Judaica e Cultura Judaica - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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domingo, 19 de janeiro de 2014

Inquisição tropical: estudo derruba ideia de que perseguição foi pequena no Brasil



Imagem: O Globo. História. Data: 18/01/2014, p.36.
Matéria: Inquisição Tropical (edição impressa).

Matéria: Inquisição tropical: estudo derruba ideia de que perseguição foi pequena no Brasil (edição on-line): (...) Em sua premiada tese de doutorado na Universidade de São Paulo (USP), intitulada “Poder eclesiástico e Inquisição no século XVIII luso-brasileiro: agentes, carreiras e mecanismos de promoção social”, Rodrigues revela um lado menos conhecido da Inquisição: o dos brasileiros que queriam trabalhar para o Santo Ofício. E mostra que, diferentemente do que muitos livros didáticos ensinam, a Inquisição esteve, sim, muito presente no Brasil. >>> Leia mais, clique aqui.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Inquisição, religiosidade e transformações culturais: a sinagoga das mulheres e a sobrevivência do judaísmo feminino no Brasil colonial

ASSIS, Angelo Adriano Faria de. Inquisição, religiosidade e transformações culturais: a sinagoga das mulheres e a sobrevivência do judaísmo feminino no Brasil colonial - Nordeste, séculos XVI-XVII. Revista Brasileira de História. 2002, vol.22, n.43, pp. 47-66.

Resumo: A visitação do Santo Ofício ao Nordeste açucareiro entre 1591e 1595 traria à tona os conflitos sociais e a disputa de interesses entre cristãos velhos e novos. Principais delatados, os neoconversos tornam-se figuras centrais das acusações feitas à mesa e vítimas em potencial das generalizações sobre seu suposto comportamento criptojudaico, acusados das mais diversas heresias. Dentre os delatados, chama a atenção o significativo número de mulheres, baluartes da resistência judaica, difusoras de sua cultura e tradições para as novas gerações. Responsáveis pelo ambiente doméstico, seriam as grandes propagadoras do judaísmo secreto e diminuto que se tornara possível após as proibições de livre crença no mundo português a partir de 1497, e a instauração da Inquisição, em 1536, quando os lares passaram a representar papel preponderante para a divulgação e sobrevivência das tradições dos filhos de Israel.

Keywords: Inquisição; criptojudaísmo; mulheres.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Ser marrano em Minas Colonial

NOVINSKY, Anita. Ser marrano em Minas Colonial. Rev. bras. Hist. [online]. 2001, vol.21, n.40, pp. 161-175.

RESUMO: Baseado em 57 Processos inéditos de marranos (cristãos-novos, conversos) presos em Minas Gerais no século XVIII, este artigo procura mostrar seu papel na Idade de Ouro do Brasil. 64% deles eram mercadores e 23% eram mineiros. Pertenciam à classe média e raros eram os magnatas. Nenhum dele esteve envolvido no tráfico negreiro. Acusados do crime de judaísmo e de pertencerem a sociedades secretas, representaram 42% dos brasileiros condenados à morte. Ser marrano entre os portugueses no Brasil mais um sentimento e uma visão de mundo do que uma prática religiosa.

Palavras-chave: marranos; Inquisição; cripto-judaísmo.


Veja mais sobre Brasil Marrano - Cristãos-Novos – Inquisição:

domingo, 28 de novembro de 2010

A Inquisição tinha poderes absolutos. FALSO!

História Viva (edição 82, agosto de 2010): A Inquisição tinha poderes absolutos. FALSO!: Prisões arbitrárias, condenações sem julgamento e torturas: os inquisidores eram mais cruéis e autoritários que a justiça secular, certo? Errado! >>> Leia mais, clique aqui e aqui.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Judeus sem saber x Inquisição

História Viva (edição 72, out/2009)
  • Judeus sem saber: Perseguidos na Europa pela Inquisição, centenas de judeus se exilaram na América no fim da Idade Média. Cinco séculos depois, descendentes tentam descobrir suas raízes. >>> Leia mais - Páginas 1, 2, 3 e 4.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Judaísmo entre el poder y la envidia.El caso Avila ante la Inquisición.

Judaísmo entre el poder y la envidia.El caso Avila ante la Inquisición.

(GARCÍA MARÍN, José María)

Revista: Revista de la Inquisición - Vol. 7 , 1998 - 85 páginas.

sábado, 15 de novembro de 2008

A Inquisição e o Labirinto Marrano: cultura, poder e repressão na Galiza (séculos XVI e XVII)

A Inquisição e o Labirinto Marrano: cultura, poder e repressão na Galiza (séculos XVI e XVII)

Marcos Antonio Lopes Veiga

Dissertação de Mestrado em História Social (USP)

Data da defesa: 07/08/2006

Resumo: O objetivo desta dissertação consiste em demonstrar a existência de um "labirinto" na condição do "ser marrano" que está atrelado a uma situação de perseguição que se comprova pela comparação entre as causas despachadas nas visitações do Santo Ofício, e as causas efetivamente julgadas ou continuadas no âmbito do tribunal. Este labirinto é constituido por duas faces. Uma, objetiva, forma-se através das acusações pelo crime de judaísmo, pelos critérios de julgamento iterpostos na situação de julgamento, no ato de inquirição, no caso da perseguição nas visitações ou do julgamento no tribunal. Outra, subjetiva, reside na experiência de uma condição de divisão do próprio ego do marrano. Como decorrência desta perseguição, esta divisão atinge as estruturas sociais que lhe acessoram, modificando instâncias tais como a família e o grupo marrano em suas diversas configurações.

O Livro das Confissões da Bahia e suas possibilidades de pesquisa: uma análise das narrativas dos cristãos-novos (1591-1592)

O Livro das Confissões da Bahia e suas possibilidades de pesquisa: uma análise das narrativas dos cristãos-novos (1591-1592)

Lucas Maximiliano Monteiro (UFRGS)

RESUMO: Esta pesquisa visa apresentar as narrativas das confissões dos cristãos-novos como uma das possibilidades de pesquisa com o Livro das Confissões da Bahia entre 1591 e 1592, e tem por objetivos definir as relações de desigualdade entre o confessante e o visitador e como isso interfere na dinâmica da narrativa; verificar e interpretar os recursos narrativos utilizados para legitimar o relato do confessante e, por fim, definir como se apresenta a estrutura narrativa nas confissões dos cristãos-novos. Um dos registros do primeiro trabalho inquisitorial realizado no Brasil, o Livro das Confissões mostra-se como uma fonte rica para o estudo da sociedade.

colonial nordestina no final do século XVI.

Palavras-chaves: Brasil Colônia – Inquisição – cristão-novo.

domingo, 9 de novembro de 2008

El léxico de los judeoconversos según los procesos inquisitoriales

El léxico de los judeoconversos según los procesos inquisitoriales

The lexicon of the Jewish conversos according to the Inquisition trials.

JOSÉ Mª CHAMORRO

Universidad de Granada

MEAH, sección Hebreo 55 (2006), 119-140

Resumen: Este artículo trata sobre algunos aspectos de la vida de los judeoconversos en España tales como la ropa que vestían para la oración, el uso de términos hebreos en su vida cotidiana o las oraciones recitadas en ciertos rituales.

Abstract: In this article I provide a detailed account of judeoconversos in Spain: their costumes, the clothes they wore for praying, their use of Hebraism in daily life; the prayers they recited before engaging in certain task as well as their rituals for sacrifying animals.

Palabras clave: Judeoconversos

Key words: Judeoconversos

terça-feira, 3 de junho de 2008

A Inquisição no Rio de Janeiro no começo do século XVIII

A Inquisição no Rio de Janeiro no começo do século XVIII
Autor:
Gilberto de Abreu Sodré Carvalho
Sinopse: Na condição de ''descendente de hebreus'', Gilberto de Abreu Sodré Carvalho percebeu a importância da contribuição dos cristãos-novos na formação socioeconômica e cultural da cidade e da capitania do Rio de Janeiro.
Assim, a partir da história de sua própria família, ele apresenta a ação devastadora da inquisição no Rio de Janeiro no início do século XVIII.

sábado, 17 de maio de 2008

Memória Sefarad

1) Entre no link SEACEX e digite em busca - a palavra Sefarad.

2) Em seguida, a tela abre abre uma sessão dedicada aos temas (clique em cada um - abre para outras sessões, arquivos em pdf).

3) Catálogo on-line: Memoria de Sefarad

Introducción

Índice

El discurso histórico - Sefarad en las fuentes hebreas medievales. Oscuro origen y avatares más antiguos de las comunidades judías en España. Los judíos en la España medieval (siglos VIII-XV)

La judería. Un espacio para la vida y la muerte - Un barrio de la ciudad: la judería. La vida cotidiana de los judíos españoles en la Edad Media. La imagen personal. Menaje del hogar. El judaísmo como modo de vida. Las necrópolis judías hispanas. Nuevas aportaciones.

La arquitectura Arquitectura. Sinagogas sefardíes monumentales en el contexto de la arquitectura medieval hispana. Apuntes sobre los templos de los dimmíes en al-Andalus.

Judíos, moros y cristianos bajo la autoridad del rey

Los saberes - Los judíos y la ciencia en la Península Ibérica en el medievo. Literatura hispanohebrea. Imágenes de libros: manuscritos iluminados en Sefarad durante los siglos del Medievo.

Historia de un conflicto - Historia de un conflicto. Iglesia frente a Sinagoga. Las imágenes del judío en la España medieval. La expulsión de los judíos.

Inquisición

El legado sefardí - De la Sefarad judía a la España conversa. A modo de epílogo.

Bibliografía

terça-feira, 15 de abril de 2008

Inquisição e Intolerância na Península Ibérica e no Brasil (curso on-line) - LEI/USP

O Laboratório de Estudos sobre a Intolerância da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (LEI) juntamente com o Programa Institutos Milênio do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), oferecem um curso em rede, para os interessados no tema do Santo Ofício da Inquisição em Portugal e no Brasil. Pesquisas realizadas com manuscritos inéditos, principalmente pertencentes ao Instituto dos Arquivos Nacionais da Torre do Tombo em Portugal, têm revelado aspectos surpreendentes da história do Brasil, até hoje desconhecidos. A qualidade da gente que povoou o Brasil, suas origens étnicas e religiosas, suas vidas familiares, atividades econômicas, crenças e mentalidades, como também as perseguições que sofreu durante 300 anos pelo Santo Ofício da Inquisição, serão apresentados neste curso. Tendo os documentos inquisitoriais pertencentes ao Tribunal, permanecido secretos durante séculos e inacessíveis ao grande público – a historiografia tanto brasileira quanto estrangeira ignorou aspectos de decisiva importância para a compreensão dos fundamentos essenciais da cultura brasileira. O conhecimento do sistema repressivo e desumano, que vigorou na sociedade brasileira colonial, assim como o entendimento da visão de mundo dos primeiros povoadores, devem ser buscados nos documentos pertencentes ao Santo Ofício da Inquisição.

O curso que apresentamos tem como objetivo oferecer aos interessados os resultados das últimas pesquisas realizadas no campo dos estudos inquisitoriais, principalmente sobre os crimes perpetrados contra a população que tinha remotas origens judaicas. Foi uma perseguição racista, com interesses econômicos, mascarados estes sob pretexto religioso. Os agentes inquisitoriais vieram ao Brasil buscar os hereges, mas o que mais interessava os inquisidores eram os descendentes de judeus que haviam sido convertidos à força - os cristãos novos. Em muitos aspectos, o anti-judaísmo no mundo ibérico antecipou cinco séculos o anti-semitismo nazi.

O curso será ministrado em oito aulas, precedidas de uma aula introdutória de autoria da Coordenadora do curso, Professora Anita Novinsky. Serão apresentados temas como os primeiros marranos da Península Ibérica, a Inquisição e a perseguição às mulheres, as origens judaicas dos bandeirantes paulistas, o antisemitismo na Companhia de Jesus, os judeus pioneiros na colonização de Nova Amsterdam, (atual Nova York), estudos de casos, como a vida trágica do poeta cristão novo Bento Teixeira. Finaliza o curso uma aula sobre os vínculos do imperador D. Pedro II com os judeus e o judaísmo.

O curso oferecerá ainda “chats”, durante os quais cada professor esclarecerá sobre suas aulas, respondendo questões formuladas pelos interessados, uma bibliografia geral e específica em cada curso sobre a matéria dada, ilustrações sobre temas referentes à Inquisição e “links” que permitirão aos alunos interessados ampliar seus conhecimentos, familiarizando-se com a documentação inquisitorial, com obras e poemas escritos pelas vítimas. Esse material será disponível aos estudantes a semanalmente.

As Aulas

A primeira aula aborda as vidas dos judeus no século VII na Península Ibérica, quando foram forçados a se converter ao Cristianismo e tornaram-se os primeiros “marranos”.

A segunda aula se concentrará sobre a última década do século XVI, quando a Bahia e Pernambuco foram alvos das primeiras investidas inquisitoriais, e sobre a vida, a obra e o destino do primeiro poeta das Américas – Bento Teixeira, denunciado pelo crime de Judaísmo e morto nos cárceres da Inquisição de Lisboa.

A terceira aula mostrará que a poderosa Companhia de Jesus foi uma ordem anti-semita, racista e elitista. Apesar do grande número de cristãos novos admitidos na Ordem, no seu primeiro século de existência, quando de sua fundação, todos descendentes de judeus, assim como negros, mulatos e árabes eram discriminados. Serão focalizadas as divergências entre os jesuítas, assim como intolerância e conflitos.

A quarta aula tratará sobre os vinte e quatro anos que os holandeses ocuparam o Nordeste do Brasil, mostrando como se deu a convivência entre judeus, cristãos novos e calvinistas. A velha tradição anti-semita vigorou durante todo o período holandês, envenenando as relações entre os súditos portugueses e holandeses, apesar das drásticas atitudes pró-judaicas assumidas pelos dirigentes da Companhia das Índias Ocidentais. A expulsão dos judeus de Pernambuco em 1654 levou vinte e três imigrantes do Brasil para Nova Amsterdã, onde foram pioneiros na colonização, criando a primeira comunidade judaica em Nova York, cujos ideais representavam a sua luta pelos direitos de cidadania e liberdade.

A quinta aula versará sobre um tema também inédito na história do Brasil: a Inquisição contra as mulheres, principalmente no Rio de Janeiro nos séculos XVII e XVIII. Alvo principal do Santo Ofício, as mulheres representaram a maioria dos prisioneiros brasileiros do século XVIII e foram o elemento por excelência na transmissão da heresia judaica.

A sexta aula resgata a história de um rico e prestigioso capitão mor da região de São Paulo e Parati, preso pela Inquisição e que o “Santo” Tribunal reduziu à miséria e levou à loucura.

A sétima aula apresentará um capítulo inédito da história de São Paulo, mostrando o que foi a atuação do Santo Ofício da Inquisição em terras de Piratininga. Será apresentada uma nova hipótese, atualmente defendida por Anita Novinsky, sobre a guerra dos bandeirantes contra os jesuítas, assim como a origem judaica dos bandeirantes paulistas e as razões ideológicas do conflito que levou à Guerra das Missões.

Encerra o curso uma aula sobre o imperador do Brasil, D. Pedro II, seus vínculos com os judeus, com a cultura judaica, seu hebraísmo e sua paixão por uma cristã nova.

O link para acesso e inscrição ao curso é:
http://www.rumoatolerancia.fflch.usp.br/imoodle/course/view.php?id=5

Docente Coordenadora: Anita Waingort Novinsky

Equipe Docente:
Professora Renata Rosenthal Sancovsky
Professora Eneida Ribeiro
Professor Robson Lima Santos
Professora Daniela Levy
Professora Lina Gorenstein
Professor Marcelo Amaral
Professora Rachel Mizhari
Professora Noely Raphanelli

segunda-feira, 31 de março de 2008

Arte e inquisição na península ibérica: a arte, os artistas e a Inquisição

Arte e inquisição na península ibérica: a arte, os artistas e a Inquisição
Autora:
Ribeiro, Benair Alcaraz Fernandes
Unidade: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH)/USP
Área de concentração: História Social
Tese de Doutorado
Data de defesa:
01/03/2007.
Resumo: Esta tese estuda histórias de artistas e suas obras produzidas na Península Ibérica entre os finais do Século XV a meados do século XIX vinculadas à Inquisição Moderna. Nesse processo de longa duração o Tribunal do Santo Ofício expressou seus propósitos através da arte buscando legitimação e exaltação de seus feitos. Exerceu sobre os artistas e suas obras rigorosa vigilância e censura. Embora sujeitos ao austero controle do Santo Ofício e obedecendo a cânones estéticos e iconográficos impostos pelo Concilio de Trento, uma gama de artistas conseguiu escapar a essa "camisa de força" produzindo, em condições especialíssimas, em terras ibéricas ou no exterior, expressões de aversão, crítica e condenação ao Tribunal e sua nefasta atuação. Engloba as três tipologias: a legitimação, a exaltação e a aversão. Discute fundamentalmente o papel desempenhado pela Arte e pelos artistas em suas relações com o Tribunal do Santo Ofício na Idade Moderna.
Palavras-chave: Arte; Gravura; História Ibérica; Inquisição; Pintura.

domingo, 23 de março de 2008

Inquisição: o reinado do medo

Revista Aventuras na História
Edição 57 – abril de 2008
Editora Abril


Durante quase 700 anos, a Inquisição espalhou o terror pelo mundo, torturando e matando judeus, bruxas ou quem se atrevesse a pensar diferente. (p.24-31)

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Arquivos secretos da Inquisição são abertos ao público

Dois fatos históricos foram registrados neste 26 de fevereiro de 2008. O primeiro, no Vaticano. Pela primeira vez, foram abertos ao público os arquivos secretos da Inquisição: a operação oficial da Igreja Católica para julgar e punir os casos considerados ofensivos à fé religiosa.

A exposição no Museu do Renascimento, em Roma, reúne documentos históricos produzidos entre 1600 e 1820. Há dez anos, os originais foram postos à disposição apenas de pesquisadores que tinham que conseguir permissões especiais para manusear parte deles.

Entre as relíquias, estão as peças do julgamento de Galileu Galilei. O astrônomo italiano foi condenado pelo tribunal da Inquisição por defender, entre outras coisas, a teoria de Nicolau Copérnico de que a Terra gira ao redor do Sol e não o contrário, como pregava a Igreja Católica na época.

A exposição no Museu do Renascimento, em Roma, reúne documentos históricos produzidos entre 1600 e 1820.

Extraído de:
Jornal Nacional (Globo), em 26/02/2008.


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

A Inquisição e o Labirinto Marrano

A Inquisição e o Labirinto Marrano: cultura, poder e repressão na Galiza (séculos XVI e XVII)


Marcos Antonio Lopes Veiga


Unidade: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH/USP).
Área de concentração: História Social.
Dissertação de Mestrado.
Data de defesa:
07/08/2006.

Resumo: O objetivo desta dissertação consiste em demonstrar a existência de um "labirinto" na condição do "ser marrano" que está atrelado a uma situação de perseguição que se comprova pela comparação entre as causas despachadas nas visitações do Santo Ofício, e as causas efetivamente julgadas ou continuadas no âmbito do tribunal. Este labirinto é constituido por duas faces. Uma, objetiva, forma-se através das acusações pelo crime de judaísmo, pelos critérios de julgamento iterpostos na situação de julgamento, no ato de inquirição, no caso da perseguição nas visitações ou do julgamento no tribunal. Outra, subjetiva, reside na experiência de uma condição de divisão do próprio ego do marrano. Como decorrência desta perseguição, esta divisão atinge as estruturas sociais que lhe acessoram, modificando instâncias tais como a família e o grupo marrano em suas diversas configurações.

Israel na São Paulo colonial

Tribulações do povo de Israel na São Paulo colonial

Marcelo Meira Amaral Bogaciovas


Unidade: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH/USP).
Área de concentração: História Social.
Dissertação de Mestrado.
Data de defesa:
08/08/2006.

Resumo: Quando se pensa na atuação da Inquisição em terras brasileiras, são apenas lembradas pelos historiadores as Visitações na Bahia e Pernambuco. São Paulo também recebeu em seu território oficiais do Tribunal do Santo Ofício no ano de 1628, conforme relatório obtido do Arquivo Nacional da Torre do Tombo (IAN/TT), em Portugal. Será nossa intenção estudar, dos séculos XVI ao XVIII, como se deu a inserção dos marranos, judeus convertidos à força em 1497, nos grupos dominantes (brancos, ibéricos, cristãos-velhos e alfabetizados) do Estado de São Paulo. Para tanto utilizaremos processos de paulistas judaizantes levados aos cárceres da Inquisição, os que foram queimados e os que receberam penas menos duras e retornaram para São Paulo. Da mesma forma, utilizaremos processos de genere et moribus dos arquivos eclesiásticos brasileiros, e diversos outros processos de arquivos brasileiros e portugueses. Uma vez formada a elite paulista, a população cristã-nova apagou da memória suas raízes judaicas ou manteve traços de sua cultura original? Passou de uma minoria discriminada a uma classe conservadora, elitista e discriminadora?