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Perfil
- Cláudia Andréa Prata Ferreira
- Rio de Janeiro, RJ, Brazil
- Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Titular de Literaturas Hebraica e Judaica e Cultura Judaica - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.
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segunda-feira, 23 de abril de 2012
Os imigrantes judeus na literatura brasileira (Profa. Nancy Rosenchan/USP)
domingo, 25 de março de 2012
Descoberta em casarão em Salvador pode mudar história do judaísmo no Brasil
Correio 24 horas (25/03/2012): Descoberta em casarão em Salvador pode mudar história do judaísmo no Brasil: O que para um leigo não passa de uma banheira antiga, para um judeu ortodoxo é tão importante quanto uma sinagoga - o templo sagrado dos israelitas. Por si só, a mikvé (isso mesmo, mikvé) que ilustra essa página, já seria uma relíquia. Mas e se o local onde são realizados banhos sagrados para purificação judaica for do século XVII, período auge da Inquisição católica na Bahia? E se ele foi construído em um casarão antigo, no Centro Histórico de Salvador, a uns 15 passos da Igreja de São Francisco, bem na cara do Santo Ofício? E se ele é um segredo sagrado, guardado por quase quatro séculos. Aí, além do status de relíquia, o material é capaz de mudar a História. Um grupo de cinco pesquisadores encontrou no Hotel Vila Bahia, no Cruzeiro de São Francisco, Pelourinho, o que pode ser a prova mais antiga da prática do judaísmo em toda a América Portuguesa. E o mais curioso: ela teria pertencido a um cristão-novo, como eram conhecidos os judeus que, por decreto do rei de Portugal D. Manuel I, em 1497 foram convertidos à força em católicos. O fato de ser uma mikvé já tornaria o material algo único na Bahia. Mas, se a época da sua construção coincidir com o período no qual os judeus eram perseguidos, isso a transformaria em um achado arqueológico único no país. Apenas no Recife há uma sinagoga tão antiga, construída na primeira metade do século XVII. Só que ela é do período de dominação holandesa naquela região. Diferente dos portugueses, os holandeses toleravam judeus. Ainda não há 100% de certeza de que a peça é uma mikvé. Mas três anos de pesquisas mostram que isso é quase certo. “Tudo leva a crer que é uma mikvé tradicional. As dimensões de comprimento e largura, a capacidade volumétrica, o reservatório de água da chuva e até a ausência de um ralo nos fazem crer que é uma mikvé”, diz a historiadora Silvana Severs, do grupo responsável pela descoberta. >>> Leia mais, clique aqui.
domingo, 19 de fevereiro de 2012
Bahia pode ter artefato judeu do séc. 17
Estadão (19/02/2012): Bahia pode ter artefato judeu do séc. 17: Pesquisadores encontraram o que pode ser o registro material mais antigo da prática da religião judaica na América Portuguesa. Em um hotel do Pelourinho, em Salvador (BA), eles identificaram uma mikvé - local onde são realizados banhos rituais com o sentido de purificação e renovação (mais informações nesta página). A historiadora Suzana Severs, do grupo de pesquisa responsável pela descoberta, explica que a mikvé deve ter a mesma idade do casarão onde foi construída, datado da segunda metade do século 17. Se a hipótese for confirmada, ela é quase tão antiga quanto Kahal Zur Israel, a primeira sinagoga das Américas, localizada no Recife e construída na primeira metade do século 17. Ao contrário da sinagoga pernambucana - edificada durante o período de tolerância religiosa da dominação holandesa -, a mikvé baiana surgiu provavelmente sob as sombras da perseguição desencadeada pela Inquisição portuguesa, cujos ecos chegaram à Colônia com a instalação do tribunal na Bahia. >>> Leia mais, clique aqui.