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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Titular de Literaturas Hebraica e Judaica e Cultura Judaica - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Retorno ao Judaísmo no Nordeste Brasileiro: O Caso dos Marranos Potiguares

Retorno ao Judaísmo no Nordeste Brasileiro: O Caso dos Marranos Potiguares

Marcos Silva - Doutor em História da Educação - Departamento de História/UFS

Universidade Federal de Sergipe

RESUMO: O texto procura historiar o movimento de retorno dos marranos nordestinos,

especificamente potiguares, ao judaísmo. Começa analisando o caso paradigmático dos marranos de Belmonte, em Portugal, nas primeiras décadas do século XX. Depois, apresenta as origens remotas da comunidade judaica de Natal, no início do Século XX, formada por imigrantes vindos do leste europeu. O objeto principal é o trabalho de um grupo de bnei anussim potiguares, a partir de meados da década de 1970, que, além de retomarem sua identidade judaica ancestral, se esforçam por revitalizar a vida comunal judaica na capital potiguar, que havia se extinguido ao final da década de 1960. Através de uma caracterização mínima desta comunidade judaica natalense é possível perceber sua peculiaridade.

PALAVRAS-CHAVE: Marranismo; Judeus em Natal; Identidade.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Judeus e marranos no Brasil holandês: pioneiros na colonização de Nova York (século XVII)

Judeus e marranos no Brasil holandês: pioneiros na colonização de Nova York (século XVII)

Daniela Tonello Levy

Dissertação de mestrado em História Social (USP)

Data da defesa: 30/06/2008.

Resumo: Os holandeses ocuparam durante 24 anos o nordeste brasileiro: Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Itamaracá. (1630-1654). Nesse período, Pernambuco se transformou numa verdadeira metrópole, com uma vida cultural intensa, onde poetas, cientistas e filósofos tornaram o Brasil num centro intelectual único na América do Sul. Nesse contexto, os judeus puderam constituir uma comunidade com escolas, sinagogas e cemitério, dando sua contribuição ao enriquecimento da vida cultural da região. No ano de 1654, os portugueses reconquistaram o Nordeste e os holandeses foram expulsos. Junto com os holandeses, foram também expulsos cerca de 600 judeus, pois no império português só a religião católica era permitida. Após sofrerem várias vicissitudes durante a viagem, vinte e três brasileiros; homens, mulheres e crianças, conseguiram chegar à Nova Amsterdã, atual Nova Iorque. O início da vida foi difícil. Nova Iorque era então uma insignificante vila, semideserta, governada por um calvinista fanático, que impôs sérias dificuldades aos recém-chegados. Depois de numerosas atribulações, os vinte e três judeus conseguiram sobreviver exercendo um pequeno comércio que logo se expandiu. Depois da guerra pela independência norte-americana, os descendentes dos sefaraditas alcançaram plena cidadania. A religião deixou de ser empecilho. Os judeus não eram mais uma minoria tolerada, mas cidadãos norte-americanos plenos. Os brasileiros e seus descendentes espalharam-se por diversas regiões dos Estados Unidos, e se sobressaíram na luta pelos direitos civis, pela tolerância e liberdade. Os Henrique, os Lucena, os Andrade, os Costa, os Gomes, os Ferreira ajudaram a construir um novo mundo de cidadãos livres e iguais.


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segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Resistência cultural dos judeus no Brasil

Universidade Católica de Goiás
Programa de Pós-graduação em Ciências da Religião
Dissertação de Mestrado

Resistência cultural dos judeus no Brasil
Autor:
Luiz Alberto Barbosa
Defesa: 31/08/2006

Link: http://areia.ucg.br/tede/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=394

Resumo: O presente trabalho trata da presença do elemento judeu na formação sócio-cultural brasileira, dando uma especial ênfase no processo de resistência cultural que os judeus que foram obrigados a se converter ao Cristianismo tiveram que enfrentar para poder sobreviver. Destaca-se a continuidade da memória, seja ela coletiva ou individual, como o elemento de resistência cultural para os Judeus Marranos no Brasil. O trabalho fala sobre o Judaísmo, o processo histórico de formação do povo judeu em Israel e na Diáspora em um primeiro momento. Depois aborda a temática da presença judaico-marrana no Brasil e sua resistência cultural frente a uma sociedade predominantemente cristã, tendo a memória como elemento principal de resistência. Finalmente, procura-se mostrar quais os elementos da cultura judaico-marrana que ainda estão presentes na sociedade brasileira atual, com especial enfoque nos movimentos de resgate do Marranismo que encontramos por todo o Brasil.