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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Titular de Literaturas Hebraica e Judaica e Cultura Judaica - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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sábado, 27 de fevereiro de 2010

O judeu Jesus que mudou a vida do grande rabino de Roma

IHU (27/02/2010)

  • O judeu Jesus que mudou a vida do grande rabino de Roma: Mudou-a a tal ponto que se fez batizar na Igreja Católica. Seu livro O Nazareno foi reeditado e resenhado no L’Osservatore Romano por uma expert judia. Entretanto, vai à gráfica o segundo volume do Jesus de Nazaré de Bento XVI. A reportagem é do vaticanista Sandro Magister e está publicada no blog Chiesa.it, 24-02-2010. A tradução é do Cepat. Foi a um rabino judeu o primeiro a quem lhe confiou, no dia seguinte à visita à Sinagoga de Roma, em 18 de janeiro passado, que havia terminado de escrever seu livro sobre Jesus. O rabino é o norte-americano Jacob Neusner, e o autor do livro, Bento XVI. O primeiro volume do Jesus de Nazaré, do Papa Joseph Ratzinger, foi publicado há três anos. E agora está perto da tradução e da impressão o segundo e último volume da obra, dedicado à paixão e ressurreição de Jesus e aos evangelhos da infância. Entretanto, com chamativa coincidência, chegou às livrarias por estes dias na Itália a reimpressão de outro importante livro sobre Jesus, intitulado Il Nazareno, escrito há mais de 70 anos por um grande rabino italiano. Não apenas isso. Desta nova edição desse livro foi publicada, em 20 de fevereiro, no L’Osservatore Romano, uma resenha muito positiva, escrita por uma especialista afamada, Anna Foa, judia, professora de História na Universidade de Roma La Sapienza. Esta resenha significa também uma novidade importante. O autor do livro, Israel Zoller, foi grão-rabino da comunidade judaica de Roma. E em 1945 se converteu à fé católica. Sua ressonante conversão perturbou fortemente a comunidade judaica romana e italiana, que lançou sobre ele um silêncio que durou décadas. A resenha de Anna Foa no “jornal do Papa” quebrou definitivamente este silêncio. E, além disso, reconheceu que nesse livro, escrito muitos anos antes da conversão de seu autor, já “sugeria nas entrelinhas um reconhecimento da messianidade de Cristo”. >>> Leia mais, clique aqui.


Campanha de Israel faz sátira com correspondentes internacionais

Os artigos sobre Estudos Judaicos e Israel sempre atualizados você encontra aqui.



Destaque 1


Destaque 2


Destaque 3

  • Observatório Bíblico (27/02/2010): Diversidade religiosa em Israel e Judá: Este livro, editado por Francesca Stavrakopoulou, Professora de Bíblia Hebraica na Universidade de Exeter, Reino Unido, e por John Barton, Professor de Interpretação da Sagrada Escritura na Universidade de Oxford, Reino Unido, trata das crenças e práticas religiosas de israelitas e judaítas. Diversidade muitas vezes esquecida nos manuais e nas salas de aula dos cursos de graduação, mas cada vez mais reconhecida e debatida pela academia e por um número crescente de publicações. Publicação prevista, tanto em Paperback quanto em Hardcover, para abril de 2010.


O Globo (27/02/2010)

  • Caderno Prosa e Verso (página 1): O processo de Kafka: Governo de Israel e Arquivo de Marbach, na Alemanha, brigam na Justiça por papéis do escritor: O escritor cujo nome ficou para sempre associado aos labirintos da burocracia está no centro de um imbróglio judicial que faz jus ao adjetivo “kafkiano”. O espólio do tcheco Franz Kafka, morto em 1924, está sendo disputado entre o Arquivo de Literatura Alemã de Marbach e o governo de Israel. O Arquivo quer comprar os papéis deixados por Max Brod, o amigo que salvou os manuscritos e documentos de Kafka ao fugir da Praga ocupada pelos nazistas, em 1939, para a Palestina. Mas a Biblioteca Nacional de Israel faz o possível para impedir a negociação. Max Brod morreu em 1968, deixando os papéis — mais de 20 mil páginas — para sua secretária, companheira e herdeira, Esther Hoffe. Por décadas ela afugentou editores e estudiosos das obras de Kafka, deixando como única opção aos interessados em consultar o material a participação nos leilões que promovia esporadicamente. Dessa maneira ela vendeu diversas cartas do escritor e também o manuscrito de “O processo”, arrematado por US$ 2 milhões pelo próprio Arquivo de Marbach, hoje dono do segundo maior acervo de Kafka no mundo, atrás apenas do de Oxford, na Inglaterra. Esther morreu em 2007, aos 101 anos, passando os papéis para suas filhas Eva e Ruth Hoffe. Agora, elas querem vender tudo a Marbach, mas o governo israelense argumenta que o testamento de Brod lista a Biblioteca Nacional do país como destino preferencial do acervo. Recentemente, afirmou ainda ter indícios da existência de um segundo testamento no qual Brod teria deixado todo o seu arquivo literário para a instituição. Até o manuscrito leiloado de “O processo” é hoje reclamado por Israel. Por trás da discussão jurídica, está uma questão maior: o significado da obra de Kafka e sua relação com a história do século XX. Um judeu de Praga que escrevia em alemão, Kafka é hoje um patrimônio cultural reivindicado por alemães, tchecos e israelenses.
  • Caderno Prosa e Verso (página 2): 'O enigma de uma personalidade': Biógrafo de Kafka diz que abertura dos arquivos pode revolucionar interpretações da vida e da obra do autor: Reiner Stach, de 58 anos, é autor da mais completa biografia de Franz Kafka. O primeiro volume, “Die Jahre der Entscheidung” (“Os anos da decisão”), de 672 páginas, foi publicado em 2002. O segundo, “Die Jahre der Erkenntnis” (“Os anos da compreensão”), com mais de 700 páginas, saiu em 2008, pela mesma editora S. Fischer Verlag, que também detém os direitos autorais da obra de Kafka em alemão. Mas o último volume da biografia, que Stach considera seu trabalho mais importante, ainda não foi concluído. Para isso, ele espera há duas décadas ter acesso ao espólio de Max Brod. Alem disso, investiga a existência de manuscritos inéditos de Kafka, que teriam sido confiscados em Berlim pela Gestapo do apartamento de Dora Diamant, última amante do autor tcheco, e levados para arquivos na Polônia. Em entrevista ao GLOBO em Berlim, onde vive, Stach diz que o teor desse material desconhecido pode obrigá-lo a reescrever tudo que já publicou sobre Kafka: “Espero algo de inteiramente novo, talvez até decifrar mais o enigma da personalidade complexa que teve o escritor”.
  • Caderno Prosa e Verso (página 2): Em busca dos papéis apreendidos pela Gestapo: Documentos podem estar na Polônia: A pesquisadora literária Kathi Diamant, da Universidade de San Diego, nos Estados Unidos, esteve recentemente na República Tcheca, na Polônia e em Berlim, em busca dos manuscritos desaparecidos de Franz Kafka, e encontrou indícios de que o material confiscado pela Gestapo na casa da última namorada do escritor, Dora Diamant, estaria em arquivos em Cracóvia e Varsóvia desde a Segunda Guerra Mundial. Kathi, que apesar do sobrenome não tem nenhum parentesco com Dora, pesquisa desde 1971 o romance entre os dois e é autora do livro “Kafka’s Last Love — The Mystery Of Dora Diamant” (2004). Depois de se mudar três vezes em Berlim, por causa do aumento do aluguel em tempos de crise econômica, Dora e Kafka foram a Praga, onde tentaram casar. Com o agravamento da tuberculose do escritor, no entanto os dois foram para um sanatório na Áustria, onde Kafka morreu. Foram anos trágicos, durante os quais o escritor continuou produzindo. Quando Kafka morreu, Max Brod procurou organizar o espólio completo do escritor, seu amigo desde a juventude. Ele escreveu a Dora pedindo informações sobre os últimos manuscritos. Mas Dora, talvez já pensando no tesouro literário que tinha em suas mãos, escreveu, em resposta, que havia queimado tudo, atendendo a um pedido feito pelo próprio Kafka. Anos depois, Dora se tornou atriz de teatro e casou com o comunista alemão Lutz Lask. Para escapar da prisão pela Gestapo, os dois fugiram para a União Soviética, onde Lask foi mais tarde preso e deportado pelos comunistas para um gulag. Dora conseguiu fugir para a Inglaterra, onde morreu em 1952 sem que nunca mais se tivesse notícia sobre os manuscritos de Kafka. Em uma carta a Brod, de 1936, que está no arquivo das irmãs Hoffe, Dora confessa que mentiu sobre a inexistência dos manuscritos. Ela havia preservado tudo o que fora deixado por Kafka, mas estava em enormes apuros porque a Gestapo confiscara tudo.
  • O Mundo (pág.31):Lula diz que não deve satisfações aos EUA: Presidente garante que interesse no Irã é comercial e, em Brasília, Amorim prepara visita de Hillary Clinton: O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que não vai aceitar interferência dos Estados Unidos nas relações entre o Brasil e o Irã. Em visita a El Salvador, Lula disse que os EUA não vão decidir quais países o presidente brasileiro pode ou não visitar. Lula tem viagem a Teerã agendada para maio.


FSP (27/02/2010)


FSP online (27/02/2010)


Estadão (27/02/2010)

  • ISRAEL - Notícias, Fotos e Vídeos sobre Israel
  • Oriente Médio
  • Graphic novel on-line é a nova cara da resistência no Irã
  • Gustavo Chacra: Brasil deve apoiar uma nova resolução contra o Irã?
  • Marcos Guterman: O terrorista que vive em cada engenheiro: Um artigo no jornal israelense Haaretz discute por que razão o terrorismo islâmico tem atraído tantos engenheiros. O texto cita como exemplos recentes o nigeriano que tentou explodir um avião americano e os dois palestinos presos num terminal de ônibus em Israel antes de cometerem um atentado, sem falar de Khalid Sheikh Mohammed, que ajudou a planejar o 11 de Setembro. Ah, sim, Mahmoud Ahmadinejad também é engenheiro. O historiador israelense Emmanuel Sivan, autor do texto, argumenta que o fenômeno se deve à “mentalidade” dos engenheiros. “O conceito inclui a hipótese de que a engenharia, como campo de estudo e como profissão, tende a atrair pessoas que buscam a certeza, e sua abordagem do mundo é bastante mecanicista. Então, eles são caracterizados por uma grande intolerância à incerteza, uma qualidade que é evidente entre os extremistas, tanto religiosos quanto seculares.” Assim, segundo Sivan, engenheiros terroristas tendem a considerar a democracia, que depende de variáveis e consensos, um fardo e um obstáculo à sua visão de mundo.


JB (27/02/2010)


Terra (27/02/2010)


G1 (27/02/2010)


Último Segundo (27/02/2010)


Uol Internacional / Mídia Global (27/02/2010)


IHU (27/02/2010)

  • O judeu Jesus que mudou a vida do grande rabino de Roma: Mudou-a a tal ponto que se fez batizar na Igreja Católica. Seu livro O Nazareno foi reeditado e resenhado no L’Osservatore Romano por uma expert judia. Entretanto, vai à gráfica o segundo volume do Jesus de Nazaré de Bento XVI. A reportagem é do vaticanista Sandro Magister e está publicada no blog Chiesa.it, 24-02-2010. A tradução é do Cepat. Foi a um rabino judeu o primeiro a quem lhe confiou, no dia seguinte à visita à Sinagoga de Roma, em 18 de janeiro passado, que havia terminado de escrever seu livro sobre Jesus. O rabino é o norte-americano Jacob Neusner, e o autor do livro, Bento XVI. O primeiro volume do Jesus de Nazaré, do Papa Joseph Ratzinger, foi publicado há três anos. E agora está perto da tradução e da impressão o segundo e último volume da obra, dedicado à paixão e ressurreição de Jesus e aos evangelhos da infância. Entretanto, com chamativa coincidência, chegou às livrarias por estes dias na Itália a reimpressão de outro importante livro sobre Jesus, intitulado Il Nazareno, escrito há mais de 70 anos por um grande rabino italiano. Não apenas isso. Desta nova edição desse livro foi publicada, em 20 de fevereiro, no L’Osservatore Romano, uma resenha muito positiva, escrita por uma especialista afamada, Anna Foa, judia, professora de História na Universidade de Roma La Sapienza. Esta resenha significa também uma novidade importante. O autor do livro, Israel Zoller, foi grão-rabino da comunidade judaica de Roma. E em 1945 se converteu à fé católica. Sua ressonante conversão perturbou fortemente a comunidade judaica romana e italiana, que lançou sobre ele um silêncio que durou décadas. A resenha de Anna Foa no “jornal do Papa” quebrou definitivamente este silêncio. E, além disso, reconheceu que nesse livro, escrito muitos anos antes da conversão de seu autor, já “sugeria nas entrelinhas um reconhecimento da messianidade de Cristo”. >>> Leia mais, clique aqui.


Aurora Digital (27/02/2010)


Paraná online (26/02/2010)

  • Manuscrito bíblico de 1.300 anos é achado 'sem querer': Uma descoberta acidental possibilitou a junção de dois fragmentos de um manuscrito bíblico de 1.300 anos, que pode revelar novas pistas sobre um período obscuro da história da Bíblia hebraica. Pesquisadores não sabiam da existência das partes isoladas até que a fotografia de uma delas, publicada em sua primeira exibição pública em Israel, chamou a atenção dos especialistas, que se encarregaram de juntá-los. Os fragmentos compõem o Segundo Cântico do Mar, cantado pelos israelitas após a fuga do Egito, enquanto assistiam à destruição dos exércitos do faraó no Mar Vermelho. Uma mostra no Museu Nacional de Israel, dedicada ao Cântico do Mar, agora pôde reunir as duas peças. Uma página do cântico, conhecida como o Manuscrito Ashkar, estava abrigada numa biblioteca de livros raros na Universidade Duke, nos EUA, e foi exibida pela primeira vez em Israel em 2007. Foi nessa oportunidade que a fotografia do manuscrito apareceu em um jornal e chamou a atenção de dois paleógrafos israelenses, Mordechay Mishor e Edna Engel, que notaram a semelhança com uma outra página em hebraico, o Manuscrito de Londres, que é parte de uma coleção particular. "A uniformidade das letras, a estrutura do texto e as técnicas usadas pelo escriba deixaram muito claro para mim", disse Engel. A relação não seria óbvia para o observador leigo. O Ashkar está escurecido pela exposição aos elementos e o texto está praticamente invisível, enquanto o Londres é legível e se encontra muito mais bem preservado. Após estudos com raios ultravioleta, os especialistas confirmaram que os textos não só foram escritos pela mesma mão, mas eram parte de um mesmo rolo de pergaminho. Estudiosos acreditam que o pergaminho foi escrito por volta do século sétimo, em alguma parte do Oriente Médio, possivelmente no Egito. Não se sabe como essas partes foram separadas, ou o que aconteceu com o restante do material escrito. A reunificação dos fragmentos é um elo importante na corrente, mostrando como a escrita da Bíblia hebraica evoluiu ao longo do chamado período "silencioso" - entre os séculos terceiro e décimo - do qual não resta praticamente nenhum texto bíblico. O Cântico nos Manuscritos do Mar Morto está escrito como prosa, por exemplo, e no manuscrito reunido, em versos.


Comitê do Holocausto Brasil (26/02/2010)


Deutsche Welle (26/02/2010)


BBC Brasil (26/02/2010)


Leia mais:


Veja mais:

26/02/2010

25/02/2010

24/02/2010

23/02/2010


terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Descoberta casa da época de Jesus em Nazaré

Último Segundo: Nahum Sirotsky (21/12/2009): Descoberta casa da época de Jesus em Nazaré: Escavações realizadas na área da Igreja da Anunciação, construída no tradicional local onde Maria soube que estava grávida do filho de Deus, revelaram a existência de uma casa da mesma época.


Vejam mais:

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Natal: Curiosidades

Curiosidades

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Uma inscrição situa antes de Jesus a tradição da ressurreição do Messias

Juan Miguel Muñoz
Em Jerusalém - El País, em 11/07/2008.

Toda descoberta arqueológica vinculada ao período de Cristo provoca debates incendiados que muitas vezes se eternizam. A última revelação não decepcionará os polemistas, pois afeta as raízes do cristianismo, ao sugerir que a ressurreição do Messias no terceiro dia após sua morte é uma tradição anterior à figura histórica de Jesus.

Acaba de acontecer no Museu de Israel. Um pesquisador da Universidade Hebraica de Jerusalém, Israel Knohl, apresentou na terça-feira um estudo sobre uma lousa de 90 cm de pedra calcária, datada do século 1º antes de Cristo e descoberta há 15 anos, que contém 87 linhas escritas com tinta. Nelas, segundo o arqueólogo, se descreve o anjo Gabriel ressuscitando um líder messiânico três dias depois de sua morte. Se realmente for isso o que está escrito na pedra, o conceito da ressurreição próprio do cristianismo teria sua origem na tradição judaica anterior.

A peça foi vendida há uma década por um negociante jordaniano a um colecionador suíço-israelense, que a mostrou a vários especialistas. Acredita-se que foi encontrada na margem jordaniana do mar Morto, no lado oposto a onde se situam as cavernas de Qumran, cenário de outra descoberta, os pergaminhos do mar Morto, sobre os quais se discute sem descanso desde 1948. A deterioração da lousa também propiciou várias interpretações porque muitos vocábulos estão quase ilegíveis. É um exemplo pouco freqüente daquele período. As palavras eram habitualmente esculpidas na pedra. Não se escrevia com tinta sobre ela.

A controvérsia parece própria de um país cheio de escavações arqueológicas, em busca das mais profundas raízes judias e no qual se fala o indizível da religião. Discussões acadêmicas à parte, assuntos deste porte - incluindo conceitos como a ressurreição, capital para o cristianismo - tocam as fibras mais delicadas nas sedes das igrejas cristãs, cujas relações com o judaísmo nunca foram simples.

"Minha teoria", explicou Knohl, "não representa nenhuma ameaça para os princípios fundamentais do cristianismo e não é meu objetivo polemizar com nenhuma religião." Os professores presentes no Museu de Israel explicaram que o conceito de ressurreição não é estranho ao judaísmo. O surpreendente, na opinião deles, é a referência aos três dias. "Em três dias viverás. Eu, Gabriel, te ordeno", pode-se ler, segundo Knohl.

"Essa teoria oferece novas idéias sobre o personagem histórico de Jesus, não como redentor da humanidade, como concebe o cristianismo, mas como um Messias cujo objetivo era redimir o povo a que pertencia, o judeu", declarou Knohl, que afirma ter traduzido uma das palavras que outros pesquisadores tinham sido incapazes de decifrar. Vários especialistas acrescentam que a figura de Jesus seria melhor compreendida depois de estudar a agitada história política dos judeus naquela época.

Muitos especialistas advertem que o debate acaba de começar e que a interpretação de Knohl é um tanto aventurosa. Um ano atrás foram publicados extensos relatórios que situam a origem da pedra antes do nascimento de Cristo. Agora se anuncia uma avalanche de ensaios. Parece que a polêmica não vai amainar.

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

Veja mais:

terça-feira, 8 de julho de 2008

Ressurreição a.C.: Inscrições em pedra falam de retorno de messias antes de Jesus


O Globo, Ciência, página 26, em 08/07/2008.

Ressurreição a.C.
Inscrições em pedra falam de retorno de messias antes de Jesus

Ethan Bronner - Do New York Times

Uma placa de pedra de cerca de um metro de altura, com 87 linhas escritas em hebraico, e que, segundo especialistas dataria de algumas décadas antes do nascimento de Jesus está causando polêmica nos círculos de arqueologia bíblica porque mencionaria a chegada de um messias que ressuscitaria três dias depois de morto.

Se tal descrição messiânica estiver mesmo na placa, ela contribuirá de forma significativa para a reavaliação das visões popular e acadêmica de Jesus ao apontar que sua história de morte e ressurreição não seria única, mas sim parte de uma reconhecida tradição judaica da época.

Encontrada perto do Mar Morto, na Jordânia, de acordo com especialistas que a estudaram, a placa é um raro exemplo de pedra com inscrições em tinta desse período — uma espécie de Manuscrito do Mar Morto em pedra.

Está escrita, não entalhada, em duas colunas, similares às colunas da Torá. Mas a pedra está quebrada e parte do texto se apagou, o que dá espaço a interpretações sobre o que estaria realmente escrito.

Pedra estava na Suíça há dez anos
Ainda assim sua autenticidade não foi questionada e, por isso, é significativo seu papel na compreensão das raízes do cristianismo em meio da devastadora crise política enfrentada pelos judeus naquela época.

Daniel Boyarin, professor de cultura do Talmude na Universidade da Califórnia, em Berkeley, afirma que a placa integra o crescente número de evidências que sugerem que Jesus pode ser mais bem compreendido por meio da compreensão da história judaica de sua época.

— Alguns cristãos acharão chocante, um desafio à idéia de que sua teologia é única, enquanto outros acharão conforto na idéia de que (a ressurreição) é uma parte tradicional do judaísmo — afirmou Boyarin.

A placa de pedra foi encontrada há cerca de dez anos e comprada de um vendedor de antigüidades jordaniano por um colecionador que a manteve em sua casa, na Suíça. Mas o interesse pela relíquia só foi despertado no ano passado, quando uma especialista israelense a examinou e publicou um artigo sobre ela.

Agora já há diversos estudos sobre suas inscrições, alguns ainda a serem publicados.

— Eu não tinha idéia do quão importante era até mostrá-la para Ada Yardeni, especialista em escrita hebraica.

Ela ficou impressionada: “Você tem um manuscrito do Mar Morto em pedra” — contou David Jeselsohn, o dono da pedra, ele mesmo um especialista em antigüidades.

Boa parte do texto se refere à visão do Apocalipse transmitida pelo anjo Gabriel no Antigo Testamento.

Yardeni e Binyamin Elitzur, outro especialista em escrita hebraica que também examinou a pedra, escreveram uma detalhada análise sobre a placa e concluíram que o texto datava do fim do primeiro século antes de Cristo. Professor de arqueologia da Universidade de Tel Aviv, Yuval Goren realizou uma análise química da pedra e garantiu que não há razão para duvidar de sua autenticidade.

Israel Knohl, professor de estudos bíblicos da Universidade Hebraica, antigo defensor da tese de que a idéia de um messias era anterior a Jesus, viu nos estudos sobre a pedra os indícios que faltavam para consolidar suas idéias. De acordo com as interpretações de Knohl, a figura messiânica citada na placa seria a de um homem chamado Simon, assassinado pelo exército de Herodes.

Os autores da inscrição na pedra seriam, provavelmente, seguidores de Simon.

Texto altera visões do cristianismo
O sacrifício de Simon é visto como um passo necessário para a salvação, diz o especialista, destacando as linhas 19, 20 e 21 do texto, segundo as quais “em três dias vocês verão que o mal será derrotado pela justiça”. A octogésima linha do texto começa com as palavras “L’shloshet yamin,” que significam “em três dias”. A palavra seguinte está parcialmente ilegível, mas Knohl sustenta que se trata de “hayeh”, o imperativo de viver.

— Tudo isso altera nossas visões básicas do cristianismo — afirma o pesquisador. — A ressurreição depois de três dias se torna uma idéia desenvolvida antes de Jesus, o que vai de encontro a praticamente toda a atual visão acadêmica. O que acontece no Novo Testamento foi adotado por Jesus e seus seguidores baseado numa história anterior de messias.

Veja mais:

Sugestão de Leitura (Prof. Airton José da Silva):

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Texto em pedra fala de ressurreição do Messias décadas antes de Jesus

Arqueólogos estudam obra apocalíptica atribuída ao anjo Gabriel, do século I a.C. Se interpretação for correta, esperança sobre Salvador ressuscitado era judaica.

G1, Ciência e Saúde/Arqueologia, em 07/07/2008.

Uma misteriosa placa de pedra que parece datar do século I antes de Cristo pode vir a mudar a percepção sobre as origens do cristianismo e revelar que os judeus, antes mesmo de Jesus Cristo, já acreditavam na chegada de um Messias que morreria e ressuscitaria após três dias.

Isso é o que afirma o pesquisador Israel Knohl, assegurando que sua análise de um texto hebraico escrito nesse pedaço de rocha "poderá mudar a visão que temos do personagem histórico Jesus". "Esse texto pode constituir o elo perdido entre o judaísmo e o cristianismo, à medida que insere na tradição judaica a crença cristã na ressurreição de um messias", afirma o professor de estudos bíblicos da Universidade Hebraica de Jerusalém.

A peça se encontra em mãos de um colecionador, David Jeselsohn, que vive em Zurique, na Suíça, e que declarou tê-la comprado em Londres, de um antiquário jordaniano. A peça procederia da margem leste do Mar Morto, na Jordânia.

Arcanjo Gabriel
O texto em hebraico, de natureza apocalíptica, apresenta a "revelação de que o arcanjo Gabriel vai despertar o Príncipe dos Príncipes três dias depois de sua morte". O texto está escrito, com tinta sobre a pedra, em 87 linhas, e algumas letras ou palavras inteiras foram apagadas pelo tempo. A análise de Knohl consiste essencialmente em decodificar a linha 80, onde figuram os termos "três dias mais tarde" seguidos por uma palavra meio apagada que, segundo o professor, significa "vive".

A paleógrafa (especialista em escritas antigas) Ada Yardeni é mais prudente no que se refere à palavra "vive". "A leitura do professor é plausível, apesar de a ortografia utilizada ser raríssima", afirma Yardeni, que publicou a primeira descrição da placa em 2007, na revista de história e arqueologia israelense "Cathedra". Outros pesquisadores também preferem não tirar conclusões tão radicais do texto descoberto e, inclusive, alguns duvidam de sua autenticidade.

Por sua parte, o arqueólogo israelense Yuval Goren, especialista em descoberta de falsificações, afirma não ter "detectado nenhum indício de falsificação no texto da pedra". "No entanto, minha análise não se aplicou à tinta", enfatiza o diretor do departamento de arqueologia e culturas antigas da Universidade de Tel Aviv. Uma arqueóloga que pediu para não ser identificada expressou suas dúvidas sobre a autenticidade da peça.

"Estranho"
"É muito estranho que um texto tenha sido escrito com tinta em uma placa de pedra e tenha ficado conservado até nossos dias. Para ter certeza de que não se trata de uma falsificação, seria preciso saber em que circunstâncias e onde exatamente a pedra foi descoberta, o que não é o caso", acrescentou.

O professor Knohl deve apresentar nesta terça-feira (8) sua interpretação em um encontro em Jerusalém por ocasião do 60º aniversário da descoberta dos Manuscritos do Mar Morto. "Se essa descrição messiânica está realmente lá, isso vai contribuir para desenvolver uma reavaliação da visão popular e da visão acadêmica de Jesus Cristo", comentou o jornal "New York Times". "Isso sugere que a história de Sua morte e ressurreição não era inédita, mas parte de uma reconhecida tradição judaica da época".

Leia mais reportagens da série Ciência da Fé

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quarta-feira, 25 de junho de 2008

Trilha de quatro dias ao norte de Israel segue passos de Jesus

LAURIE COPANS
da Associated Press, em Israel
FSP online, Turismo, em 10/06/2008.

Uma trilha difícil começa por entre a estrada que sai de um local sagrado repleto de ônibus no mar da Galiléia, indo parar num monte coberto de aveia selvagem e espinhos.

Todos os anos, milhares de peregrinos visitam a igreja de pedra em Tabgha e outros santuários celebrando os milagres de Jesus. Mas poucos se aventuram além das multidões até o cenário em que Jesus caminhou na Galiléia. Aqueles que o fazem encontram silêncio e conforto nos montes de pedras e nas sobras das oliveiras que cobrem as planícies.

Um projeto privado israelense está realizando caminhadas de 65 km pela região onde Jesus ministrou seus ensinamentos. A Trilha de Jesus espera levar milhares de turistas a seguir seus passos e ouvir os cantos dos pássaros, sentir o aroma do dill e refletir ao longo do caminho.


Como a trilha ainda não está demarcada, os viajantes têm de contratar um guia, baixar as coordenadas de GPS pelo site Jesustrail.com ou adquirir mapas em sites turísticos.


O caminho pode ser percorrido em quatro dias. O peregrino tem a opção de se hospedar em um kibutz ou uma residência árabe, ou ainda levar uma barraca e acampar.


"Acima de tudo, acho que a trilha mostra a natureza humana de Jesus, quando a Bíblia fala dele tornando-se carne e vivendo entre as pessoas", considera David Landis, norte-americano que tem ajudado a demarcar o caminho.


"Você fica mais reflexivo, meditativo, pensando na sua relação com Jesus durante a caminhada", diz o pastor David Hughes. "Quanto mais íntimo você fica dessa terra, mais íntima ela fica de você, dos aromas, dos sentimentos e das montanhas."


O Ministério do Turismo de Israel afirma que também está projetando uma demarcação da trilha. Outra iniciativa, da Universidade de Harvard (The Abraham Path, ou A Trilha de Abraão), pretende promover os caminhos do profeta Abraão, em um total de mais de 1.200 km, da Turquia até seu túmulo, em Hebron.

Veja mais:

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Jesus segundo o judaísmo - Rabinos e estudiosos dialogam em nova perspectiva a respeito de um antigo irmão

Título: Jesus segundo o judaísmo
Catálogo: Teologia
Assunto: Judaísmo
Ano: 2003
Autor(a): Beatrice Bruteau
Acabamento: brochura
Formato: 14X21
Coleção: biblioteca de estudos bíblicos
Número de páginas: 256
Editora: PAULUS
Edição: 1
Código de barras: 9788534920476
ISBN: 8534920478

Sinopse: Este livro é uma tentativa interessante e profundamente importante, feita por pensadores judeus, no sentido de chegar a um acordo com ¨nosso remoto, combativo e escandaloso primo Yeshua¨. A série de ensaios, provocativos e perspicazes, por vezes divertidos, com frequência tocantes e muitas vezes brilhantes, vão dar enorme contribuição ao diáologo, hoje em rápido desenvolvimento, entre cristãos e judeus. Pode constituir importante contribuição para a busca humana, cujo objeto é substituir o preconceito pelo conhecimento e permitir que os profundos poços de energia espiritual - que todos os sistemas religiosos são criados para acessar - levem todos nós a uma humanidade mais ampla e plena.