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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Titular de Literaturas Hebraica e Judaica e Cultura Judaica - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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segunda-feira, 26 de julho de 2010

Tu BeAv 2010/5070


Tu BeAv marca o encerramento do verão em Israel e o fim de todas as festas do ano. Dentro de apenas algumas semanas, os judeus estarão esperando pelo reinício do ciclo das festas com a chegada de Rosh Hashaná. (WOOL, D. e YUDIN, Y. 2007:87).


Nossos Sábios dizem que o povo judeu é comparado à Lua. Nosso calendário é lunar e, por conseqüência, todas as festas do ano dependem da Lua. Assim como ela tem diversas fases, o povo judeu também passa por altos e baixos. Uma vez que nenhum mal provém de D´us, casa descida tem como finalidade uma subida. E quanto pior a descida, maior será a subida subseqüente. Dia 15 de Av, época de Lua cheia, simboliza a elevação suprema que vem após a descida máxima ocorrida em 9 de Av com a destruição dos Templos Sagrados. (STEINMETZ, A. 2005:85) >>> Leia mais, clique aqui.


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sexta-feira, 31 de julho de 2009

Tu BeAv 5769 (05 de agosto de 2009)

Fonte: Beit Lubavitch New, Número 99, em 29/07/2009.


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sexta-feira, 25 de julho de 2008

Tu BeAv (Cláudia A.P.Ferreira, em julho de 2008)

Tu BeAv


Cláudia Andréa Prata Ferreira, em 25/07/2008.
FL/UFRJ e PPGHC/IFCS/UFRJ.


Tu BeAv marca o encerramento do verão em Israel e o fim de todas as festas do ano. Dentro de apenas algumas semanas, os judeus estarão esperando pelo reinício do ciclo das festas com a chegada de Rosh Hashaná. (WOOL, D. e YUDIN, Y. 2007:87).


Nossos Sábios dizem que o povo judeu é comparado à Lua. Nosso calendário é lunar e, por conseqüência, todas as festas do ano dependem da Lua. Assim como ela tem diversas fases, o povo judeu também passa por altos e baixos. Uma vez que nenhum mal provém de D´us, casa descida tem como finalidade uma subida. E quanto pior a descida, maior será a subida subseqüente. Dia 15 de Av, época de Lua cheia, simboliza a elevação suprema que vem após a descida máxima ocorrida em 9 de Av com a destruição dos Templos Sagrados. (STEINMETZ, A. 2005:85)


Período Bíblico: Tu BeAv era celebrado como o Feriado do Amor e do Afeto.


Talmud:

1) Mishná, Taanit 4:8: “não houve maiores dias festivos para Israel que TuBeAv e Iom Kipur”.
Comentário: O Talmud lista seis acontecimentos felizes ocorridos em 15 de Av para o povo judeu ao longo da História: 1) o dia em que acabaram-se os mortos do deserto; 2) os casamentos entre as tribos foram permitidos; 3) os casamentos entre o povo e a tribo de Benjamim foram permitidos; 4) o dia que foi permitida a subida à Jerusalém; 5) o dia em que terminavam de trazer lenha ao Templo; 6) os mortos de Betar foram enterrados.


2) Mishná Taanit 4:8: “pois nestes dias as moças solteiras de Jerusalém costumavam sair com vestidos brancos e dançar nos vinhedos. O que diziam? Jovens rapazes, abram seus olhos e vejam o que escolhem para si.”

Comentário: Além dos seis motivos relatados acima, o Talmud traz o principal motivo pelo qual Tu BeAv é o dia mais feliz do ano. Ensina a Mishná que o dia 15 de Av foi dedicado a firmar shiduchim (uniões matrimoniais). Na época do Templo, era nessa data que as filhas de Jerusalém iam dançar nos vinhedos e os moços solteiros iam lá para encontrar uma noiva. Todas as moças se vestiam de branco e se reuniam nos vinhedos para dançar. As moças cantavam um verso do Livro de Mishlei (Provérbios): “Shéker hachen vehével haiôfi” (“A graça é enganadora e a beleza é insignificante”). As roupas das moças tinham que ser emprestadas. Elas trocavam de roupas umas com as outras, para que os rapazes não soubessem quem realmente podia comprar vestidos caros e quem apenas os emprestava. O objetivo era evitar que houvesse diferença de qualidade entre as roupas. Desta forma, as jovens de famílias humildes estariam tão bem vestidas quanto às de famílias abastadas.


A data de Tu BeAv marcava o dia em que casamentos entre as diferentes tribos do povo judeu eram permitidos. Anteriormente, tais relacionamentos eram proibidos com o objetivo de conservar as terras pelas tribos originais. Com a lembrança da destruição dos Templos e outros eventos tristes para a história do povo judeu na data de Tishá BeAv, esta festa de Tu BeAv destaca um tema fundamental, que é a união.


Tu BeAv expressa a união e o amor como temas fundamentais. Rabi Chaim Vital (cabalista) com base na guemátria define o amor da seguinte forma: a palavra hebraica ahavá (amor) tem o valor numérico 13. O valor numérico do Nome de D’us é 26. Assim, quando duas pessoas amam-se mutuamente, a combinação de seu amor (13+13), faz com que o Todo-Poderoso (26) esteja cada vez mais presente entre eles.


O Código da Lei Judaica não determina observâncias e costumes para a data de 15 de Av, com exceção da orientação que, a partir de 15 de Av, deve-se aumentar o estudo de Torá, pois nesta época do ano as noites começam a alongar-se, e “a noite foi criada para o estudo”.




O Talmud considera o dia 15 de Av como a maior festa do ano, bem perto de Iom Kipur.


Dias atuais: Em Israel, tornou-se o feriado das flores, pois é costume presentear com flores a quem se ama.


Referências Bibliográficas

  • STEINMETZ, Avraham. O Guia. Fundamentos judaicos para iniciantes. 2.ed. São Paulo: Chabad, 2005.
  • WOOL, Danny e YUDIN, Yefim. O ano judaico ilustrado. São Paulo: Sefer, 2007.

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sábado, 19 de julho de 2008

Tu BeAv 5768 (16 de agosto de 2008)

Tu BeAv (15 de Av) 5768 - 16 de agosto de 2008:
1)
A alegria de Tu BeAv (Miriam S. Katz): É um dia festivo por vários fatos históricos alegres que aconteceram nesta data. Uma pesquisa no Código da Lei Judaica não revela observâncias ou costumes para esta data, exceto pela instrução que, a partir de quinze de Av, deve-se aumentar o estudo de Torá, pois nesta época do ano as noites começam a alongar-se, e "a noite foi criada para o estudo." E o Talmud nos diz que, muitos anos atrás, as "filhas de Jerusalém iam dançar nos vinhedos" em quinze de Av, e "quem não tivesse uma esposa podia ir até lá" para encontrar uma noiva. E este é o dia que o Talmud considera a maior festa do ano, bem perto de Yom Kipur! >>> Leia mais

2) Tu Beav - o Dia do Amor (Prof. Sami Goldstein, Comunidade Israelita do Paraná): Diz a Mishná (Taanit 4:8): “não houve maiores dias festivos para Israel que Tu Beav e Yom Kipur.” Tu Beav é o 15º dia do mês de Av... Entretanto, paira uma dúvida: como é possível que uma Festa tão desconhecida por todos seja mencionada pela Mishná como um dos dois maiores Yamim Tovim, ao lado do tão sagrado Yom Kipur? Acaso 15 de Av tem o glamour do Seder de Pesach? Ou o brilho das chamas de Chanucá? Quem sabe as delícias do banquete de Purim?

Tu Beav não tem nada disso, mas nossa curiosidade fica ainda mais atiçada ao analisarmos a sequência da Mishná: “pois nestes dias as moças solteiras de Jerusalém costumavam sair com vestidos brancos e dançar nos vinhedos. O que diziam? Jovens rapazes, abram seus olhos e vejam o que escolhem para si.”

Tanto Yom Kipur como Tu Beav, na Antigüidade, eram Festas comemoradas com dança e júbilo. Esta última, porém, foi dedicada aos jovens judeus e judias em busca de seus pares. Até hoje, cartazes em Jerusalém anunciam preces especiais com esta finalidade, nesta data.

Qual é o motivo de tanta comemoração? Dentre vários episódios históricos, Tu Beav marcava o dia em que casamentos entre as diferentes tribos de nosso povo eram aceitos. Vale lembrar que, no deserto, tais relacionamentos eram proibidos visando a conservação das terras pelas tribos originais. Saindo da trágica lembrança da destruição dos Templos e outros tristes eventos em Tishá Beav, esta Festa expressa um tema fundamental: a união. Não fosse tal permissão para tais matrimônios, Israel ter-se-ia perdido como uma mera confederação de estados, porém nunca como uma nação.

Apesar disso, o amor, no judaísmo, cumpre um papel ainda mais importante. O grande cabalista Rabi Chaim Vital define o amor da seguinte forma: a palavra hebraica AHAVA (amor) tem o valor numérico 13 (todas as letras do alfabeto tem um valor e a Cabalá utiliza-se deste método, chamado guemátria – soma das letras – para explicar o universo, da seguinte forma: 1+5+2+5=13). O valor numérico do Nome de D’us é 26 (10+5+6+5). Assim, quando duas pessoas amam-se mutuamente, a combinação de seu amor (13+13), faz com que o Todo-Poderoso (26) esteja cada vez mais presente entre eles.

3) Israelíes celebran "Tu be Av", el día de los enamorados judío: (…) "La Kabalá (doctrina mística judía) y la Torá (los cinco primeros libros de la Biblia) dicen que este es un día bueno y de alegría incomparable", explica el rabino Yitzhak Batzri en la versión electrónica del "Jerusalem Post". Mientras las parejas salen a cenar a los restaurantes e intercambian regalos, como en el Día de San Valentín, los solteros ortodoxos acuden a las sinagogas para pedir la llegada de su pareja y contrarrestar el llamado "mal de ojo" (envidia y malos deseos ajenos), responsable de la tardanza del posible amado. El rabino Batzri cuenta que durante este día se realizan rezos especiales en su "yeshiva" (escuela de estudios judíos) y aquellos estudiantes que no pueden llegar, acostumbran enviar cartas por fax para que sus nombres sean incluidos en las oraciones. Algunas jóvenes religiosas se reunirán para bailar en algunos lugares del centro de la ciudad y otras acudirán al llamado Museo de los Salmos para recitar oraciones especiales capaces de provocar la llegada del amor. Después de la destrucción del antiguo templo judío por los romanos, en el año 70 de nuestra era, hasta la creación del estado de Israel, en 1948, "Tu be Av" no fue celebrada. La sociedad israelí fue la que resucitó esta costumbre ancestral abandonada por la Diáspora. Según la "Mishná", uno de los libros más importantes de la tradición judía, esta fiesta fue una celebración importante que se conmemoraba el día 15 del mes de Av, según el calendario judío, durante todos los años en los que permaneció en pie el Segundo Templo, del 586 a.C al 70 d.C.. Cuenta la tradición que en esa época, todas las doncellas de Jerusalén salían con vestidos blancos prestados para evitar la vergüenza de las más pobres y evitar que los espectadores identificaran la condición económica de cada una. Las jóvenes bailaban en los viñedos a donde llegaban varones interesados en conseguir esposa. Aunque ya no existen esos bailes en Israel, las parejas acostumbran a asistir a conciertos y otros eventos especiales en la noche, las cadenas de radio preparan programas especiales y las empresas y tiendas presentan ofertas para enamorados. A propósito del día, varios periódicos presentan resultados de encuestas y declaraciones relacionadas con los matrimonios israelíes. Según los resultados de la última encuesta publicada por el diario "Jerusalem Post", la edad promedio en la que se casan las israelíes es de 24 años mientras que los hombres lo hacen a los 27. Este promedio ha aumentado considerablemente desde 1970, año en que sólo el 28 por ciento de los varones israelíes estaban soltero. Hoy se calcula que el 61 por ciento de los jóvenes del país en esa edad no están comprometidos. La tardanza de muchos para encontrar un compañero, preocupa principalmente a los líderes ortodoxos quienes consideran que sólo están "completos" aquellos que se casan. Para evitar la "proliferación de solteros", el rabino Yeshoshua Shapira, que dirige una escuela de estudios cerca a Tel Aviv, pidió a los padres de los jóvenes pagar una remuneración más alta a los casamenteros quienes pueden llegar a recibir alrededor de 2000 dólares (por 1.448 euros) por cada "shiduj" (cita organizada). En el mundo ortodoxo judío, muchas de las bodas se realizan a través de un casamentero que se encarga de buscar la pareja más adecuada al candidato, quien finalmente decide si la elección fue acertada.

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