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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Doutora - Categoria: Associado III - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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sexta-feira, 25 de julho de 2008

Tu BeAv (Cláudia A.P.Ferreira, em julho de 2008)

Tu BeAv


Cláudia Andréa Prata Ferreira, em 25/07/2008.
FL/UFRJ e PPGHC/IFCS/UFRJ.


Tu BeAv marca o encerramento do verão em Israel e o fim de todas as festas do ano. Dentro de apenas algumas semanas, os judeus estarão esperando pelo reinício do ciclo das festas com a chegada de Rosh Hashaná. (WOOL, D. e YUDIN, Y. 2007:87).


Nossos Sábios dizem que o povo judeu é comparado à Lua. Nosso calendário é lunar e, por conseqüência, todas as festas do ano dependem da Lua. Assim como ela tem diversas fases, o povo judeu também passa por altos e baixos. Uma vez que nenhum mal provém de D´us, casa descida tem como finalidade uma subida. E quanto pior a descida, maior será a subida subseqüente. Dia 15 de Av, época de Lua cheia, simboliza a elevação suprema que vem após a descida máxima ocorrida em 9 de Av com a destruição dos Templos Sagrados. (STEINMETZ, A. 2005:85)


Período Bíblico: Tu BeAv era celebrado como o Feriado do Amor e do Afeto.


Talmud:

1) Mishná, Taanit 4:8: “não houve maiores dias festivos para Israel que TuBeAv e Iom Kipur”.
Comentário: O Talmud lista seis acontecimentos felizes ocorridos em 15 de Av para o povo judeu ao longo da História: 1) o dia em que acabaram-se os mortos do deserto; 2) os casamentos entre as tribos foram permitidos; 3) os casamentos entre o povo e a tribo de Benjamim foram permitidos; 4) o dia que foi permitida a subida à Jerusalém; 5) o dia em que terminavam de trazer lenha ao Templo; 6) os mortos de Betar foram enterrados.


2) Mishná Taanit 4:8: “pois nestes dias as moças solteiras de Jerusalém costumavam sair com vestidos brancos e dançar nos vinhedos. O que diziam? Jovens rapazes, abram seus olhos e vejam o que escolhem para si.”

Comentário: Além dos seis motivos relatados acima, o Talmud traz o principal motivo pelo qual Tu BeAv é o dia mais feliz do ano. Ensina a Mishná que o dia 15 de Av foi dedicado a firmar shiduchim (uniões matrimoniais). Na época do Templo, era nessa data que as filhas de Jerusalém iam dançar nos vinhedos e os moços solteiros iam lá para encontrar uma noiva. Todas as moças se vestiam de branco e se reuniam nos vinhedos para dançar. As moças cantavam um verso do Livro de Mishlei (Provérbios): “Shéker hachen vehével haiôfi” (“A graça é enganadora e a beleza é insignificante”). As roupas das moças tinham que ser emprestadas. Elas trocavam de roupas umas com as outras, para que os rapazes não soubessem quem realmente podia comprar vestidos caros e quem apenas os emprestava. O objetivo era evitar que houvesse diferença de qualidade entre as roupas. Desta forma, as jovens de famílias humildes estariam tão bem vestidas quanto às de famílias abastadas.


A data de Tu BeAv marcava o dia em que casamentos entre as diferentes tribos do povo judeu eram permitidos. Anteriormente, tais relacionamentos eram proibidos com o objetivo de conservar as terras pelas tribos originais. Com a lembrança da destruição dos Templos e outros eventos tristes para a história do povo judeu na data de Tishá BeAv, esta festa de Tu BeAv destaca um tema fundamental, que é a união.


Tu BeAv expressa a união e o amor como temas fundamentais. Rabi Chaim Vital (cabalista) com base na guemátria define o amor da seguinte forma: a palavra hebraica ahavá (amor) tem o valor numérico 13. O valor numérico do Nome de D’us é 26. Assim, quando duas pessoas amam-se mutuamente, a combinação de seu amor (13+13), faz com que o Todo-Poderoso (26) esteja cada vez mais presente entre eles.


O Código da Lei Judaica não determina observâncias e costumes para a data de 15 de Av, com exceção da orientação que, a partir de 15 de Av, deve-se aumentar o estudo de Torá, pois nesta época do ano as noites começam a alongar-se, e “a noite foi criada para o estudo”.




O Talmud considera o dia 15 de Av como a maior festa do ano, bem perto de Iom Kipur.


Dias atuais: Em Israel, tornou-se o feriado das flores, pois é costume presentear com flores a quem se ama.


Referências Bibliográficas

  • STEINMETZ, Avraham. O Guia. Fundamentos judaicos para iniciantes. 2.ed. São Paulo: Chabad, 2005.
  • WOOL, Danny e YUDIN, Yefim. O ano judaico ilustrado. São Paulo: Sefer, 2007.

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