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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Titular de Literaturas Hebraica e Judaica e Cultura Judaica - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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domingo, 25 de dezembro de 2011

Alunos judeus, islâmicos e cristãos ensinam tolerância em Israel

O Globo online (24/12/2011): Alunos judeus, islâmicos e cristãos ensinam tolerância em Israel: Uma árvore com guirlandas brilhantes, um candelabro com nove velas e o desenho de dois carneiros enfeitam o hall de entrada de uma escola diferente, no coração de Tel Aviv. Os três símbolos religiosos — que representam o Natal, Hanuká e a Festa do Sacrifício, as comemorações de dezembro de cristãos, judeus e muçulmanos — convivem pacificamente no Colégio Bialik-Rogozin, onde 900 crianças de baixa renda de 48 países, com idades entre 5 e 18 anos, encontram-se diariamente para estudar. Algumas nasceram em Israel, outras são filhas de refugiados ou imigrantes. Algumas enfrentam a ameaça de deportação, outras lutam por inclusão mesmo já tendo recebido cidadania. Todas, no entanto, têm algo em comum: histórias de conflito, pobreza e superação para contar. >>> Leia mais, clique aqui.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Judeus e Muçulmanos na França: Mudando respostas à diversidade cultural e religiosa

Revista de Estudos da Religião - REVER (setembro - Ano 10 – 2010)

Judeus e Muçulmanos na França: Mudando respostas à diversidade cultural e religiosa

Martine Cohen

Resumo: A partir do caso das comunidades de judeus e muçulmanos na França, em contexto de globalização, a autora examina as consequências das reinvindicações religioso-identitárias face ao Estado Laico francês. Recorrendo a uma perspectiva histórica que remonta o final da Segunda Guerra Mundial, ela analisa o atual debate “laicidade x multiculturalismo”, indagando como o multiculturalismo/globalização pode desestabilizar estruturas jurídico-políticas do Estado laico na França.

Palavras chave: Judeus, Muçulmanos, França, Laicidade, Multiculturalismo

Texto PDF [páginas 48-69]

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Papa e Mahmoud Abbas impulsionam cooperação entre Israel e Palestina


Os artigos sobre Israel sempre atualizados você encontra aqui.



Destaque 1


Destaque 2


Destaque 3

  • Muçulmanos passam de 1,5 bi e são quase 25% da população mundial: Um relatório do instituto americano Pew Forum on Religion & Public Life divulgado nesta quinta-feira aponta que 22,9% --quase um quarto da população mundial de 6,8 bilhões-- são muçulmanos. Com dados de 232 países, o instituto mapeou por três anos o mundo muçulmano, e mostra que eles são a maioria na Ásia e que, ao contrário do que os EUA e a Europa temem com a imigração, ainda representam uma porcentagem pequena nestas regiões. "Mapping the Global Muslim Population" ("Mapeando a População Muçulmana Global", em tradução livre), descrito como estudo único na área, aponta que há um total de 1.571.198.000 muçulmanos em todo o mundo. Comparativamente, segundo projeções de 2005 do World Religions Database, há cerca de 2,25 bilhões de cristãos no mundo.


BBC Brasil (08/10/2009)


Observatório da Imprensa (08/10/2009)


CJL (08/10/2009)


Zenit (08/10/2009)

  • Bento XVI: é necessário construir juntos a verdadeira civilização: A lembrança do último conflito mundial deve ser uma verdadeira advertência e um estímulo para construirmos juntos uma verdadeira civilização, não fundada sobre a violência, mas sobre a colaboração dos crentes das diversas religiões.
  • Liberdade religiosa: mais fundamental que liberdade de expressão: "A liberdade religiosa é um direito mais fundamental e importante que a liberdade de expressão": assim afirmou Dom Antonio Fronteiro, na Cúpula da OSCE, que termina hoje em Varsóvia (Polônia). Dom fronteiro representava a Santa Sé no encontro, que tratou sobre "Liberdade de pensamento, consciência, religião e crenças" e que começou no último dia 29 de setembro. O prelado, em sua intervenção, afirmou que, junto a antigos desafios, como atos de intolerância, violência ou discriminação, hostilidade social ou estereótipos religiosos, nos últimos tempos surgiram outros, que têm a ver com o relativismo.
  • Papa e Mahmoud Abbas impulsionam cooperação entre Israel e Palestina: Bento XVI e o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, destacaram a importância da cooperação e do respeito mútuo entre Israel e Palestina, e do apoio internacional para solucionar o conflito entre os países.
  • EUA: bispos esclarecem declaração sobre diálogo católico-judaico: O cardeal Francis George, de Chicago, presidente da Conferência Episcopal dos Estados Unidos (USCB), e outros quatro bispos fizeram pública nesta segunda-feira uma “Declaração de Princípios para o Diálogo Católico-Judaico”. O cardeal e bispos também disseram em uma carta que o documento de 18 de junho, intitulado “Nota sobre Ambiguidades Contidas em ‘Reflexões sobre Aliança e Missão’” deveria ser emendado, cortando duas frases que podiam levar a mal-entendidos sobre o propósito do diálogo inter-religioso. A Nota enfrenta temas relativos à evangelização e à aliança judia, que foram debatidos em um artigo escrito em 2002 por um grupo de estudiosos católicos, consultores da USCCB e o Conselho Nacional de Sinagogas.


Aurora Digital (Israel)


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08/10/2009

07/10/2009

06/10/2009

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Identity Crisis: Muslims in Europe

JTA (26/02/2009)


Zenit (26/02/2009)


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26/02/2009

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Musulmanes albaneses salvaron a judíos

Aurora (22/02/2009): Musulmanes albaneses salvaron a judíos: Parece un escenario de una película, pero es una historia vivida en carne y hueso que podría haber costado la vida a una familia musulmana albanesa que durante un año en la II Guerra Mundial acogió a una joven judía mientras su casa estaba ocupada por soldados nazis. La ayuda que salvó la vida de esta judía, y de los demás judíos que se refugiaron en Albania durante el Holocausto, se basó en el respeto de los principios del Islam y en un antiguo código en Albania que considera al huésped tan sagrado como Dios. >>> Leia mais, clique aqui.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Israel x Gaza x Oriente Médio (266) .... 'O Papa decepcionou judeus e muçulmanos'

O Globo, Mundo, página 34, em 08/02/2009.


'O Papa decepcionou judeus e muçulmanos'

Teólogo afirma que as últimas decisões de Bento XVI causaram um dano quase irreparável à Igreja Católica


ENTREVISTA Hans Küng

O teólogo suíço Hans Küng, de 80 anos, ex-colega de Joseph Ratzinger no Departamento de Teologia da Universidade de Tübingen, nos anos 60, disse que as últimas decisões do Vaticano causaram um dano quase irreparável para a Igreja Católica. Em entrevista ao GLOBO, Küng afirmou que não foi por mal-entendido que Bento XVI reabilitou os bispos que negam o Holocausto e que Ratzinger sempre teve uma simpatia pelas tendências ultraconservadoras da Igreja. Para ele, os danos serão notados até no Brasil, onde a perda de credibilidade poderá causar uma escassez ainda maior de padres. Küng é presidente da Fundação Ética Mundial, que promove o estudo de relações interreligiosas, com sede na Alemanha.


Graça Magalhães-Ruether Correspondente

BERLIM


O GLOBO: A chefe do governo alemão, a chanceler federal Angela Merkel, ficou satisfeita ao tomar conhecimento de que o Vaticano havia finalmente exigido de um dos bispos que haviam tido a excomunhão revogada deixasse de negar o Holocausto.


Dias antes, ela exigira um esclarecimento do caso por parte do Papa. Um chefe de governo pode tentar interferir nas decisões da igreja?

HANS KÜNG: Neste caso, sim.

Ela tinha ouvido muitos comentários apreensivos de católicos e judeus. Ela tentou interferir por ter o receio de que um Papa alemão prejudicasse a imagem dos alemães. Ela pôde interferir porque o assunto não diz respeito apenas à igreja, mas é um tema muito importante para os alemães, a lembrança da época mais dramática da História do país, o trauma do regime nazista e do Holocausto.


Na sua opinião, o Papa foi ingênuo ao suspender a excomunhão dos bispos?

KÜNG: Ele não foi ingênuo e não se trata também de um mal-entendido, nem de um erro de comunicação. O Papa decepcionou agora os judeus da mesma forma que fizera antes com os muçulmanos. Já em consequência da sua origem bávara, ele sempre teve um devocionismo católico. As últimas decisões do Vaticano causaram um dano quase irreparável para a Igreja Católica.


Ele não foi ingênuo. Sempre teve uma simpatia secreta pelas tendências ultraconservadoras da Igreja. Na época do início do Concílio Vaticano II, em 1962, quando nós dois éramos os conselheiros mais jovens do Concílio, nos entendemos muito bem. E também durante o nosso trabalho na Universidade de Tübingen, onde nós éramos professores. Mas, já no final dos anos 60, por ocasião da revolta estudantil, Ratzinger mostrou sinais do seu reacionarismo.


No início do seu pontificado, Bento XVI parecia ter deixado de ser reacionário. O que mudou?

KÜNG: Eu acho que ele decepcionou o mundo católico.


Eu também me decepcionei.


Pouco depois do conclave, em 2005, eu tive com Bento XVI uma conversa de quatro horas em Castel Gandolfo. A minha impressão foi muito positiva. Pensava que se tratava do início de uma nova era. Mas depois não vi mais nenhum sinal por parte dele que indicasse que queria renovar a igreja. Vimos apenas um retorno ao passado, a volta da missa em latim, as orações pela iluminação dos judeus da Sexta-Feira Santa e agora essa reabilitação de bispos que têm posições contra os judeus.


Que opção resta ao Vaticano agora, depois de ter provocado uma avalanche de críticas? O Papa pode pressionar por uma mudança de posição dos religiosos que foram perdoados, como já chegou a exigir?

KÜNG: É muito difícil. Não se trata apenas do bispo que negou a existência do Holocausto.


Para mim, igualmente importante é a posição dessa ordem em relação ao judaísmo internacional e ao Concílio Vaticano II, como sobre a liberdade de religião, relações positivas com a igreja protestante, melhoria das relações com a religião muçulmana e, principalmente, a reforma litúrgica decidida pelo concílio.


Como o Papa Bento XVI poderia evitar mais danos para a Igreja Católica?

KÜNG: O Papa tem duas possibilidades.


Ele pode procurar ter paciência até o fim da polêmica, na esperança de que as críticas diminuam. Mas aí ele corre o mesmo risco que teve o Papa Paulo VI, em 1968, por ocasião da encíclica “Humanae Vitae”, contra a pílula e os métodos anticoncepcionais . Ele também tentou aguardar o fim da polêmica, mas esse fiasco passou a ser constantemente associado ao seu pontificado. A melhor possibilidade seria exigir dos bispos que mudem suas posições em relação ao Concílio Vaticano II. Caso contrário, a excomunhão deve voltar a vigorar.


Na minha opinião, seria importante que Bento XVI ressaltasse a importância do concílio e do Papa João XXIII agora, quase 50 anos depois do concílio.


O Vaticano corre o risco de perder a sua credibilidade no mundo católico?

KÜNG: O risco é grande, pois a polêmica atual ocorre em uma situação já crítica da Igreja. Essa perda de credibilidade é o pior que poderia acontecer com um Papa. Ele deveria abordar os problemas da Igreja, a falta de coleguismo entre os bispos, os problemas das comunidades, que são cada vez mais graves no Brasil, como a escassez de padres, dos constantes escândalos sexuais envolvendo padres e bispos. A perda de credibilidade da igreja poderá aumentar a escassez de padres no Brasil. O Papa precisa agir com urgência para resolver esses problemas em vez de perder tempo reabilitando bispos que são antijudeus e antiConcílio Vaticano II.


O senhor é a favor de uma possível renúncia do Papa Bento XVI?

KÜNG: Teoricamente, uma renúncia seria possível. Alguns jornais chegaram a divulgar que eu havia exigido a renúncia, mas isso não é verdade. Eu exigi apenas uma correção da política do Vaticano.



CREMESP (06/02/2009)


FSP online (08/02/2009)


Último Segundo (08/02/2009)


Correio Braziliense (08/02/2009)


Zero Hora (08/02/2009)


BBC Brasil (07 e 08/02/2009)


Gazeta do Povo (06/02/2009)


El Reloj (08/02/2009)


Iton Gadol (07 e 08/02/2009)


Live Journal (18/01/2009)



Veja mais:

08/02/2009



quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Judeus e Muçulmanos tentam superar sensação de isolamento no Natal

Gustavo Chacra, em 25/12/2008: Judeus e muçulmanos não têm Natal. Para quem vive no mundo árabe ou em Israel, não é um grande problema. A Universidade Hebraica de Jerusalém tem aulas normais nos dias 24 e 25 de dezembro. Bancos e lojas abrem em países como a Arábia Saudita. A data que, segundo a tradição, marca o nascimento de Jesus é quase um dia como outro qualquer. No caso israelense um pouco menos, devido ao enorme número de turistas que vão passar o Natal em Belém e Jerusalém.


Já quem não é cristão e vive em países como o Brasil deve se sentir um peixe fora da água. Uma criança judia ou muçulmana em uma escola de São Paulo que não seja religiosa deve sem dúvida questionar muito os pais quando chega em casa. "Por que eu não recebo presente de Papai Noel?", "Por que não tem árvore de Natal aqui em casa?" são algumas das perguntas que elas devem fazer.


Os americanos perceberam o sentimento de isolamento de comunidades não-cristãs durante o Natal e começaram a tomar algumas medidas. No fim do ano, em vez de desejar "Merry Christmas" (Feliz Natal), os americanos dizem "Happy Holidays" (bom feriado ou boas festas). Em muitos prédios de Nova York, uma Menorah (candelabro) é colocada ao lado da árvore de Natal para celebrar o feriado judaico do Hanukkah, que cai mais ou menos nesta época do ano.


No Brasil e no Líbano, sei de famílias muçulmanas menos religiosas que trocam presentes e enfeitam árvores no Natal como se fosse uma festa familiar, não religiosa. Algumas comunidades islâmicas brasileiras chegam a organizar festas juninas.