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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Titular de Literaturas Hebraica e Judaica e Cultura Judaica - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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domingo, 8 de agosto de 2010

Autor israelense da Flip diz que pode queimar a Bíblia e seguir sendo judeu

FSP – Ilustrada (06/08/2010): Autor israelense da Flip diz que pode queimar a Bíblia e seguir sendo judeu: ROBERTO KAZ - ENVIADO ESPECIAL A PARATY. Quando indagado sobre os motivos simbólicos que o levaram a escrever sobre um poço de elevador onde o vento emite uivos, o israelense Abraham B. Yehoshua foi pragmático: "É o elevador do meu prédio, em Tel-Aviv. Os vizinhos ficaram felizes quando escrevi sobre ele". Veja a cobertura completa da Flip. Autor de "Fogo Amigo" (Cia. das Letras, tradução de Davy Bogomoletz), Yehoshua divide, hoje, a mesa "Promessas de um Velho Mundo", às 17h15, com a iraniana Azar Nafisi. Na pauta está o objetivo de discutir "o papel da literatura como caminho para um diálogo entre as culturas em conflito". Aos 73 anos, Yehoshua diz saber que a literatura tem um poder lento e limitado de mudança. Por isso, além de escrever, ele costuma palestrar, em diversos países, para promover o ideal sionista (que defende o retorno dos judeus a Israel). Foi em um desses discursos, nos EUA, que Yehoshua lançou a máxima: a de que uma existência judaica só pode ser completa se vivida em Israel. "Se não", disse à Folha, "é como um homem que ama sua mulher, mas prefere viver sozinho. Se você a ama, case-se". JUDEU NÃO RELIGIOSO. Embora exagerado quanto ao que chama de "plena identidade judaica", Yehoshua carrega uma estranha ambiguidade: não é religioso. "Antes de o Estado de Israel ser fundado, os judeus não tinham um componente nacionalista. Por isso, toda energia se voltou para a religião. Agora não, temos um país, uma língua. Posso queimar a bíblia e continuar sendo judeu. A religião é apenas um dos nossos legados", diz. Ele não é o primeiro israelense convocado à Flip para tratar de política. Há três anos, Amos Oz veio a Paraty para pensar "o papel da literatura na luta contra a injustiça". Yehoshua concorda que o contexto de guerras de seu país serve como garoto-propaganda: "Não somos publicados apenas por isso, mas ajuda. Quando a literatura sul-americana era muito popular, se devia à qualidade da escrita de alguém como Borges aliada às disputas civis na Argentina da época". Ultimamente, todavia, ele anda mais interessado nos meandros da engenharia mecânica: o elevador de seu prédio ainda não foi consertado. Veja a íntegra da entrevista, clique aqui.


terça-feira, 11 de novembro de 2008

Israel Versus Diáspora: O Caso Brasileiro Analisado à Luz das teorias de A. B. Yehoshua

Israel Versus Diáspora: O Caso Brasileiro Analisado à Luz das teorias de A. B. Yehoshua

Leopoldo O. C. de Oliveira

Em 1984, A. B. Yehoshua, um dos maiores romancistas vivos de Israel, publicou uma coletânea de cinco artigos sobre sociedade israelense, sionismo e diáspora. O volume intitula-se Pelo direito à normalidade e dele gostaria de destacar dois ensaios: “Judeu, israelense, sionista: revisão de conceitos” e “A diáspora: uma solução neurótica”. Nesses ensaios, Yehoshua examina aspectos importantes da estrutura societária israelense, contrastando-os com os da diáspora. Neste texto, pretendo examinar sucintamente em que extensão as idéias de Yehoshua sobre o viver diaspórico coincidem com a realidade social e identitária de comunidades e indivíduos judeus no Brasil, ou dela divergem. >>> Leia mais em Revista Palimpsesto, Número 4 (2005)


Veja mais:

A trajetória sefardita em O Sr. Máni, de A. B. Yehoshua