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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Doutora - Categoria: Associado III - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

A trajetória sefardita em O Sr. Máni, de A. B. Yehoshua

A trajetória sefardita em O Sr. Máni, de A. B. Yehoshua - considerações sobre a identidade judaico-israelense.

Leopoldo Osório Carvalho de Oliveira.

Unidade: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH/USP).

Área de concentração: Língua Hebraica, Literatura e Cultura Judaicas.

Dissertação de Mestrado.

Data de defesa: 05/12/2001.

Resumo: O presente trabalho tem como objetivo principal examinar como se dá a recriação ficcional da trajetória sefardita na modernidade, através do âmbito do Mar Mediterrâneo e de Israel, no romance O Sr. Máni, de A. B. Yehoshua. Para tanto, foi dividido em cinco capítulos: I: apresenta alguns dados biográficos de A. B. Yehoshua, examina as relações do romance O Sr. Máni com o restante de sua obra e biografia, analisa suas inovações formais e temáticas, descreve sua fortuna crítica. II: examina os principais elementos da narrativa do romance estudado, subordinados a uma concepção de historiografia crítica, aquela que em grande medida foge da tradição historiográfica da descrição e análise de grandes fatos para centrar a atenção em como os mesmos influem na vida do indivíduo. III e IV: analisam a primeira e a quarta conversas do romance, com algumas referências à terceira, buscando estabelecer qual o papel desempenhado pela ideologia sionista na formação da identidade judaico-israelense; tendo como momentos privilegiados seu declínio e sua origem. Trata da natureza específica da crise identitária sabra e das relações inter-étnicas no seio dessa sociedade, que possivelmente estariam, a par do declínio da ideologia política, na raiz desta mesma crise. V: estuda a segunda conversa do romance, pontuada de referências à quinta, buscando estabelecer qual a visão que se pode extrair do romance sobre as influência do Holocausto e do judaísmo na construção de uma identidade étnica em Israel. Os pressupostos teóricos que dão suporte a esta análise são, basicamente, a visão nazista sobre os judeus e a reação destes a tal visão e as relações entre os judeus e outras etnias no período do Velho Ishuv. CONCLUSÃO: trata alegoricamente os temas do suicídio, da orfandade, da bastardia e outros recorrentes no romance, no sentido de que podem refletir posicionamentos do autor sobre o devenir histórico e a estrutura da atual sociedade israelense e de sua crise de identidade.

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