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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Doutora - Categoria: Associado III - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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sexta-feira, 21 de março de 2008

A Páscoa e o Purim

TV Globo – Jornal Hoje – 21/03/2008.
Alberto Gaspar

A Páscoa e o Purim

Em Jerusalém, terra santa para várias religiões, o feriado cristão da Páscoa coincidiu com uma festa muito animada para os judeus.

Peregrinos cristãos de todo o mundo percorreram nesta sexta-feira as ruas históricas de Jerusalém para lembrar o sofrimento de Cristo. A procissão da Via Dolorosa coincide com uma das festas mais animadas do calendário judaico.

Veja na reportagem especial do correspondente Alberto Gaspar.

Nas estreitas, lotadas e superpoliciadas ruas da Cidade Velha, religiosos abrem passagem para o patriarca latino de Jerusalém, o palestino Michel Sabbah. Ele se junta aos muitos fiéis do mundo inteiro que percorrem a Via Dolorosa, o caminho seguido por Jesus rumo à crucificação.

Os frades franciscanos lideram a principal procissão, no fim da manhã – entre eles, um brasileiro do Rio Grande do Sul. “É uma sensação muito forte, muito bonita para nós também", diz o frade Wahner Zimmer.

Os cristãos representam só 2% da população da Terra Santa, e só católicos e protestantes – minoria entre eles – celebrarão a Páscoa neste domingo. Os cristãos ortodoxos usam outro calendário.

A Páscoa judaica, que tem um significado completamente diferente, só será comemorada daqui a um mês. O que acontece nesses dias é uma outra celebração, das mais alegres; as pessoas saem às ruas fantasiadas, parece um Carnaval. É o Purim.

Nesta festa judaica, fantasias servem para celebrar uma vitória obtida há 2.500 anos, quando os judeus foram salvos de um massacre, sob domínio do Império Persa. “É uma alegria total. Tem festas em todos os lugares e muita bebida. É um dia de ficar alegre”, explica a agente de viagens Adriana Bonder.

A comida também faz parte do Purim. O mercado fica cheio, e um tipo de bolacha recheada faz muito sucesso. A tradição é trocar presentes desse tipo com os amigos e também dar dinheiro aos pobres, nos explica uma senhora.

Nesta terra de tantos contrastes, os calendários foram particularmente caprichosos este ano.

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