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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Doutora - Categoria: Associado III - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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quinta-feira, 10 de abril de 2008

O Pessach e a verdadeira liberdade

O Pessach e a verdadeira liberdade

por Iehuda Gitelman, líder espiritual do Centro Israelita

As festividades nos evocam símbolos e historias para pensar nos valores mais constitutivos de nosso ser.

Pessach colabora chamando a atenção para um conceito tão difícil e abstrato como a liberdade. Entoando: "Abadim ainu, atá bnei chorin" - "Fomos escravos e agora somos livres", nos ajudando, assim, a definir quem somos. Somos aqueles que alguma vez servimos a um faraó, aqueles que sairão do Mitzraim e aqueles que transmitiram estes sucessos "vechol dor vador" , "em cada geração".

Mas quem somos hoje? Somos tão livres como aquele povo libertado da escravidão, aquele povo, o nosso povo?

Pensar em liberdade para não é uma tarefa fácil. Este conceito que se apresenta como uma idéia fechada, sem aberturas ou contradições, e todos concordamos, ao tentar defini-la, que é difícil estabelecer um significado, de lhe dar algum encaminhamento mais certeiro.

Embora associemos à liberdade à possibilidade de escolher ou a capacidade de decidir, imediatamente descobrimos que estes atributos estão sempre limitados por um espectro de variantes tão amplo como nossas circunstâncias, nosso entorno, nosso contexto, nossa educação e, nem mais nem menos do que nossos próximos.

Mesmo assim, insistimos em buscar, em rastrear aquilo que os chaguim possam nos oferecer como possíveis pistas as perguntas que eles mesmos nos apresentam.

Pensemos então na travessia, na viajem que empreendem os Bnei Israel "à liberdade" e vamos encontrar ali, no mesmo caminho, com os mesmo problemas. Assumindo que a liberdade, mais do que um ponto de chegada, nos coloca num lugar de compromissos e responsabilidades, que são aspectos inerentes à liberdade, que, contudo são esquecidos com freqüência.

E então, tropeçamos com as mesmas dúvidas que encontrou o povo no enorme e vazio deserto, e assim, talvez consigamos nos identificar com "nosso povo" e nos perguntar: "atá bnei chorin" : "agora somos livres".

Se Bnei Israel descobre que sua liberdade física não fosse é suficiente para ser libertado de seu condicionamento espiritual, não é necessário que experimentemos o encerramento para nos perguntar sobre nossas próprias ataduras.

Se a multidão que segue a Moshe descobre que ser livre implica tomar decisões, escolher e concordar, não será para nós difícil encontrar aspectos de nossas vidas em que preferimos evitar estas tarefas.

Se este grupo nascente descobre em seu andar que as vezes é difícil conciliar as liberdades individuais com os projetos coletivos, talvez possamos contar inumeráveis ocasiões na qual esta disjuntiva se faz presente.

Mais uma vez, o chag, nos acerca valores completamente vigentes, que nos propõe repensar estas categorias constantes e sua significação em nosso tempo.

À afirmação "atá bnei chorin" , impõe um interrogante que imediatamente nos leva a um caminho pesado e trabalhoso pelo deserto, um caminho de andar lento, mas que se dá na coletividade, com todo nosso povo caminhando à par.

Extraído de:
Koleinu 174 | O Pessach e a verdadeira liberdade – 11 de abril de 2008.
Centro Israelita – Porto Alegre, RS

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