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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Doutora - Categoria: Associado III - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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quarta-feira, 14 de maio de 2008

Comemoração do aniversário de Israel gera debate entre pesquisadores

Para professor americano, data deve ser celebrada apesar de erros israelenses. Pesquisadora de origem palestina diz que país impõe apartheid na região.


Do G1, em São Paulo
G1, em 14/05/2008.

Fogos de artifício e fanfarra militar marcaram, na última semana, em Jerusalém, o início das celebrações pelos 60 anos da criação do Estado de Israel, em 14 de maio de 1948. O país celebrou a data na quinta-feira, dia 8, por causa do calendário judaico.

Enquanto Israel celebrava o 60º aniversário da sua fundação, milhares de árabes palestinos que vivem no território israelense lamentavam os 60 anos da “Nakba”, a Catástrofe, como se referem à perda de suas terras e a saída para o exílio após a criação do Estado judeu, em maio de 1948. À época, os líderes palestinos rejeitaram a proposta da ONU para dividir o território em dois Estados, um árabe e outro judeu. Centenas de milhares de palestinos ainda se consideram refugiados de 1948.


O G1 entrevistou dois pesquisadores da questão israelense-palestina para saber se há motivos para que o mundo comemore os 60 anos de Israel, e vislumbrar um fim pacífico para os conflitos na região.


Para o cientista político norte-americano Mitchell Cohen, é preciso distinguir políticas de um governo ou outro do projeto em si, e, apesar de erros, o Estado judeu deve ser celebrado como libertação, reconstrução bem-sucedida de um povo perseguido. Segundo o professor da City University of New York e Phd pela Universidade Columbia, isso não significa esquecer os palestinos, que merecem ser lembrados. Ele critica que Israel tenha se transformado em um bode expiatório para os problemas do Oriente Médio, um símbolo do “imperialismo”.


Clique para ler: Apesar de erros, Estado judeu deve ser celebrado


A pesquisadora do Instituto para Estudos Palestinos Nadia Hijab discorda. Para ela, em vez de celebrar a fundação de um Estado, o aniversário da independência israelense deve ser aproveitado para observar o sofrimento palestino. Segundo ela, o que acontece com os palestinos sob domínio israelense pode ser comparado ao apartheid sul-africano, e não pode ser comemorado.


Leia aqui: Mundo não deve comemorar novo apartheid


Israel nasceu em parte com base na reivindicação histórica dos judeus sobre as terras bíblicas, e em parte para que servisse de refúgio aos sobreviventes das perseguições anti-semitas na Europa, que culminaram no Holocausto nazista.


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