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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Doutora - Categoria: Associado III - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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quinta-feira, 26 de junho de 2008

Veiculação de mensagens neonazistas mostra falhas no comércio online

Selo com perfil do vice de Hitler, Rudolf Hess, camisetas que denunciam o fabricante e a divulgação oficial de dados pessoais de cidadãos na internet mostram falhas no sistema de ofertas online.

Deutsche Welle, em 25/06/2008 - Como o país das máquinas e da logística, a Alemanha reúne as melhores condições para o desenvolvimento do setor de serviços através da internet. Até mesmo o carteiro não se faz necessário, já que a encomenda pode ser recebida ou enviada na caixa automática de correio.

A economia de mão-de-obra não é a única conseqüência da automatização de serviços. A internet possibilita a personalização do desejo de compra de um consumidor cada vez mais exigente e permite, por exemplo, que funcionários de uma repartição pública tenham acesso aos dados dos cidadãos.

No entanto, a recente disponibilização de dados de milhares de cidadãos alemães na internet, como também uma encomenda online de neonazistas e de uma blogueira mostraram falhas nas vantagens do mundo automatizado que o setor de serviços já há muito descobriu.

Selo de Hess

Desde fevereiro, clientes da Deutsche Post (companhia de correios alemães) podem encomendar envelopes e selos personalizados através da internet. Para tal, basta o freguês enviar uma foto digital para o servidor dos correios. Esta será então impressa em forma de selo, que poderá ser usado normalmente na correspondência. Para evitar o mau uso, um grupo de doze pessoas é responsável pelo controle das fotos enviadas, informou a Deutsche Post.

Isto não impediu, no entanto, que neonazistas tenham enviado a foto de perfil do vice de Hitler, Rudolf Hess, condenado à prisão perpétua após a Segunda Guerra, que foi impressa em 20 selos dos correios alemães em março último. A ação só veio a público porque os próprios neonazistas se vangloriaram do fato na sua página de internet.

"Normalmente, não há problemas, só com a foto de Hess deu errado", afirmou o porta-voz dos correios Dirk Klasen à emissora WDR. Os correios não desistirão de sua oferta online e acirrarão o controle dos selos personalizados, explicou Klasen, salientando, no entanto, que "100% de segurança não é possível". Os correios teriam que aumentar seu grupo de controladores para 500 especialistas, explicou.

Camisetas da Tchibo

A Tchibo, uma das maiores torradeiras de café da Alemanha, que domina também o mercado online de não-alimentos, retirou sua oferta de impressão de camisetas personalizadas através da internet, após a blogueira e ativista do Greepeace, Kirsten Brodde, que há muito se ocupa de processos de produção de vestimentas, ter encomendado duas camisetas com os dizeres "Camisetas da Tchibo: feitas por um salário de fome" e "Esta camiseta foi costurado por uma criança para a Tchibo".

Para a surpresa de Brodde, as camisetas lhe foram enviadas no começo de junho. A responsável pelo blog Grüne Mode (moda verde) posou então com uma delas em frente a uma loja da Tchibo em Hamburgo, conclamando os passantes a indagá-la sobre a camiseta que vestia. Depois de pouco mais de meia hora, policiais encerraram a ação da blogueira.

Sobre o assunto, a Tchibo informou à revista Spiegel Online que "estamos contentes que descobrimos lacunas em nosso controle de qualidade através da ação da Sra. Brodde". Informada anteriormente sobre o fato pela própria blogueira, a Tchibo exigira a devolução das camisetas, oferecendo em troca, além do preço de compra, um pacote de café de comércio justo – que não se pode comprar nas lojas da Tchibo, comenta a Spiegel Online.

Serviços de internet de repartições públicas

Falhas de controle podem ser usadas para ações de conscientização, mas podem também prejudicar milhares de cidadãos. Este foi o caso da colocação, por engano na internet, dos dados de centenas de milhares pessoas por parte das prefeituras alemãs. A culpa foi de uma firma de software, cujo erro foi constatado somente na semana passada. Dados como endereço, estado civil, religião, data de nascimento e até mesmo fotos estavam disponibilizados online.

Por falta de atenção dos programadores, a firma de software HSH publicou em sua página de internet a senha de acesso aos dados de cidadãos inscritos em prefeituras de toda a Alemanha, que por sua vez não modificaram as senhas dos programas instalados pela HSH. Segundo a mídia alemã, o número de municípios afetados poderiam chegar a duzentos.

A firma HSH admitiu o erro, mas afirmou que somente 15 municípios foram prejudicados. HSH já se corrigiu, mas, como afirmou a porta-voz de política interna da bancada do Partido Liberal no Parlamento alemão, Gisela Piltz, casos deste tipo abalam a confiança nos serviços de internet de repartições públicas.

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