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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Doutora - Categoria: Associado III - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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sábado, 5 de julho de 2008

As Três Semanas: 17 de Tamuz - 9 de Av

As Três Semanas: 17 de Tamuz - 9 de Av
19 de julho - 10 de agosto, 2008
Tishá Be’Av 9-10 de agosto, 2008 – 9 de Av

17 de Tamuz - Este jejum lembra a ruptura das muralhas de Jerusalém, que resultou na conquista da cidade. Nesta data começam as três semanas de luto pela destruição de Jerusalém e o exílio do povo judeu.

Tishá beAv - Jejum completo, desde o pôr-do-sol da véspera, para lembrar a destruição dos dois Templos, na mesma data, com uma diferença de 490 anos.

As três semanas e Tishá B’Av
Este período entre os jejuns de 17 de Tamuz e 9 de Av inclui três semanas de luto pela destruição de Jerusalém e o exílio do povo judeu. [Leia mais…]

Os Porquês do Judaísmo - Capítulo 13: Rosh Chodesh e Feriados Pós-Bíblicos
Autor: Rabino Henry I. Sobel Disponível em: <http://www.cipsp.org.br>.
(Site da Congregação Israelita Paulista). Acesso em 2º sem/1996.

Por que o nono dia do mês de Av é um dia de luto e jejum?
Tishá Be'Av, o nono dia de Av, é um dia trágico na história judaica. Nesse dia, no ano 586 antes da Era Comum, o Templo em Jerusalém foi destruído pelos babilônios. Tempos mais tarde, os judeus voltaram de seu exílio na Babilônia, reconstruíram o Templo, e restabeleceram o Estado Judeu. Mas no ano 70 da Era Comum, novamente no nono dia de Av, o Segundo Templo foi destruído pelos romanos, e os judeus foram mais uma vez exilados. Em Tishá Be'Av no ano 135 da Era Comum, ocorreu a queda da fortaleza de Betar, último reduto dos judeus contra os opressores romanos. Depois houve um Tishá Be'Av no final do século XIII, quando os judeus na França viram seus livros sagrados incendiados. E mais, em 2 de agosto de 1492, também um 9 de Av, a comunidade judaica da Espanha foi expulsa pela Inquisição.

E assim, seja por coincidência, ou mais provavelmente por desígnio, Tishá Be'Av tornou-se um dia de luto nacional. Mais ainda, tornou-se um símbolo de todas as perseguições sofridas pelo povo judeu ao longo de sua história. Ao lamentarmos a destruição do antigo Templo, recordamos também os mártires judeus que em todas as épocas deram a vida em defesa de suas convicções religiosas. Choramos a perda dos seis milhões que pereceram nos campos de concentração; dos heróis que tombaram no Gueto de Varsóvia; e dos soldados que derramaram seu sangue pelo Estado de Israel nas cinco guerras desde a sua independência.

O luto é um entre outros meios de recordar o passado. E aquele que não lembra o passado está condenado a repeti-lo. O nono dia de Av nos torna conscientes da dor de todos os homens, de todos os credos, que foram e que são vitimas do ódio, perseguição e terror.

Por que as luzes ficam quase todas apagadas durante o serviço de Tishá Be'Av?
No Templo em Jerusalém havia uma menorá cujos sete braços eram mantidos constantemente acesos, conforme as instruções divinas. O ambiente escuro na sinagoga no nono dia de Av é um símbolo de luto pela perda do antigo Santuário.

Por que a cortina da Arca Santa é removida em Tishá Be'Av?
Na época do Templo, havia uma cortina que separava o "Santo dos Santos" (o local onde ficava a Arca da Aliança, e onde somente o Sumo Sacerdote podia entrar) do restante do Santuário. Essa cortina fazia parte das instruções específicas dadas por Deus a Moisés com relação à construção do Tabernáculo. Ao removermos a cortina em Tishá Be'Av, ressaltamos que aquele Templo original não existe mais.

Além disso, a cortina diante da Arca Santa demonstra o respeito e a dignidade que associamos àquilo que é Sagrado em nossa fé. Neste contexto, a retirada da cortina simboliza a perda de dignidade que a destruição do Templo representou para o nosso povo.

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