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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Doutora - Categoria: Associado III - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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terça-feira, 12 de agosto de 2008

Israel usa canhão fedorento para dispersar ativistas

O Globo, O Mundo, página 24, em 12/08/2008.


Israel usa canhão fedorento para dispersar ativistas


Chamada de gambá, nova arma dispara líquido que lembra cheiro de cadáver e se fixa na roupa


NIALIN, Israel. Depois de canhões d’água, balas de borracha e bombas de efeito moral, manifestantes israelenses e palestinos estão enfrentando uma nova arma, pela qual não esperavam, e que em seu primeiro teste se revelou muito eficaz: o mau cheiro. Um novo canhão do Exército de Israel é capaz de dissolver multidões rapidamente e sem deixar nenhuma vítima fatal.

O nome é sugestivo e parece apropriado. Chamado boash, que em hebraico significa “gambá”, consiste num canhão capaz de disparar um líquido extremamente fedorento contra os manifestantes, que rapidamente batem em retirada.


A nova arma foi usada pela primeira vez no último fim de semana na aldeia de Nialin, na Cijordânia, e atingiu igualmente pacifistas israelenses e palestinos que protestavam contra o muro que Israel está construindo no território. De acordo com a Polícia da Fronteira, a nova arma foi usada com sucesso.


— Os manifestantes saíram correndo para tomar banho e trocar de roupa — contou o porta-voz da polícia à BBC.


O ativista israelense Kobi Mintz, do grupo Anarquistas Contra a Cerca, contou ao site de notícias Ynet que o líquido tem um cheiro horrível, parecido com o de um cadáver em decomposição.


— A
nova arma demonstra como é o cheiro da ocupação — criticou Mintz.


Balas revestidas com borracha podem matar O manifestante lamentou principalmente o fato de o canhão “gambá” ter sido usado duas semanas depois de dois adolescentes palestinos, um de 11 e outro de 17 anos, terem sido mortos por soldados israelenses durante manifestações contra a construção da barreira em Nialin. Os palestinos se queixam de que o muro, separando-os do lado israelense, cria vários inconvenientes às suas vidas e prejudica a economia em suas cidades e aldeias.


Para dispersar manifestações, o Exército israelense costuma usar gás lacrimogêneo, granadas de efeito moral, canhões de água, bombas de efeito moral ou balas revestidas com borracha. São armas consideradas não letais. Mas mesmo este último tipo de arma, se usada de forma inadequada, pode matar. Disparada a curta distância, contra a cabeça ou os olhos, a bala revestida com borracha apresenta um alto risco para a vítima.


O canhão “gambá”, por outro lado, parece não ter contraindicações letais e teve a permissão do Ministério da Saúde para ser usado. Até o momento, o único prejuízo parece estar no bolso dos manifestantes.


Eles contam que o cheiro não sai da roupa mesmo após ela ser lavada algumas vezes, acabando inutilizada.

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