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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Doutora - Categoria: Associado III - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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terça-feira, 14 de outubro de 2008

Yom Kippur leva tensão ao norte de Israel

O Globo, O Mundo, página 22, em 13/10/2008.

Yom Kippur leva tensão ao norte de Israel

Árabes e judeus se enfrentam desde quarta-feira na cidade de Akko

AKKO, Israel. Os enfrentamentos entre árabes e judeus na cidade de Akko, em Israel, se agravaram depois que mais oito casas foram alvo de atos de vandalismo e outras duas foram incendiadas por israelenses no fim de semana. O conflito começou na última quarta-feira, quando um árabe desrespeitou a tradição de não dirigir pelas ruas da cidade durante o Yom Kippur, feriado judeu que celebra o Dia do Perdão. Os israelenses reagiram, e em pouco tempo as ruas foram tomadas por hordas de manifestantes com paus e pedras.

A polícia de Israel enviou reforços para tentar deter os embates, e o primeiro-ministro Ehud Olmert — que vai deixar o cargo — ordenou “tolerância zero” com os desordeiros.


— As cenas desde o Yom Kippur são de muita tensão. A polícia já foi instruída a ter tolerância zero com a violência — declarou Olmert.


Organizações alertam que situação está “por um fio” Desde que o conflito começou, 11 residências árabes foram incendiadas, cerca de cem carros foram queimados e 40 lojas foram saqueadas. De acordo com o porta-voz da polícia israelense, Micky Rosenfeld, os moradores foram evacuados das residências antes delas serem incendiadas, e ninguém ficou ferido.


— A polícia está em alerta máximo — disse.


Sami Hawary, residente israelense e presidente de uma organização que trabalha a favor da cooperação entre os dois povos, advertiu, entretanto, que a situação em Akko está ficando insustentável.


Os enfrentamentos também trouxeram à tona as tensões entre os judeus e os cidadãos árabes de Israel que moram em Akko, e que são simpáticos aos palestinos que vivem nos territórios ocupados pelo Estado judeu. Situada no norte de Israel, Akko tem cerca de 45 mil habitantes; destes, aproximadamente 28% são de origem árabe.


— Há muitos jovens encolerizados.


As coisas por aqui estão por um fio — alertou Hawary.


Milícias palestinas prometem resposta aos ataques Os ataques contra as casas de moradores árabes tiveram repercussão entre os dirigentes de milícias palestinas em Gaza, que prometeram uma retaliação.


— A resposta aos crimes cometidos contra nossos irmãos árabes será estremecedora e não tardará. Os colonos judeus devem se preparar para pagar pela estupidez de seus líderes — declarou Abu Abir, porta-voz das Brigadas de Saladino, braço armado dos Comitês Populares de Resistência (CPR).


O líder do Hamas, Ismail Haniyeh, também condenou os atos incendiários. Ele disse que as investidas de judeus contra as casas árabes em Akko fazem parte de uma política sistemática para forças os palestinos a saírem de suas terras.

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