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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Doutora - Categoria: Associado III - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Israel x Gaza x Oriente Médio (234) .... Jimmy Carter, o cretino filoterrorista

Reinaldo Azevedo (02/02/2009)


JIMMY CARTER, O CRETINO FILOTERRORISTA (o grifo colorido é do autor)


Jimmy Carter, ex-presidente dos Estados Unidos (1977-1980), é um desses imbecis rematados que acabam adotados pelos “progressistas” porque se entende ser “um deles” – dos imperialistas -, convertido à causa “dos oprimidos”. Ontem o Estadão reproduziu uma entrevista do homem a Reza Aslan, do Global Viewpoint. O palerma que era presidente dos Estados Unidos quando se deu a revolução islâmica (1979) no Irã lidera o tal Carter Center - para promover a paz mundial e os direitos humanos, é claro...


Antes que entre no mérito das bobagens que disse sobre o Oriente Médio, cumpre recuperar um tanto da contribuição deste cidadão ao processo de paz. Como se diz acima, a Revolução Islâmica no Irã se deu sob a sua gestão. Mas não só isso. Terroristas disfarçados de “estudantes”, com o apoio dos aiatolás, mantiveram 52 reféns na embaixada americana em Teerã durante 444 dias. Foi o tempo que a gestão Carter levou para encontrar uma saída nas negociações com aqueles humanistas do turbante negro.


O ano de 1979 também foi marcado pela invasão do Afeganistão pela União Soviética. Indignado, Carter foi durão: boicotou os Jogos Olímpicos de Moscou, em 1980, ano em que começa a guerra entre o Irã e o Iraque.

Durante as duas guerras do Golfo (a de Bush pai e a de Bush filho), contra Saddam Hussein, os “progressistas” mundo afora não cansaram de lembrar que Saddam foi armado pelos EUA para tentar destruir o regime dos aiatolás. A guerra durou oito anos – estendeu-se ao longo dos dois governos de Ronald Reagan. Verdade. Mas Saddam começou a ser “usado” foi no governo do humanista Carter. Os EUA alimentaram com armas os radicais islâmicos do Afeganistão? Verdade. Mais uma política do governo... Carter. Um sábio.

Pois bem. Vamos agora à entrevista, cujo título é “Solução de dois Estados só depende de Israel''. A tese do ex-presidente está no livro "Podemos chegar à paz na Terra Santa: Um plano que vai funcionar". E por onde se começa a resolver o problema segundo esse iluminado plantador de amendoim? Israel tem de deixar imediatamente a Cisjordânia, parar com os assentamentos e eliminar o muro que separa a região do território israelense.


Huuummm... Grande idéia! Ninguém tem dúvida – a começar do Hamas e do Fatah – que, se Israel deixar a Cisjordânia agora, vai acontecer lá o que aconteceu em Gaza: uma guerra civil palestina, com a provável vitória dos terroristas. Aí, em vez de os foguetes caírem em áreas mais ou menos desabitadas de Israel, eles atinguirão o aeroporto de Telavive, bairros onde vivem milhares de pessoas, escolas... Quanto ao muro, Carter certamente sabe que os atentados suicida-homicidas foram praticamente eliminados. É feio? É. Outras alternativas foram tentadas. Também acho que os assentamentos têm de parar. Sigamos com trechos da entrevista, em vermelho. Comento em preto.


Parece que durante cerca de 40 anos o status quo beneficiou Israel. Mas agora parece que ocorreu uma virada, em termos demográficos. Não falta muito tempo para que haja mais árabes do que judeus entre o Mediterrâneo e o Rio Jordão. Esta não é a verdadeira ameaça à existência de Israel?


Exato. Logo haverá uma maioria árabe naquele território de um único Estado, o que significa que Israel terá apenas três opções completamente inaceitáveis. Uma delas é o que se pode chamar de limpeza étnica, coisa que ninguém deseja, e isto significa obrigar os palestinos a deixar o território. A segunda opção seria ter um país dentro do qual houvesse duas classes de cidadãos: uma delas seria composta pelos judeus, que teriam direito ao voto; a outra seria formada pelos árabes sem direito ao voto. E isso seria equivalente ao apartheid sul-africano.


A terceira e última opção é deixar que os árabes detenham a maioria dos votos, e com alguma divisão entre os judeus, e os árabes votando em bloco, eles controlariam todo o governo e não haveria mais um Estado judaico. Estas são as opções, excluída a solução de dois Estados.


A pergunta não trata de uma ameaça coisa nenhuma, mas do que entende ser uma fatalidade – e, nessa perspectiva, Israel já entraria numa negociação derrotado. Logo, o país estaria esperneando enquanto aguarda o fim trágico. Solidário, Carter vem lembrar três alternativas que não servem. A saída? Ora, os dois estados. Sim, bem poucos são os judeus e partidos israelenses que não concordam com isso. A pergunta é outra: quantos são os palestinos que aceitam o estado judeu?


Os israelenses saíram de Gaza, e o terror passou a dominar Gaza. Saíram do Sul do Líbano, e o terror passou a dominar o Sul do Líbano. Será que, temendo por uma das três alternativas ditas “inaceitáveis”, os israelenses devem entregar também a Cisjordânia aos terroristas? A lógica seria mais ou menos esta: "Ah, já que Carter diz que a gente não tem saída, então vamos nos render agora.


Parece que a opinião pública e a mídia americanas estão mais dispostas a criticar Israel após a guerra em Gaza.


As pesquisas mostram que isso é verdade. Acho que veremos grandes mudanças, e a demonstração mais concreta é a eleição de Barack Obama. Desde sua primeira semana na presidência, ficou claro que a paz no Oriente Médio será uma de suas prioridades. E o enviado especial escolhido por ele, George Mitchell, é muito mais qualificado do que muitos de seus predecessores.


Para qual governo americano a paz no Oriente Médio não foi uma prioridade? Ora, o próprio Carter patrocinou o acordo entre Egito e Israel, que resultou na devolução do Sinai. Qual foi a condição? Que os egípcios cessassem as hostilidades. E foi o que aconteceu. Desde aquele tempo, o acordo tem sido cumprido. E olhem que o líder israelense que celebrou o entendimento foi ninguém menos do que o durão Menachen Begin.


Mas esse nem o aspecto mais interessante da resposta de Carter. Notem que ele evoca Barack Obama justamente quando o entrevistador lembra que a opinião pública e a mídia americanas são hoje mais hostis a Israel do que já foram. Parece que o novo presidente é parte desse pacote. Mitchell??? É uma piada? Na sexta, o pacificador previu um recrudescimento da violência na região.


A maioria dos israelenses está disposta a abrir mão da Cisjordânia em troca da paz, e os palestinos desejam a mesma coisa. A poderosa voz do presidente dos EUA terá um imenso impacto sobre a opinião pública, não somente no seu país, mas também nos territórios palestinos e em Israel.


Eis o homem que demorou imodestos 444 dias para resolver a crise dos reféns na embaixada. A voz dos israelenses se faz ouvir em eleições democráticas. E é bem possível que a maioria da população defenda o fim da ocupação da Cisjordânia. Mas quem são “os palestinos” de Carter? Os do Hamas querem o fim de Israel. Faz parte de seu programa e de sua razão de ser. Um dia a “voz poderosa do presidente dos EUA” já foi a de Carter. Por que ele não celebrou o acordo com os palestinos? Por que outros não o fizeram depois dele? E Clinton? Por que não? A resposta é simples. Se eu fosse um nefelibata, poderia dizer que a vontade dos palestinos foi seqüestrada pelos terroristas. Mas tenho de ser objetivo, não? Os palestinos escolheram o terrorismo. Votaram no Hamas.


Qual seria a principal lição que o presidente deveria aprender a partir da sua experiência nas tentativas de encerrar o conflito no Oriente Médio?


Os EUA precisam desempenhar um papel forte desde os primeiros momentos de seu governo, sendo enfáticos nos esforços para conduzir as negociações até a sua conclusão. É necessário agir logo, demonstrar comprometimento profundo e ser persistente.


Claro, claro. E todo homem deve ser bom. E a gente não deve comer com os cotovelos sobre a mesa. E devemos ser generosos e audaciosos.


Este processo começa com o reconhecimento do papel desempenhado pelo Hamas nas negociações?


Ainda é cedo para isto. O Hamas se comprometeu a aceitar qualquer acordo negociado com Israel, desde que seja submetido ao povo palestino em um plebiscito, ou se for eleito um governo de unidade e os representantes do governo aprovarem o acordo. Este é um importante passo a ser dado quando chegar o momento nas negociações com o Hamas.


A fala seria coisa de vigarista se Carter não fosse apenas um tolo. As condições da “aceitação” do acordo impostas pelo Hamas dizem a razão pela qual é impossível negociar com o Hamas. Um plebiscito conduzido pelo terror resultaria na opção pela continuidade do terrorismo. A resposta ao governo de unidade nacional foi dada pelo Hamas quando expulsou o Fatah de Gaza, com a seqüência de tortura e execuções sumárias.


Talvez agora tenhamos a oportunidade de reconsiderar os últimos 30 anos de política externa americana em relação ao Irã. Que conselho daria a Obama a respeito do melhor modo de tentar uma aproximação com o Irã?


Ele já prometeu, antes e depois de ser eleito presidente, que abrirá todas as formas de comunicação com o Irã. Se você descartar o presidente Mahmud Ahmadinejad e se aproximar de membros mais responsáveis do governo do Irã, penso que, quando Obama enviar alguém para explorar as possibilidades de negociação, acho que essa pessoa será bem recebida. Meu conselho para Obama é simplesmente fazer o que prometeu que faria: abrir um canal de comunicações com o Irã.


Ora, fácil, não? Basta botar de lado o segundo homem mais poderoso do Irã, que trabalha em consonância com o núcleo duro do clero xiita... O resto se ajeita! Vamos lá, Obama, abra o canal.


O senhor é otimista com relação à situação no Irã e no Oriente Médio daqui a oito anos?


Sim, comparando com as circunstâncias atuais, de onde partimos. O melhor meio de restringir os movimentos potenciais do Irã para aumentar sua capacidade nuclear é conseguir a paz entre israelenses e palestinos, acabar com a guerra oficial entre Israel e Síria, Israel e Líbano.


Aqui, a mãe de todas as tolices: supor que a resolução dos conflitos entre os palestinos e os israelenses é central para contornar o terrorismo e a hostilidade dos países islâmicos contra Israel. A tese é simplesmente falsa. O Irã, por exemplo, que nem árabe é, está pouco se lixando para o assunto. A causa só lhe serve de um bom pretexto. Ou será que a revolução islâmica iraniana pensava nos palestinos? O jihadismo à moda Bin Laden luta contra o risco de ocidentalização do Islã – Israel é só um símbolo do que seria a conspurcação de uma terra sagrada. Se o país fosse varrido do mapa amanhã, uma nova causa de alevantaria.

Acho que isso eliminaria, e muito, a ameaça da qual os iranianos sentem que precisam se defender.


Ah, entendi. O Irã quer a bomba, gente, é para se defender! Vai ver teme ser invadido por Israel. Carter é um idiota, mas um idiota perigoso.


E de uma maneira mais geral, debilitaria a influência de Teerã e seu prestígio, que cresceu por causa da guerra do Iraque. Assim, o fim da guerra no Iraque e a paz no Oriente Médio seriam duas coisas que colocariam o Irã de volta a uma posição em que sua influência negativa em prol do terrorismo diminuiria, e o país sentiria menos necessidade de ter armas nucleares para se defender.


Certo. O corolário é o seguinte: Israel deve ir para o sacrifício, oferecendo-se em holocausto. Sai de Gaza agora, destrói o muro, expõe-se ao foguetório e aos homens-bomba do Hamas e de outros radicais. E, assim, contribui para diminuir a influência do Irã!!!


É, é um modo de ver o mundo...


Carter não deixa der uma personagem um tanto assustadora. Ele é a encarnação, no Ocidente, da lógica e dos motivos do terrorismo. No poder, foi um tolo desastrado. Fora dele, confere altitudes de fina estratégia a tolices. Ele tem pouca ou nenhuma influência. Mas o que diz é eco de teses influentes na Casa Branca e mundo afora.


O terrorismo conseguiu o que jamais imaginou que conseguisse: ser ouvido como voz legítima. E o establishment ainda bate no peito e faz um mea-culpa, a exemplo da entrevista que Barack Obama deu a uma TV árabe.


Segurem-se! O piloto aderiu!



G1 (01/02/2009)


Gazeta do Povo (01/02/2009)


FSP online (01/02/2009)


Bom Dia Brasil (02/02/2009)


FSP (02/02/2009)


Meshaal canta vitória e recebe alerta no Irã

Khaled Meshaal, líder do Hamas que vive exilado na Síria, iniciou ontem uma visita ao Irã, onde foi recebido pelo líder supremo do país persa, o clérigo Ali Khamenei. Ele cantou vitória no conflito com Israel que matou mais de 1.300 palestinos em Gaza -contra 13 israelenses-, mas recebeu um alerta.


"A República Islâmica do Irã tem uma grande participação em nossa vitória na faixa de Gaza", disse o líder do Hamas, que tem respaldo logístico e financeiro de Teerã.


"A resistência islâmica deve estar preparada para qualquer situação possível, incluindo uma nova guerra em Gaza. A guerra psicológica do inimigo ainda continua", disse Khamenei a Meshaal, que teve audiência também com o presidente Mahmoud Ahmadinejad.


O palestino confirmou que o Hamas participa das negociações de paz no Egito, mas não que o grupo aceitou um cessar-fogo permanente. "Nossa terra está ocupada agora e temos direito a resistir. Enquanto seguir assim, podemos aceitar uma trégua, mas um cessar-fogo permanente carece de significado", disse ele.


Já o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, disse que só haverá diálogo com o Hamas se o grupo "reconhecer que a Organização para a Libertação da Palestina é a única representante do povo palestino".


Criticado por entidades judaicas, Chávez culpa oposição por ataque a sinagoga

Sob uma chuva de críticas de entidades judaicas e do governo israelense, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, condenou a depredação de uma sinagoga em Caracas e acusou a oposição de estar por trás do ataque ocorrido anteontem.


"São eles mesmo, assim digo ao país! E faremos de tudo que esteja na Constituição e na lei para demonstrar as causas verdadeiras desses fatos", disse Chávez, durante um ato oficial. "A oligarquia é violenta, ela é quem mata, quem conspira."


A Chancelaria israelense, que expulsou os diplomatas venezuelanos do seu território e de Ramallah, na Cisjordânia (território palestino ocupado), na semana passada, disse, em nota, que "esse tipo de violência apenas pode ocorrer na Venezuela com o beneplácito das autoridades do nível mais alto do Estado".


Na Venezuela, lideranças da comunidade judaica, estimada em cerca de 17 mil, acusaram o "discurso violento" de Chávez de ter incentivado o ataque.


Em nota, a Confederação Israelita do Brasil (Conib) condenou o ataque e afirmou que existe "uma escalada em atos de violência e de intimidação contra a comunidade judaica da Venezuela".


Os dois vigilantes que estavam na sinagoga durante o ataque afirmaram que foram rendidos por cerca de 15 homens armados, que ficaram no prédio por quatro horas. Imagens mostram artefatos religiosos destruídos e pichações nas paredes com dizeres como "morte já" e "fora, judeus".


Recentemente, a Venezuela rompeu as relações diplomáticas com Israel por causa da invasão da faixa de Gaza, que deixou mais de 1.300 mortos, na maioria civis. Anteontem, enquanto ocorria o ataque à sinagoga, a Chancelaria venezuela realizava uma cerimônia para receber seus diplomatas expulsos por Israel.


O ataque contra a sinagoga é o último de uma série de atentados ocorridos neste mês atribuídos a grupos paramilitares chavistas contra alvos identificados como de oposição. No dia 19 de janeiro, a representação do Vaticano (Nunciatura Apostólica) em Caracas foi alvo de cinco bombas de gás lacrimogêneo, supostamente por ter dado asilo a um dirigente estudantil oposicionista. (FM)



JB online (02/02/2009)


JB (02/02/2009)

  • Israel reage e volta a bombardear palestinos - Pág. 22: Ataque destruiu uma delegacia de polícia, mas não deixou vítimas. Depois de pelo menos quatro foguetes palestinos atingirem, ontem, o sul de Israel, o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, prometeu adotar uma resposta "desproporcional" contra os disparos da Faixa de Gaza. Algumas horas depois, a força aérea israelense bombardeou o centro do território palestino. O ataque destruiu totalmente uma delegacia de polícia, mas não deixou vítimas.


O Globo, Mundo, p.20. (02/02/2009)


Hamas: Israel dará resposta 'desproporcional'

Após novos ataques de foguetes, premier Olmert diz que não permitirá que vida no sul do país fique impraticável


JERUSALÉM. O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, afirmou ontem que o país vai dar uma “resposta desproporcional” aos ataques de foguetes e morteiros disparados da Faixa de Gaza contra o seu território, usando uma palavra da qual seu governo até agora vinha se defendendo.


Criticadas pela comunidade internacional durante a ofensiva em Gaza, que causou mais de 1.300 mortes de palestinos — contra cerca de uma dezena de israelenses mortos por foguetes nos últimos anos — as autoridades de Israel afirmavam que o contraste no número de mortes não era devido ao uso desproporcional da força, porque o país tinha o direito de defender seus cidadãos.


Novas violações da trégua na Faixa de Gaza

No fim de semana, pelo menos uma dúzia de foguetes e morteiros disparados de Gaza atingiram Israel, ferindo dois soldados e um civil. O governo reagiu de imediato. Um avião israelense bombardeou uma sede das forças de segurança do Hamas em Gaza. Não houve vítimas porque Israel avisou antes e as pessoas saíram a tempo. Outro alvo foram prováveis túneis na fronteira com o Egito.


Nos últimos dias, os dois lados têm violado a trégua declarada no fim de janeiro, após três semanas de conflito. O Hamas não reivindicou os disparos de ontem, mas o governo de Israel tem dito que considera o grupo — que controla Gaza desde junho de 2007 — responsável por qualquer ataque vindo de lá.


— Não vamos concordar em voltar às regras antigas do jogo e vamos agir de acordo com as novas regras, que garantirão que não sejamos levados a uma guerra de olho-porolho, que não permitirá uma vida normal no sul do país — disse Olmert. — A resposta virá no tempo, no lugar e da forma que decidirmos.


A uma semana das eleições gerais em Israel, os três principais candidatos — a chanceler Tzipi Livni, o ministro da Defesa, Ehud Barak, e o líder do Likud, Benjamin Netanyahu — também aproveitaram o dia de ontem para deixar claro aos eleitores que manterão a política de retaliações duras.


— A resposta deve ser severa e imediata — disse Tzipi, do mesmo partido de Olmert.


No Egito, especialistas americanos estão em Rafah, fronteira com Gaza, para instalar mais equipamentos de vigilância e dispositivos para detecção de túneis. O objetivo é evitar o contrabando de armas para Gaza, uma das reivindicações de Israel.


Por sua vez, o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, disse ontem no Cairo que “não vai dialogar com aqueles que não reconhecem a Organização para a Libertação da Palestina (OLP)”, em referência ao Hamas. Foi a resposta à proposta do grupo radical islâmico de que os palestinos rejeitem a OLP, dominada por Abbas e facções leais a ele: — Eles precisam admitir sem equívoco ou ambiguidade que a OLP é o único representante legítimo do povo palestino.


Aí, sim, haverá diálogo.


Chávez condena ataque a sinagoga em Caraca

Em Caracas, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, condenou o ataque a uma sinagoga na capital do país em meio à tensa relação com Israel. Homens armados invadiram o templo na sexta-feira, destruindo objetos religiosos e pichando muros. Chávez sugeriu que o ataque foi organizado pela oposição para culpar seu governo.


No mês passado, ele expulsou o embaixador israelense e cortou relações diplomáticas com Israel em protesto contra a ação militar em Gaza, gerando ação recíproca de Israel. Esses gestos despertaram queixas de antissemitismo na comunidade judaica venezuelana.



Estadão (02/02/2009)


Veja mais:

01/02/2009


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