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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Doutora - Categoria: Associado III - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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domingo, 29 de março de 2009

Terrorismo nunca mais

Revista O Globo, Número 244, página 16, em 29/03/2009.


Terrorismo nunca mais


Como é o centro de reabilitação fundado por um príncipe saudita que já devolveu 212 ex-radicais à vida em sociedade


Por Christine Lages


Ahmed al-Shaie não tem os dedos das mãos e seu corpo é marcado pelo terror, com queimaduras espalhadas por quase todos os membros. Aos 19 anos, o saudita trabalha ensinando homens que, como ele, envolveram-se com grupos radicais dispostos a matar em nome da jihad (guerra santa) islâmica.


Ao todo, 212 ex-terroristas já passaram pelo mesmo tratamento e, hoje, a grande maioria vive integrada à sociedade. A recuperação de Ahmed e de seus companheiros se deu graças a um centro de reabilitação fundado há dois anos e meio pelo príncipe Mohammed bin Naif na região de Thomama, a poucos quilômetros da capital da Arábia Saudita, Riad.


Cercado por uma área de aproximadamente um quilômetro quadrado de puro verde, com flores, palmeiras e piscina, al-Shaie e outros 55 ex-detentos de prisões sauditas e da Baía de Guantánamo vivem em uma espécie de resort, onde participam de um programa que conta com reeducação religiosa e terapia de arte, entre outras atividades.


Ali eles têm a uma nova oportunidade para aprender os valores de vida, família e trabalho.


Mas só terroristas que tiveram ataques ou projetos frustrados são aceitos no programa. Foi o caso de al-Shaie: seus planos deram errado e ele foi a única vítima do terror, na explosão de uma bomba. Como não fez vítimas, foi admitido no centro.


Desde que o programa — ainda em fase experimental e com investimento milionário da Família Real da Arábia Saudita — foi criado, nenhum atentado terrorista ocorreu no país.


— Não podemos dizer que a queda total no número de atentados é ligada ao centro. Outros fatores também podem influenciar a mente dos ex-terroristas — pondera o terapeuta de artes Awad Alyami.


A religião é o que leva milhares de jovens muçulmanos a cometer atos violentos. Por isso, o corpo docente, composto por 30 pessoas, prioriza os valores sagrados de seus estudantes desde a sua chegada.


— As aulas de religião são muito importantes. Esses meninos chegam aqui com as crenças confusas. No centro, eles são ensinados sobre a jihad islâmica certa, que proíbe muitas coisas, entre elas atacar seres humanos sem motivo. Existe uma regra que impede o homem de entrar na guerra sem o consentimento do seu clérigo, do seu rei e da sua família. Não é fácil obter autorização para uma jihad e nenhum de nossos estudantes tinha qualquer consentimento — revela Alyami.


Entre os beneficiários, estão homens de 17 a 40 anos — a maioria entre 25 e 30. Alguns chegaram à reabilitação com diploma de universidade nas mãos. O programa dura, em média, de três a nove meses.


— Quando eles se formam aqui, recebem ajuda financeira até conseguirem emprego. Também os ajudamos a procurar trabalho e a ingressar na universidade — completa Alyami.


Até hoje, apenas três “graduados” tiveram recaída.


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