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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Doutora - Categoria: Associado III - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Lula com Ahmadinejad: declaração de brasileiro escarnece dos 6 milhões de mortos do Holocausto. Afinal, ele não é judeu… Eu sou!


Os artigos sobre Israel sempre atualizados você encontra aqui.



Destaque


Lula com Ahmadinejad: declaração de brasileiro escarnece dos 6 milhões de mortos do Holocausto. Afinal, ele não é judeu… Eu sou!


Depois de discursar na ONU, no dia de todas as imposturas, Lula se encontrou e se deixou fotografar com Mahmoud Ahmadinejad, o presidente do Irã. Há uma semana, num dia dedicado a odiar Israel e a pregar a sua destruição, este financiador do terrorismo internacional voltou a afirmar que Holocausto não existiu e não passou de um complô judaico. Ontem, estava com Lula. O Megalobarbudo concedeu depois uma entrevista.


Com aquele ar grave próprio dos estadistas, afirmou que o Irã tem todo o direito de usar energia nuclear para fins pacíficos. Ocorre que o Irã dá provas de que o armamento convencional que tem já não está a serviço da paz. Ao contrário: está, por exemplo, a serviço do terrorismo do Hezbollah e do Hamas. A promessa de destruir Israel não lhe é atribuída pelos seus adversários; ele a assume como o ar orgulhoso de quem está na vanguarda de uma luta que honra a humanidade. Assim, que se registre: o presidente do Irã não é abjeto só pelas barbaridades que diz ou por causa de suas ameaças: ele já se comporta como um delinqüente.


Lula foi indagado sobre a posição “negacionista” de seu “companheiro”. E deu uma resposta cujo pragmatismo está no topo de uma montanha de seis milhões de cadáveres: “Não sou obrigado a não gostar de alguém porque outros não gostam. Isso não prejudica a relação do Estado brasileiro com o Irã porque isso não é um clube de amigos. Isso é uma relação do Estado brasileiro com o Estado iraniano”.


Não? Vejamos.


O Brasil não é o único país a fazer negócios com o Irã. Ninguém exige do governo Lula que rompa relações com os iranianos porque seu presidente bandido diz sandices. Há centenas de respostas possíveis que não ofendem a memória dos mortos e a dignidade dos vivos. Formulo uma: “O Irã sabe que o Brasil lastima essa opinião, mas entendemos que o isolamento daquele país é pior para o mundo”. Pronto! E Lula poderia fazer negócios com Irã — se é que haverá algum relavante.


A sua resposta, como veio, é indecorosa e me força a perguntar: a relação entre os dois estados é assunto sério demais para levar em consideração seis milhões de mortos? Um governo delirantemente anti-semita, como é o do Irã, não constrange de modo nenhum o Brasil?


Confrontado com a questão do Holocausto, Lula evoca uma questão de gosto. Ora, deve pensar este humanista, “os judeus não gostam de Ahmadinjad. O que é que eu tenho com isso? Não sou judeu!”


De fato, Lula está pouco se lixando. E também é cascata essa história de que o Irã pode nos render bons negócios. A aproximação com o país tem o fito exclusivo de dar curso às chamadas relações Sul-Sul, desenhadas pelo Itamaraty, que vê o Brasil como uma potência média que pode arrostar com os Estados Unidos.


Foi essa bobagem que levou Lula a ser o primeiro governante no mundo a declarar a legitimidade do resultado das fraudadas eleições iranianas. A população saiu às ruas. Há um número desconhecido de mortos. Muita gente foi presa. Para Lula, era tudo gritaria de torcida que perdeu o jogo. Ele reconheceu a legalidade do pleito antes do Conselho da Revolução Islâmica, onde estão os aiatolás.


O encontro de Lula com Ahmadinejad, a declaração de ontem e a visita futura do filoterrorista ao Brasil escarnecem de seis milhões de mortos, ofendem os judeus e, portanto, agridem os valores fundamentais do homem.


“Não sou obrigado a não gostar de alguém porque outros não gostam”…


É verdade! Lula não é judeu.


Judeus são os outros.


Eu sou um outro.


O Globo (24/09/2009)


'O Brasil tem muito a conversar com o Irã', diz Lula

Presidente se encontra com Ahmadinejad em NY e o aconselha a facilitar inspeção de seu programa nuclear


Marília Martins

Correspondente


NOVA YORK. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encontrou-se durante a tarde no hotel Intercontinental com o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, e os dois conversaram por cerca de uma hora. Lula disse que o iraniano visitará o Brasil em novembro, e que ele viajará a Teerã no começo de 2010. Na pauta, Lula mencionou o desequilíbrio da balança comercial entre os dois países, favorável ao Brasil, o interesse comum na troca de informações sobre produção de petróleo, e disse ainda que aconselhou Ahmadinejad a facilitar o trabalho de fiscalização de seu programa nuclear.


— Não fico nada constrangido de encontrar com Ahmadinejad.


Não tenho nada com o que outros presidentes pensam, não sei se gostam ou não dele. Vou encontrar com ele pois ele é presidente de uma grande nação e nós temos uma conversa de chefes de Estado. Isso aqui não é um clube de amigos. O Brasil tem muita coisa para conversar com o Irã, que é um grande produtor de petróleo — disse.


O presidente acrescentou que conversou sobre o programa nuclear iraniano e que recebeu garantias de Ahmadinejad de que se trata de um programa para uso pacífico de energia nuclear.


— Não trabalho com insinuações.


A ONU tem órgãos de fiscalização e até agora não há nada que possa fugir da conclusão de que o Irã quer tecnologia para fins pacíficos. Claro que eu aconselhei Ahmadinejad a facilitar as fiscalizações.


EUA e Rússia concordam sobre sanções contra Irã Mas o programa nuclear do Irã sofreu um duro golpe ontem.

Após seu discurso, Barack Obama conseguiu avançar na luta pela não-proliferação de armas nucleares ao se encontrar com o presidente russo Dmitri Medvedev.


Os dois concordaram sobre a necessidade de sanções adicionais a Teerã caso Ahmadinejad se recuse a interromper seu programa de enriquecimento de urânio. Medvedev deixou claro que Moscou se dispõe a apoiar novas sanções, apesar da relutância da Rússia em participar de tais medidas punitivas.


Além disso, os cinco países do Conselho de Segurança da ONU, mais a Alemanha, disseram esperar, para a próxima quinta-feira, uma resposta do Irã sobre o pedido de paralisação de seu programa nuclear.



FSP (24/09/2009)


Lula se reúne com iraniano e defende sua aspiração nuclear


Brasileiro diz que Irã tem direito de enriquecer urânio desde que aceite fiscalização


"Não sou obrigado a não gostar de uma pessoa porque outro não gosta", diz petista sobre Ahmadinejad, que virá ao Brasil em novembro


DE NOVA YORK


Após encontro fechado de mais de uma hora com Mahmoud Ahmadinejad, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez ontem uma enfática defesa do colega iraniano, apoiando, inclusive, o direito de Teerã enriquecer urânio.


A conversa, no hotel da delegação brasileira, também serviu para os dois líderes agendarem seus próximos encontros.


Ahmadinejad remarcou para novembro sua visita ao Brasil, inicialmente prevista para maio, mas cancelada em cima da hora devido a tensões que antecederam a eleição presidencial iraniana. Lula disse que pretende visitar Teerã no começo do próximo ano. O presidente brasileiro disse que não se sentia constrangido em receber Ahmadinejad, que questiona o Holocausto, defende que Israel seja varrido do mapa e foi reeleito em junho em meio a acusações de fraudes e violenta repressão de opositores.


O presidente brasileiro rejeitou pressões internacionais para forçar Teerã a suspender seu programa nuclear usando o mesmo argumento dos iranianos: o de que todos os países signatários do Tratado de Proliferação Nuclear, como o Irã e o Brasil, têm direito de enriquecer urânio para produzir energia para fins civis, desde que cooperem com as inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).


"Defendo para o Irã a mesma coisa que eu defendo para o Brasil em relação à energia nuclear", afirmou Lula.


A Constituição Federal de 1988 determina que o programa nuclear brasileiro deve ser usado exclusivamente para fins pacíficos. Em 2004 o Brasil teve divergências com a AIEA a respeito do acesso dos inspetores da agência às centrais brasileiras -o embate foi resolvido por meio de um acordo.


Lula afirmou ter ouvido pessoalmente de Ahmadinejad garantias de que Teerã não quer a bomba atômica, mas ressaltou que o Irã deveria ser submetido a sanções caso descumpra as normas internacionais em matéria de proliferação nuclear.


O presidente brasileiro também procurou se distanciar das polêmicas declarações de Ahmadinejad sobre o Holocausto. Lula insistiu em que vai continuar defendendo que o extermínio de judeus pelo regime nazista na Segunda Guerra mundial (1939-1945) aconteceu, mas que a posição de Ahmadinejad "é problema dele".


A respeito da controversa reeleição do iraniano, Lula disse que a discussão é parte do passado. "Não sou obrigado a não gostar de uma pessoa porque o outro não gosta. O Brasil tem sua soberania, sua autonomia para fazer sua política internacional, com a certeza de que estamos conversando com um grande parceiro", disse.


Após o encontro com Lula, Ahmadinejad foi até a Assembleia Geral, onde fez um discurso criticando o capitalismo e Israel. Ele também defendeu o banimento das armas nucleares e enalteceu os laços entre muçulmanos, judeus e cristãos. Cerca de metade das delegações deixaram o plenário em protesto contra o iraniano.


(JANAINA LAGE)



FSP online (24/09/2009)



Sérgio Malbergier: Vergonha de ser brasileiro


O aspecto único do Holocausto, que o diferencia de horrores comparáveis como a escravidão, é que o extermínio do riquíssimo judaísmo europeu, berço de Einsteins, Kafkas e Freuds, foi executado pelo país mais culto da Europa pelo simples fato de os judeus serem judeus.


Eles não eram inimigos do Estado, não tinham exércitos, suas mortes não serviriam (prioritariamente) para o avanço econômico de seus perseguidores. Eram apenas de uma cultura/religião diferente e foram usados pela megalomania germano-hitlerista como a antítese do super-homem ariano, a ser eliminada do tecido alemão.


O sobrevivente do campo de extermínio de Auschwitz e prêmio Nobel da Paz Elie Wiesel, ao voltar à sua aldeia natal na Romênia, disse que a vida por lá continuava exatamente igual desde que deixara o lugar com a família, 40 anos antes, rumo à morte. A única diferença é que não havia mais judeus.


Quase 9 milhões de judeus viviam nos países europeus direta ou indiretamente sob controle alemão. Os nazistas conseguiram matar cerca de 6 milhões. Se os judeus não lembrarem seu Holocausto, ele certamente será esquecido.


Por isso embrulha o estômago ver o presidente Lula abraçar o presidente Mahmoud Ahmadinejad em Nova York poucos dias depois de o iraniano declarar que "o Holocausto é uma mentira".


O insulto de Ahmadinejad foi ainda mais doloroso por ocorrer às vésperas do Rosh Ashaná, o Ano Novo judaico, período de reflexão. Os grandes países ocidentais o deploraram.


O Brasil se calou.



Estadão (24/09/2009)


JB (24/09/2009)


ZH (24/09/2009)

  • Encontro sem constrangimento (página 36): Foi um encontro no mínimo polêmico – afinal, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, se reelegeu este ano de forma suspeita e continua provocando indignação mundial com suas declarações contestando o Holocausto. Após uma reunião fechada de mais de uma hora com o dirigente iraniano, ontem, em Nova York, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que pretende estreitar os laços comerciais com o país asiático. Ahmadinejad remarcou sua visita ao Brasil, que ocorreria em maio, para novembro. Lula afirmou que não se sentia constrangido em receber Ahmadinejad. Sobre a questão do Holocausto, declarou que a posição do iraniano é problema dele. – O Brasil tem autonomia para fazer sua política internacional – disse.


CB (24/09/2009)


GP (24/09/2009)


Terra (24/09/2009)


G1 (24/09/2009)


Último Segundo (24/09/2009)


Uol Internacional / Mídia Global (24/09/2009)


BBC Brasil (24/09/2009)


Pletz (24/09/2009)


Aurora Digital (Israel)


Un écho d’Israël 47 (24/09/2009)


Em Cima da Hora (22/09/2009)


Jornal Nacional (22/09/2009)


Jornal da Globo (22/09/2009)


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23/09/2009



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