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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Doutora - Categoria: Associado III - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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domingo, 27 de janeiro de 2008

Holocausto da Viradouro incomoda judeus

Portal Terra, 18/01/2008

Uma montanha de corpos que mais parecem esqueletos, nus e empilhados. A representação do Holocausto, o extermínio de 6 milhões de judeus pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, vai contrastar com a alegria dos foliões no desfile da Viradouro, no Rio.

A boa intenção do carnavalesco Paulo Barros, autor do enredo "É de arrepiar", é protestar contra uma das maiores atrocidades cometidas pelo Homem. O contexto em que o manifesto se insere, porém, é visto como inadequado pela Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro (Fierj).

Há cerca de dois meses, Paulo e o presidente da agremiação Marco Lira, procuraram o presidente da Fierj, Sergio Niskier, para conversar sobre a alegoria. Na reunião, definida por Niskier como saudável e positiva, ficou claro para a entidade que a obra não carrega traços de preconceito. Mas Niskier teme que o público não entenda tão bem a mensagem.

"Percebemos a intenção correta de utilizar o espaço fantástico de divulgação do Carnaval para fazer uma denúncia da violência. Mas julgamos inadequada a mistura do Holocausto no contexto do desfile. Não seria percebido pela população da forma que o Holocausto precisa ser", afirma Niskier.

O erro de interpretação ocorre antes mesmo de a alegoria chegar à Avenida. A foto do carro foi divulgada na Internet e seguiu-se uma longa discussão sobre a imagem do "acidente da TAM" no desfile. Paulo sempre insere no seu Carnaval uma alegoria voltada para o seu trabalho como artista plástico. O deste ano é o carro do Holocausto. Ele lamenta a falta de sensibilidade das pessoas.

"O acidente da TAM está totalmente fora do enredo e eu não seria irresponsável de tocar nesse assunto. O carro se baseia num acontecimento histórico. É o arrepio que a gente não quer mais ter. A forma é extremamente expressiva. Não é para ferir, mas para lembrar que o Holocausto não pode voltar a acontecer", diz.

É a única alegoria em que não há teatralização, nem uma pessoa sambará ali. Ela é seguida por alas que mostram as barbáries cometidas pelo Homem ao ceifar a vida. Paulo espera divertir o público com fantasias sobre degolados e enforcados.

A abertura do desfile vem em tom bem mais leve e descontraído. O público vai se arrepiar de frio com a geleira que a escola montará horas antes da apresentação. O abre-alas traz pista de esqui de 20 metros de comprimento coberta com 26 toneladas de gelo triturado. Esquiadores descerão 9 metros de altura e respingarão gelo no público. A geleira vai refrescar um pouco a ala de pingüins de quase dois metros.

O Dia

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