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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Doutora - Categoria: Associado III - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Ética e literatura na obra de Samuel Rawet

Ética e literatura na obra de Samuel Rawet


Saul Kirschbaum


Unidade: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH/USP).
Área de concentração: Língua Hebraica, Literatura e Cultura Judaicas.
Tese de Doutorado.
Data de defesa: 08/06/2004.

Resumo: O presente trabalho trata de estabelecer as conexões entre os aspectos éticos e os propriamente literários na obra do escritor judeu-brasileiro Samuel Rawet, nascido na Polônia em 1929, que viveu no Brasil de 1936 até sua morte em 1984. Rawet é autor de considerável obra ficcional, notadamente nos gêneros conto e novela curta, além de alguns ensaios de caráter filosófico. Por hipótese, não há como pensar em ética e literatura sem algum esforço para situar o relacionamento entre esses dois assuntos historicamente e estabelecer um quadro conceitual de referência; isto é empreendido no primeiro capítulo da pesquisa, que focaliza a comparação na obra de Platão e Dante, introduz a crítica de Theodor Adorno à assim chamada literatura engajada, e expõe brevemente o pensamento do filósofo judeu Emmanuel Levinas, que dedicou em sua obra atenção especial à própria condição da literatura para servir de suporte para um discurso verdadeiramente ético. A posição ética de Rawet é, então, apreciada em alguns de seus contos, tanto nos aspectos temáticos de solidariedade para com o oprimido, denúncia da violência, etc, quanto nos formais, como sejam foco narrativo, estruturação fragmentária de narradores e personagens, rompimento das fronteiras espaço-temporais. Por fim, a pesquisa apontou para o fato de que a postura ética manifestada por Rawet em sua literatura não pode ser dissociada de sua “questão judaica” - seu difícil relacionamento com os judeus concretos com os quais de alguma forma conviveu, e sua profunda admiração por alguns pensadores judeus, notadamente Martin Buber e Baruch Spinoza, que considerava como os maiores representantes da grande tradição judaica; esta associação é formalmente exposta e desenvolvida no capítulo final, dedicado às “conclusões”.

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