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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Doutora - Categoria: Associado III - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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terça-feira, 15 de abril de 2008

Escritor israelense Amos OZ exorta Alemanha a criticar política do seu país

Berlim, 14 Abr (Lusa) - O escritor israelita Amos Oz exortou hoje o governo alemão a criticar a política do seu país e, simultaneamente, a "empenhar-se a fundo" a favor do direito de existência do Estado de Israel.

As declarações de Oz foram proferidas na cerimónia de atribuição ao escritor do Prémio Stefan Heym, este ano na sua primeira edição.

O prémio, criado pela autarquia da cidade leste-alemã de Chemnitz, destina-se a premiar a coragem e o sentido crítico de autores literários, bem como a sua intervenção na vida pública, a exemplo de Stefan Heym, um dos mais ilustres filhos da cidade.

Heym nasceu a 10 de Abril de 1913, era filho de uma família de comerciantes judeus, e em 1933 emigrou, primeiro para a Checoslováquia, e depois para os Estados Unidos, para fugir ao regime nazi.

Em 1943, inscreveu-se no exército norte-americano para combater o regime de Hitler na II Guerra Mundial, e fez parte, como intérprete, dos "GI" que invadiram a Alemanha e ajudaram a derrotar as tropas nazis.

Em 1953, Heym passou a viver na Alemanha de Leste, mas, apesar de se considerar comunista, nunca deixou de criticar o regime pró-soviético, em obras como "Cinco Dias em Junho", sobre a sublevação operária de 1953 na RDA, sufocada pelos tanques russos.

Após a reunificação da Alemanha, em Outubro de 1990, Heym aderiu ao Partido do Socialismo Democrático (PDS), sucedâneo do partido comunista leste-alemão, e foi deputado ao Parlamento Federal, entre 1994 e 1995.Morreu em 2001, em Israel.

O prémio com o seu nome, no valor de 40 mil Euros, será atribuído de três em três anos.

Amos Oz considerou "uma honra" ser a primeira personalidade a recebê-lo e afirmou identificar-se "totalmente com Stefan Heym, um rebelde e um homem da palavra forte, inadaptado no melhor sentido do termo".

Oz assinalou ainda que também se considera um rebelde, porque "há muitos anos" discorda da política do governo israelita.

O escritor apontou como seu objectivo que Israel, actualmente a comemorar os 60 anos da sua fundação, "se comporte finalmente como um país adulto".

Amos Oz publicou até agora mais de 30 livros, entre romances, contos e ensaios. Muitas das suas obras foram traduzidas em lemão, e as mais conhecidas são "O Terceiro Estádio", "A História do Amor e das Trevas" e "Como Curar Um Fanático".

Depois de participar, como soldado, na Guerra dos Seis Dias (1967), em que Israel derrotou os estados árabes, Oz foi um dos fundadores do movimento pacifista no seu país, em 1977.

O escritor, que já em 1992 foi agraciado com o Prémio da Paz do Grémio Literário Alemão, um dos mais importantes galardões literários da Alemanha, é a favor da criação de um Estado Palestiniano, a par do Estado de Israel.

Extraído de:
Notícias RTP, em 14/04/2008.

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