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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Titular de Literaturas Hebraica e Judaica e Cultura Judaica - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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quarta-feira, 7 de maio de 2008

O “Oremus et pro Iudaeis” e as relações fraternas entre católicos e judeus

Comunicado da Secretária de Estado do Vaticano,
publicado no L’Osservatore Romano

Após a publicação do novo “Oremus et pro Iudaeis’ para a edição do ‘Missale Romanum’ de 1962, alguns âmbitos do mundo judaico lamentaram-se ao considerar que tal texto não estaria em harmonia com as declarações e os pronunciamentos oficiais da Santa Sé relativos ao povo judeu e a sua fé, que marcaram o progresso nas relações de amizade entre Judeus e a Igreja Católica nestes 40 anos. A Santa Sé garante que a nova formulação do “Oremus”, com a qual foram modificadas algumas expressões do “Missal” de 1962, não pretendeu, de modo absoluto, manifestar uma mudança na atitude que a Igreja Católica desenvolveu em relação aos Judeus, sobretudo a partir da doutrina do Concilio Vaticano II, em particular na Declaração “Nostra Aetate” a qual, segundo as palavras pronunciadas pelo Papa Bento XVI exatamente na audiência aos rabinos-chefes de Israel, em 2005, representou “uma pedra miliar sobre a via de reconciliação dos cristãos com o povo judeu”. A permanência da atitude presente na Declaração “Nostra Aetate” é evidenciada também pelo fato de que o “Oremus para os Judeus”, contido no “Missal Romano” de 1970, está em pleno vigor e é a forma comum da oração dos Católicos.

“Nostra Aetate” rejeita qualquer comportamento
de desprezo e de discriminação para com os judeus,
repudiando com firmeza qualquer forma de anti-semitismo

O documento conciliar, no contexto de outras afirmações - sobre as Sagradas Escrituras (Dei Verbum, 14) e sobre a igreja (Lumen gentium, 16) - expõe os princípios fundamentais que sustentaram a apoiaram inclusive hoje as relações fraternas de estima, de diálogo, de amor, de solidariedade e de colaboração entre católicos e judeus. Justamente ao perscrutar o mistério da Igreja, a “Nostra Aetate” recorda o vínculo muito especial com o qual o Povo do Novo Testamento está espiritualmente ligado à estirpe de Abraão e rejeita qualquer comportamento de desprezo e de discriminação para com os judeus, repudiando com firmeza qualquer forma de anti-semitismo. A Santa Sé deseja que as explicações contidas no presente comunicado contribuam para esclarecer os mal-entendidos, e confirma o sólido desejo de que os progressos verificados na recíproca compreensão e estima entre judeus e cristãos durante estes anos cresçam ulteriormente.

Colaboração:
Marilia Levi Freidenson, co-presidente do Conselho de Fraternidade Cristão-Judaica de São Paulo

Extraído de:
Jornal Alef, edição 1.165, em 07/05/2008.

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