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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Doutora - Categoria: Associado III - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Um bafômetro contra o câncer: Israelense desenvolve aparelho que detecta células alteradas antes da formação de tumor

Renata Malkes
Especial para O GLOBO • TEL AVIV
O Globo, Ciência, página 34, em 22/08/2008.

Uma técnica que promete identificar células cancerígenas antes mesmo da formação de um tumor levou o pesquisador israelense Hussam Haik, do Instituto Technion, em Haifa, Israel, à lista dos 35 jovens cientistas mais promissores do mundo, segundo relatório anual do Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT, na sigla em inglês).

Aos 33 anos, Haik ganhou destaque ao desenvolver o chamado "nariz eletrônico", aparelho que detecta células cancerígenas no intestino grosso, nas mamas e nos pulmões após a análise de moléculas odoríferas. Basta o paciente soprar no aparelho, nos mesmos moldes do bafômetro usado para detectar a ingestão de álcool.

A técnica vem sendo desenvolvida em laboratórios de diversas universidades européias e americanas, mas a equipe liderada por Haik assumiu a liderança das pesquisas ao descobrir novos biopolímeros, substâncias feitas de diferentes moléculas orgânicas, que poderiam detectar um câncer e o estágio em que a doença está.

Como num bafômetro, a idéia é que o paciente sopre dentro de um tubo com os chamados biopolímeros.

Proteínas liberadas na respiração reagem com os compostos e indicam — ou não — a presença de células cancerosas através de um sensor eletrônico. A identificação da doença antes da formação do tumor pode levar as chances de cura para até 90%.

— Trata-se de um grande avanço, pois identificamos o processo inicial de formação do tumor. Com isso, podemos dar uma chance muito maior ao paciente. Já temos os biopolímeros necessários para identificar alterações nos seios, no intestino grosso e nos pulmões.Nosso maior desafio agora é conseguir identificar com exatidão o estágio em que a doença se encontra, antes de estudar maneiras de detectar outros tipos de câncer — explicou Haik, um árabe-cristão nascido na cidade de Nazaré.

O trabalho do pesquisador ganhou impulso há dois anos, quando recebeu uma bolsa de US$ 2,2 milhões concedida pela União Européia para jovens cientistas, após concluir com sucesso um pós-doutorado no Instituto de Tecnologia da Califórnia. O dinheiro foi investido no laboratório e na contratação de mão de obra qualificada. A equipe de Haik trabalha com 20 pesquisadores, entre israelenses, alemães, chineses e indianos.

Os primeiros testes em seres humanos já estão sendo realizados no Hospital Rambam, no norte de Israel, com resultados satisfatórios.

Há expectativas de que o aparelho possa estar à disposição dos médicos já a partir de 2010.

— Estamos ainda em fase de pesquisa. O aparelho final será portátil e, sobretudo, estamos trabalhando para que seja também acessível.

Quando chegar a fase de comercialização do produto, já pensamos em parcerias para que cada médico possa tê-lo em seu consultório. Não queremos que seu custo final ultrapasse US$ 1 mil — disse Haik.

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