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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Titular de Literaturas Hebraica e Judaica e Cultura Judaica - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Israel x Gaza x Oriente Médio (207) .... Israel e Estado Palestino: a resposta está no mundo real (Reinaldo Azevedo)

Reinaldo Azevedo (27/01/2009)

ISRAEL E ESTADO PALESTINO: A RESPOSTA ESTÁ NO MUNDO REAL


“Ah, você é contra um estado palestino”.


Não! Eu sou favorável à existência de um estado palestino desde que fiquei sabendo, bem novinho, que esse confronto existia. Defendo dois estados na região. E sou contrário à expansão dos assentamentos na Cisjordânia — que é o que promete o Likud se vencer as eleições (sustenta que não tem como evitar a sua expansão; logo...).


A questão não é ontológica — não está na natureza essencial de judeus e árabes viver em guerra. Também não é epistemológica: se eles mudassem a maneira de ver o mundo, então tudo se aclararia (ainda que seja essa uma perspectiva sedutora).


Ehud Barak, primeiro-ministro de Israel, e Yasser Arafat, então líder da Autoridade Nacional Palestina (ANP), fizeram a pergunta certa em 2000 e encontraram a resposta certa.


A pergunta: “O que é preciso para que haja dois estados?


A resposta: “que os palestinos ponham fim ao terror e que Israel devolva os territórios ocupados”. Quase se chegou lá, não fosse o recuo de Arafat, que fez exigências que Barak não tinha como garantir sem que fosse deposto do governo de Israel. Mesmo sem acordo, ele caiu. Já escrevi aqui a respeito.


Como bem lembra Thomas L. Friedman no New York Times, enquanto houver o risco de um Hamas governar a Cisjordânia e, aí sim, causar graves danos a Israel com seus foguetes, não haverá a desocupação da Cisjordânia. É uma ilusão estúpida cobrar que os israelenses reconheçam o Hamas porque ele venceu as eleições. Isso não torna o movimento legítimo ou aceitável aos olhos daquele que os sectários querem destruir.

Ora, é evidente que a existência de dois estados passa por Israel deixar a Cisjordânia e pelo fim dos assentamentos — não apenas pela interrupção de sua expansão. Não é tarefa fácil, não. Poderia assumir a proporção de uma pequena guerra civil. A saída total de Gaza já foi traumática. Não se fará da noite para o dia, de uma vez só. Será necessário um longo período de negociação e de construção da confiança.


Mas essa construção é política. Enquanto o Hamas não renunciar ao terrorismo, nada feito. O “obamocentrismo” quer acreditar que o passeio de George Mitchell pela região vai ser útil? Pois que acredite. Gosta-se de alimentar a versão de que Israel não age a não ser com autorização dos EUA, o que é uma tolice.

Acho chato juntar “obamocentrismo”, George Mitchell e eleições em Israel num só parágrafo. Mas sou obrigado, não é? Se Mitchell emitir qualquer sinal ambíguo, que flerte longinquamente com o inaceitável para Israel — negociar com o Hamas —, estará dando um estímulo e tanto à vitória do Likud, que já é o favorito. Vocês sabem: as divergências entre Hamas e Fatah se resolvem com balas e execuções sumárias. As divergências entre os israelenses se resolvem com eleições.


O nefelibatismo jornalístico acredita que as limitações da realidade sabotam as chances de paz. Eu acredito que a realidade é a melhor saída. Por que não se começa por garantir o que Israel nunca teve nos últimos 61 anos: segurança? Em 1967 e em 1973, o país vislumbrou o próprio fim. Reagiu e venceu. A segurança que tem hoje não deriva do acordo com os árabes. Foi garantida com armas, não apenas com superioridade moral. Esse confronto não reproduz o simbolismo do ovo e da galinha. O novelo tem um fio, tem um começo: o fim do terrorismo. INCONDICIONALMENTE. E, então, se pode avançar.


O resto é mistificação do obamocentrismo.



JB, Internacional, página 22, em 27/01/2009.

Fatah e Hamas iniciam diálogo para conciliação


Ex-premier Netanyahu é favorito para eleições em Israel

Autoridades palestinas do grupo islâmico Hamas e Fatah, ao qual pertence o presidente Mahmoud Abbas, começaram a pavimentar o caminho para uma possível reconciliação depois da ofensiva israelense em Gaza.


Autoridades palestinas disseram que Jamal Abu Hashem, do Hamas, e Azzam al-Ahmed, do Fatah, dialogaram ontem no Cairo, na primeira conversação do tipo em 10 meses, nos bastidores de encontros entre grupos palestinos e oficiais da inteligência do Egito.


Os dois lados mantiveram conversas formais pela última vez em março no Iêmen, cujos esforços para chegar a um acordo fracassaram depois de um desacordo sobre se o Hamas deveria ceder o controle da Faixa de Gaza antes das negociações. Mais tarde, em novembro, o Egito adiou uma rodada de negociações depois que o Hamas ameaçou boicotar o encontro.


As atuais conversas ocorrem uma semana após Abbas pedir que facções palestinas formem um governo de coalizão para se preparar para as eleições, depois que a ofensiva de Israel em Gaza matou cerca de 1.300 palestinos. Dez soldados israelenses e três civis também morreram.


– Eu me encontrei com um dos principais membros da delegação (do Hamas) durante uma longa sessão para decidir sobre o diálogo – disse Ahmed em uma entrevista coletiva. – Concordei claramente com ele para ter outro encontro. Estamos prontos a começar imediatamente um amplo diálogo nacional palestino. Amanhã é melhor que o dia depois. Espero que os irmãos do Hamas sejam responsivos.


O Hamas, que ganhou as eleições palestinas em 2006, tomou o controle de Gaza do Fatah em 2007. Abbas, no controle da Cisjordânia, tem apoio do Ocidente, mas é considerado fraco por líderes de alguns países árabes como a Síria.


As autoridades egípcias iniciaram uma nova rodada de diálogo com o grupo radical islâmico Hamas. O objetivo é fazer um acordo com Israel que prolongue o frágil cessar-fogo iniciado no dia 18 de janeiro, que interrompeu a ofensiva israelense contra o grupo na Faixa de Gaza. A principal demanda do Hamas é a reabertura da fronteira com o Egito, fechada desde que o grupo assumiu o controle da faixa, em junho de 2007. Essa é considerada uma questão-chave para preservar a trégua, mas sofre objeções de Israel, Estados Unidos e do próprio Egito. Os países querem impedir que o Hamas realize contrabando de armas para dentro da faixa pela fronteira.


– Nós não vamos aceitar menos que a abertura das fronteiras e a suspensão das sanções – disse o porta-voz do Hamas Fawzi Barhoum, referindo-se também aos bloqueios mantidos por Israel nas passagens para o território.


Outro impasse nas negociações é sobre o tempo do cessar-fogo. Israel quer um acordo que inclua uma trégua indefinida de vários anos, enquanto o Hamas, só aceita uma trégua temporária, de um ano.


Favorito

O ex-primeiro-ministro Benjamin Netanyahu é o favorito para tornar-se o próximo premiê de Israel nas eleições de 10 de fevereiro, indica uma pesquisa publicada ontem. O líder do direitista Partido Likud é favorito para 29% dos israelenses, enquanto 16% preferem a ministra das Relações Exteriores, Tzipi Livni, do centrista Kadima, segundo pesquisa publicada pelo jornal Haaretz. Já o ministro da Defesa, Ehud Barak, é o preferido de 9% das pessoas consultadas.


Netanyahu é favorável à ampliação dos assentamentos judaicos já existentes na Cisjordânia, mas não à construção de novos.



Em Cima da Hora


G1 (17/01/2009)


FSP online (27/01/2009)


Gazeta do Povo (27/01/2009)


Correio Braziliense (27/01/2009)



FIRS (27/01/2009)


Zenit (27/01/2009)



Aurora (27/01/2009)


Harretz (27/01/2009)



Veja mais:


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27/01/2009

Israel x Gaza x Oriente Médio (206) .... Direita sai na frente na disputa em Israel



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