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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Doutora - Categoria: Associado III - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Israel x Gaza x Oriente Médio (245) .... “o anti-semitismo é ruim se é contra a verdade…” (???!!!!)

G1 (04/02/2009)


Revista Época (03/02/2009)

Blog Paulo Moreira Leite: O bispo que fala assim: “anti-semitismo é ruim se…”


Demorei para discutir a decisão do Papa Bento XVI de trazer de volta aos quadros da Igreja aqueles quatro bispos ultra-conservadores que haviam sido excomungados. Eu não tinha clareza do tamanho do problema. Não se trata de questões de doutrina católica, que, no fim das contas, dizem respeitos às pessoas religiosas, que tem toda liberdade de seguir ou não a orientação da Igreja que abraçaram. Há uma questão que vai além desse mundo espiritual e interessa a todos os cidadãos que testemunham as dores e progressos de nosso tempo.


Há pouco tempo, um desses bispos, Richard Williamson deu uma entrevista à TV sueca. O bispo procura desqualificar a memória do Holocausto dizendo que Adolf Hitler produziu 300 000 mortos — e não 6 milhões, como a maioria dos historiadores acredita. A discussão não é numérica, mas moral, pela sugestão de que essa discrepância faz diferença do ponto de vista ético. Com uma insistência suspeita, pois se apoia em questões técnicas que o bispo certamente não domina, Williamson coloca em dúvida a existência de câmaras de gás nos campos de concentração e sustenta que “nem um judeu” foi morto dessa forma.


O mais grave vem a seguir. O bispo diz que é por “complexo de culpa” que os alemãs gastaram “bilhões e bilhões de marcos ” em reparações às famílias das vítimas do Holocausto. É uma inversão de muitas coisas. As reparações foram resolvidas em tribunais, a partir de testemunhos, provas, depimentos. Mas, conforme o bispo, as decisões só tem uma base psicológica, o ”complexo de culpa”.


Num determinado momento da entrevista, o repórter pergunta ao bispo se ele se considera anti-semita. Williamson dá uma resposta condicional: “o anti-semitismo é ruim se é contra a verdade…” Após uma pausa, ele esclarece: “se uma coisa é verdadeira, não pode ser ruim…” É um argumento sinuoso, mas que chega aonde não deveria nem poderia chegar: o bispo admite o anti-semitismo — desde que diga ( ou imagine dizer ) a verdade.


Referindo-se àquela masmorra nos arredores de Bagdá onde presos políticos iraquianos eram submetidos a todo tipo tortura e humilhação por soldados do Exército americano, o comentarista Christopher Buckley, do Daily Beast, diz o seguinte: “Este episódio repugnante representa para o Vaticano aquilo que Abu Ghraib foi para o Pentágono. Não, na verdade foi pior. Não era mesmo na mesma escala.”


O Holocausto é um crime que marcou para sempre a história da humanidade. Consistia em perseguir e eliminar cada judeu pela simples razão de ter nascido judeu.


A decisão do Papa é preocupante. Após a Segunda Guerra, quando Pio XI demonstrou um silêncio vergonhoso diante dos crimes do nazismo, a maioria da Igreja Católica abandonou termos anti-semitas de suas orações tradicionais. Uma das razões para terem sido excomungados é que os ultraortodoxos se recusam a aceitar mudanças na linguagem e nos cultos religiosos. Até hoje, em suas orações, empregam termos como ”pérfidos judeus”. Na adolescência, na Alemanha, Bento XVI foi militante da Juventude Hitlerista. É um comportamento condenável, ocorrido numa situação muito peculiar, quando esse tipo de atividade era praticamente compulsório. Mas o resgate dos bispos ortodoxos foi uma decisão inteiramente voluntária de Bento XVI — o que tanto pode indicar um mau caminho para a Igreja como ajudar a revelar convicções estranhas na personalidade de um Papa deste século.



Correio Braziliense (04/02/2009)


CBN (04/02/2009)


O Globo online (04/02/2009)


O Globo, Mundo, página 28, em 04/02/2009.


Hamas lança foguetes e Israel ataca túneis

Enviado americano terá escritório no Oriente Médio


JERUSALÉM. Aviões israelenses voltaram a bombardear ontem túneis clandestinos que abastecem a população da Faixa de Gaza com produtos e armas vindos do Egito, numa represália aos foguetes lançados pelo Hamas à cidade de Ashkelon, no sul de Israel.


O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, reafirmou que a resposta israelense a provocações será desproporcional.

— Qualquer provocação, a menor que seja, provocará uma resposta das mais severas até que os disparos cessem totalmente — declarou.


Mitchell volta à região no fim do mês Os ataques são a mais recente violação ao cessar-fogo acordado bilateralmente após a ofensiva israelense em Gaza e ocorreram no mesmo dia em que a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, anunciou que o enviado especial americano ao Oriente Médio, George Mitchell, voltará à região no fim do mês.


Ao lado de Mitchell, Hillary disse que os EUA estavam preparados para trabalhar “com todas as partes” para conseguir um Estado palestino, mas ressaltou que para isso o Hamas deveria interromper o lançamento de foguetes, abdicar da violência e reconhecer Israel.


— Os Estados Unidos estão comprometidos com este caminho e vamos trabalhar o mais duro possível durante o tempo necessário para ajudar os dois lados a fazerem progressos — disse Hillary.


Mitchell, por sua vez, pretende ter um escritório na região, provavelmente em Jerusalém, com um pequeno número de funcionários, para monitorar os acontecimentos na região, revelaram funcionários do governo.

A medida revela um interesse de maior envolvimento americano na questão.



JB online (04/02/2009)


JB (04/02/2009)

  • Israel ataca Gaza em resposta ao Hamas - Pág. 23: Governo israelense avisou população palestina por meio de mensagens que chegaram por celular. Caças israelenses bombardearam alvos no sul de Gaza no início da noite de ontem, em resposta a um ataque com foguete que na parte da manhã atingiu a cidade portuária israelense de Ashkelon, a 19 km do território palestino, danificando carros.


Gazeta do Povo (03/02/2009)


Veja mais:

04/02/2009

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