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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Doutora - Categoria: Associado III - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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sexta-feira, 8 de maio de 2009

Caio Blinder: As abobrinhas retóricas e a bolsa-batata de Ahmadinejad

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FSP (08/05/2009)


Viagem a Jordânia, Israel e territórios palestinos segue roteiro de João Paulo 2º em 2000, mas com ânimos mais acirrados


Para especialistas, é mais difícil para papa atual fazer declarações sobre temas como o do Estado palestino, apoiado por seu antecessor


RAFAEL CARIELLO

DA REPORTAGEM LOCAL


"É a viagem mais aguardada e talvez a que despertará maior interesse em seu pontificado", disse nesta semana o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, sobre a visita do papa à Terra Santa, que começa hoje na Jordânia e termina na próxima sexta, em Israel.


Centrada no diálogo inter-religioso, sobretudo com muçulmanos e judeus, mas também com cristãos ortodoxos, será a viagem mais difícil, e com caráter mais explicitamente político, de Bento 16.


O roteiro do périplo em grande medida reproduz viagem semelhante feita por João Paulo 2º, em 2000, mas desta vez o pontífice terá margem de manobra menor para opinar sobre conflitos locais.


Como seu antecessor, o líder da Igreja Católica vai a Jordânia, Israel e territórios palestinos, a fim de visitar a cidade natal de Jesus Cristo (Belém), o local onde ele cresceu (Nazaré) e onde foi crucificado (Jerusalém), segundo a tradição.


Mas as diferenças de programação entre a peregrinação de João Paulo 2º e a de Bento 16 também revelam os cuidados maiores em não ferir as suscetibilidades do islã e do judaísmo nos próximos dias, num contexto político visto por especialistas como mais conflituoso do que há nove anos.


O teólogo Fernando Altemeyer, professor da PUC-SP, lembra que "João Paulo 2º ficou menos tempo, pouco mais de um dia", na Jordânia. "Agora serão quatro, já não é a mesma viagem. Talvez ele queira fazer um percurso maior com o islã."


O islã na Jordânia, afirma Altemeyer, pode ser considerado menos rigoroso do que em outros países da região, e mais aberto ao diálogo, o que interessa ao Vaticano.


"Como a grande preocupação do papa é a Europa laicizada, ir a um país onde a maioria afirma crer em Deus é quase como um encontro de parentes que se estimam bem."


Ao mesmo tempo, há feridas ainda abertas nas relações inter-religiosas. Ontem um líder político muçulmano na Jordânia, Zaki Bani Rusheid, ligado ao grupo radical Irmandade Muçulmana, disse que o papa ainda devia desculpas ao islã por comentários seus de 2006.


Em uma aula na Universidade de Regensburg (Alemanha), Bento 16 citou a crítica de um antigo imperador bizantino à "violência" do islã.


Quanto aos judeus, o episódio do bispo Richard Williamson, que nega a veracidade histórica do Holocausto e foi readmitido à igreja, também causou ressentimentos.


Imagem do muro

Fatos e declarações que muitos judeus e muçulmanos ainda veem como "dívidas" recentes do líder católico devem se somar ao contexto político específico do atual Oriente Médio para limitar o raio de ação e de declarações de Bento 16 -e, de outro lado, para tornar qualquer tomada de posição potencialmente mais explosiva.


O cuidado com cada palavra e possível imagem ficou claro ontem, quando palestinos, pressionados por Israel, disseram ter abandonado a ideia de receber Bento 16 em local próximo ao muro que Israel constrói na Cisjordânia.


Com ou sem imagem televisiva do muro, o atual governo israelense, liderado pelo primeiro-ministro Binyamin Netanyahu, é contrário à solução tradicionalmente defendida por igreja, países europeus, ONU e países árabes de dois Estados nacionais na região-um deles para os palestinos.


"Há uma radicalização dos dois lados", diz o sociólogo Francisco Borba, do Núcleo Fé e Cultura da PUC-SP, o que, segundo ele, torna difícil para Bento 16 repetir dois gestos expressivos de João Paulo 2º em relação aos palestinos.


Um mês antes de viajar para a Terra Santa, em 2000, o papa fez uma declaração conjunta com a Autoridade Nacional Palestina defendendo a posição histórica da igreja favorável à administração internacional de Jerusalém. Em Belém, ele reiterou o direito dos palestinos a um Estado autônomo.


Tanto Borba quanto Altemeyer consideram "mais difícil" para Bento 16 fazer uma declaração semelhante neste momento. "Mas o papa também nunca se submeteu a algo que fosse contra a verdade", pondera Altemeyer. "De maneira delicada, diplomática, ele pode vir a dizer coisas que a humanidade espera."



Estadão (08/05/2009)


JB (08/05/2009)


Zero Hora (08/05/2009)


Deutsche Welle (08/05/2009)


O Globo, Mundo, pág.26, em 08/05/2009.


Sansão homem-bomba provoca reação


Produção teatral belga faz de Dalila uma judia que trai o herói defensor de palestinos

Michael Kimmelman Do New York Times


ANTUÉRPIA, Bélgica. De onde eu estava sentado não dava para saber se o empresário judeu iria partir para cima do chefe da Ópera de Flandres, Aviel Cahn, um judeu suíço. O bate-boca começou depois de uma mesa redonda no teatro sobre política e arte.


“Sansão e Dalila”, dirigido pelo israelense Omri Nitzan e pelo palestino Amir Nizar Zuabi, estrearia na noite seguinte.


Um grupo de judeus de Antuérpia, parte da plateia da mesa redonda, sentiu-se insultado com a produção. Eles acharam que houve uma insinuação nos cartazes publicitários espalhados pela cidade mostrando um palestino arremessando uma pedra.


“Sansão e Dalila”, de Saint-Saëns, é um inofensivo melodrama de segunda classe com alguns bons números. Conta a história bíblica de hebreus na ocupação de filisteus em Gaza. Graças a Sansão, os hebreus se sublevam, apenas para serem escravizados de novo, após Dalila, sua amante filisteia, traí-lo (entregando aos filisteus o segredo de seu poder: os cabelos).


Encontrar parábolas para o Oriente Médio atual não requer grande imaginação.


Nitzan e Zuabi, porém, transformam os hebreus em palestinos, os filisteus em israelenses, e Sansão num homem-bomba que veste sua túnica explosiva no final. Isso ocorre depois que os judeus dançam sobre palestinos. Jovens soldados israelenses humilham palestinos com os olhos vendados, e atiram numa criança palestina. Então, num pavoroso bacanal no último ato, soldados israelenses dançam de forma orgiástica com seus fuzis fálicos.


A cena foi demais até para a polida plateia belga da noite de abertura, que vaiou.


Mas assumir posições políticas é normal. A raiva é uma resposta perfeitamente sã à ocupação israelense. E toda arte é política.


Mas a política não deve ser tudo e acabar com a arte. A relação entre os dois era o tópico da mesa redonda.

Zuabi argumentou que arte política eficaz exige uma grande convicção, Nitzan disse que mitos e histórias bíblicas fornecem uma lente útil através da qual se pode ver os problemas de hoje mais claramente.


Quem pode negar estas ideias?



Un écho d’Israël (08/05/2009)


Zenit (07/05/2009)


Pletz



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