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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Doutora - Categoria: Associado III - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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sábado, 16 de maio de 2009

Papa se despede de Israel defendendo a criação de um Estado palestino e lembra a Shoá

FSP (16/05/2009)

Político, papa atenua tensão com islã


Na despedida do giro pelo Oriente Médio, Bento 16 volta a defender Estado palestino ante premiê israelense

Papa, que teve controvérsia com muçulmanos, prega diálogo inter-religiões e vai a mesquita; balanço com judeus foi menos favorável


STEPHANIE LE BARS

DO "MONDE"


Três destinos sensíveis, quatro assuntos de peso. Em pouco mais de uma semana e em quase 30 discursos na Jordânia, em Israel e nos territórios palestinos ocupados, o papa Bento 16 tem razões para estar satisfeito.


O pontífice mostrou domínio sobre os aspectos geopolíticos da situação regional mesmo que, no curso da viagem encerrada ontem, não tenha conseguido evitar todos os tropeços, previsíveis num lugar onde religião e política se entrelaçam. Bento 16 falou em temas políticos e defendeu o diálogo entre as religiões e as culturas.


A agenda era ambiciosa, e o contexto, desfavorável. Bento 16 tinha por objetivo promover o diálogo inter-religioso com os muçulmanos e também com os judeus; defender a paz entre Israel e os territórios palestinos e a criação de um Estado palestino; e oferecer conforto às comunidades cristãs da região -esse o ponto mais débil, com o evidente encolhimento da comunidade local cristã em ambiente cada vez mais tenso.


Foi quanto ao relacionamento entre israelenses e palestinos que o papa, em geral pouco dado a pronunciamentos políticos, surpreendeu. A viagem, feita apenas quatro meses depois da ofensiva israelense na faixa de Gaza e algumas semanas após a eleição de um governo israelense linha-dura, parecia uma caminhada por um campo minado.


Os palestinos temiam que a viagem se tornasse um selo de aprovação à política israelense, mas isso não ocorreu. Bento 16 invocou a "segurança de Israel" e atacou o "terrorismo", mas mostrou compreensão pela situação palestina. Ontem, no discurso de despedida, em Tel Aviv, voltou a apelar pela criação de um Estado palestino ao lado do presidente de Israel, Shimon Peres, e do premiê linha-dura, Binyamin Netanyahu, resistente à proposta.


Deixando de lado a espinhosa questão da cidade de Jerusalém, a qual definiu como "cidade da paz e lar espiritual dos judeus, cristãos e muçulmanos", o papa citou quase tudo que seus anfitriões na Cisjordânia queriam: a situação em Gaza, o muro de proteção israelense, os refugiados, o acesso a lugares sacros, os presos políticos.


Numa outra frente -o diálogo entre islã e cristianismo-, passos importantes foram dados. O tema tornou-se uma meta séria para o papa depois de um discurso em Regensburg (Alemanha), em 2006, que os muçulmanos interpretaram como crítica ao islã, e foi a ela que ele se dedicou em sua passagem pela Jordânia e em sua visita a Jerusalém.


A despeito das tentativas de exploração política por parte de dirigentes muçulmanos, a visita do papa ao Domo da Rocha, a mais importante mesquita de Jerusalém, foi um sinal da confiança que parece existir entre ao menos uma parte das elites muçulmanas e o Vaticano.


Holocausto
Já no que tange à imagem do papa na sociedade israelense, o balanço foi menos positivo para Bento 16, que tentava superar a tensão provocada pela suspensão da excomunhão do bispo Richard Williamson, que nega o Holocausto.


Para alguns rabinos israelenses, o discurso que ele fez no Museu do Holocausto não pregou de forma suficiente o papel da Igreja na difusão do antissemitismo. Outros o acusaram de omitir sua experiência na Alemanha nazista na juventude.


Na despedida ontem, ele voltou ao tema. Chamou o Holocausto de "um capítulo chocante da História", que não deve ser "esquecido ou negado". Recordou encontro com sobreviventes do campo de concentração de Auschwitz, na Polônia, há três anos.


A viagem mostrou que o diálogo inter-religioso, quer bilateral, quer trilateral, não está maduro, apesar da vontade compartilhada de promovê-lo.


Ainda que não represente um debate teológico, parece uma evolução sensível da parte de um papa que, no início de seu pontificado, decidiu eliminar da hierarquia do Vaticano o departamento de promoção de diálogos inter-religiosos, restabelecido justamente após a controvérsia provocada pelo discurso de Regensburg.



Estadão (16/05/2009)


JB (16/05/2009)


IHU (16/05/2009)


Zero Hora (16/05/2009)


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