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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Doutora - Categoria: Associado III - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Na celebração do Natal, palestinos de Belém lembram a guerra em Gaza


Os artigos sobre Estudos Judaicos e Israel sempre atualizados você encontra aqui.



O Globo (25/12/2009)

Pág. 16: Na celebração do Natal, palestinos de Belém lembram a guerra em Gaza: Mas a cidade onde Jesus nasceu está lotada de turistas cristãos


Renata Malkes Especial para O GLOBO


BELÉM. O ano foi de crescimento econômico na Cisjordânia, as luzes estão acesas e a árvore de Natal de dez metros de altura na Praça da Manjedoura virou ponto de peregrinação na cidade de Belém. Os ingressos para a concorrida Missa do Galo na Basílica da Natividade estão esgotados e, depois de investirem US$ 130 mil na decoração natalina, os palestinos esperam receber entre 40 e 50 mil turistas na cidade onde, segundo a tradição cristã, Jesus teria nascido.


Apesar dos hotéis lotados e de um pequeno aumento nas vendas do comércio local, para muitos, a celebração do Natal terá um momento de tristeza: além de celebrar o nascimento de Jesus, os palestinos vão marcar ainda o aniversário de um ano da guerra na Faixa de Gaza, que matou mais de 1,4 mil pessoas.


— Lembro de ter ficado no Natal passado angustiado, assistindo à guerra pela TV. Tenho parentes em Gaza e, graças a Deus, estão vivos para que possamos relembrar o renascimento e a vida. Mas muitos amigos e familiares de amigos não tiveram esta sorte. É difícil esquecer a tragédia — contou ao GLOBO o comerciante Robert Khakame, dono de uma loja de suvenires na Praça da Manjedoura.


Enquanto hoje os turistas participam da tradicional procissão do Patriarcado Latino de Jerusalém pelas ruas da cidade em direção à Basílica da Natividade, para os cerca de 32 mil moradores de Belém um dos pontos altos do Natal será uma série de eventos realizados por ONG’s internacionais em parceria com a Universidade de Belém em memória às vítimas do conflito. Uma das maiores preocupações da Autoridade Nacional Palestina (ANP) este ano era garantir que Israel outorgasse permissões para que os três mil cristãos da Faixa de Gaza pudessem deixar o território para participar dos festejos do Natal na cidade de Jesus. Apesar das promessas de Israel de liberar as autorizações, até ontem, apenas algumas dezenas de palestinos tinham recebido o documento.


A apenas 15 minutos de carro de Jerusalém, Belém transformou-se nos últimos anos num dos maiores símbolos da luta palestina contra os israelenses.


Lá, o muro de segurança erguido por Israel para separar seu território da Cisjordânia é mais evidente: coberta por pichações e grafites de protesto, a barreira de oito metros de altura cerca a cidade por três lados, corta ruas ao meio e choca os visitantes.


Depois de anos de crise econômica, Belém tenta conter a evasão da população cristã e se recuperar com o apoio do plano criado pelo premier palestino, Salam Fayyad, para trazer investimentos à Cisjordânia.


Apesar de lenta, a recuperação é evidente. Segundo o prefeito de Belém, Victor Batarseh, pelo menos dois mil turistas visitaram os territórios palestinos neste ano, um número quatro vezes maior do que o registrado em 2007.



Natal em Belém

  • Jornal Hoje (23/12/2009): Belém está lotada de turistas: O lugar é sagrado para cristãos. Para muitas pessoas, só o fato de estar perto do local onde Jesus nasceu, segundo a tradição cristã, já é uma grande emoção. A expectativa é para a Missa do Galo. >>> Veja Natal e Natal em Israel.
  • O Globo online (25/12/2009): O Natal pelo mundo


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