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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Doutora - Categoria: Associado III - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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terça-feira, 26 de julho de 2011

“O campo não foi inventado pelos nazistas. Eles só levaram a suas últimas consequências a figura política da exceção”. Entrevista especial com Castor

IHU (26/07/2011): “O campo não foi inventado pelos nazistas. Eles só levaram a suas últimas consequências a figura política da exceção”. Entrevista especial com Castor Ruiz: Projetada internacionalmente a partir de O Homo Sacer: O poder soberano e a vida nua, a obra do filósofo italiano Giorgio Agamben analisa várias figuras políticas clássicas, em especial a do conceito de estado de exceção e suas implicações biopolíticas. “A primeira tese que Agamben propõe é a intrínseca e sutil conexão que existe entre a vida humana e a política desde suas origens. Tal cumplicidade é manifesta no direito que desde seus começos mantém uma paradoxal relação com a vida humana à qual pretende defender, ameaçando-a”. A explicação é do filósofo Castor Ruiz, espanhol radicado no Brasil e docente da Unisinos. De 15 de agosto a 24 de outubro, ele ministrará o curso Giorgio Agamben: “O Homo Sacer I, II, III. A exceção jurídica e o governo da vida humana”, promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Unisinos em parceria com o Instituto Humanitas Unisinos – IHU. A programação pode ser conferida aqui. Para adiantar alguns dos aspectos sobre essa atividade e a respeito da filosofia de Agamben, a IHU On-Line entrevistou Castor, que falou diretamente da Universidade de Jaume I, na Espanha, onde ministra um curso de verão. Segundo Castor, “o homo sacer é a vida desprovida do direito: excluída da lei que a proteja, encontra-se abandonada. Fora do direito a vida perambula na condição de abandono o que a condena a viver na condição de bando. O direito não pode condenar a vida abandonada, mas também não a protege. O homo sacer não pode ser legalmente condenado, mas pode ser impunemente morto. Por isso é pura vida nua. Uma vida que pode ser sacrificada, morta, explorada, sem que nenhum direito a proteja”. E completa: “O campo é o espaço onde a exceção é a norma. A vida que, de uma ou outra forma, se encontra no campo é uma vida regida pelo arbítrio da exceção. O campo não foi inventado pelos nazistas. Eles só levaram a suas últimas consequências a figura política da exceção e do campo inventada pelo Estado moderno para fazer valer em sua plenitude a vontade soberana do estado de exceção”. Em seu ponto de vista, “os porões de todas as ditaduras, incluída a do Brasil, são os novos campos em que a vontade dos torturadores se torna soberana e a exceção é a norma que se aplica sobre os detentos”. Professor dos cursos de graduação e pós-graduação em Filosofia da Unisinos, Castor Ruiz é graduado em Filosofia pela Universidade de Comillas, na Espanha, mestre em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, e doutor em Filosofia pela Universidade de Deusto, Espanha. É pós-doutor pelo Conselho Superior de Investigações Científicas. Escreveu inúmeras obras, das quais destacamos: As encruzilhadas do humanismo. A subjetividade e alteridade ante os dilemas do poder ético (Petrópolis: Vozes, 2006); Propiedad o alteridad, un dilema de los derechos humanos (Bilbao: Universidad de Deusto, 2006); Os Labirintos do Poder. O poder (do) simbólico e os modos de subjetivação (Porto Alegre: Escritos, 2004) e Os Paradoxos do imaginário (São Leopoldo: Unisinos, 2003). Leia, ainda, o livro eletrônico do XI Simpósio Internacional IHU: o (des) governo biopolítico da vida humana, no qual Castor contribui com o artigo A exceção jurídica na biopolítica moderna, disponível em http://bit.ly/a88wnF. Confira a entrevista. >>> Leia mais, clique aqui.

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