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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Doutora - Categoria: Associado III - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Carnaval 2008 (Ronaldo Gomlevsky)

From: Menorah (13 de fevereiro de 2008)

Menorah

JORNAL ELETRÔNICO • NÚMERO 16

Carnaval 2008

Esse episódio do carnaval da "VIRADOURO" gerou fatos que devem ser apontados.

Não se deve mais discutir no interior da comunidade judaica se vale à pena utilizar-se a justiça para garantir direitos judaicos ou coletivos em geral. Ficou claro que vale.

Para quem pensa que existe uma opinião monolítica judaica, ficou claro que essa afirmação é apenas uma lenda. Onde existem dois judeus, como já bem dizia a piada do náufrago, existem três sinagogas. Ainda assim, quando a FIERJ se manifesta, o faz por todos os judeus do Rio, gostem ou não gostem os livres pensadores. É para isso que ela existe.

Para quem imaginou que o tema "HOLOCAUSTO" pertence aos judeus, acertou em cheio. Genocídio é de todos. HOLOCAUSTO, infelizmente, foi, é e será sempre judaico. Para quem não entende o que nós sentimos, vale dizer que melhor se o HOLOCAUSTO não tivesse existido.

Para quem pensa que pode aborrecer os outros, sem dó nem piedade, ficou patente que mesmo as escolas de samba devem levar os diálogos que provocam com a sociedade, ao limite, sem fechar portas. O troco pela falta de vontade de continuar conversando pode vir da justiça. Como veio. O carnaval não poderá mais ser usado como desculpa para situações inadequadas.

Para quem pensa que o HOLOCAUSTO já era um tema exaustivamente debatido, fica claro que a esmagadora maioria do povo brasileiro, não tinha, não tem e, provavelmente, jamais terá a noção exata do que se trata esse tema. A não ser que estude. Programas educacionais contra o preconceito, a discriminação e ensino efetivo de história são mais do que necessários em nossas escolas públicas e privadas. Não só sobre o HOLOCAUSTO, também sobre as tragédias humanas que afetam diretamente a nossa sociedade, como por exemplo, a escravidão.

Fica claro também que pela exclusiva ação da FIERJ e especificamente, de seu presidente, o assunto ganhou as manchetes do mundo e nunca a discussão sobre o HOLOCAUSTO teve tanto holofote por aqui.

Fica claro, ainda, que a FIERJ não apenas fala em nome de todos os judeus do Rio. Fala e age. Isso não significa que todos tenham que pensar igual. Significa que há uma média de pensamento em nossa comunidade e a FIERJ é a depositária e administradora dessa situação.

Fiquei abismado com a postura do religioso que escreveu para suas "ovelhas", criticando todas as partes envolvidas no assunto. "Todos estão errados! "Sentenciou o CONSELHEIRO DE D'US".

Se achar o único certo, diferentemente do rabino da parábola que afirmava o fato de sempre, todos os seus interlocutores estarem com a razão, é pretensão além do razoável. Teria sido melhor continuar analisando a parashá da semana. A política para os políticos. A religião para os rabinos.

Quanto a um jornalista judeu de nome e sobrenome recebidos de seu avô, não havia necessidade de escrever no GLOBO que "ficou parecendo que todos os judeus pensam igual à entidade que moveu a ação".

Essa entidade é a FIERJ. A mesma que o jovem jornalista conhece bem. Foi lá que o mesmo estagiou quando era um pouco mais jovem. É lá que se elege o presidente de toda a comunidade pelo voto direto. Foi assim, sendo votado e ganhando uma disputa eleitoral que o Sergio Niskier obteve não o direito, mas a obrigação de pensar e de agir em meu nome e no nome do jovem jornalista. Mesmo que nenhum de nós dois tenhamos ido lá oferecer nosso sufrágio.

Quem cala consente.

Por fim, houve também os "intelectuais" judeus que escreveram para a platéia. Escreveram, escreveram e não disseram nada. Talvez tenham pensado em seus interesses pessoais. Que pena!

Enfim, ainda bem que existe a FIERJ e uma conduta histórica em defesa dos judeus, sendo seguida.

Tenho dito.

Ronaldo Gomlevsky

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