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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Doutora - Categoria: Associado III - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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quinta-feira, 21 de maio de 2009

Brasileiros são detidos no Cairo por portar propaganda pró-Israel

Destaque 1

CBN (21/05/2009)

O Globo online (21/05/2009)


Destaque 2

IHU (21/05/2009)


Estadão (21/05/2009)

O Globo, Mundo, pág.24, em 21/05/2009.


Irã testa míssil que pode atingir Israel e Europa

Anúncio foi feito por presidente no começo da campanha eleitoral


TEERÃ. O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, anunciou ontem o teste de um míssil que poderia atingir Israel, bases americanas no Oriente Médio e parte do Sul e do Leste da Europa.


O anúncio foi feito apenas dois dias após o encontro entre o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o presidente americano, Barack Obama, e no dia em que começou a campanha presidencial do Irã.


O linha-dura Ahmadinejad, que é candidato à reeleição, afirmou que, com o sucesso do teste do míssil Saijil-2, o país tem a capacidade de “mandar para o inferno” qualquer inimigo que ataque o Irã.


— O míssil Saijil-2, que tem uma tecnologia avançada, foi lançado hoje. E atingiu o solo exatamente no alvo — disse Ahmadinejad, que visitava ontem a cidade de Semnan, base do programa aeroespacial iraniano.

Segundo o Irã, o Saijil-2 teria um sistema de navegação mais sofisticado do que sua primeira versão, que foi testada em novembro.


Além disso, utilizaria combustível sólido. Esta última característica preocupa países ocidentais e Israel, pois isso permite que o míssil seja armazenado já com o combustível, tornando seu lançamento mais rápido, sem dar tempo para que o processo de disparo seja monitorado. O Saijil-2 seria o primeiro míssil terra-terra alimentado por combustível sólido do arsenal iraniano.


— Acho que é um desdobramento significativo — disse Gary Samore, assessor de Obama para controle de armas e segurança nuclear. — Do ponto de vista da mobilidade, ele é muito mais fácil de deslocar.


Secretário de Defesa dos EUA confirma lançamento

O secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, confirmou ontem o teste iraniano.


— As informações que li indicam que foi um teste de voo bem-sucedido — disse Gates, na Comissão de Orçamento da Câmara dos Representantes.


Segundo ele, o míssil tem um alcance entre 2 mil e 2,5 mil quilômetros. Ele disse não saber se o míssil atingiu realmente o alvo programado.


O secretário de imprensa da Casa Branca, Robert Gibbs, afirmou que o teste é “obviamente preocupante”, acrescentando que o presidente Obama se preocupa com o programa de mísseis iraniano “há muito tempo”.

Alex Vatanka, analista de Oriente Médio do grupo Jane’s, afirmou que o teste “não muda o equilíbrio estratégico da equação”, pois o Irã já tinha, na série de mísseis Shahab, um alcance similar em seu armamento.

Ele disse também que a coincidência do teste com o lançamento da campanha provavelmente “foi um presente” dos militares de linha-dura para aumentar a popularidade de Ahmadinejad. As eleições estão marcadas para o dia 12 de junho.



FSP (21/05/2009)


Editoriais: Mais uma do Itamaraty


É OBSCURA e desastrada a decisão do governo brasileiro de apoiar a candidatura do ministro da Cultura do Egito, Farouk Hosny, à direção geral da Unesco. As dúvidas que cercam o episódio não se restringem ao fato de um brasileiro, Márcio Barbosa, ter surgido como potencial candidato ao cargo, ele que há oito anos ocupa a função de adjunto de Koitchiro Matsuura, atual diretor daquela organização da ONU, voltada para a ciência, a cultura e a educação.


Há vozes de peso favoráveis a Barbosa, embora o Ministério das Relações Exteriores possa julgar que as credenciais do brasileiro e seu alcance político não bastem para justificar uma candidatura. Com base em tal convicção, o Itamaraty poderia escolher um caminho mais apropriado para os interesses do país.


O problema é que nada na candidatura de Hosny preenche esse requisito. Trata-se de personagem polêmico, acusado de antissemitismo. Em entrevista à Folha, relativizou suas declarações sobre queimar livros em hebraico -mas é forte a rejeição a seu nome na comunidade judaica, o que o faz um postulante por demais controvertido.


Nos últimos tempos, o governo brasileiro tem assumido posições injustificáveis. Recusou-se a condenar o odioso regime sudanês e foi pusilânime na hora de repudiar o lastimável discurso do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, na recente Conferência contra o Racismo das Nações Unidas.


Uma hipótese para o apoio a Hosny seria obter votos para a indicação do chanceler Celso Amorim à Agência Internacional de Energia Atômica -ideia que para alguns analistas já teria perdido ímpeto. Diante de tanta incongruência, é preciso que as autoridades esclareçam, enfim, por que o Brasil deve endossar essa confusa candidatura egípcia.



FSP online (21/05/2009)


G1 (21/05/2009)


Revista Época (21/05/2009)


JB (21/05/2009)


Correio Braziliense (21/05/2009)


UOL Internacional / Mídia Global (21/05/2009)


Deustche Welle (21/05/2009)


Gazeta do Povo (20/05/2009)


Em Cima da Hora (20/05/2009)


Jornal da Globo (20/05/2009)

  • Governo do Irã lança míssil de longo alcance: O presidente Mahmoud Ahmadinejad comemorou o lançamento de um míssil capaz de atingir Israel, além de bases dos EUA no Golfo Pérsico. Para ele, o armamento pode ajudá-lo na reeleição.


Zenit (20/05/2009)


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20/05/2009

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