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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Cláudia Andréa Prata Ferreira é Professora Doutora - Categoria: Associado III - do Setor de Língua e Literatura Hebraicas do Departamento de Letras Orientais e Eslavas da Faculdade de Letras da UFRJ.

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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Herdeiros de Arafat perdem poder: Congresso da Fatah fortalece jovens lideranças e muda os rumos da política palestina


Os artigos sobre Israel sempre atualizados você encontra aqui.



Destaque 1

  • Beit Chabad: Sábado 15 de agosto (2009): Bênção do novo mês: Este Shabat é Shabat Mevarechim (“o Shabat que abençoa o novo mês): uma prece especial é recitada, abençoando o Rosh Chôdesh (“Cabeça do Mês”) do mês vindouro de Elul. Antes da bênção, anunciamos a hora exata do “nascimento” da lua nova – segunda-feira, 12:31:48 (hora de Jerusalém). É costume Chabad recitar todo o livro de Tehilim antes das preces matinais.


Destaque 2

Boletim ASA, Número 119, julho/Agosto de 2009


Destaque 3


Destaque 4

Iton Gadol (12/08/2009)


JB, Internacional, pág.A21, em 12/08/2009


Herdeiros de Arafat perdem poder

Congresso da Fatah fortalece jovens lideranças e muda os rumos da política palestina


Belém, Cisjordânia


Uma nova geração de líderes políticos palestinos foi eleita ontem para altos postos de comando da facção Fatah, no primeiro congresso interno da organização em 20 anos. A facção, liderada hoje pelo pre­sidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, e encabeçada por 40 anos por Yasser Arafat, é a prin­cipal força política na Cisjordania.


Para se ter uma ideia da mudança, apenas quatro dos dez membros da chamada "velha guarda" do parado mantiveram seus assentos no con­selho executivo da organização, que conta com 18 representantes. Além disso, 14 candidatos foram eleitos pela primeira vez para o principal corpo decisório da facção.


Entre os vitoriosos está o po­pular Marwan Barghouti, que cumpre prisão perpétua em uma penitenciária israelense. Barghouti foi julgado em 2004 por uma corte em Israel pelo seu envolvimento com ataques ter­roristas durante a Segunda Intifada, que teve início em se­tembro de 2000. Ele foi con­denado a cinco prisões perpé­tuas pela morte de quatro is­raelenses e um monge grego, mas nega as acusações.


Além de Barghouti, outro que ganhou força política dentro da Fatah foi Mohammed Dahlan, que goza da ira do Hamas em função de sua atuação como chefe de segurança na Faixa de Gaza nos anos 1990.


- O resultado foi uma surpresa. É uma mudança, uma grande mu­dança - disse Nasser al-Kidwa, so­brinho de Yasser Arafat que tam­bém foi eleito para o conselho exe­cutivo da Fatan.


Um dos principais derrotados foi o ex-primero-ministro palestino Ahmed Qurie, um importante negociador nos Acordos de Oslo e talvez o principal representante da Autoridade Palestina nas negocia­ções de paz com Israel.


A liderança de Mahmoud Abbas, no entanto, não foi questionada. Segundo analistas, o presidente da Autoridade Palestina saiu fortalecido do congresso, já que foi um dos grandes defensores da necessidade do pleito. Abbas já havia antes declarado que o partido, ao fazer sua primeira eleição interna em solo palestino, deveria buscar um novo começo e tentar angariar o apoio de eleitores desiludidos com a principalliderança política secular na região. Marcado por acusações de corrupção e visto como defasado, o partido perdeu as eleições gerais de 2006 para o mo­vimento islâmico radical Hamas.


A derrota dividiu o movi­mento palestino e consolidou o controle do Hamas sobre a Fai­xa de Gaza, enquanto a Fatah, repleta de conflitos internos, teve o seu poder mais restrito à Cisjordâniá. Membros mais ex­perientes da Fatah agora espe­ram que o partido esteja em melhores condições para retomar a unidade interna e buscar alguma forma de reconciliação com o Hamas. O congresso da Fatah teve início no dia 4 de agosto e reuniu mais de 2 mil delegados de 80 países.


Mahmoud Abbas, Marwan Barghouti e Mohammed Dahlan saíram fortalecidos


Libertação de Barghouti

Em Israel, o ministro das Mi­norias Avishay Braverman defen­deu a libertação de Barghouti.


- Em função do resultado das eleições, devemos considerar liber­tá-lo de modo que possamos ter uma liderança palestina forte e mo­derada - disse o ministro. - Barghouti talvez possa reforçar uma ala moderada que apoie uma so­lução diplomática e um acordo com Israel, completou.


A mesma medida já foi de­fendida no passado pelo ministro da Infraestrutura, Binyamin Ben-Eli-zer. Um canal de TV israelense afirmou ontem que o ministro disse em conversas privadas pela manhã que Barghouti "é o único" que pode levar os palestinos a um acor­do final de paz com Israel.


Mas nem todos concordam. deputado Arye Eldad, do partido União Nacional, atacou aqueles que defendem a libertação de do político palestino.


- Os apelos pela libertação de Barghouti foram feitos pelo pessoal da esquerda que ainda acredita que uma organização terrorista e assassina como a Fatah deve ser fortalecida para contrapor o poder do Hamas.


Em 2006, Barghouti esteve en­volvido na elaboração de um texto que ficou conhecido como "o do­cumento dos prisioneiros palesti­nos", que defendia a criação de um Estado palestino com as fronteiras de 1967. O texto foi assinado por prisioneiros de todas as facções pa­lestinas, inclusive do Hamas.


O que mudou?


Qual o significado do congresso?

0 presidente da Autoridade Palestina Mahmmoud Abbas afirmou que o congresso foi um milagre. A Fatah, fundada há 44 anos, não fazia um congresso desde o encontro de Túnis, em 1989, onde também foram realizados os outros quatro congressos anteriores.


Por que o longo período entre uma e outra convenção?

Yasser Arafat, que dominou o movimento durante 40 anos até a sua morte, preferia que as decisões fossem tomadas por grupos reduzidos com os mais experientes da facção.


Abbas sai fortalecido da convenção?

Certamente. Abbas conseguiu rejuvenescer o comitê executivo, sem que isso tenha causado a saída de todos os seus mais valiosos aliados. As mudanças devem fortalecer sua liderança.


O resultado do congresso deve acelerar os acordos de paz?

Não conte com isso. A paz depende de israelenses, palestinos, dos Estados árabes e de Washington. No entanto, analistas chamam a atenção para o fato de que um reforço da autoridade de Abbas e da legitimidade da Fatah podem criar um momento positivo para o lançamento de um plano de paz para a região pelo governo Barack Obama, esperado a qualquer momento.


Como fica agora a relação da Fatah com o Hamas?

Alguns reformistas na Fatah acreditam que a jovem liderança do partido tem novas ideias sobre como alcançar um compromisso mais sólido com o Hamas.



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12/08/2009

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